Give Me Love

13 -Capítulo 13-


Notas iniciais
Gente, desculpa não ter postado ontem, mas aconteceu um puuuuto dum imprevisto. Cheguei em casa hoje em vez de ter sido ontem. Mas o trânsito na rodovia Fernão Dias daqui de São Paulo estava um inferno, e minha mãe teve de ir buscar meu irmão e eu hoje. Mas enfim. Eu me enrolei um pouco com os capítulos, porque eu ainda não terminei o 15, mas aqui está o capítulo 13 em compensação por eu não ter postado ontem. Falo com vocês nas notas finais. Boa leitura

Give Me Love

–Capítulo 13-

Por JefCokkie

Sasuke estava encostado à parede, com os fortes braços cruzados sobre o peito largo. Ele estava com um olhar que eu nunca havia visto. Seus olhos pareciam arder como fogo sobre mim e Sasori, que ainda estava me abraçando protetoramente, enquanto encarava o Uchiha, que não parecia nem um pouco contente com aquilo.

– Uchiha – ouvi Sasori bradar. Sasuke mantinha sua face impassível, mas seus olhos demonstravam fúria.

– Eu estava dando um simples passeio por minha propriedade e acabo me deparando com a cena mais comovente da minha vida. Minha namorada com meu inimigo – Sasuke ainda mentia dizendo que eu era a namorada dele.

Senti Sasori paralisar por um momento, ao ver que Sasuke sabia quem ele era e o que ele era.

– Ele sabe da verdade, Sasuke – eu disse e senti os olhos de Sasori sobre mim.

Bem, na verdade Sasori não sabia de nada.

Os olhos negros de Sasuke vieram de Sasori para mim. Sasuke suspirou, fechando os olhos por um breve momento.

– Certo, não terei que fazer aquele teatrinho idiota – ele murmurou e descruzou os braços logo depois enfiando suas mãos no bolso dianteiro da calça. – Ela te contou toda a verdade?

Sasori olhou-me, pedindo ajuda com os olhos, mas logo entendeu onde eu queria chegar.

– Bem, de qualquer jeito, não faz mal explicar melhor – eu disse olhando para Sasuke, que olhava mortalmente para o braço de Sasori em meus ombros ainda em sinal de proteção.

– Hm – Sasuke se aproximou e puxou-me dos braços de Sasori delicadamente – Você está com algo que me pertence.

– Hã?

Um sorriso travesso e cheio de malícia passou pelos belos lábios de Sasuke, fazendo com que meu coração disparasse sem minha permissão. Ele se inclinou, ficando perto demais.

– Pego de volta mais tarde – ele disse com certa malícia na voz e com toda certeza Sasori entendeu que havia um duplo sentido naquela frase.

Sasori pigarreou, parecendo incomodado.

– Onde estávamos? – Sasori perguntou e quando eu virei ele estava com os braços cruzados, ressaltando seus músculos.

Vi Sasuke medir Sasori de cima abaixo.

– Seria muito bom se você decidisse vestir uma camisa – Sasuke disse com o maxilar travado.

Um rastro de divertimento traçou o olhar de Sasori, que olhou-me com um sorriso traiçoeiro repuxado nos lábios avermelhados. Sasori pegou sua roupa e colocou suas asas para dentro, mas não antes de se exibir. Esticou-as até onde podia, mostrando o quão grande eram e as guardou.

Sasuke com toda certeza estava morrendo de vontade de esmurrar Sasori, eu podia sentir.

– Acho que sabe da Guerra – Sasuke comentou, cruzando os braços novamente.

– Sim. A possível Guerra – Sasori também cruzou os braços.

Olhei de um para outro, sem nada dizer.

– Não é uma possível guerra. Vai ter uma Guerra se nós não impedirmos – Sasuke murmurou com sua voz grave.

– Nós, seres celestes, soubemos que o nosso Rei não concordou com guerra alguma – Sasori disse com o cenho franzido.

– Esse é o problema, Akasuna – Sasuke soltou um longo suspiro – Meu tio está planejando uma Guerra que seu povo não será avisado. Quer vocês queiram, ou não. Entende agora?

Sasori parecia não acreditar no que estava ouvindo.

– E o que o seu tio quer com essa guerra?

– É o que eu pretendo descobrir – Sasuke cruzou os braços – Pelo o que eu percebi ele quer algo que vocês guardam.

Sasori pareceu refletir.

– Mas não há nada de tão precioso guardado na Dimensão Celeste – Sasori murmurou mais para si mesmo.

– Pode ser qualquer coisa. Ele não criaria uma guerra por nada – Sasuke murmurou – Vocês precisam se preparar para isso.

– E por que está nos ajudando? – Sasori perguntou rispidamente.

– Tenho meus motivos – foi apenas o que ele disse.

– E como quer que nós confiemos em você, Uchiha? Você é um demônio.

– Não sou um demônio – Sasuke disse de modo com que um frio me subisse e gelasse minha espinha.

– Você é do Clã de Descendentes de Baal, Uchiha. Sabe o que é Baal? Baal é Belzebu. E sabe quem é Belzebu? É um dos quatro príncipes do Inferno – Sasori murmurou com certa ironia presente em sua voz – Como prova que não é um demônio?

Sasuke deu um sorrisinho que eu passei a conhecer bem sem nem perceber – presunção. Ele era convencido demais quando queria, e era isso que me atraia mais. Ele tinha uma autoestima que deixava qualquer uma no chinelo.

– Não provarei – Sasuke virou a cabeça e olhou em meus olhos – Quem provará será o tempo.

– Ah, não me vem com essa, filhote de Uchiha! – Sasori esbravejou – Acha que meio termos irão me convencer? – Sasori deu um passo na direção de Sasuke.

– E quem lhe disse que eu quero te convencer? – Sasuke bradou para Sasori, dando um passo em direção a ele também.

Eu tive de intervir. Entrei na frente dos dois e cruzei os braços.

– Céus, como vocês são infantis – olhei para Sasuke e depois para Sasori. Um olhar de repreensão – Será que podemos continuar a conversa sobre a guerra em vez dessa rivalidade idiota?

Ele apenas assentiram ainda se entreolhando – eu podia enxergar as faíscas saindo daquele olhar.

– Sasuke não está mentindo, Sasori – eu disse me virando para olhar o ruivo, que pousou seu olhos amêndoas sobre mim – Ele tem motivos para nos ajudar. Ele não me contou ainda, mas sei que saberemos na hora certa. Ele está nos ajudando.

– Sakura, por que um inimigo nos ajudaria? – Sasori sabia que eu não teria resposta para aquilo, mas o que ele não sabia, era que eu não me calaria diante daquela pergunta.

– Sasori, acha que se ele não quisesse nos ajudar eu estaria aqui? Entrar num baile infestado de Descendentes de Baal? Ser apresentada como namorada dele para todos eles? Ele está fazendo o possível para descobrir mais sobre essa guerra.

Sasori pareceu refletir.

– Então o namoro de vocês é uma mentira? – Sasori decidiu perguntar.

– Sim.

– Não – Sasuke respondeu ao mesmo tempo que eu.

Virei-me rápido para o encarar e apertei os olhos, em sinal de irritação.

– Sim, é uma mentira – repeti a palavra em tom forte. Vi a mão de Sasuke se fechar num punho.

Virei-me para Sasori novamente e suspirei.

– Ele sabe de algo sobre a guerra? – Sasori perguntou para mim.

– Sim, ele tem informações sobre as reuniões as quais o tio dele compareceu, sobre os documentos assinados por líderes de Clãs da Dimensão Inferum. Temos provas de que essa guerra vai acontecer – respondi e ouvi um pigarreio atrás de mim.

– Será que é possível vocês pararem de conversar como se eu não estivesse aqui? – o tom de voz de Sasuke era de irritação, mas com sarcasmo ao mesmo tempo.

Não me virei para olhá-lo, eu estava com raiva dele – mais do que eu podia descrever.

– Tanto faz, Uchiha – Sasori murmurou revirando os belos olhos cor de amêndoa.

Ouvi um pesado suspiro de Sasuke.

– E o que faremos a partir de agora? – Sasori perguntou, olhando-me.

Faremos? – Sasuke repetiu a palavra – Oh, não, Akasuna! Isso não inclui você.

– Sasuke, precisamos de Sasori – eu disse sem virar-me – Ele pode viajar entre a Dimensão Celeste e a Dimensão Mundana sem problemas. Ele pode manter meu pai informado sobre tudo o que descobrirmos aqui, para que eles comecem a se preparar se não conseguirmos impedir essa guerra.

Sasuke ficou em silêncio – eu sabia que ele estava com raiva, mas sabia que ele havia admitido para si mesmo que eu tinha razão.

Vi Sasori lançar um sorrisinho vitorioso para Sasuke, que bufou atrás de mim.

– Seu pai pode saber que eu a encontrei? – Sasori perguntou sentando-se na mureta.

Refleti por um momento e virei-me para encarar Sasuke. Ele estava mais perto do que eu pensava, e por isso eu recuei um passo, sentindo meu coração disparar por tamanha proximidade.

– O que me diz? – dirigi-me à Sasuke, que pareceu refletir junto comigo.

Depois de um silêncio breve Sasuke se manifestou.

– É melhor que ele não saiba por enquanto, ou então ele mandará alguém para busca-la, senão ele mesmo, com toda a certeza.

– Nisso eu tenho de concordar com ele – Sasori cruzou os braços.

– Você vai quando? – perguntei ao ruivo.

Sasori olhou para o céu.

– Meia noite – ele respondeu e baixou a cabeça para olhar-me novamente – É a única hora em que eu consigo abrir o portal sem me esforçar muito. A lua cheia ajuda.

Sorri com tristeza.

– Pensei que ficaria mais tempo – murmurei e ele deu um meio sorriso meio tristonho também.

– Voltarei em breve.

– Quanto tempo seria “em breve”?

Ele pareceu pensar.

– Olhe, eu vou informar ao seu pai sobre tudo o que eu descobri aqui, e quando for a próxima lua cheia eu volto.

Sustentei nosso olhar por um minuto vago.

– Promete? – perguntei quase num sussurro.

– É claro – ele abriu os braços e eu me aproximei dele, o abraçando como se minha vida dependesse daquilo. Ele encostou o queixo em meu ombro, já que estava sentado na mureta e ficara um pouco mais baixo do que quando estivesse em pé. – Não vou te deixar.

– Eu te amo – sussurrei sentindo meus olhos começarem a marejar novamente.

Senti que um sorriso aparecera em seus lábios.

– Nunca pensei que um dia me diria isso – ele riu brevemente – Eu também te amo – ele falou um pouco mais alto e olhando por sobre meu ombro, com toda certeza para Sasuke, que havia ouvido. – Espero que pense no nosso casamento com carinho. Ainda tenho esperanças Sakura.

Ele fez eu afastar-me mais dele, empurrando-me delicadamente para trás. Senti um braço passar por minha cintura de modo possessivo. Eu não precisava olhar para cima para saber o quão irritado ele estava.

– Até mais, minha pequena – Sasori deu um belo de um ênfase no “minha”.

Sasori colocou as enormes asas para fora do corpo, rasgando o pano da camisa e do paletó ao fazê-lo. Ele flexionou os joelhos e sorriu para mim antes de dar impulso e forçar as asas para baixo, subindo numa velocidade inacreditável.

Ele logo sumiu na imensa escuridão do céu noturno e me senti ser puxada bruscamente para dentro da casa. Sasuke me arrastava para dentro dos corredores puxando minha cintura fortemente. Tentei o empurrar, mas isso só o fez andar mais rápido.

– Sasuke – eu proferi seu nome de modo ríspido – Está me machucando!

E então ele parou de andar subitamente, fazendo com que meu corpo pendesse para frente, mas ele me segurou mais forte, me puxando contra seu corpo, quase me fazendo ofegar.

Seu rosto estava a centímetros do meu, eu senti sua respiração alterada acariciando meu rosto.

– Como é que você consegue? – seu tom de voz havia descrença e raiva.

Franzi o cenho, procurando não olhar para os seus lábios.

– Do que você está falando, Sasuke? – minha voz saíra entrecortada.

Está ficando quente demais aqui! , minha mente gritava ao ver que ele havia umedecido os lábios com sua língua, passando devagar, parecendo estar me provocando da forma mais baixa.

– Você faz eu me sentir um idiota – ele resmungou, olhando-me tão profundamente em meus olhos que me perguntei como meus olhos não afundaram na órbita.

– Será que é por que supostamente você dever ser um? – perguntei sarcástica e ele apertou minha cintura com mais força.

– Você simplesmente se esquece de que eu não sou tolo – ele estava falando tão perto, que meu coração disparava mais e mais. – Você contou sobre a Guerra para ele!

Fitei-o, esperando que continuasse.

– O que te deu na cabeça, Sakura?! – ele apoiou uma mão no meu coques e outra em minhas costas, quase me erguendo do chão.

– Sabe que eu não contaria para alguém que pudesse nos fazer mal – repliquei com a voz ofegante. Ele apenas me encarou, com aquela raiva contida em seus olhos, me fazendo sentir-me como uma presa indefesa.

– Me diga, — ele sussurrou numa voz rouca – Você o ama, Sakura?

Pisquei, sentindo minhas bochechas corarem.

– Sim – sussurrei, tentando não olhar para seus lábios – Mas não do modo como está pensando.

– E em que modo seria esse? – ele deslizou uma mão por minhas costas, fazendo com que eu me remexesse, inquieta enquanto minhas pernas bambeavam.

– Pensa que eu o amo como uma mulher ama um homem – murmurei baixo – Mas ele é apenas meu amigo.

Ele juntou as sobrancelhas, parecendo não acreditar.

– Não me pareceu que você o via como amigo – ele praticamente rosnou e eu o empurrei debilmente, tentando sair dali. Eu estava enlouquecendo com aquela aproximação, mas ele não me deixou afastar-me de si.

– E o que você tem haver com isso, Uchiha?! – esbravejei – Você por acaso é dono da minha vida? E se eu o ver mesmo como homem? O que te importa? Ele é meu noivo!

Por essa eu tinha certeza absoluta que Sasuke não esperava, pois ele me puxou de modo tão brusco contra seu peito duro que eu perdi o ar com o impacto. Novamente suas mãos estavam envoltas de minha cintura como grilhões enormes.

– Você não quer se casar com ele – ele disse, e eu me perguntei se aquilo foi uma afirmação uma ordem.

– E se eu quiser? – o provoquei, o olhando em forma desafiadora.

Por um momento, eu podia ter jurado ter visto os olhos de Sasuke entrarem num tom escarlate como sangue fresco. Senti minha espinha gelar. Fechei os olhos rapidamente e quando os abri os olhos dele estavam negros como sempre.

– Você está me provocando – ele grunhiu.

– E por que você está tão afetado assim? – perguntei e ele sorriu, de modo com que eu enxergasse um humor negro ali.

– Você é a única que não percebeu, não é? – ele riu de modo grave, sexy e um tanto sombrio.

Senti meu coração se apertar e num minuto, os lábios de Sasuke estavam sobre os meus. Me vi correspondendo de imediato, mesmo que eu não estivesse entendendo absolutamente nada. Seus lábios eram quentes e macios – até mais do que eu imaginava – e beijavam-me de modo feroz. Eu podia sentir o desejo que ele lutava para reprimir. Um desejo que eu não sabia se era apenas carnal – eu iria descobrir.

Ele me apertou mais contra o corpo, passando quase todo o braço em minha volta, me fazendo sentir como se eu fosse muito pequena e frágil. Minhas mãos deslizaram para cima de seu peito, enquanto uma pousava sobre seu ombro e a outra se enroscava nos cabelos negros e macios do mesmo.

Sasuke estremeceu quando enlacei meus dedos em seus cabelos, em resposta mordeu meu lábio inferior. Ele girou comigo e deu passos cautelosos para frente, me fazendo dar passos para trás quase que desajeitadamente pelo vestido atrapalhar. Senti ser encostada contra a gelada parede no corredor, enquanto as mãos de Sasuke desciam para meu quadril e o puxavam contra si.

Eu tinha certeza absoluta que se não fosse pelo vestido, eu teria sentido seu amiguinho muito bem, mas os panos me impediam. Uma das mãos de Sasuke subiram pelas minhas costas novamente e ele passou a beijar meu pescoço, alternando entre mordidas e leves sucções.

Um gemido involuntário escapou de meus lábios, o que fez com que Sasuke me apertasse mais contra a parede.

Céus, como aquilo era bom!

Ele subiu uma mão por toda a extensão de minha barriga e parou em minha clavícula, pulando sorrateiramente a parte dos meus seios – pelo menos ele me respeitou. Ele parou de beijar meu pescoço e ergueu-se um pouco, sua respiração estava alterada. Seus belos lábios estavam inchados e vermelhos, os cabelos negros estavam mais desarrumados do que o normal. O terno estava praticamente amarrotado. Sasuke estava totalmente desarrumado. Me segurei para não rir, mas mesmo que eu quisesse não conseguiria. Minha respiração estava acelerada demais e eu não conseguia pensar em nada.

Sasuke desceu deu dedo indicados pelo meu colo, olhando em meus olhos com certa malícia. Ele então enfiou o dedo entre o vão dos meus seios e eu estava pronta para o afastar, mas ele me beijou novamente, me fazendo corresponder deliciosamente aos seus lábios quentes.

Ele então tirou o pingente que havia me dado mais cedo, mas não se separou de meus lábios. Ele apoiou as mãos na parede, dos dois lados de minha cabeça, enquanto minhas mãos pousavam-se sem seus quadris.

Apertei-o de leve e ele reagiu, prensando-me com seu tronco mais ainda contra a parede. Ouvi um gemido rouco vindo de sua garganta e quase sorri em satisfação com isso. Ele parou de me beijar subitamente, baixando a cabeça enquanto respirava rapidamente.

– Sasuke? – o chamei, um tanto preocupada.

– Mas que droga, Sakura! – ele esbravejou, me assustando – Você consegue acabar com todo o meu autocontrole em um segundo, será que dá para parar de me deixar louco? Eu agradeceria muito.

Pisquei, absorvendo aquelas palavras.

– Foi você quem me beijou – rebati e ele ergueu a cabeça para me encarar.

– Não tenho culpa se você é irresistível – ele deu seu sorriso de canto que eu passei a adorar, sempre sexy daquele jeito.

Corei violentamente.

– Sasuke, por que você fez isso? – perguntei e ele arqueou uma sobrancelha.

– Te beijar?

– Não consegui segurar – ele tirou uma das mãos da parede e passou em seus cabelos negros – Num minuto eu estava com raiva de você e do Akasuna e em outro eu estava dizendo a mim mesmo para não fazer besteira. Mas sua boca estava tão próxima... – ele sorriu de modo malicioso – Pelo menos agora eu sei que você me quer.

Franzi o cenho.

– Do que você está falando? – perguntei e ele mordeu o canto de seu lábio inferior.

Aquilo era apenas para me provocar, só podia! Ninguém morde o lábio inferior de modo tão sexy sem nenhum motivo. , minha mente girava.

– Quando eu vi você abraçando o Akasuna e ainda dizendo que o amava, minha cara foi ao chão – ele falou e eu arqueei as sobrancelhas, surpresa – Eu não gosto de dividir, Sakura. Mesmo que não tivéssemos iniciado nada, meu instinto tanto masculino quanto Uchiha alegava que agora você era minha. Por isso fiquei com uma fúria desgraçada quando vi vocês dois juntos. Te juro que eu me segurei para não o empurrar da sacada, teria sido uma queda bonita – ele sorriu, como se estivesse imaginando a cena.

Bati em seu peito.

– Sasuke! – o repreendi.

Ele riu de modo perverso e sexy ao mesmo tempo – ele ainda vai me matar de tão sexy que ele é.

– Não importa – ele se inclinou, olhando fixamente para os meus lábios – Pelo menos agora eu sei que você me quer tanto quanto eu quero você.

– Você me quer? – perguntei num sussurro, embriagada com seu cheiro de hortelã viciante.

– Óbvio que sim – ele ainda encarava meus lábios, enquanto umedecia seus próprios lábios – Sabe o quanto é torturante ficar do seu lado me contendo para não te agarrar?

Neguei, hipnotizada pelo negro de seus olhos, que agora tinham um brilho que eu nunca havia visto presente. Vi Sasuke se inclinando para me beijar novamente, e automaticamente fechei os olhos. Mas os lábios dele não vieram do modo como eu esperava, ou melhor, onde eu esperava.

Ele beijou o canto de minha boca e ambos sorrimos, inevitavelmente nos lembrando do quase beijo que ocorreu na biblioteca. Abracei-o pelos ombros e ele passou os braços por minha cintura, me puxando da parede antes de selar nossos lábios novamente.

Meu coração estava batendo tão rápido que pensei que ele explodiria, mas deixei isso de lado, concentrando-me em seus lábios, que moviam-se sobre os meus numa dança viciosa.

Notas finais
Eu disse que seria surpreendente, não disse?! e-e Enfim, as coisas vão ficar cada vez melhores entre o nosso Sasuke e a nossa Sakura. Postarei em breve e sobre os comentários, eu não pude responder nenhum ainda, mas vou respondê-los quando eu terminar de escrever o capítulo 15. Beijos e até mais.