Give Me Love

15 -Capítulo 15-


Notas iniciais
Ohayo! ^-^ Bem, trago o capítulo 15 para vocês. Espero que gostem, pois este ficou super foda e-e Vou escrever o 16 e depois postarei. Já tenho toda a história planejada, tuuudo carai! e-e Boa leitura

Give Me Love

–Capítulo 15-

Por JefCokkie

Olhei para Naruto sentando-se numa das cadeiras da biblioteca de Sasuke, boquiaberta.

– Você parece que vai desmaiar – Naruto disse olhando para mim, com uma leve pontada de preocupação.

– Não é para menos! Descobri que conheço o filho da Potência Flamejante – eu estava em choque – Eu não sabia que você...

– Que eu era uma Potência Maligna? – Naruto me interrompeu – E eu também não sabia que você era um Serafim, Sakura-chan. Estamos quites.

Olhei estática para ele. Ele sabia...

Naruto parecia uma pessoa totalmente diferente. Ele sempre se demonstrou simpático, sorridente, mas agora, vendo ele daquele modo, sério e chegando a ser intimidador... Era estranho. Ele tinha um jeito de bobo, mas ali, ele parecia perigosamente ameaçador. E não eu não negava que no fundo, eu estava com um pouco de medo dele.

– Como sabe de tudo isso? – perguntei com a voz entrecortada.

– Eu suspeitei desde que sua aparência mudou. Depois Sasuke me contou e eu confirmei apenas o que eu já sabia. Sakura-chan, o que está fazendo aqui? – ele me encarou com seus olhos azuis vibrantes. – E eu sendo uma Potência Maligna, se não percebesse, eu seria realmente um tapado.

– Seus pais... Como eles...? – eu não conseguia perguntar, tudo o que eu gostaria de saber estava entalado na garganta.

– Meus pais estão bem. Nunca fizeram mal a ninguém, mas sempre aceitaram o que eram.

– Admiro-os – eu sentei-me na cadeira após puxá-la.

– Eu também – ele deu um meio sorriso.

– O que as Potências fazem, exatamente? – perguntei com os olhos brilhando de curiosidade.

– Nos responsabilizamos pela ordem de proteger a humanidade dos inimigos exteriores.

– Como algum demônio vindo da Dimensão Iferum?

– Sim – ele respondeu e olhou para cima – Nós zelamos também pelos quatro elementos, favorecemos a perpetuação de todas as espécies de animais, insetos, plantas, que existem na natureza. Conferimos proteção contra o desequilíbrio do meio-ambiente e nossa energia é mais intensa próxima à floresta, ao fogo e aos lagos, dependendo de qual elemento nos é concedido.

– Mas você é uma Potência maligna – repliquei e seus olhos pousaram em mim de imediato. Me arrependi de ter dito aquilo no mesmo instante em que seus olhos pousaram em mim com certo pesar.

– Sim, mas eu não ajo como uma – ele murmurou e tirou os pés da mesa.

– Você tem... Sabe... A es... – eu não conseguia perguntar e fazia gestos com as mãos para que ele pudesse entender.

– Se eu tenho uma espada flamejante? – ele perguntou e eu assenti – Não. Ganharei quando eu completar dezoito anos.

– Quando faz aniversário?

– 10 de outubro – respondeu e abriu um enorme sorriso – O que vai me dar de presente, Sakura-chan? Eu quero muito uma moto.

Eu ri.

– Engraçadinho – joguei uma caneta nele, cuja estava em cima da mesa.

Nós rimos, até que então a risada cessou.

– E sobre o Gaara... – ele disse e eu o finquei meus olhos nele — Sasuke parece que não jogou limpo. Sasuke sabia que Gaara gostava de você.

Senti um aperto no coração. Sasuke era ou não era quem eu pensava que era?

– Há quanto tempo Gaara gosta de mim? – decidi perguntar, com os olhos baixos.

– Desde o ano passado, quando você entrou na escola – ele respondeu e eu arqueei as sobrancelhas, surpresa – Você não lembra do trabalho de química que fez com ele, não é?

Neguei, franzindo a testa em confusão.

– Vocês eram da mesma sala ano passado. Vocês fizeram um trabalho de química logo no começo do ano – ele insistiu, fazendo um gesto com as mãos, tentando me fazer lembrar.

– Espera, eu fiz esse trabalho com Sabaku – murmurei, minha memória ainda meio vaga.

– Ele mesmo, Sakura-chan! O nome dele é Sabaku No Gaara – ele sorriu.

Pisquei. Eu realmente não tinha uma memória boa.

– Desde então ele teve olhos para você, só que depois que você mudou fisicamente ficou muito na casa que você vinha de uma linhagem Celeste.

– Era tão óbvio assim? – perguntei com os olhos baixos.

– Para nós, seres Impuros, era — ele suspirou ao dizer aquilo.

– O que Gaara é?

– Uma Dominação.

– Maligna?

Naruto assentiu.

– O que as Dominações fazem? – perguntei. Eu realmente não me lembrava de quase nada do estudo que eu tinha na Dimensão Celeste.

– Eles almejam a verdadeira soberania, e tem no cetro e na espada seus símbolos do poder divino sobre a criação. Afloram no homem a força para subjugar o inimigo interior. Auxiliam as questões ou conflitos que necessitam de solução imediata. Despertam no homem a força para dominar a si mesmo. São os governantes do universo.

Pisquei, tentando absorver aquilo.

– A Dominação Maligna faz o contrário, não é?

– Gaaara não é assim. Ele só é declarado Dominação Maligna, por seus pais terem sido, mas Gaara é bom. Ele nunca faria mal a ninguém. Ele se sente muito para baixo por ser uma Dominação Maligna. Antes, pessoas que ficavam ao seu lado, sentiam-se para baixo, mas ele lutou para mudar isso. Ele é quase uma Dominação Celeste.

Arqueei minhas sobrancelhas, em sinal de surpresa. Gaara realmente havia lutado para mudar, pois pelo o que eu sabia era quase impossível mudar sua designação, ou seja, se você é escolhido Maligno, você tem de ter uma força de vontade enorme para conseguir transformar-se em Celeste.

– Então, tecnicamente ele não é um Impuro – assinalei, mas Naruto negou.

– Ele mudou o efeito que causa nas pessoas, não sua designação.

– Ah – olhei para baixo.

O som da porta sendo aberta chamou-nos atenção, e ao virarmos para olhar Sasuke entrava, com um livro em mãos. Ele havia trocado de roupa, já não usava mais o uniforme. Trajava uma camisa azul marinho de botões com as mangas cumpridas arregaçadas até acima do cotovelo e uma calça jeans negra meio surrada – como sempre .

Eu voltei a olhar para frente – eu não queria, e não conseguia olhá-lo.

– Vamos logo com isso – Sasuke disse, seu tom de voz era frio e um pouco irritado.

– Temos de tirar fotos dos documentos, copiar tudo o que for possível – Naruto disse levantando-se e tirando um celular de última geração do bolso traseiro da calça jeans que usava. – Precisamos de provas.

– Sakura, pegue o livro em cima da mesa ao lado da estante dos livros de Teologia – Sasuke disse e eu assenti.

– Meio estranho ter livros de Teologia na casa de um demônio – Naruto comentou e eu segurei a risada.

– Não sou um demônio, seu idiota. Sabe disso – Sauke resmungou.

– Você não, mas seu tio sim, não?

Ouvi Sasuke suspirar pesadamente.

– Cale a boca, Dobe. Ao trabalho – murmurou Sasuke e Naruto nada disse.

Peguei o livro cujo Sasuke havia dito, e o levei até ele, colocando em cima da mesa ao seu lado. Ele nada disse, pegou o livro e tirou os documentos que havia guardado ali.

Sentei-me um pouco afastada deles, os observando. Não havia muito que eu fizesse, então eu apenas tinha de ficar sentada sem atrapalhar.

Algo, como um vento gelado, passou em minha mão direita. Logo pude ver ao se materializando em minha mão. Uma carta vinda da Dimensão Celeste. O papel era num branco cintilante que era unicamente feito em minha dimensão. O selo de cera dourado da família Akasuna prendia o papel. Abri a carta, tomando cuidado em não quebrar o selo.

“A próxima lua cheia está próxima, em breve estarei na Dimensão Mundana. Informei ao seu pai sobre o que foi descoberto enquanto eu estive aí. Ele não desconfiou nem um pouco. Estou com saudades, minha pequena. — — — — Sasori.”

– O que é isso? – ouvi Naruto perguntar.

Olhei para o mesmo e ele encarava o papel em minhas mãos, assim como Sasuke, que mantinha-se calado.

– Sasori mandou uma carta – eu disse e eles continuaram em silêncio.

– O que diz? – Naruto decidiu perguntar depois de um momento.

– Sasori disse que vem na próxima lua cheia e que meu pai não desconfia de nada – respondi dobrando a carta.

– Algo mais? – Sasuke perguntou e eu pude ver seu maxilar travando-se após a pergunta.

– Não – menti guardando a carta.

Eu não estava com a mínima vontade de dizer que Sasori havia dito que estava com saudades e discutirmos por conta disso ou ele dar um chilique de não olhar na minha cara. Eu não estava me sentindo muito bem ao seu lado depois de saber o que fizera com Gaara.

Eu não conhecia Gaara, mas mesmo assim sentia que ele era uma boa pessoa. Sasuke parecia uma criança mimada que passa por cima de tudo e de todos quando quer algo – e foi isso o que ele fez. Ele passou por cima dos sentimentos de Gaara, e isso doeu em mim, mesmo eu estando apaixonada por si.

Gaara não merecia aquilo – pelo menos eu achava que não.

– Quando é a próxima lua cheia? – Naruto perguntou.

– Daqui há um mês – Sasuke respondeu e virou-se novamente para o livro.

A tarde passou rápido, Naruto fotografou tudo quanto é coisa, até o que não precisava. Ele disse que imprimiria e logo traria para nós. Sasuke disse que havia uma impressora em seu quarto e Naruto saiu, dizendo que não demorava.

Sasuke sentou-se em uma das cadeiras e apoiou seus pés na mesa, com os braços cruzados sobre o peito. O silêncio tomou conta dali e eu engoli em seco. Eu não queria ficar perto dele, mas ao mesmo tempo eu queria – mas eu não podia relevar sua ação egoísta para com Gaara que me envolvia querendo eu, ou não querendo.

Me levantei e me enfiei dentre as grandes estantes lotadas de livros, eu não ficaria perto dele – nem que eu me perdesse por aquelas estantes, formando um labirinto de cultura. Eu não me importaria de me perder naquele lugar.

– Você está estranha – ouvi Sasuke dizer, um pouco distante de onde eu estava.

Não respondi, ouvi um suspiro.

– Você está calada demais – ele continuou.

Novamente não respondi.

– Você está me achando um monstro por ter magoado Gaara, não é? – sua voz parecia estar mais perto.

Andei mais para o fundo, tentando me afastar mais e mais dele.

– Eu agi errado, sei disso, mas não fiz por maldade, Sakura – sua voz estava mais próxima.

Ouvi seus passos e parei por um momento, tentando localizá-lo. Seus passos também pararam.

– E o que foi, então? – decidi perguntar. Sasuke com toda certeza prestara atenção de onde minha voz viera, então eu andei rapidamente para o lado oposto de onde eu estava.

– Quando o quase beijo ocorreu, eu só não te beijei de verdade porque lembrei-me de Gaara. Seria errado fazer aquilo com ele – ouvi seus passos indo para onde eu estava anteriormente.

– Você me beijou de verdade depois – murmurei.

– Eu não consegui mais segurar, mas se quer saber, por mais que eu tenha agido errado mesmo sendo amigo de Gaara, eu não consegui me arrepender nem um pouco – sua voz estava mais próxima.

Agachei-me e engatinhei para trás de outra estante, passando por trás de algumas caixas que estavam no chão.

– Você me beijou na frente dele – rebati e ouvi seu suspiro pesado.

Imediatamente saí de onde eu estava, andando rapidamente para mais perto de outra estante.

– Instinto masculino – parecia haver humor em sua voz – Depois de eu ter te beijado na noite em que Sasori apareceu no baile, você esperava que eu não tomasse o que a partir daquele momento passou a ser meu?

– E o que te faz pensar que eu sou sua? – perguntei num tom de voz desafiador.

Mas ele não respondeu. Vaguei pelas estantes tentando não fazer barulho. Parei e empurrei alguns livros para tentar ver do outro lado da estante.

– E não é? – uma voz rouca soou em meu ouvido, fazendo com que meu corpo estremecesse em resposta ao sentir seu hálito quente em contato com minha pele.

Trinquei os dentes – aquilo era golpe baixo.

Senti uma de suas mãos deslizar por minha cintura e logo depois ele apoiou suas mãos na estante, prendendo-me ali com seus braços. Eu estava sem saída.

– Diga-me, Sakura – ele mordeu o lóbulo de minha orelha e eu fechei os olhos fortemente, tentando ser forte, mas sinceramente? Não dava, não com ele, não naquele momento – Você não me quer?

– Pare de brincar comigo, Uchiha – eu disse entredentes, minha voz entrecortada.

– Não estou brincando com você – ele afastou meu cabelo com o nariz, roçando-o em meu pescoço – Por que acha isso?

– Você faz com que pareça – murmurei baixo.

– Hm – ele deu uma leve mordida em meu pescoço e eu mordi meu lábio inferior – Mas eu não estou.

– Pare – pedi num sussurro.

– Você não quer que eu pare.

– Não – sussurrei.

– Não foi uma pergunta – ele disse e riu perigosamente sexy.

– Eu sei – virei-me entre seus braços e fitei seus olhos negros, tão perto dos meus – Você é um garoto levado.

Um sorriso de canto sexy e cheio de malícia se repuxou em seus lábios.

– Eu sei – ele inclinou-se um pouco – Preciso que me ensine a me comportar.

Olhei para seus lábios, sedenta para beijá-los.

– Não sei se você dá conta do recado – eu disse ainda olhando para os seus lábios.

Ele riu.

– Isso é o que veremos – ele mal terminou de dizer e colou seus lábios nos meus.

O beijo não começou calmo. Ao contrário disso, foi como se algo tivesse se explodido dentro de nós e tudo o que sabíamos fazer era provar de nós mesmos, partilhando nosso desejo em comum.

Sua língua conduzia a minha numa dança sensual e viciante. Uma de suas mãos desceram para a minha cintura enquanto a outra se enroscava em meus cabelos, puxando minha cabeça para mais perto da sua, não me dando como escapar.

Sasuke era incrivelmente forte, estava quase me levantando do chão e era como se eu sentisse que ele estava perdendo o controle – mas naquele momento, eu não me importava nem um pouco, porque eu desejava senti-lo mais do que tudo o que eu mais quis.

Pousei minha mão em seu ombro e a outra adentrei a gola de sua camisa, cravando minhas unhas em sua pele. Ele estremeceu com isso e em resposta ele me apertou mais contra seu corpo. Em desceu para meu pescoço, beijando-o ferozmente e o chupando – aquilo deixaria marcas roxas, com toda a certeza.

– Sasuke – proferi seu nome, mas pareceu mais um gemido.

– Hm – ele mordeu meu queixo.

Sua mão adentrou minha camisa do uniforme e deslizou pelas minhas costas cravando-se em minha pele – se ele tivesse unhas cumpridas aquilo doeria. Mordi seu lábio inferior e ele puxou minhas pernas para cima, enlaçando-as em sua cintura. Ele apoiou-me na estante que estava atrás de mim e segurou em minhas coxas.

Emiti um gemido baixo.

Sasuke olhou-me com seus olhos brilhando de desejo e eu o olhei da mesma maneira. Ele beijou-me novamente, deslizando uma mão por uma de minhas pernas.

– Teme? – ouvi a voz de Naruto – Sakura-chan?

Sasuke separou seus lábios dos meus e grunhiu.

– Maldito – Sasuke resmungou e enfiou o rosto na curva do meu pescoço.

– Sasuke, temos que ir – eu disse e ele murmurou um palavrão com raiva e me colocou em pé.

Eu cambaleei um pouco e ele me segurou, sorrindo maliciosamente.

– Acho que quem não deu conta do recado foi você – ele disse sorrindo divertido.

– Está enganado – eu disse me erguendo na ponta dos pés, ficando bem perto de seus lábios.

– Eu acho que não – ele disse se inclinando para me beijar.

Fiquei a um milímetro de seus lábios, mas não o beijei. Me afastei arrumando minha camisa do uniforme e meu cabelo, deixando-o com uma feição surpresa e um tanto irritada.

– Apenas aguarde, Haruno – ele disse me puxando pela cintura, enquanto ajeitava o cabelo negro.

Logo saímos daquele labirinto de estantes e vimos Naruto, sentado folheando as folhas que havia imprimido. Ele ergueu seus olhos azuis celestiais e nos encarou, variando seu olhar para mim e para Sasuke.

– Vocês poderiam ter ido para um quarto – ele murmura voltando sua atenção para as fohas.

Vi Sasuke revirar os olhos.

– Imprimiu tudo? – Sasuke perguntou sentando-se.

– Sim – Naruto entregou as folhas para ele – O que vai fazer com isso?

– Entregarei ao Akasuna para que entregue ao pai de Sakura – Sasuke disse folheando aquelas folhas uma por uma e as analisando minunciosamente.

– Mas e se meu pai desconfiar? – perguntei sentando-me também.

– Não vai – ele assinalou – É só o Akasuna dizer que foi ele quem tirou as fotos e imprimiu.

Refleti um pouco e depois assenti.

– Naruto, pode citar todos os tipos de anjos que conhece? – Sasuke perguntou olhando para o loiro.

– Para quê? – ele arqueou uma sobrancelhas loira.

– Para eu me manter informado – Sasuke murmurou e o loiro suspirou,

– Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potências, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos normais – Naruto disse e encostou suas costas no encosto da cadeira – Tem a primeira Tríade, que são compostas por Serafins, que são os anjos mais próximos de Deus e que emanam a essência divina do mais alto grau, normalmente têm seis asas. São os anjos de classe mais alta que existe, portando o som do louvor – Naruto direcionou seus olhos a mim e depois voltou a olhar para Sasuke.

– Prossiga – Sasuke disse e Naruto assentiu, suspirando.

– Querubins são seres misteriosos, descritos tanto no Cristianismo como em tradições mais antigas às vezes mostrando formas híbridas de homem e animal. Os povos da Mesopotâmia tinham o nome karabu e suas variantes para denominar seres fantásticos com forma de touro alado e face humana, e a palavra significa em algumas daquelas línguas “poderoso”, em outras “abençoado”.

Naruto estalou os dedos da mão e continuou:

– E há Tronos ou então chamados Ofanins. Tronos vem do grego derivado thronos, que significa “anciãos”. Podem ser chamados de erelins também ou algumas vezes de Sedes Dei, que significa Trono de Deus. Eles são identificados com os vinte e quatro anciãos que perpetuamente se prostram diante de Deus e a seus pés lançam suas coroas. São os símbolos da autoridade divina e da humildade, e da perfeita pureza, livre de toda contaminação.

Me ajeitei na cadeira e esperei que ele continuasse.

– Na segunda Tríade há Dominações ou Domínos que tem a função de regular as atividades dos anjos inferiores. Distribuem a outros anjos suas funções e presidem os destinos das nações. Acredita-se que as Dominações possuam uma forma humana alada de beleza inefável, e são descritos portando orbes de luz e certos indicativos de seu poder de governo.

– Nossa – eu disse baixo.

– Pois é, eles parecem ser bem intimidadores – Naruto disse – Há as Virtudes, que são os responsáveis pela manutenção do curso dos astros para que a ordem do universo seja preservada. Seu nome está associado ao grego dunamis, que significa “poder” ou “força”. Orientam as pessoas sobre sua missão, são encarregados de eliminar obstáculos que se opõe ao cumprimento das ordens de Deus, afastando os anjos maus que assediam as nações para desviá-as de seu fim. Eles são particularmente importantes porque têm a capacidade de transmitir grande quantidade de energia divina. As Virtudes derramam bênçãos do alto, frequentemente na forma e milagres. São sempre associados com os heróis e aqueles que lutam em nome de Deus.

– Ou seja, eles estão presentes no dia-a-dia de qualquer ser vivo – Sasuke supôs.

– Basicamente – Naruto respondeu – E há as Potestades, ou Potências, que sou eu, no caso. Somos chamados também de “condutores da ordem sagrada”, executamos as grandes ções que tocam no governo universal. Somos os portadores da consciência de todo ser vivo, de sua história e de sua memória coletiva, estando relacionas com o pensamento superior.

– Como assim? – perguntei com uma sobrancelha arqueada.

– Como ideia, ética, religião e filosofia, além da política em seu sentido abstrato – ele respondeu. Naruto era inteligente, muito mais do que eu imaginava – Na terceira Tríade há os Principados, que são os anjos encarregados de receber as ordens das Dominações e Potestades e transmiti-las aos reinos inferiores. Sua posição é representada simbolicamente pela coroa e cetro que usam. Guardam as cidades e os países. Protegem também as dioceses, e velam pelo cultivo de sementes boa no campo das ideologias, da arte e da ciência.

Naruto bocejou.

– Arcanjos, que significa “anjo principal” ou “chefe” vindo do grego arkangélos. São responsáveis pela vigilância universal durante o período dos Nefilins, os anjos caídos. Mas por outras fontes apócrifas estes são por vezes ditos como querubins. São guerreiros que travam batalhas corporalmente com armaduras lanças e espadas. São guerreiros Celestes. – ele fez uma pausa – E há os Anjos normais, que são seres angélicos mais próximos dos seres vivos. São dotados de vários poderes sobrenaturais, como o de se tornarem visíveis e invisíveis à vontade, voar, operar milagres diversos e consumir sacrifícios com seu toque de fogo. Eles podem ser da última categoria, a mais baixa da hierarquia Celestial, mas perante aos olhos de Deus todos são anjos e todos são iguais, tendo o mesmo tratamento da parte Dele.

Pisquei absorvendo toda aquela informação. Era muita coisa para decorar. Apenas me ajeitei na cadeira e olhei para Naruto.

– Querem saber mais alguma coisa? – perguntou o loiro.

Sasuke se levantou.

– Por enquanto não. – Sasuke disse e saiu dali, deixando-me com Naruto.

Naruto me olhou e deu de ombros.

Notas finais
Até o próximo capítulo!