Girls In Paradise

6 A noite de Mesquita.


“Meu coração estava acelerado, mas que porra é essa? É só por causa dele? Não, não pode ser. Tentava enxergar alguém das meninas, mas eu não via nada além da escuridão, as luzes pareciam embaçar; acho que bebi demais. Sentei em algum Puff ali qualquer e foi aí que enxerguei Nishimura que conversava com aquele loiro, qual era o nome dele mesmo? Ah, Dougie. Pera, eles estão se aproximando demais... Oh Nishimura, sua danada. Ri comigo mesma e logo virei tentando enxergar outra, mas estava ficando impossível. Quando eu acordar lembrar-se de matar certa roxinha por colocar tanto álcool na minha bebida ou fora sua intenção? Ah merda, só me falta ela e Gabie darem uma de cupido. Suspirei fundo e fechei meus olhos, senti o Puff afundar e uma respiração quente em meu pescoço. Paralisei e senti meu coração acelerar.

— Por que fugiu de mim? – ele sussurrou em meu ouvido. Senti suas mãos envolverem minha cintura, ele me colocou em seu colo. Eu não conseguia me mover e sinceramente eu queria que ele não para-se. — Agora vou ter que te punir – ele sorriu malicioso e arregalei meus olhos ao o sentir puxar meu cabelo levemente, ele começou a beijar meu pescoço e a cada beijo eu queria que me torturasse-se mais. A cada toque eu o queria mais. Sorri assim que percebi que não poderia mais me segurar, pois ele agora mordia meu pescoço. Nunca um garoto havia me feito sentir assim.

— Então me puna – respondi sensualmente em seu ouvido, observei ele ficar tenso e ri baixinho. Ele parou de beijar meu pescoço e ficou olhando para mim, me aproximei lentamente de seu rosto, ele sorriu e apertou minha cintura. Logo ele eliminou nossas distâncias me beijando, um beijo quente e sensual. Agarrei seus cabelos fazendo nosso beijo aprofundar, ele soltou um gemido entre meus lábios urgentes e sorri entre o beijo, estava adorando provoca-lo. Coloquei minha mão por baixo de sua camisa, comecei arranhar seu abdômen de leve, ele levou sua mão por dentro de minha camisa e apertou de leve meu peito. Gemi baixo e me afastei dele ofegante.

— Que tal um lugar mais privado? – ele me sugeriu sorrindo malicioso.“

— Só me lembro até aí, depois acordei na cama ao lado dele e ele nu, eu também e bom, o resto já sabem – todas riam e depois ficaram todas pensativas.

— Hm, Mesquita – Souza resmungou baixinho, fazendo a morena virar-se para a loira, ela indicou para Souza continuar. – O que a Nishimura estava fazendo? – a japa ao seu lado ficou da cor de um pimentão.

— Aaaaaah Nishimura, viu o Poynter todo peladão também? – Izza gritou e a japa voou em cima da menina de cabelos pretos.

— Não sou pervertida – Nishimura falou entre os dentes e saiu de cima da Izza, pois já tinha puxado seus cabelos que chega.

— Mas o que aconteceu então? – Gabie se virou ficando de frente, os olhos brilhando de expectativa.

— Nada demais – ela deu de ombros e sorriu para Mesquita. Que assentiu.

— Aham, sei – Sara olhou desconfiada para a amiga.

Elas ouviram uma batida na porta, logo surgiu uma morena com cabelos curtos.

— Acho melhor começar a trabalhar, por que se não... – Marcela sorriu para todas e elas assentiram. Suyane foi logo para cama e foi puxada por Marcela.

— Nem pensar senhorita, você vai trabalhar no restaurante com garçonete. Já que tem folga de noite – a roxinha começou a resmungar o quanto era a única que estava sendo explorada. Mas foi recebida por uma almofada.

— Não reclame! Eu trabalho mais que você, sua puta – Gabie gritou e era verdade. Ela tinha que correr pra lá e pra cá toda vez que algo estragasse.

Todas se arrumaram e foram ao rumo de deu trabalho. Lobão suspirava entediada na bancada onde ficava ela já havia lido duas pilhas de livros.

— Com licença, gostaria de pegar esse livro – ela baixou seu livro e arregalou os olhos quando viu que era Pedro. O mesmo fez quando viu que era ela que cuidava dali. — Ah, então você trabalha aqui – ele riu sem graça.

— Pois é, até que não é tão ruim – ela deu de ombros pegando o livro e marcando o nome, a data e entre outras coisas – nada de importante – e ele olhava para as orelhas de Lobão, ele estava curioso desde que a conhecia.

— Por que você usa essa orelha de gatos? – ele perguntou interessado e ela olhou-o incrédula.

— De gato? DE GATO? – ela gritou e fuzilou o menino que se encolheu.

— Desculpe se não sei de que porras é essa tiara aí – ele urrou batendo na bancada.

— Ah claro, esqueci que você não tem cultura – ela sorriu sarcástica e ele apertou seu punho olhando furioso para a morena em sua frente.

— Cultura eu tenho, ao contrário de você que não é normal ao usar isto, deve ser uma maluca mesmo – e isso foi o que Lobão aguentou. Ela o segurou pela gola de sua camisa e ficou olhando dentro dos olhos do ruivo em sua frente.

— Escuta aqui, seu engomadinho da porra. Eu prefiro usar isto, a ser um idiota que fica implicando com qualquer um – ele sorriu e tirou a mão dela de sua gola.

— Tem certeza que fui eu que impliquei primeiro? Refresque em sua memória Gatinha – ele pegou seu livro e foi andando. Pela primeira vez, Lobão havia ficado sem resposta.

Flávia estava em sua sala olhando para o teto, tentando em pensar em alguma maneira de resolver o problema que tinha: estava cansada de ficar enfornada no escritório. Ela suspirou fundo, tirando seu sapato e colocando seus pés em cima da mesa, até que Nunes entra em sua sala.

— O que te atormenta, Flávia? – Clara se sentou em sua frente, a morena deu de ombros ainda fitando o teto. — Conte logo Flávia.

—Estou cansada de ficar aqui – ela disse simplesmente fitando a loira em sua frente. A loira levantou uma sobrancelha e ficou pensativa.

— Então por que não sai? – a loira falou como fosse obvio e a morena rolou os olhos.

— Por que não tem ninguém para cuidar aqui e todos estão atarefados – a morena mordeu seus lábios ficando pensativa de novo. A loira riu, ela sabia que iria odiar essa ideia.

— Então chame o Gabriel – logo que disse isso viu a morena fazendo uma careta.

— Acho melhor ficar aqui então – a loira rolou seus olhos. Ela estava cansada dessa briga besta dos dois.

— Chame ele logo Flávia! Deixa dessa birra, já passou isso – a morena riu sem humor e assentiu.

— Ok Clara, chame ele – Nunes sorriu vitoriosa andando até a porta e se virou tentando falar algo, mas viu algo que odiava quando acontecia. Flávia chorava. A loira correu em sua direção a abraçando fortemente, ela sabia o quanto foi difícil para a morena se afastar de Gabriel, ela sabia por que afinal era sua maior confidente.


Ricardo estava na piscina e tentava não olhar para a morena alta sentada na cadeira de salva vidas. Henrique riu se aproximando do moreno.

— Ora ora, quem diria que Ricardo iria se sentir atraído – ele zombou do moreno e recebeu um olhar de reprovação.

— Se fuder Henrique, vai encher o saco do Tayler vai – ele bufou saindo da piscina e o azulado começou a rir.

— Ta rindo do que Henrique ficou pirado foi? – Evandro se aproximou do azulado que deu de ombros.

— Só zoando o Ricardo um pouquinho – ele piscou e apontou discretamente para a morena. Evandro riu entendendo o que o azulado quis insinuar. Felipe vinha andando olhando para o chão, com uma cara pensativa.

— Quanto tempo ele vai ficar assim? – Henrique olhou para o sósia de Ian, e Evandro deu de ombros.

— Até ele catar a próxima – o moreno tirou a camisa que vestia e ouviu algumas meninas que estavam ali na piscina suspirar.

— Acho que é mais sério que isso Evandro, acho que ele está... – ele olhou para o moreno que começou a gargalhar.

— O Felipe? Assim você quer me matar de rir – a morena que estava ali ouvia tudo e deu um suspiro. Sabia o que aquilo significava. Logo ela viu um loiro mexendo em seu celular e parecia entretido. Ela sorriu para si mesma, havia se lembrando de uma baixinha japonesa que ficava assim quando pegava o celular de Bruno. Ah Negão, ela pensou e logo balançou sua cabeça evitando esses pensamentos.

Flávia já havia deixado Gabriel no seu escritório e foi até onde Sara e Letícia estavam tirando as folhas secas. Ia colocar seu plano em prática, que estava indo muito bem até agora, ela queria fazer isso aos poucos.

— Meninas, podiam ir até o campo de futebol? – Flávia perguntou a elas que assentiram.

— Ual hein Flávia, veio para matar quem de ataque cardíaco – Sara sorriu maliciosa e viu Hoehene corar, Leticia ria.

— Vamos logo Verdan, antes que ela fique igual um pimentão – Sara seguia a amiga até o campo. Quando chegaram lá viram Evandro e Henrique – ambos haviam saído da piscina – e eles estavam jogando futebol. Elas fingiram que não estavam nem aí, mas seus olhares entre as pausas da limpeza dizia algo totalmente diferente.

— Oi meninas – Evandro disse e ambas pularam. Estavam tão distraídas com seus pensamentos – pervertidos – e se viraram para cumprimenta-los e se arrependeram no mesmo instante. Eles estavam muito próximos e aquele suor escorrendo entre os músculos definidos dos rapazes não era nada bom – na verdade era só era um tentação incontrolável.

— Oi – elas acenaram. Henrique começou a mexer em seu cabelo azul ainda molhado. Ambas tentavam se segurar ambas se beliscando.

— Estamos atrapalhando a limpeza do campo? – Henrique perguntou levantando uma sobrancelha e elas negaram.

— Não, podem continuar – Letícia sorriu simpática e voltou a cortar. Eles voltaram ao campo, Sara olhou para a ruiva que sorria.

— Da onde eles tiraram que estão atrapalhando? Senhor, com uma vista dessa eu me animo em trabalhar – Letícia gargalhou ao comentário da amiga.