Girls in Black

14 We have to leave him.


Notas iniciais
desculpem a demora... bem, aí está ^^
Sem pensar duas vezes, Denise se abaixou e a escondeu em baixo da mesa do escritório, prendendo até a respiração. A porta tinha sido aberta. Alguém estava naquele escritório e ela não podia fazer nada. Ela ouviu a pessoa andar, e parar em frente à ela. Ela engoliu em seco e fechou os olhos.

— Achei que alguém estivesse aqui. — a voz feminina murmurou.

Denise ouviu passos mais uma vez, outra pessoa tinha entrado.

— Pegue logo a pasta e vamos logo. — a outra voz disse, impaciente.

Denise ouviu a gaveta se abrindo a percebeu que a pessoa havia tirado a pasta. Ela sabia que era um mau sinal. Precisava fazer algo. Mas o quê? Antes que as pessoas sumissem daquele lugar, ela levantou e pode ver agora os rostos daquelas pessoas. Era Ashley e Millan.

Quando a viu, a loira revirou os olhos.

— Meu pai, que susto. — ela disse. — O quê estava fazendo em baixo da mesa?

Mari levantou e respirou fundo, se sentindo aliviada.

— Desculpe, pensei que fossem outras pessoas. — ela respondeu. — O quê a Millan está fazendo aqui?

— Ah, ela quis vir. — Ashley respondeu. — Não sei como Thomas deixou.

Millan parecia estar com muito medo. Sua pupila estava dilatada, ela estava se abraçando e tinha o olhar desconfiado. Mas apesar disso, ela tinha vindo, por escolha dela.

— Agora vamos sair. — ela disse — Rafael está ficando sem ideias para o discurso.

Denise assentiu com a cabeça e as três saíram.

— Por que estão aqui? — Denise perguntou de repente. — Achei que fosse apenas trabalho meu e de Rafael.

Quando Ashley viu que já não tinha ninguém por perto ela chegou perto de Denise.

— Queria ter certeza que vocês não fossem estragar tudo. — ela respondeu.

Elas continuaram a andar até que avistaram uma porta. Ashley abriu, e descobriram que aquela era a saída. Antes que entrassem naquela porta e sumissem daquele local, Denise se lembrou:

— E o Rafael?

Ashley revirou os olhos, como se já esperasse essa pergunta.

— Eles decobriram que viemos aqui. — ela murmurou.

Denise franziu o cenho, não compreendendo.

— Provavelmente pegaram ele. É muito arriscado irmos até lá buscar ele.

Denise olhou espantada para ela.

— Eu sinto muito. Agora vamos. — ela disse, sem paciência.

— Não sente, não. — Ela respondeu, se afastando da porta.

Ashley revirou os olhos pela décima vez naquele dia e bufou.

— Ah, por favor. Você mal conhece esse garoto.

— Talvez não. Mas não deixaria ele para trás. — ela respondeu, andando em direção oposta da porta.

— Você que sabe então. — Ashley deu de ombros. — Sabia que você era idiota.

♤

Mari abriu os olhos, esperando ver Ashley, mas um homem branco, já com uns cinquenta anos estava parado a encarando.

— Por que vocês fazem a vítima desmaiar toda hora? Qual é a necessidade? — ela perguntou, sentindo-se cansada.

Ele abriu um sorriso e disse:

— É uma boa pergunta, Mari. Mas agora, quem fará as perguntas sou eu. Tudo bem? — ele perguntou, colocando um óculos.

— Me diga o seu nome completo. — ele pediu.

— Mari Evans Miller. — ela respondeu. — E o seu?

Apesar de não ter sido apropriado, o homem sorriu e respondeu:

— Sou o Doutor David. Agora me fale sua idade.

— Tenho 15 anos. — ela respondeu, evitando fazer outra pergunta.

— Você tem ideia do motivo de estar aqui, senhorita Evans? — ele perguntou, pegando um vidrinho ao lado dele.

Mari negou com a cabeça, o olhando, desconfiada.

— Por que você me faz perguntas que já sabe a resposta? — ela perguntou, agoniada.

Doutor David tinha pegado uma seringa, ao lado dele também. Ele riu e colocou o líquido do vidrinho na seringa.

— Sua idade e seu nome não são as únicas coisas que sabemos sobre a senhorita. Também sabemos que seu sistema imunológico é forte. — ele respondeu, se aproximando dela que teve o impulso de recuar.

— Vão me usar como cobaia? — ela perguntou. — Para quê? — ela murmurou baixinho, pois ele já havia enfiado a seringa no seu pescoço.

David não respondeu sua pergunta, ele apenas ficou parado em frente à ela, observando suas reações.

♤Lucas estava sentado na sua cama, bebendo um chocolate quente que agora, já estava frio. Ele estava pensando há horas o que fazer. Agora, Mari estava correndo perigo por sua causa. Pensando nisso, ele suspirou, tomando mais um gole daquele chocolate quente.

Colocou a caneca na mesa, e pegou um porta retrato na mesma. Passou o dedo levemente naquela foto antiga. Sentiu como se tivessem esmagando o seu coração. Ele sempre sentia isso. Era uma foto de sua mãe sorrindo. "Ela não estaria orgulhosa de você", ele pensou. "Ao contrário, estaria horrorizada." Ele conteve as lágrimas, mas a raiva corria em suas veias. Colocou o porta retratos na mesa e foi até o seu armário. Decidido, colocou um casaco e um tênis. Iria salvar Mari e Denise, nem que isso fosse a última coisa que ele fizesse.

Notas finais
obg por ler!