As meninas dormiam no chão com colchões que haviam ali, haviam negado dormir com eles.

— AH, PÕE UMA ROUPA PELO MENOS – Mesquita tampava seus olhos jogando uma toalha para Henrique que ria.

— Pode olhar Mesquita, Felipe não tem ciúme, não é? – o azulado perguntou e recebeu como resposta um dedo do meio.

— Ah, me deixem dormir. Só trabalho de noite hoje – Suyane resmungava.

— Estamos sem roupas – Nishimura suspirava olhando para si mesma.

— Flávia ta providenciando isso, por enquanto empresto algo para vocês.

— Obrigada Izza – a japa abraçou a pequena bêbada.

— Então tchau Suy, bons sonhos – Letícia gritava da porta e recebeu um travesseiro em sua cabeça em resposta.

— Suas amigas são sempre assim? – Tayler perguntava divertido para a roxinha que tentava dormir.

— Sempre – ela resmungou mal humorada e Tayler saiu, deixando-a dormir. Todos os meninos saíram, tinham coisas para fazer.

Yuri caminhava pelos campos até ser surpreendido por uma bola que ele desviou a tempo.

— Mas que diabos?

— Ei taradão, joga a bola.

— Taradão? Você que tem cara de tarada – ele resmungou observando a loira e logo atrás a japa.

— Da logo, porra – a loira resmungava impaciente.

— Você é Silva né?

— SOUZA, S-O-U-Z-A.

— Ta bom, ta bom. Entendi – ele bufou e jogou a bola para ela. — Cada maluca – ele sussurrou.

— Concordo – o azulado o surpreendeu.

— Porra Henrique, que susto – ele olhou mortalmente para o amigo que deu de ombros. Eles conversavam até que o azulado foi acertado pela bola.

— Ai meu Deus, desculpa – a loira ajudava o azulado a ficar em pé. Ela fuzilou a amiga japa que gargalhava. Yuri que havia observado aquilo sorriu malicioso. Havia entendido o que era.

— Não foi nada.

— Tem certeza? Acho que vai ficar inchado.

— É Silva, leve ele para enfermaria.

— É Souza – ela sussurrou mortalmente.

— Anda logo Amanda, se não vai ficar roxo.

— Concordo com a japa – ele piscou para Nishi que assentiu sorrindo.