Give Me Love

2 -Capítulo 2-


Notas iniciais
Bom, eu iria postar depois que eu terminasse de escrever o capítulo 5, mas sei lá, deu vontade. Bem, eu recebi apenas dois comentários e tenho apenas leitores fantasmas. Gente, sei lá, não cai a mão comentar Ç.Ç Bem, tá aqui o capítulo espero que gostem

Give Me Love

–Capítulo 2-

Por JefCokkie

Prendi meus cabelos num rabo de cavalo meio frouxo e coloquei-os dentro da touca cinza – a única que eu tinha. Para dizer a verdade, eu não tinha quase nada.

Eu já estava vestida com o uniforme da escola, dei um jeito de aumentar o número daquela saia colocando ela na altura do quadril. Eu não tinha nenhuma vontade de mostrar alguma parte do meu corpo.

Foi um sacrifício colocar as asas para dentro, a ferida ainda estava completamente em carne viva. Eu havia colocado a gaze para tampar o ferimento. Eu estava completamente mudada, eu não reconhecia mais a minha antiga aparência.

Antes, meus cabelos eram curtos, um pouco acima dos ombros, sem corte algum. Meu rosto era na faixa do normal, mas nada para se dizer “Olha, que linda!”, eu mal era notada, a não ser pelo fato do meu cabelo ser rosa. Eu não me sentia e não era atraente de jeito maneira. Eu ficava escorada pelos cantos menos movimentados da escola, sempre com um livro na mão, ou quando não, recebia as cartas celestiais de meu pai.

Bem, meu pai morava muito longe de onde eu me encontrava, literalmente muito longe. Ele morava em outra dimensão, junto com os outros anjos. Já minha mãe, falecera quando eu tinha apenas onze anos de idade, e sim, foi uma época muito, mas muito difícil da minha vida.

Quando minha mãe morreu, eu meio que decaí nos estudos na outra dimensão. Eu tinha que manter a compostura de garota com sangue real para liderar uma parte dos anjos, mas acontece que aquilo não se encaixava mais em minha cabeça quando um certo tempo chegou. Eu me rebelei contra meu pai quando o mesmo tentou arranjar um casamento entre a família Akasuna de Arcanjos — a família Akasuna eram um forte clã, haviam apenas arcanjos. Até as mulheres eram arcanjos, o que os tornavam muito, mas muito fortes.

E então eu fugi, fui para a dimensão mundana da Terra. Eu fugi quando fiz dezesseis anos, e eu já estava ali naquela dimensão há um ano e alguns poucos meses.

Peguei minha mochila e passei uma alça por um dos meus ombros.

Segurei o grito quando a mochila encostou-se em minhas costas. Aquela ferida estava realmente horrível. Mas sem me importar – na verdade tentando não me importar – saí, trancando a velha porta quase caindo aos pedaços e coloquei-me a andar.

Eu tinha uma mania estranha de apreciar as coisas mundanas, que na verdade não eram nada comparadas com as celestes. Tudo no mundo mundano era tão sólido, tão cheio de cores e formas... Já as coisas celestiais eram sempre reluzentes com cor de joias preciosas, e a maioria parecia ouro e prata.

Não demorou muito e então eu cheguei na escola.

Konoha Gaksuen era uma escola enorme, ainda haviam vezes que eu conseguia me perder ali, mesmo estando ali há algum tempo. Haviam mais de seis enormes pavilhões, fora a quadra gigantesca e o campo de futebol. Ainda havia uma sala de música enorme, cheia de instrumentos caros de marcas importadas. Um Anfiteatro gigantesco e ainda havia as piscinas, que variam desde vinte metros para baixo.

Adentrei o enorme campus, vendo alguns dos alunos sentados conversando, alguns rindo, outros sentados encostados em alguma árvore. Amigos. Bem, no mundo Celeste eu não tinha permissão de ter amigos, a não ser da Realeza Celeste, era muito injusto.

Algo estava diferente, pois alguns dos alunos me olhavam como se eu fosse uma novata. Talvez pelo fato de que meu rosto tenha ficado quase irreconhecível e por eu estar usando uma touca ridícula, cujo eu me recusava a tirar.

Olhei para o chão, procurando ignorar aqueles olhares, mas aquilo parecia queimar em minhas costas, pesando demais.

Então era assim que as pessoas populares se sentiam?

Entrei para o primeiro pavilhão, onde eu teria a primeira aula do dia: História. Eu adorava aquela matéria, pois eu estudava sobre os acontecimentos da Dimensão Mundana, e que eram de certa forma, mais interessantes que as batalhas que houve na Dimensão Celeste.

Subi os degraus sem pressa alguma, olhando sem interesse para meus próprios pés. Subi o primeiro pequeno lance de escada e depois segui subindo o segundo e último lance.

Senti então alguém esbarrar em mim, com o ombro bem em minha ferida nas costas. Me apoiei rapidamente na parede enquanto mordia o lábio inferior, procurando não chorar ou gritar, mas aquela dor era grande demais.

– Ah, meu Kami! Me desculpe! – uma voz feminina soou – Você está bem?

Olhei para a garota e pisquei. Era Ino.

– Sou eu, Ino – eu disse com a voz entrecortada.

Ino franziu a testa, sem entender.

– Como sabe meu nome? Nunca te vi por aqui, você é nova?

Revirei os olhos.

– Sou eu, porquinha – proferi aquele apelido que apenas eu e ela sabíamos, e então ela paralisou.

Primeiro, pensei que Ino iria gritar, mas depois ela deixou a expressão sem surpresa alguma ou algo do gênero. Não demonstrou emoção alguma.

– Ai, meu Kami, Sakura – ela suspirou pesadamente, examinado meu rosto – É você mesma?

Assenti sando um sorriso de canto meio fraco.

Ela cobriu a boca com as mãos, arqueando as sobrancelhas.

É, ela havia ficado realmente surpresa, pois normalmente ela dava um ataque histérico, mas dessa vez, ela nem parecia a Ino cujo eu conhecia.

– Onde a outra Sakura foi parar? – ela me analisava minuciosamente, piscando devagar.

– Ainda sou eu, Ino – bufei – Só que diferente.

Ino piscou, sem nada dizer.

– Coloca diferente nisso – ela comentou e eu revirei os olhos — Por que está com essa touca?

– Porque eu me recuso a andar com o cabelo do jeito como está – respondi olhando para o chão.

– Eu quero ver, Testuda – ela disse e eu a olhei, negando – Nem me venha com essa! Uma hora você vai ter que tirar essa touca ridícula. Não vai poder viver o resto de sua vida com ela.

– Ah, não? – arqueei uma sobrancelha – Apenas me observe.

E então eu fui subindo os degraus, mas eu sinceramente devia saber que não era muito seguro fazer aquilo com Ino. Logo com ela.

É, ela arrancou a touca da minha cabeça com uma velocidade inacreditável. Virei-me para ela e a fuzilei com os olhos.

– Ino! – a repreendi.

Ela então olhou para o meu cabelo e sua boca se abriu.

– Solte o cabelo – ela disse sem tirar os olhos do mesmo.

Suspirei, pensando em negar novamente, mas já não adiantava mais. Não faria diferença se eu soltasse ou não o cabelo.

Puxei o elástico de cabelo e balancei a cabeça, fazendo com que algumas madeixas recaíssem sobre meus ombros em bela cascatas róseas. Eu me sentia totalmente estranha, mesmo Ino sendo minha amiga.

– Meu Kami... – ela arqueou as belas sobrancelhas bem feitas, demonstrando surpresa – Como você tá linda.

Dei um meio sorriso, constrangia – eu não era o tipo de pessoa acostumada a receber elogios.

O sinal soou, ocupando todo o espaço de som daquela escola.

Ino sorriu.

– Vem, vamos para a sala. Estou louca pra ver qual vai ser a reação de todos ao te verem – e então ela me puxou, subindo as escadas depressa, sem me dar chance de dizer ou fazer mais nada.

Notas finais
Bem, o capítulo 3 vai ser postado apenas quando eu terminar de escrever o capítulo 5 e assim por diante - assim vou manter tudo sobre controle para não demorar deixando tudo organizado. >< eijos