Girls In Paradise
2 O Resort.
Notas iniciais
Boa leitura!
Uma mulher alta batia sua caneta impaciente na mesa de madeira, em sua frente estava uma mulher de estatura baixa e seus cabelos dourados iam até seus ombros e seus olhos azuis eram da cor piscina. Ela parou de bater sua caneta dando um suspiro e fechou seus olhos, mordeu seus lábios carnudos levemente. Voltou a observar a loira em sua frente.
— Tem certeza que aconteceu isso, Nunes? – a loira em sua frente assentiu e trincou seus dentes.
— Está fora de controle essa situação Srtª. Hoehene. Entendo que na sua posição não poderá isso acontecer novamente – Nunes observou a expressão de a mulher mudar e se tornar mais serena.
— Não se preocupe logo elas já estão aqui – ela deu um sorriso á loira que estava em sua frente, ela assentiu dando um sorriso de lado e se retirando da sala.
Ela voltou então a escrever algo e logo ouviu uma batida a porta.
— Srtª. Hoehene, elas chegaram – ela largou de sua caneta novamente e deu um sorriso disfarçado.
— Podem entrar – ela anunciou e nove garotas adentaram sua sala.
— Com licença – Tate falou firme e deu um cutucão em Gabie que iria fuçar na estátua que ali havia. Ela se levantou e as nove garotas arregalaram os olhos. Seu corpo tinha curvas invejáveis – que era percebido até com a roupa social que vestia – seu cabelo negro ondulado brilhavam quando o sol batia levemente por eles, os óculos davam um pequeno charme.
— Sejam bem-vindas ao Resort Paradise – ela andou lentamente até as nove meninas que sorriram radiantes. — Vocês chegaram na hora certa, estamos precisando mais que nunca do que funcionários – ela indicou as meninas para sentar no sofá e prosseguiu. — Quero que se apresentem, por favor.
— Sou Amanda Nishimura e essas são: Tatiane Nunes, Gabrielly Nunes, Amanda Souza, Letícia Akemi, Suyane Dietrich, Giovana Lobo, Sara Verdan e Gabriela Mesquita – todas acenavam quando eram citadas. Hoehene observou o tanto que elas eram diferentes e também riu quando era citado o Nunes e elas batia em suas coxas – o que ela pensou que seria engraçado quando fizessem quando Clara Nunes se apresenta-se – e ela pigarreou as fazendo voltar à atenção para ela.
— Eu sou Flávia Hoehene, sou a dona desse lugar. Prazer em conhece-las – elas assentiram. Ouviram um estrondo e quando viraram viram uma menina, com cabelos pretos com cinza adentrar a sala.
— FLÁVIA, AQUELA PUTA DO ESPAGUETE NÃO QUER ME DEIXAR IR NO... – ela parou ao ver aquelas nove meninas olhando para elas e arregalou os olhos surpresa. Corou violentamente e observou Flávia que tinha uma expressão divertida.
— Quem é? – Sara perguntou curiosa e Flávia se virou para ela sorrindo, iria falar até que Suyane a bateu.
— Deixe de ser curiosa – a roxinha bufou e Souza a bateu. Ela gritou e fuzilou a loira que ria. — Por que fez isso, porra?
— Pra deixar de bater na pobre Sara – Souza falou calmamente dando de ombros.
— Ah sim e pra isso tinha que me bater também – Suyane resmungou e massageou o local que estava doendo. Souza iria revidar, mas Tate negou a olhando feio e sorriu para Flávia que olhava divertida para elas.
— Desculpe a falta de educação delas, continue Srtª. Hoehene – Flávia se virou para ela dando de ombros, mostrando que não se importava.
— Nem se incomode, já estou acostumada. Essa é Izabela, uma cliente de longos anos que vem ao meu resort e sempre causa danos – Flávia deu um suspiro e Izza bufou.
— Aquilo foi culpa do Espaguete, ela não para me encher o saco – Ela bufou impaciente. Flávia deu um longo suspiro.
— Já que veio até aqui e interrompeu, poderia mostrar o Resort para as meninas? – ela olhou sugestivamente para Izza que assentiu e fez sinal para acompanha-la.
Todas ficavam maravilhadas com aquele lugar, cada canto que Izza mostrava era simplesmente incrível. Tinha piscinas, furos, quadras, lugares para leitura, praça de alimentação, vegetações, parque de diversão, boates, cozinha, biblioteca, saunas e tudo o que imaginar. O lugar era enorme e além dos dormitórios que eram incríveis. Izza já havia se enturmado com aquelas meninas, elas riam quando Izza havia esbarrado em Marcela, que ela havia apelidado de Espaguete.
— Espaguete, me deixe mostrar o Resort, me dê licença – a menina de cabelos castanhos cortados à altura de seu pescoço negou e com seus olhos pratas mostrava um desafio para a de cabelos negros.
— Vai ter que passar por mim, Mortícia – Izza mordeu seus lábios e quase voou em cima dela, mas foi segurada por Gabie.
— Depois cê come o Espaguete, Izza – todas olharam para Sara e começaram a rir. Aquilo sinceramente havia sido interpretado de maneira maliciosa.
Flávia batia novamente a caneta na mesa e parecia estar longe, foi tirada de seus devaneios pelo telefone. Ela suspirou fundo e atendeu.
— Alô?
— OI TIA! – ao ouvir aquela voz pulou da cadeira de tanta felicidade.
— Dougie?
— Oi, quanto tempo não? – uma voz rouca riu do outro lado da linha.
— Muito tempo! Quando vem me visitar?
— Bem era sobre isso por que eu te liguei... – a voz foi abaixando e Flávia riu.
— Diga
— Queria passar as férias aí, só que... – ele deu uma pausa.
— Só que?
— Vão ir meus amigos juntos, podemos ir tia? – a voz perguntou esperançosa.
— Claro que pode né Dougie, quando vai vir? – ela perguntou ansiosa.
— Amanhã
— Ótimo, nos vemos amanhã! – ela desligou se despedindo.
Ela se sentou novamente sorrindo, fechou seus olhos e os abriu fitando o teto.
— Vai ser realmente divertida essas férias – ela riu e logo se lembrou de chamar as meninas. — NUUUUUUUUUUUUUNES! – a loira abriu a porta lentamente e olhou com uma sobrancelha erguida para a mulher sorridente que estava sentada.
— Sim? – ela se conteve para não rir ao ver Flávia sair correndo da cadeira e tropeçar no tapete.
— Chamem elas! Agora – e assim a loira sumiu da sala deixando a morena que tirou seus sapatos e começou a sambar pela sala.
Notas finais
Besos
Fale com o autor