Give Me Love
12 Capítulo 11
Notas iniciais
Os pais já se encontravam na sala, em volta da lareira, ainda a conversar. A banda e eu conseguimos escapar para uma sala que tinah no segundo piso para podermos estar mais a vontade, e falarmos sobre os próximos concertos.
O Derek tinah raptado a minha guitarra e começou a tocar o que lhe vinha a mente. A Lay com os dedos entrelaçados ao namorado, trauteava e batia o pé no chão ao mesmo ritmo, seguida pelo Cam que batia com 2 velas na pequena mesa central. Eu e o Gabe viamos a cena, sem nos movermos sequer. Do nada o Gabe levantou-se e puxou a Laila consigo, deixando-a receosa e confusa. Começaram a dançar ao som das cordas, e ai eu comecei a trautear e a mexer-me um pouco fazendo com que o Cam ri-se da minha figura e o Derek começa-se a desafinal de prepósito.
-O clima estava a ficar demasiado romântico- desculpou-se o Derek encolhendo os ombros.- Vá sentem-se casal-
Assim o fizeram. Ambos se sentaram no mesmo lugar e o Derek continuou.
-Então ela, como vão “aqueles” teus encontros? Já não te ouço a falar deles á um tempão! – ele só podia estar a querer provocar-me.
-Encontros?- o Cameron perguntou, perdido no assunto.
Eu corei bruscamente e atirei uma almofada ao Derek que tinha desencadeado aquele assunto.
-A Ella encontra-se com rapazes em cinemas ou gelatarias. Dá-lhes 2 horas. Se gostar continua, se não… — a suposta minha melhor amiga explicou-lhe devagar- dá-lhes com os pés –concluiu.
-A sério que fazes isso? Há melhores tipos de encontros, Ella.- o Cam falou enquanto prendia o riso.
-Ah é? Como, ahn? – perguntei já irritada
-Coisas mais originais, não? O básico cinema ou gelado acaba por ser aborrecido. – ele explicou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.- Isso vê-se pela baixa taxa de sucesso que tens, não? Existem principios subentendidos para estas coisas.
Ele estava a querer dizer que… oh shit..
-Depois pedes-lhe concelhos, ‘Tás a ver? –meteu-se o Gabe.
-‘Tou a ver, ’tou- respondi ao Gabe do mesmo modo que ele se tinha dirigido a mim.
-Então podes “descorar” – o Derek disse, fazendo-me corar ainda mais, o que fez todos rir.
Escondi a cara numa almofada e não a tirei de lá até ter a certeza que tinha voltado ao normal.
Quando a pousei, só a Lay olhava para mim. Os rapazes que á pouco troçavam de mim, agora estavam a falar de algum tipo de jogo de basquet que iria passar amanhã na televisão.
A rapariga levantou-se e veio até mim, sentando-se no meu colo.
-Estamos a mais daquele lado, liga a WII –pediu sussurrando.
-Então sai de cima de im, seu elefante laranja! – empurrei-a p’ro sofá rindo-me
Fui até à WII, liguei-a e passei-lhe um comando.
-Joagamos o quê?
-Vamos experimentar o Just Dance 4, pode ser? – a Laila pediu
Pus o CD no aparelho e iniciei o jogo. Escolhemos a opção de “batalha” com as músicas alteratórias e iniciamos o jogo. Ela ganhou-me as três primeiras jogadas e eu ganhei a última. O Derek e o Cam apareceram e roubaram-nos os comandos, começandoa dançar ao ritmo da “Call me maybe” da Carly Era Jepson.
Fizeram umas figuras tão lindas que eu e a Lay rimos ao ponto de rebolar no chão, literalmente.
[…]
Os pais do pessoal foram indo embora porque para eles, amanhã seria dia de trabalho.
O meu pai, já estava tão cansado, que me pediu para levar os meus amigos para casa no seu caso, porque nós ficamos a conversar e pelos vistos, já era tarde.
Passei primeiro pela casa do Derek, pela casa do Gabe, 1 quarteirão e meio depois, a casa da Lay e por último, a casa do Cameron, a mais distante.
A rádio estava ligada em alguma má frequência. Ele aproveitou a deixa e desligou a rádio, falando de seguida:
-E então… quando é que te posso mostrar que existem encontros que valem a pena?
Via-se bem que ele estava constrangido, com o olhar fixo na estrada e as bochechas ligeiramente rosadas.
-E…eu…-gaguejei nervosa e espantada com a pergunta.
-Sexta as 17:00, podes?
-Ah,..sim- respondi, finalmente.
Ficamos em silêncio durante bastante tempo, até que eu precisei de saber onde o tinha de levar.
-Vira aqui á direita e estamos quase lá.
Fiz comoele dizia e viramos para uma rua longa, com jardins muito bem tratados e casas com entadas bonitas e grandes. Disse um “wow” silencioso quando ele me mandou parar o carro em frente a uma casa com um portão preto enorme, que deixava ver um bonito e largo relvado atrás, atravessado por uma calçada que levava até a porta de uma casa grande, branca e moderna.
-Uau- disse, desta vez mais audivél.
Ele olhou para mim, para a casa e coçou o pescoço, constrangido.
-É…-respondeu- Eu depois, mando-te os detalhes de sexta por sms, ok? –perguntou
-Está bem – sorri, também constrangida.
Despedimo-nos com um breve abraço e ele saiu do carro, caminhando rápidamente para o portão. Vi-o entrar em casa, e recostei-me um pouco no banco espantada e voltei para casa segundos depois.
[…]
-Temos um concerto sabado- gritou a Lay toda feliz ao sentar-se com a agenda na mão, ao meu lado- É no novo bar que vai abrir. Iam frazer na sexta mas no sábado há mais afluência. Parece que viram uma performance nossa e adoraram. Ligaram nem á 10 minutos!!
Eu olhei para o Gabe e o Gabe olhou para mim. Fizemos uma careta e rimos de seguida deoxando a Laila toda chateada e visivelmente irritada. Isto era importante para ela.
-Sábado? –questionei-a ainda apensar na data.
-Yupe
Pus-me a fazer contas e havia algo importante nesse dia, ou lá perto. Olhei de relance para o Cameron, que sorriu sem mostrar os dentes, quando parei o meu olhar sobre ele.
Devolvi-lhe o sorriso e voltei a ouvir o discurso da Lay, sobre como o concerto ia ser maravilhoso e lá iam estar montes de pessoas aver.
-Ai, Laila, já percebemos – O Derek exclamou, claramente farto de a ouvir, e atirou-lhe uma almofada que tinha no colo.
-Que chato, tu- ela choramingou e ia-se virar para mim para falar mais sobre o assunto, mas eu adiantei-me.
-Nope, eu não.- pus-me de pé e sentei-me antes no sofá do Derek- Fala para o Gabe. E tu, Cam, passa para cá um cobertor!
Ele atirou-me um do cesto que estava ao ládo do seu sofá e cobri-me.
Não apanhei toda a conversa da Lau, mas houve uma frase que me chamou a atençã «…e deoius a Ella podia cantar a Playing God…»
-Ei, ei, ei, eu não concordei com nada! – interrompi-a.
-Oh Ella, cantas-te no outro concerto, porque é que não cantas neste?
-É diferente- defendi-me.
-É igual- o Gabe pronunciou-se pela primeira vez.
Os restantes concordaram.
-Eu não quero, não gosto de cantar, isso é com a Lay.
-Ai , que chata, tu! – a Lay queixou-se.
-Aprendi contigo! – pisquei-lhe o olho e ela percebeu-se que era deixa para mudar de assunto.
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