Give Me Love

12 -Capítulo 12-


Notas iniciais
Ohayo, como eu disse, eu programei para postar o capítulo hoje. Bem, nesse horário eu estou na casa dos meus avós tocando violão com meu pai enquanto rimos em como eu sou desastrada por derrubar refrigerante (sim, eu previ isso e-e) ~SQN Enfim, espero que gostem, esse capítulo vai ser demais, mas o melhor vai ser o capítulo 13 mesmo, que vai surpreender vocês e-e Boa leitura, meus amores

Give Me Love

–Capítulo 12-

Por JefCokkie

Desci as escadas com Sasuke, que segurava em minha mão. Eu estava praticamente o puxando.

– Sakura, o que foi? – ele perguntou, eu poderia estar enganada, mas talvez houvesse um pouco de preocupação em sua voz.

O puxei para um canto menos movimentado e quando virei, procurei por um certo ruivo, mas não o encontrei.

– Sasuke, você não vai acreditar – eu disse e ele continuou fitando-me, esperando que eu prosseguisse – Adivinha quem está presente nesse baile.

Sasuke nada disse, ele pareceu refletir, mas não chegou a conclusão nenhuma e deu de ombros.

– Sasori – respondi.

Sasuke parou por um momento, parecendo não entender o que eu havia dito.

– Você está dizendo que Akasuna no Sasori, o último filho Arcanjo Guerreiro compareceu à uma festa cujo não foi convidado, porque eu me encarreguei de enviar convites um por um para cada pessoa e não me lembro de o ter convidado. Ah, é! E tirando o fato de que é um baile apenas para o Clã dos Descendentes de Baal. – ele estampou um sorriso cínico e eu arqueei a sobrancelha.

– Sasuke, você está bem? – eu realmente estava me preocupando. Ele estava falando mais do que o de costume, aquilo não poderia ser normal da parte dele.

– Melhor impossível – ele bufou, massageando as têmporas – Ele te viu?

– Claro, seu tio nos puxou quase que para o topo da escada e fez um anúncio sobre o no nosso caso amoroso de mentirinha – eu disse e cruzei os braços.

– Como ele conseguiu entrar aqui? – Sasuke percebeu perguntar mais para si mesmo, então decidi não tentar responder — Você...

Ele virou-se para mim e abriu a boca para falar, mas nada saiu dela.

– Diga logo, Sasuke – repliquei.

– Você tem haver com isso, Sakura? Não outro modo de outro Ser Celeste entrar num, digamos de passagem, antro de demônios. Não teria como ele saber sem ter uma fonte. Um fonte que estivesse infiltrada – ele parou de falar e seus olhos negros pesaram sobre mim, ardendo de modo brusco, como se estivesse me recriminando.

Olhei-o com descrença. Eu não queria acreditar que ele havia dito aquilo.

– Acho que está invertendo os papéis, Uchiha – falei entredentes – Você acabou de me colocar como alguém que não pudesse confiar, mas você se esquece de você, não é? Acha que eu tenho algum contato com algum Ser Celeste? Olhe para mim, Sasuke! Olhe bem! Eu confiei em você mesmo quando não podia. Sabe por quê? Pelos os meus. Por todos que habitam a Dimensão Celeste, não por você! Admito que você estava se tornando mais um dos motivos de ajudar, e não sabe o quanto é humilhante dizer isso logo para a pessoa que te coloca nessa situação... Daí vem você me dizer tudo aquilo?

Meu súbito despejamento inesperado o deixou sem reação, isso eu realmente pude perceber. Ele não se mexeu um milímetro, e não me olhava. Seus olhos negros estavam focados na rodada saia de meu vestido.

– Estava falando sério quando disse que eu estava me tornando um dos motivos de me ajudar? – ele decidiu perguntar justo naquele momento.

Suspirei, tentando não corar.

– É por isso que não se confia em ninguém. Você já me deu provas o suficiente de que não confia em mim. – murmurei e era visível a mágoa que havia em minha voz – Não me peça mais confiança depois disso, Sasuke.

Lancei lhe um olhar ressentido e então me virei, mas antes que eu pudesse andar ele segurou meu braço.

– Onde você vai? – ele perguntou com sua costumeira voz fria.

Olhei-o, incrédula.

– Para o Inferno, Sasuke. Vou para o Inferno – o tom de sarcasmo e ironia estava presente ali e eu vi quando ele trincou os dentes, travando seu maxilar.

Puxei meu braço com brusquidão e rumei à escada, sentindo seus olhos e os olhos de outros convidados sobre mim. Subi os degraus e saí do salão sem olhar para trás. Eu tinha de sair dali.

Rumei até a porta de entrada, vendo que a mesma estava escancarada e que algumas pessoas ainda chegavam. Andei rapidamente para a porta, saindo. Senti o ar puro entrar em meus pulmões entrarem e uma sensação de alívio me atingiu.

– Senhorita Tasui? – ouvi alguém dizer mais atrás de mim. Não me virei – Tasui Sakura?

Virei-me com uma sobrancelha arqueada, esquecendo que Sasuke inventara um sobrenome para que não me descobrissem.

– Sim? – olhei para o segurança que trajava um terno preto simples com um pequeno símbolo estampado no lado esquerdo do peito.

O símbolo da família Uchiha.

– Acabei de receber ordens diretas pelo próprio senhor Uchiha para que não lhe deixasse sair da casa.

Olhei estática para o segurança. Eu não estava acreditando naquilo. Ele era rápido, isso eu realmente tinha de admitir – mas isso não mudava o fato de eu estar morrendo de raiva naquele momento. Eu acho que tinha ficado tão vermelha que eu poderia explodir.

– Pois diga ao Uchiha – cuspi as palavras com raiva – que ele não pode e não vai me impedir de sair.

– Sou apenas um segurança, não um pombo-correio, Senhorita – o homem disse e eu suspirei, tentando manter a calma.

– Mas ele não tem o direito de prender-me aqui – bati pé.

O segurança negou com a cabeça.

– Na verdade ele tem. Você está na propriedade dele.

O fitei, incrédula.

– A Senhorita pode entrar por vontade própria ou eu terei que a ajudar? – ele perguntou com uma sobrancelha arqueada.

Suspirei profundamente, contando até cinco.

– Não, eu entro – repliquei com o tom de voz mais baixo.

Ele fez um sinal para que eu passasse. Assim o fiz, com meu orgulho quebrado. Parei, olhando para a entrada para o salão. Senti meu coração se apertar. Virei-me para o outro lado e saí andando, para longe daquele baile. Subi as escadas e sobrei um corredor, que era o que dava para o quarto que eu dormira na noite passada.

Mas passei reto pelo quarto e dobrei outro corredor, me deparando com uma enorme sacada no final do mesmo, dando vista a um enorme jardim. Meu coração disparou. Era um jardim simplesmente perfeito. Sem perceber eu já estava sorrindo. Eu nunca vira tantas flores de tantas cores como aquelas, apenas iluminadas pela forte luz do luar.

Senti-me bem ao vê-las.

Tirei a presilha que prendia a parte superior de meu cabelo, fazendo-os cair em belas cascatas cacheadas meio onduladas. Olhei para a presilha e a coloquei em cima da mureta para logo depois tirar o pano que ainda cobria meus ombros e o dobrar. Deixei-o no chão e peguei a presilha que havia deixado em cima da mureta, colocando-a em cima no fino pano.

Apoiei minhas mãos na mureta e me inclinei sobre o muro, sentindo o vento balançar meus cabelos. Fechei os olhos e apreciei aquele silêncio.

– Um ano procurando você e quando paro de procurar eu a encontro – uma voz masculina soou.

Senti um frio me subir pelas pernas, as deixando um pouco bambas. Eu não precisava me virar para saber quem estava ali.

– Quanto tempo, Akasuna – eu disse na voz mais séria que consegui.

– Devo concordar – ouvi ele se aproximar e parar perto demais. Senti seu peito encostar em minhas costas e seus lábios roçando no lóbulo de minha orelha – Sabe que, eu sinceramente não esperava te encontrar aqui. Foi realmente uma surpresa.

– Eu devo dizer que eu também não esperava nem um pouco te encontrar aqui – respondi mantendo-me ereta, sem me deixar cair na dele – O que me lembra em perguntar o que está fazendo aqui.

Sua risada soou em meu ouvido, bem perto. Eu podia sentir sua respiração em meu pescoço. Ele apoiou as mãos na mureta, me deixando sem saída. Aquilo estava passando dos limites.

– Será que posso confiar em você depois de saber que minha noiva está namorando um demônio? – sua voz era rouxa, sexy – mas não igual a Sasuke.

– Não sou mais sua noiva, pelo o que eu me lembro.

Ele deu uma risada sarcástica.

– Pelo o que eu me lembre, o contrato de casamento só é anulado por seu pai – ele sussurrou mais próximo ao meu ouvido – Então tecnicamente, você é minha.

Forcei meu corpo para trás, o empurrando e virando para o olhar.

– Nunca mais se aproxime de mim desse jeito – eu disse entredentes.

Um sorriso de escárnio passou a brincar em seus lábios.

– Sakura, Sakura – ele olhou-me de cima a baixo – Todos vemos que você não é mais uma garotinha, então não haja como uma. Isso não combina com você.

– O que está fazendo aqui, Akasuna?! – esbravejei.

– Tenho meus motivos, Sakura – ele enfiou as mãos nos bolsos dianteiros da calça negra que trajava.

– Motivos – eu neguei com a cabeça e o fitei com um brilho de sarcasmo que estava presente em meus olhos – O que o último Filho Arcanjo Guerreiro está fazendo num baile de Descendentes de Baal?

– Eu que pergunto, Sakura – ele deu um passo a frente, me fazendo recuar e encostar na mureta – O que um Serafim faz nesse lugar?

Ele fitava-me com malícia, e isso me incomodava mais ainda. Houve uma época em que eu até havia cogitado em casar-me com ele, pois ele era muito gentil comigo. Mas as coisas mudam, e ele era a prova viva daquilo.

– Estou infiltrado, Sakura. Eles pensam que eu sou um deles – ele disse depois de um momento, e percebi que em sua voz não havia mais malícia ou sarcasmo, que ele falava sério naquele momento.

Virei-me e apoiei meus cotovelos na mureta, inclinando meu tronco para cima, quando Sasori parou ao meu lado.

– Você veio a mando de quem? – perguntei olhando para o céu, vendo a lua brilhar fortemente.

Ele ficou em silêncio e me peguei pensando se ele estava se perguntando se dizia ou não a verdade.

– Seu pai – ele respondeu, quase num sussurro.

Procurei não demonstrar surpresa.

– E por que ele o mandou aqui? – perguntei entredentes.

– Antes era apenas para te procurar, mas não para me infiltrar. Mas um ano se passou e você ainda não fora achada. Foi quando uma carta chegou à Dimensão Celeste, dizendo sobre uma possível guerra. – ele olhou para o jardim, sem expressão alguma.

Sasuke tinha razão sobre a guerra e agora eu não tinha mais como não acreditar nele. Naquele momento, uma pequena pontada de culpa pesou sobre mim, mas então me repreendi por isso. Ele quem deveria se sentir culpado, não eu. Não que eu quisesse isso, mas o que eu desejava era que ele percebesse o quanto ele se fecha e acaba prejudicando tanto eu como ele por isso.

Droga! Saia da minha cabeça, Uchiha! , bradei mentalmente, como se ele tivesse culpa.

– É verdade? – ouvi Sasori perguntar, tirando-me de minha discussão interna.

– O quê? – olhei-o esperando que ele continuasse.

– Você e o Uchiha – ele murmurou olhando para a lua.

– Ah, isso – eu olhei para o jardim, corando com aquela pergunta – eu sinceramente tinha de parar de corar com aquele tipo de coisa.

– Sim ou não? – ele insistiu, só que dessa vez ele parou e olhou-me com certa profundidade.

– Não sei se posso confiar em você, Akasuna – respondi suspirando.

Sasori. – ele replicou – Me chame de Sasori.

Sorri minimamente, sem humor ou quase qualquer sentimento.

– É complicado – foi tudo o que eu consegui dizer depois de um longo minuto de silêncio.

Ele suspirou.

– Sei que é – ele olhou para baixo – Mas olha, se eu quisesse ter feito algo com você eu já teria feito. Sou um Arcanjo, eu poderia ter colocado minhas asas para fora e te levar à força para casa. Sabe que Arcanjos são fortes por travarem batalhas brutas, e força não me faltaria para pegar você nos braços e ir embora.

O olhei incrédula, sabendo que ele tinha razão, por mais que eu me negasse a acreditar.

– Rá, rá. Que engraçado – revirei os olhos e o ouvi rir.

– Ainda mais você sendo tão frágil com esse corpo – ele disse e eu preferi acreditar que não havia malícia naquela frase.

– Não julgue pelo tamanho – murmurei e ele riu mais uma vez.

– Minhas asas são grandes, Sakura – ele gabou-se e quando virei para o olhar vi seu sorriso brincalhão e um tanto sexy repuxado em seus lábios.

– Aham – revirei os olhos – Pelo visto seu ego também é.

Ele desencostou-se do muro e tirou o paletó.

– O que está fazendo?

– Espere e verá – ele colocou o paletó em cima da mureta e começou a desabotoar a camisa social elegante. Percebi que na gola na camisa havia bordados em linha prateada, em detalhes tão pequenos que era difícil de acreditar como aquilo fora feito à mão.

– Sasori, pare com isso – pedi, mas ele já havia tirado a camisa social, deixando seu esculpido peitoral à mostra. Cada músculo parecia ter sido esculpido por mãos ágeis e talentosas. Sasori era um pedaço de mal caminho, por mais que eu negasse.

Ele deu um sorriso um tanto convencido e então suas asas saltaram para fora, assustando-me e fazendo-me recuar um passo para trás. Meus olhos dispararam em suas asas. Eram enormes, duas vezes maiores do que ele. Era simplesmente belo.

– Tenho motivo para me gabar – ele cruzou os braços, deixando os belos músculos do braço tencionados.

Sorri minimamente e o olhei diferente, e ele percebeu isso. Fechei os olhos e coloquei mínima força, até que então senti minhas asas saindo para fora do meu corpo. Quando abri os olhos e voltei a olhar Sasori, o mesmo se encontrava estático, olhando fixamente para as minhas asas.

– Nasceram – ele murmurou e eu assenti – Quando?

– Sete dias depois que completei meus dezessete anos – respondi e ele arqueou as sobrancelhas. – O que?

– Sakura, você sabe que normalmente, em anjos normais, as asas nascem logo no primeiro dia ou no máximo no terceiro dia, não é? – ele perguntou e eu assenti – Asas que nascem depois do quarto dia têm tendências a serem simplesmente grandes e poderosas.

Arqueei as sobrancelhas, surpresa.

– Disso eu não sabia – repliquei.

– Suas asas nasceram no sétimo e último dia – ele acariciou sua asa direita.

– E o que isso quer dizer? – perguntei olhando de soslaio para minhas asas.

– Quer dizer que você pode ser a Serafim mais poderosa da história – ele disse e deu um passo a frente ao me ver sem reação.

Do que ele estava falando? , minha mente se recusava a acreditar naquilo.

– Não fale besteiras, Sasori – recuei um passo retraindo minhas asas.

– É sério, Sakura. Eu estudei sobre isso e cresci sendo preparado para quando eu ganhasse minhas asas, como você. Mas você não ficou tempo o bastante para saber do resto – ele olhou-me por um longo minuto, sem nada dizer – Eu tinha me esquecido como era estar perto de você.

Ele estava com um sorriso culpado no rosto, e desviou os olhos de mim, virando-se para a mureta.

– O que quer dizer?

Ele ergueu a cabeça e olhou para o céu, baixando suas enormes asas. Sorte que a sacada era grande, pois as asas de Sasori ocupavam boa parte do espaço.

– Você não faz ideia do efeito que causa nas pessoas não é? Não sabe como deixa os homens que ficam ao seu lado, pelo visto.

Pare de corar, Sakura! Pare de corar! , eu gritava mentalmente para mim mesma.

– Não sei do que você está falando – murmurei.

Sasori riu, não sei se foi sem humor ou por nervosismo.

– Mesmo antes de você mudar fisicamente, eu já tinha uma séria queda por você – ele admitiu, olhando para o céu – Você sempre estava sorrindo, mesmo quando seu pai te prendia. Lembro quando nos tornamos amigos, mesmo depois de sabermos que iríamos nos casar por ordem de nossos pais.

Sorri com a lembrança.

– Você me disse que não deixaria que mandassem em você, mas que nunca me deixaria – ele disse, parecendo estar com a mente longe, infiltrada naquela lembrança.

Culpa. Foi o que eu senti naquele momento. Sasori nunca me fizera mal algum, eu o conhecia a mais de três anos e naquele momento eu havia o tratado como um desconhecido.

– Você foi embora, Sakura – ele virou-se e me encarou com pesar em seus olhos.

Baixei a cabeça, não conseguindo o olhar.

– Eu sei – sussurrei baixo demais, mas eu tinha certeza de que ele havia ouvido.

– Mas olhe para você agora – ele colocou as mãos no bolso dianteiro da calça novamente – Seu cabelo cresceu, você ganhou mais corpo do que já tinha... Você se tornou uma visão, Sakura.

Corei outra vez, mas dessa vez não me repreendi por isso.

– Eu poderia te arrastar para casa, mas sei que isso não depende de mim – ele sorriu com um ar de tristeza – Não direi nada ao seu pai sobre ter te encontrado.

Olhei-o sem reação, me perguntando o por que ele estava fazendo aquilo.

– Obrigada – sussurrei sorrindo. Não havia necessidade de eu perguntar o por que, apenas agradecer. Simplesmente agradecer.

Ele abriu os braços, e deu um passo em minha direção de modo cauteloso, como se estivesse pedindo permissão. Sem me importar dei um passo na direção dele e o abracei, sentindo seu peito duro e musculoso aquecer-me e logo seus braços me apertaram com força. Eu o abraçava pela cintura e ele meus ombros, com a bochecha apoiada no alto de minha cabeça.

– Desculpe pelo modo como a tratei no começo da conversa – ele sussurrou – Eu estava confuso, com raiva e sentia que iria explodir.

– Tudo bem – murmurei o apertando mais – Minha vez de pedir desculpas.

Ele esperou.

– Desculpe por ter ido embora. Eu fiz uma promessa e na primeira oportunidade a quebrei – senti meus olhos começarem a marejar – Não mereço ter você ao meu lado, Sasori.

Solucei sem querer e ele me afastou o suficiente para olhar para o meu rosto. Ele secou uma lágrima que saltara de meus olhos escorrendo por meu rosto.

– Não chore, por favor – ele pediu num tom de voz carinhoso, me fazendo lembrar de quando nos conhecemos – Não suporto ver você chorar, pequena.

E isso me fez derramar mais lágrimas ainda. Ele nada disse, apenas me abraçou novamente e o senti acariciar minhas asas, numa tentativa de me acalmar. Eu comecei a chorar mais forte, não conseguindo me controlar.

O que é que eu estava fazendo?! Eu o abandonei e quem estava estilhaçada em pedaços era eu!

– Shh! – ele continuou a acariciar as minhas asas – Não tem motivo para chorar.

Neguei com a cabeça, tentando controlar o meu choro.

– Tudo vai ficar bem – ele murmurou ternamente – Eu prometo.

E então eu coloquei para fora o que estava entalado em minha garganta à muito tempo:

– Eu te amo, Sasori – eu disse, sentindo como se um peso enorme saísse de minhas costas.

– Eu também te amo, pequena – ele me abraçou mais forte – Você não sabe o quanto.

Eu não queria que aquele momento acabasse. Sasori era o amigo que eu não merecia, e eu sabia que ele não me via assim. Eu sabia que aquele “eu te amo” não fora para uma amiga. Mas eu o amava, não como um homem, mas sim como amigo. Isso era inegável.

– Essa foi a cena mais tocante que eu já vi em toda a minha vida – uma voz grave e masculina soou, deixando no ar a frieza e a raiva que sentia.

Não precisei me afastar de Sasori para saber quem estava ali, mas mesmo assim virei-me para o olhar. E lá estava ele, com seus olhos negros brilhando numa fúria que eu desconhecia ainda.

Os olhos de Uchiha Sasuke.

Notas finais
Até mais pessoal... Eu já disse que gosto de comentários, favoritos e recomendações? e-e (sinta a indireta) HUEHUUEHSU ZOAS ~SQN Enfim, até o próximo capítulo