Girls Just Wanna Have Fun!
7 Perito criminal?
Notas iniciais
Quando a porta do elevador abriu, tentei tirar minhas sacolas com delicadeza lá de dentro, óbvio que não consegui, então fui atirando tudo pelo hall.
– Liz? Charlotte? Alguém?
Arrastei-as até meu closet. Eram 18h52min e meu estômago pedia comida. Dois bilhetes estavam grudados na geladeira.
Stra. Marcela,
Acabei de limpar o apartamento, troquei as roupas de cama, lavei e passei as roupas que estavam na lavanderia. Não sabia onde guarda-las, então, as deixei no seu closet, espero que não se incomode. Volto na sexta-feira.
Xoxo, Charlotte.
Dei uma saída, vou trazer o jantar. Espero voltar logo.
Xoxo, Liz.
Fazia tempo que eu não sentia o cheiro de limpeza.
Comi um iogurte natural com aveia, enquanto Liz e a janta não chegavam.
Liguei a tevê. Procurei alguma coisa legal para assistir, CSI mais precisamente, mas achei NCIS e me conformei com aquilo.
Essas séries de investigação criminal me lembram do Harry de um jeito que ninguém imagina...
– Eu quero ser perito criminal, ter três filhos e morar em Las Vegas. – ele disse espontaneamente, logo após Adele dizer que queria ter sua própria agência de modelos.
Estávamos nós três deitados na grama do Central Park em uma tarde ensolarada de primavera, falando sobre o futuro.
– Marcela, e você? O que deseja? – pediu ele, ainda observando as nuvens, depois me olhou.
Corei, é claro. “Ser mulher de um perito criminal de Las Vegas, com o qual terei três filhos” ter dito isso era o que eu realmente queria.
– Ser professora de adivinhação em Hogwarts. – assenti com a cabeça enquanto ele me olhava com um sorriso terno.
Despertei do transe quando ouvi o interfone tocar.
– Srta. Herrera?
– Sim Peter.
– Harry está aqui e quer te ver. Posso deixá-lo subir?
– Er... Claro, pode sim.
– Muito obrigado.
Em menos de cinco minutos a campainha tocou. Respirei fundo e abri a porta.
– Oi – disse entusiasmada, ele estava com as mãos para trás e se afastou quando fui abraçá-lo. – Que foi?
– Seu presente – entregou-me um buquê de flores e uma caixinha azul da Tiffany`s -, er... feliz natal. – ficou ali. Parado. Sorrindo feito bobo. Com as mãos nos bolsos da calça jeans. O cheiro de Hugo Just Different me fazia querer agarrá-lo.
– OMG... – disse, finalmente, boquiaberta – eu não imaginava que... eu ainda não comprei seu presente. Mas, entre. Nós podemos tomar alguma coisa enquanto a Liz não chega com a janta.
– Não precisa presente. Você sabe que eu amo te ver sorrindo. Eu não posso demorar, decidi ir pra Vegas agora e estou um pouco atrasado. – sorriu.
– Ah, ok então. Boa viagem. Divirta-se por mim.
E então ele se aproximou de vagar, passou as mãos pela minha cintura, seu rosto a centímetros do meu. Enlacei sua nuca com meus braços, queria mesmo era afundar minhas mãos em seus cabelos, mas elas estavam ocupadas segurando os presentes. Intercalando entre olhos e lábios, nossos olhares se cruzaram várias vezes. E enfim nos beijamos. Foi tão errado, tão bom, tão do nosso jeito.
Fale com o autor