Girlfriend [HIATUS]

1 Segredo e chantagem.


Notas iniciais
Oi gente ♥ Tudo bem? Espero que sim. Então, essa é a minha primeira long-fic de Glee, mas já tenho duas one-shots. Uma é Faberry e a outra é Kum (Kurt x Sam), mas Sobre essa fanfic: será uma história Faberry V.S. Quinntana, que é basicamente Rachel e Santana disputando o coração de mozão. Porém, como eu sou daquelas Brittana shippers loucas do cu, não resisti e as duas terão os seus momentos aqui também. Ah, só um aviso preparatório: tem Finchel. Eu sei, eu sei... Também não gosto, mas é necessário para o desenvolvimento da história e, por se passar logo após o piloto, a Rachel infelizmente ainda tem o Finnbecil como crush”. Fazer o quê. Mas relaxem, não vai durar muito isso. :v

Sendo uma estrela em ascensão, Rachel Berry sempre estaria preparada para um solo, mesmo que o Sr. Schue e seus companheiros de equipe fossem cegos demais para enxergar que ela era a estrela e, inevitavelmente, a que tinha o maior talento, dentre todos no clube do coral. No entanto, ela definitivamente não estava preparada para aquilo. Uma bomba daquelas era material de primeiríssima qualidade, do tipo que Kurt e Mercedes surtariam se soubessem...

Os acontecimentos que a levaram de encontro ao baque daquela insana revelação tiveram início minutos antes, na sala do coral, durante mais uma tentativa de Will Schuester de silenciar o seu interminável talento:

— Sr. Schue? – a Berry chamou pelo professor, que se virou para ela de imediato.

— Sim, Rachel...?

— Isso não está no tom certo. – ela afirmou, com olhar confuso.

— Está sim. – Will respondeu. – A Tina cantará a música.

— Como é?! – o tom dela transbordou indignação. – É um absurdo! E uma injustiça! A Tina não está pronta e eu sou a mais indicada para...

— Isso não está em discussão. – decretou Schuester. – E injustiça é o que você está fazendo com a Tina nesse exato momento. Ela tem se esforçado muito e também merece a sua chance sob os holofotes. Você deveria parabenizá-la...

— Para ela ter a sua chance você precisa tirá-la de mim? – ela questiona, o cortando. – Com todo respeito do mundo à Tina, ela não está preparada para um solo como esse e eu sou de longe a melhor aqui. Será que é muito difícil reconhecer isso?

O homem suspirou em frustração. É claro que seria assim, ele não esperava que fosse diferente, contudo, não deixava de ser estressante.

— “De longe a melhor aqui”? – Mercedes se intrometeu, repetindo as palavras da judia com ironia. – Acho melhor desinflar um pouco o seu ego, garota, senão eu irei ser obrigada a te mostrar o que é talento!

Rachel então olha em direção a Finn, em busca de apoio, mas ele não parecia disposto a tomar um lado. Chateada, ela diz:

— Vocês não entendem...? Performar é a minha vida! Se eu quero esse solo, é porque eu sei que mereço. Meu talento é desperdiçado nesse clube. Mas eu entendo. A minha estrela brilha demais e é compreensível que se sintam ameaça...

— Chega! – o Sr. Schue bradou, perdendo a sua até então aparentemente ilimitada paciência. – Não pode continuar assim, Rachel. A sua atitude é horrível, você não sabe dividir e é péssima trabalhando em equipe. Eu não aceitarei isso mais.

— Bem, eu estou chateada. – ela declarou. – E tenho esse direito, levando em consideração o que está sendo tirado de mim.

— Sinto muito, Rachel, mas como eu já disse, não é algo a ser debatido. O solo é da Tina e ponto final. – Will tornou a sentenciar. – Agora, faça um esforço para se sentir feliz por ela. Você faz parte de um clube repleto de talentos!

Da próxima vez que quiser passar uma lição, Sr. Schue, tente fazer isso sem arruinar a minha vida. – disse ela, por fim, se levantando e saindo da sala em passos longos e apressados, rumo ao auditório, onde cantaria para si mesma uma música que representasse a sua dor.

E assim, ela chegou àquela surpreendente situação. Ao subir no palco, ouviu risadas e murmúrios vindos detrás da coxia. Guiada por sua curiosidade, ela não pôde evitar conferir o que estava acontecendo. Quando as viu, mal acreditou. Chegou a considerar a hipótese de estar sofrendo com alucinações... Afinal, o que acontecia ali era inimaginável. Jamais, desde o momento em que as conheceu, imaginou que presenciaria Quinn Fabray e Santana Lopez se beijando.

Deus! Eram elas. As duas Cheerios mais populares do McKinley. As mesmas que tinham como passatempo favorito atormentá-la... De Santana, ela até esperava por isso. Os boatos sobre ela e outra líder de torcida, Brittany, corriam soltos pelos corredores do colégio, mas Quinn? A representação viva de todos os valores cristãos conservadores? A presidente do clube de celibato? E, acima de tudo isso, a namorada do Finn?

Ela não sabia como reagir. Deveria ir embora? Se ela temia por sua própria vida, provavelmente. Então por que não conseguia parar de olhar? Era por causa do choque ou outro motivo? Não sabia. Somente não conseguia fazer com que seu corpo obedecesse à sua mente e sair dali...

Quinn e Santana se beijavam com vigor. A latina tinha a loira contra a parede e suas mãos afundadas dentro da blusa do uniforme vermelho e branco, que estava meio levantada, deixando à mostra mais de seu corpo escultural. Já os braços da Fabray, rodeavam o corpo da melhor amiga, trazendo-a para mais perto.

Rachel não conseguia desgrudar os olhos daquela cena tão inédita e... Tentadora. Sentia-se uma pervertida, mas era incapaz de afastar as sensações e pensamentos inapropriados que vê-las se beijando lhe proporcionava.

Se alguém perguntasse, não saberia explicar o que estava havendo consigo mesma. Ela não era lésbica. Então como explicar a bizarra excitação que sentia?

Antes que se desse conta, um gemido escapou de seus lábios. Ela imediatamente levou as mãos à boca, em um reflexo involuntário, assustada consigo mesma. Então, os olhos de Quinn Fabray se abriram e Rachel soube que estava ferrada.

— B-Berry! – a loira exclamou, empurrando Santana para longe de si. – O-o quê diabos está fazendo aqui?

— E-Eu... – Rachel gaguejou.

— Você não deveria estar na reunião ridícula daquele clube idiota? – questionou Santana. A futura diva da Broadway conseguia ver claramente a fúria de ambas e isso só servia para aumentar o seu já presente nervosismo.

— Eu estava s-só que... – a raiva de Santana a intimidava, mas eram os olhos esverdeados de Quinn sobre si que a deixavam apavorada.

E como se pudesse ler sua mente, a Fabray caminhou em sua direção, com postura hostil. Santana vinha logo atrás, mas Quinn lançou-lhe um olhar que dizia claramente: “não”.

Rachel... – disse Quinn, perigosamente próxima. A judia engoliu em seco. Era a primeira vez, desde que conseguia se lembrar, que a ouvia chamá-la pelo nome. Geralmente, ela a chamava de RuPaul, mãos de homem, Restolho e outros apelidos maldosos. Ainda assim, estranhamente, ouvir o seu nome dito daquela forma por ela, fez um calafrio percorrer sua espinha. – Ninguém ficará sabendo disso, estamos entendidas?

— Isso o quê? – Rachel perguntou, com falsa confusão. – Eu não vi nada.

A HBIC arqueou levemente a sobrancelha e ao compreender sorriu, satisfeita.

— Ótimo.

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Sentada durante o intervalo em uma das cadeiras da última fileira da sala do coral, a única coisa que Rachel queria era um tempo à sós consigo mesma, para pôr em ordem os seus pensamentos. Havia tantas perguntas! Seriam Quinn e Santana lésbicas? Estariam apenas experimentando? Mais importante: por que diabos vê-las fora tão malditamente sexy? E por que seu corpo reagira daquela maneira?

Droga. O beijo das duas estava gravado em sua mente. Tão quente... Tão intenso... Mordeu o lábio inferior com a lembrança, fechando os olhos com força, contando mentalmente de um à dez, para que fosse capaz de se conter.

Rach? – a voz mais que conhecida a chamou. – Está tudo bem? O que está fazendo aqui sozinha?

A Berry ergueu os olhos e direcionou sua atenção a Finn, que olhava para ela com expressão confusa.

— Eu queria um tempo sozinha, para pensar... – ela respondeu. Sentia um misto de satisfação pela aparente preocupação dele e incômodo pela forma como fora interrompida e tirada de seus pensamentos.

— Ah, legal! – disse ele, se aproximando e então se sentando ao lado dela. Pelo visto, o garoto não havia entendido a parte do “querer ficar sozinha”. O que não seria bem um incômodo, pois não podia mentir: tinha uma quedinha por ele. Finn podia não ser a pessoa mais inteligente ou ambiciosa do mundo – e nem tentava ser – mas era alto, gentil e conseguia acompanha-la musicalmente, o que inevitavelmente sempre seria uma característica decisiva em sua busca pelo parceiro ideal.

No fundo, ela sabia que Finn não era perfeito como gostava de se fazer acreditar, mas francamente, que outra opção ela tinha? Apesar de todas as diferenças entres os dois, as quais muitos chamariam de incompatibilidade, ele era um bom garoto e mesmo que no momento estivesse com Quinn, parecia gostar dela. Com exceção dele, sobrava apenas Jacob Ben Israel, de quem o que ela mais queria era distância.

Será que ela deveria contar a Finn sobre o que vira mais cedo? Se o fizesse, certamente os dois terminariam e ela poderia ficar com ele... Não. Mais errado do que a traição de Quinn, seria Rachel expô-las daquela forma. Ela tinha dois pais gays e sabia perfeitamente como não se adequar ao padrão em uma cidade pequena como Lima era difícil. Sem falar que não queria correr o risco de apanhar das duas Cheerios...

— Sabe, eu também achei meio injusto o que o Sr. Schue fez... – Finn comentou, despertando-a do “transe” em que entrara, com seus próprios pensamentos. – Você pode mesmo ser bem egoísta às vezes, mas é nossa melhor cantora.

— Por que não disse nada na hora? – ela questionou.

— Sei lá... – ele deu de ombros. – Acho que é melhor não escolher um lado nesse tipo de briga... E você se saiu bem sozinha.

A resposta a fez querer revirar os olhos. Por mais que o adorasse, Finn podia ser bastante frouxo às vezes. Ela preferia até que ele se posicionasse contra ela, do que a apoiar e não admitir na frente dos outros. Porém, ele tinha seus momentos, como quando resgatou o Artie do banheiro químico e o defendeu dos valentões do time de futebol. Sabia que, com algum esforço, conseguiria extrair mais desse aspecto da personalidade do rapaz e poderia transformar o bom garoto que ele era no grande homem que ela havia idealizado ao ouvi-lo cantar.

— Só que a sua reação foi mesmo bem exagerada. – ele acrescentou, em seguida.

— É difícil fazer parte de um grupo no qual todo mundo te odeia.

— É, quase ninguém aqui te suporta. – ele ri baixo e ela abaixa a cabeça, magoada. Então, ele continuou: – Mas eu gosto de você.

Ela sorriu minimamente com a confissão. Pelo menos ele apreciava sua companhia...

– Ei! Quase me esqueço! – fez cara de quem acabava de se lembrar de algo muito importante. – A gente precisa de mais gente na equipe ‘pra competir, ‘né?

— Sim. – Rachel confirmou. – Se quisermos participar das Seccionais, precisamos de doze membros, no mínimo.

— Doze? Uh, nós temos a Mercedes, o Artie, o Kurt e a Tina. Então... – ele franziu o cenho, olhando para os próprios dedos enquanto tentava descobrir quantas pessoas faltavam.

Seis. – disse ela, rindo.

— Seis o quê? – Finn perguntou, sem entender.

— Precisamos de seis pessoas.

— Ah... – deu um sorriso de lado, até que bonitinho. – Eu estava tentando convencer a Quinn a se juntar a nós. Se ela entrasse, com certeza a Santana e a Brittany também viriam... Quem sabe até outras Cheerios.

— Não é uma má ideia, mas ela nunca concordaria com isso...

— Sei que não. – ele concordou, parecendo bem frustrado com isso.

Foi quando Rachel teve uma ideia...

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Assim que viu Quinn Fabray no corredor, Rachel a seguiu, sendo suficientemente astuta para não ser notada. Quando a HBIC entrou no banheiro feminino, esperou alguns segundos antes de fazer o mesmo, na intenção de dar à situação uma falsa naturalidade. Viu que Quinn retocava a maquiagem e se aproximou dela, dizendo:

— Oh, olá, Quinn. – disse o mais calma que conseguiu, atraindo a atenção da outra garota. – Podemos conversar?

— Sobre o quê, exatamente?

— Você sabe sobre o que... – Rachel respondeu baixinho, vendo a Fabray gelar.

Quinn a olhou, com irritação.

— Isso não é da sua conta! – ela bradou. – E achei que estivéssemos em comum acordo, Berry. Você não viu nada, lembra?

— Talvez eu tenha visto umas partes... – atiçou.

Quinn estreitou os olhos.

— Diga logo o que quer.

— Quero que entre para o clube do coral. – declarou Rachel, convicta. – E que traga Santana e Brittany com você.

Ao contrário do que esperava, Quinn riu.

— Por que está rindo?

— Porque não tem a menor chance de eu entrar no seu clube idiota. – a loira afirmou. – Eu não sou estúpida como o Finn, para pôr em risco a minha reputação perfeita, me juntando aos maiores perdedores do McKinley.

— Acho que isso seria melhor que deixar as pessoas saberem sobre você e a Santana.

A segurança que Rachel demonstrava era completamente falsa. Por dentro, estava surtando. Apenas conseguia esconder isso, com suas extraordinárias habilidades como atriz. Havia ensaiado por horas e, agora, conseguia se mostrar firme e determinada. Bem, isso até Quinn se lembrar de um fato extremamente importante:

— Você não tem provas...

Porém, a Berry também era esperta.

— Tenho fotos. – blefou.

— O quê?! – Quinn exclamou. – Você ficou louca, Berry? Apague agora!

— Depois que nós vencermos as Regionais eu apago. – Rachel respondeu firme. – Te vejo em sua audição para o Glee.

Notas finais
E aí, o que acharam? Deixem reviews, please ♥ Agora... Os links: Just The Way You Are – Kum (Kurt Hummel x Sam Evans): https://fanfiction.com.br/historia/722342/Just_the_way_you_are/ You Belong With Me – Faberry (não precisa explicar quem são asodkkoasd): https://fanfiction.com.br/historia/722920/You_belong_with_me/