Girls In Paradise
29 Cancão.
Notas iniciais
Letícia batia nas costas de Evandro e ele bufava já irritado, a sentou em um banco ali. Ela o fuzilou e ele sorriu sem jeito.
— Bom, é que... – ele foi interrompido.
— Ah não, isso é perseguição, parece que procuro casais para me deprimir mais ainda – Suyane suspirou tristemente e comeu mais uma colher de sua nutella.
— Porra Dietrich, vai para outro lugar – Evandro falou entre os dentes e a roxinha se levantou indo embora.
— Fale logo Evandro – Let resmungou impaciente.
— É que eu... Eu... – ele gaguejava e a ruiva já estava ficando impaciente.
— Caralho, que dificuldade – ela rolou seus olhos e começou a mexer em suas unhas.
— Porra, assim você não me ajuda – ele sussurrou e ela o fitou com desdém.
— É só falar, é tão difícil assim? – ela suspirou profundamente. Ele começou a olhar o chão, ela o deixava tão nervoso.
— Que deplorável Evandro, nem se declarar sabe – Joe que passava por ali riu baixo e o amigo o fuzilou.
— Vai procurar aquela corta clima e me deixa em paz – ele fitou Let que demonstrava estar surpresa.
— Como é que é? – ela sussurrou e sua expressão havia voltado a ficar serena.
— Espera aí – ele suspirou e saiu correndo até uma loja de instrumentos. — Empresta rápido? – o moço da loja fez careta e depois assentiu.
Ele voltou com um lindo violão e Let sorriu, seus olhos brilhavam.
— Evandro! – ela exclamou alegremente batendo palmas.
— Já que não consigo falar – ele suspirou e começou a cantar Canal 12 do Esteban Tavares. (irei postar alguns trechos)
Não pense que vai apagar da memória
as coisas que os outros não vão saber
eu sei muito mais que eles sobre você
Quem você vai chamar
Quem você vai ouvir
Quem vai te procurar, agora
É tudo que eu queria ser
não sabe quanto eu já tentei
Quem vai te esperar
quem vai te ver partir
quem vai te ver chegar, agora
Os olhos de Letícia estavam marejados, quem ela amava estava cantando a música de seu cantor preferido, e na voz do Evandro era tão mais angelical que a do cantor original. Ela estava feliz por que descobriu que ele devolvia seu sentimento, ela agora sabia que ele poderia ser seu. Só seu. Ele terminou de cantar e ela o abraçou, lágrimas escorriam pelo seu rosto e ele limpou cada uma delas delicadamente.
— Eu amo você – ele sorriu e ela sorriu fungando logo depois.
— Eu também te amo – ela o fitou intensamente.
Fitou os lábios tão carnudos dele, aqueles olhos tão intensos, as tatuagens em seu pescoço, ele era perfeito para ela. Ele acariciava seu rosto e ela sorria, enlaçou o pescoço dele com seus braços e colou sua testa com a dele. A respiração gélida lhe causava arrepios por todo seu corpo, seu coração acelerava cada vez mais, ela precisava daquilo. Precisava sentir os lábios dele no seu, até que se cansou de esperar e tirou as distâncias dos dois, o beijando lentamente e logo após as línguas se tocaram, travando uma batalha e essa ninguém saia perdendo. Separaram-se e ficaram um olhando para o outro sorrindo.
— Tão linda.
— Nops.
— Sim.
— N-ã-o.
— Sim e para de teimar – ele apertou a ponta de seu nariz.
— Nain.
— Si.
— G-a-y-s.
— Vai te ferrar Marcela – Let resmungou e a morena riu.
— Me deixe zoar, também estou de vela!
— Ótimo, vá procurar a Dietrich e façam uma dupla de velas.
— Estamos mais para tochas olímpicas.
— Não ligo, se você não percebe estou ocupada aqui – a ruiva piscou e Marcela fez biquinho se afastando.
— Cruel Let – Evandro riu e a ruiva deu de ombros.
— Gordo.
— Biscate.
— Imbecil.
— Frescura no cú! – Suyane gritou com a colher de Nutella na boca.
— Santo Deus, vá fazer logo a reunião de encalhadas com a Marcela e me deixem em paz – Let resmungou.
— MARCELA VEM AQUI, VAMOS VIRAR LESBICAS!
— Opa, topo também! – Sara que saiu dos quinto do inferno gritou.
— Suruba de lesbicas – Evandro gargalhou.
— Uma é bi, mô — Let riu e voltou a beijar Evandro.
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