Lobo havia acordado mais cedo que as outras meninas, estava indo até a biblioteca até que foi imprensada na parede. Ela olhou e deu de cara com o ruivo que olhava atentamente aqueles olhos chocolates.

— O que você quer moranguinho? – ela suspirou fundo e ficou mexendo em suas orelhas.

— Você – a morena arregalou seus olhos, havia sido surpreendida por aquele ruivo. Seus rostos se aproximavam, até que ele colou sua testa na dela. — Você não sabe o quanto mexe comigo – ela sorriu e mordeu os lábios do ruivo.

— Posso mexer mais um pouco? – ela sussurrou e ele a olhou confuso. Ela suspirou e deu de ombros. — Acho muito cedo ainda Pedro...

— Tudo bem – ele suspirou fundo, se afastou da morena e beijou a bochecha dela. Virou de costas e se afastou ele não via as lágrimas que escorriam de seus olhos chocolates.

— Que droga.

Gabie suspirava, estava cansada de arrumar tudo. Seu corpo estava cheio de graxa.

— Isso cansa – ela resmungava com si própria.

— Quer ajuda? – Tayler se agachou para observar a morena que estava no sótão

— Não, obrigada – ela respondeu ríspida.

— Ah que sutileza Nunes – ela fechou seus olhos contando até 10.

— O que quer? – ela tentou ser simpática.

— Sério, isso é o máximo que consegue de simpatia?

— Ah que saco, não to bem hoje. Vê se não me enche – ela resmungou e Tayler deu de ombros.

— Tudo bem então, desculpa por ter nascido ok? – ela riu irônica não olhando para o loiro que ia embora.

— Merda Vitinho, merda.

Nishimura suspirava entediada na loja, até que avistou cabelos loiros e deu um sorriso. Até que viu que era Souza com uma cara furiosa.

— Que foi Nishimura, esperava seu príncipe encantado loiro?

— Vai se fuder Silva

— Souza porra – ela resmungou.

— Eu sei, só estava te irritando. Mas admite, foi engraçado ver sua cara de preocupada quando viu Henrique cair com aquela bola que joguei.

— Foi jogo sujo Nishimura.

— Sujo nada, ele que não tem reflexo – a japa se defendeu.