Girl On Fire
3 Capítulo 3 - Obrigado
–KATY!- falei a abraçando quando a própria se aproximou.
–Quanto tempo!- ela disse correspondendo ao meu abraço.- Já passei na diretoria e adivinha...
–O que?- perguntei um pouco animada.
–Caímos na mesma sala!- ela exclamou entusiasmada. A Empire adotou um sistema de grupos diferente. Os alunos não tinham horários diferentes, como era o habitual nos EUA. Aqui, nós eramos integrados a um único grupo.- Meu amor, você vai ter que me aguentar o dia todo!
–Isso é, se você me aguentar!- falei e nós rimos caminhando para dentro do colégio- Os armários são os mesmos?- perguntei subindo as escadas.
–Yeah. E se você não se importa eu fiz uma pequena limpeza no seu... sabe, joguei algumas coisas sem utilidade fora, essas coisas.- ela falou.
Katherine e eu eramos muito amigas, tanto que ele tinha a senha de meu armário, jogava minhas coisas fora, etc. Eu fiquei aliviada por ela ter feito isso. Ter que mexer nas coisas do ano passado não me fária bem. Lembro-me que meu armário estava uma zona por causa da palestra que eu iria participar, mas com todo os incidentes a apresentação foi aniquilada. Eu não me importava muito. Preferia perder algo como isso do que... vocês sabem...
Chegando ao nosso corredor, peguei minha chave com Katy e abri o armário. Ele estava quase vazio. Apenas com os novos livros, alguns objetos pessoais e meu lindo poster do Ricky Martin. Eu sei que ele é homosexual, mas isso não muda o fato dele ser lindo, maravilhoso & gaterremo.
–Eu amo esse poster!- Katy disse admirando meu Ricky- Sério, ele me faz ter uns pensamentos hot- ela continuou e eu ri.
Usávamos a palavra "hot" para esse tipo de coisa. Não achávamos adequado ser diretas... na verdade, não sabíamos ser diretas nesse assunto, tudo que entendiamos sobre sexo era o que os livros de ciências diziam.
–Me too.- falei enquanto via o horário na folha que Katy acabará de me entregar- Não acredito, o Sr. Bolton de novo? Pensei que ele iria se aposentar ano passado!- lamentei.
–Vazo ruim não quebra... e nem se aposenta!- Katherine modificou o famoso ditado.
Seguimos para a sala de aula e novamente me senti uma estranha. Todos pararam de conversar e ficaram me encarando.
Revirei os olhos e me sentei com Katy e Kevin. Kevin fazia parte do grêmio junto conosco. Ele era super quieto, falava pouco, mas era uma ótima companhia.
Percebi que Sidney, Avril e Bethany não paravam de me encarar. Elas eram as populares, lideres de torcida e que não se importavam com ninguém. Só vinham falar comigo quando precisavam de algo e, só para constar, eram super mal agradecidas.
–Eu sou uma obra de arte ou é minha beleza que chama tanto a atenção do trio discórdia para eu ser admirada desse jeito?- sussurrei para Katy e ela logo entendeu.
–Ah, nem liga. Elas não vão ser as únicas a fazer isso. É melhor se acostumar...- ela sugeriu e eu fiquei confusa.
–Como assim?
–O Daley.- ela disse e eu fiquei mais confusa ainda.
O "Daley" era o Thomas Daley. O capitão do time de futebol da escola, rico e o garoto mais desejado do lugar. Confesso que ele era muito bonito, mas com certeza não fazia meu tipo... ou eu que não fazia o tipo dele... sei lá.
Nos conhecemos desde criança, eramos muito amigos, nossos pais eram amigos. Na verdade, meu pai era médico e conheceu o Sr. Daley quando o próprio passava por graves problemas de saúde. Resumindo: meu pai o salvou.
Tudo isso aconteceu quando eu nem era nascida. Então, quando vim para esse mundo, eles já eram amigos. Melhores amigos.
Lembro que no enterro de meus pais, o Sr. Daley se emocionou muito. Thomas estava lá também, ele até foi legal comigo, coisa que era rará. Tom me enxia o saco por eu ser uma garota "certinha". Ele era super irritante. Mas no dia em que me despedi de meus pais, ele conseguiu ser gentil.
–Continuo sem entender.- falei e minha amiga revirou os olhos como se aquilo fosse obvio.
–Pelo o que eu entendi, as menininhas da escola se sentiram "ofendidas" por ele ter ido ao enterro dos seus pais. Agora elas pensam que vocês tem alguma coisa.- após ela falar isso eu cai na gargalhada, e para o meu azar, naquele exato momento, Thomas adentrava a sala.
Pelo fato de ninguém saber o motivo de eu estar rindo, todos subentenderam que Thomas era o motivo.
Katherine me deu um cutucão e eu entendi. Parei de rir na hora. Observei o ambiente e notei que todos os olhares iam do Daley para mim e de mim para o Daley.
"Eu mereço."
Pesei.
Thomas me olhou de longe, deu um sorriso de lado e fez sinal negativo com a cabeça. Ele estava debochando de mim?!
Logo o professor chegou e deu início a sua aula.
* * *
O intervalo chegou. Katy e eu sentamos na mesa de sempre, na companhia de Kevin e alguns outros integrantes do grêmio.
–Vai tentar a reeleição Sara?- Kevin perguntou. Eu sei que disse que ele não falava quase nada. Mas as vezes ele tentava ser social.
–Não sei... acho que esse ano a Sidney vai tentar ser eleita...- falei e todos na mesa riram.
–Assim como ele tentou nos dois anos anteriores?- uma garota comentou.
–Fala sério Sara. A Empire sempre teve uma administração caótica. A Sra. James só vai aceitar que você saia do grêmio quando você se formar, e ainda é capaz de fazer com que você reprove para garantir sua presença aqui por mais um ano!- Katherine falou e todos concordaram.
–Fora que você é unanimidade por aqui!- Robert, que fazia parte da nossa equipe comentou.
–É! E todos sabem que a Austin só sabe rebolar naquela lingerie que as cheerleaders chamam de uniforme!- Katy comentou.
–Cara, imagina como vai ser o lema de mandato da Sidney: vote 99 e a Empire High School se fod- Robert ia falar, mas Alicie, sua namorada e também membro da equipe, tampou sua boca.
Todos riram até ficarem sem folego. Rob não prestava as vezes.
–Mas por que o número de candidatura dela seria "99"?- Kevin questionou.
–Por que no jogo do bicho, o 99 é um dos números que representa a vaca.- Robert explicou, e não teve como não rir. Nós poderíamos estar sendo muito maldosos, mas Sidney era uma pessoa muito... anti-patica.
–Ok, chega disso!- pedi rindo, então eles não levaram esse pedido muito a sério.
O intervalo acabou e tivemos que nos preparar para a aula de história. Nos despedimos do restante do pessoal, e Katy, Kevin e eu fomos para a sala da Sra.Willians.
Ao chegarmos nos deparamos com uma surpresa. Os lugares eram marcados, isso é, deveríamos nos sentar em uma ordem imposta pela professora e em duplas. A sala ainda se encontrava vazia, então eu e meus amigos procurávamos por nossos nomes nas mesas. Katherine logo acho o seu, ela iria se sentar junto com Jack Clarke, como dizia a etiqueta colada na outra mesa. Jack era legal.
–Desgraça!- ouvi Kevin lamentar se sentando em sua determinada cadeira. Me aproximei e vi que ele iria fazer dupla com Avril Davies, a lerdinha e líder de torcida da sala. Eu e Katy soltamos risos disfarçados para não irritar nosso amigo. Kevin simplesmente não suportava pessoas burras com falta de conhecimento.
Procurei mais um pouco e vi que meu lugar era bem a frente da professora. Me sentei e virei-me para acenar para os meus amigos que estavam um pouco longe. Fingi estar sentindo saudades e eles deram curtas risadas.
–Quem é?- Katy perguntou referindo-se a com quem eu iria fazer dupla. Eu havia me esquecido desse detalhe. Olhei para o lado e quase quis me matar. Thomas Daley. Eu amava a Sra. Willians, mas a partir de hoje vou rever meus conceitos.
Voltei meu olhar para meus amigos fazendo uma expressão de desespero.
–É a 99?- Kevin perguntou, referindo-se a Sidney. Katy riu e eu neguei com a cabeça. Logo várias pessoas começaram a entrar no local. Dei uma última olhada para meus amigos e me voltei para frente.
No começo todos ficaram confuso, mas logo foram se ajeitando. Pude ouvir gritinhos estéricos de algumas meninas por não estarem fazendo par com Daley. Se fosse eu estaria gritando de felicidade.
Minha cara não era das melhores. Eu estava encarando o quadro-negro, com os braços cruzados e o olhar cerrado. De longe era possível perceber que eu estava irritada.
Quando vi os primeiros jogadores do time entrarem eu gelei. Logo Thomas estaria ali. Qual seria a reação dele? Espera, eu não me importo mesmo...
Vi ele e Jack, seu melhor amigo e o que iria fazer dupla com Katy, entrando. Bethany, que estava na porta observando o corredor, se apressou a explicar para Daley como estava funcionando o alistamento da aula de história. Vi quando a loira apontou pra mim com desgosto e Thomas suspirou. Jack despediu-se dele com um "Boa sorte!" e foi a encontro de Katherine. Daley começou a caminhar até mim e sentou-se na cadeira ao lado.
Sem nenhuma palavra, nenhum gesto, nenhum olhar. Ele apenas se sentou, depositou os cotovelos na mesa e apoiou a cabeça nas mãos.
–Bom dia classe!- pode-se ouvir a professora exclamar alegre se encaminhando pra sua mesa. Poucos responderam. Na verdade, apenas Sidney respondeu. O que me espantou, pois sua voz soou um pouco próxima. Dei uma olhada disfarçada para trás e a vi sentada atrás de Thomas. Ao seu lado estava Bethany.
Meu Deus, eu estava cercada!
Percebi que Thomas também não havia as visto ali. Quando as notou, virou-se para traz e piscou para as duas, dando um sorriso enorme.
–Então, como foram as férias?- a Sra. Willians perguntou enquanto tirava seu material de sua maleta.
–Sem enrolações professoras!- Jack gritou ao fundo- Por que estamos sentados desta forma? Como se estivéssemos no jardim de infância?
Com isso todos começaram a falar e tudo virou uma zona.
–Chega!- a professora gritou.- Não sei por que reclamam que eu lhes trato como se fossem do jardim de infância, pois vocês agem como crianças!- ela disse e todos pararam de reclamar.- Não estou os chamando de crianças só porque os mapiei desta forma, era apenas para um curto trabalho que vocês fariam hoje.- ela explicou e todos fizeram um som, tipo "AAAAAAH", querendo dizer que entenderam- Mas agora mudei de ideia. Vocês vão ficar assim até eu achar que merecem escolher o próprio lugar.- ela disse e toda a barulheira voltou.
Naquele momento eu queria matar Jack Clarke. Ele precisava mesmo abrir a boca? Poderia esperar a Sra. Willians explicar toda a situação.
–Ótimo. Para agora quero um pequeno resumo sobre o período que Adolf Hitler comandou o NSDAP. Os dois componentes das duplas devem participar da criação do artigo. Não se pode fazer consultas a livros, internet e essas coisas. E o principal: não falem com ninguém que não seja com seu par ou comigo. Vocês tem 2 horas.- a mulher terminou se sentando irritada.
Droga. Meu objetivo era nem se quer olhar pro Daley e agora vou ter que montar um texto com ele.
Tirei algumas folhas e meu estojo de minha mochila. Thomas nem se mexeu. Voltou a posição inicial de apoiar a cabeça nas mãos. Aquilo seria um inferno! Por sorte eu conhecia a matéria de trás pra frente.
Encarei ele por alguns minutos e ele me ignorou fechando os olhos. Suspirei alto e comecei a destacar alguns temas em uma folha de rascunho. Depois as enumerei para que pudéssemos segui-los para executar o texto. Ao acabar, voltei a encara-lo. Agora ele tinha os olhos fechados. Revirei os olhos e o cutuquei.
–Que?- ele perguntou sem abrir os olhos.
–Hãm... você não vai fazer o trabalho?- perguntei educadamente.
–Pra que?- ele continuou sem me encarar.
–Ah, sei lá, sabe... acho que seu pai paga uma fortuna pra que você estude aqui e acho que no mínimo você deve recompensa-lo com uma nota boa... então, pra isso que serve o trabalho...- falei como se fosse óbvio.
Ele finalmente abriu os olhos, voltou sua atenção para mim e apenas disse:
–Pode deixar, que com meu pai, eu me resolvo!- no final piscou e voltou a posição inicial. Ouvi as duas gazelas atrás de nós rindo.
–Tudo bem.- falei e fiz o trabalho.
Modéstia a parte havia ficado incrivelmente perfeito. Reparei que a Sra. Willians havia pego todos de surpresa, pois havíamos estudado Hitler apenas na sétima série e agora estávamos no segundo ano do colegial. Acho que poucos vão se dar bem.
No fim entreguei o trabalho que, mesmo sem a menor ajuda, constava o nome do Daley.
Por incrível que pareça, todos levaram em média de 30-40 minutos para entregar seus resumos, então a professora resolveu corrigi-los e nos entregar no mesmo dia.
–Bom, vou começar...- e para melhorar ela iria dizer as notas em alto e bom som.- Vanessa e Ryan: 0,5. Jason e Peter: 0,75...- ela falava e a reação de cada um era espantadora.- Bethany e Sidney: 2,45. — depois dessa eu não pude segurar um risos discreto. Pena que não me virei para ver a cara de tacho delas.- Jack e Katherine: 7,5 — sorri ao ouvir a nota de Katy. Fiquei feliz por ela ter tirado um nota maior que 5. Na verdade, ela não gostava muito de história.- Sara e Thomas: 9,2. O texto de vocês foi incrível! Pena que esqueceram de um tópico. Mas mesmo assim, irei lhes dar 1 ponto a mais no próximo trabalho pelo excelente desempenho.- a professora comentou sorrindo e Thomas me olhou como se não acreditasse.- Bom, vamos continuar...-a Sra. Willians disse- Avril e Kevin! Meus parabéns! Vocês foram simplesmente perfeitos! Não merecem menos do que 10! Parabéns!- a professora terminou sentando em seu lugar.- Os alunos que tiraram menos que 5, por favor aguardem sentados. Os que tiraram a cima disso estão dispensados!- ela informou.
Guardei meu material e percebi que Katy, Kevin, Jack, Avril e Thomas faziam o mesmo. Apenas nós havíamos começado o ano bem. Os outros 20 alunos, permaneceram na sala assim que saímos.
Eu e Katy caminhávamos pelo corredor nos distanciando da sala de história. Ela me falava o quão era inacreditável ter tirado uma nota azul em história. Logo a matéria que ele mais detesta. Kevin caminhava conosco, como sempre, calado.
Atrás vinham Jack, Avril e Thomas. Os dois primeiros saltitavam felizes. Já a voz de Thomas não era ouvida. Ele estava quieto.
Paramos em frente aos nossos armários. O grupo que vinhas atrás provavelmente passaria direto, pois aquele não era o corredor deles. Jack passou e acenou para Katy. Avril correu e deu um beijo na bochecha de Kevin. A cara que ele fez causou risos em todos.
–Sara...- ouvi Thomas me chamar. Acho que eu estava delirando.- Sara?- agora ele me cutucou.
–Eu?- perguntei espantada. Ele riu.
–Acho que sim. Tem mais alguma aqui?- ele disse como se procurasse mais alguém. Ele estava bem humorado ou era impressão minha?- Então... eu queria, er... agradecer...
–Pelo o que?- nossa, como eu era burra. É claro pela nota alta que ele tirou sem o menor esforço.
–Pelo trabalho sabe... eu pensei que você iria brigar comigo, ou pedir pra trocar de dupla com a professora, você sabe...
–Ah, por isso? Imagina. Considere como um agradecimento.- falei pegando minhas roupas de ginástica no armário e seguindo para o vestiário para trocar-me pra a aula de educação física. Antes de sair, percebi que Thomas havia entendido.
FLASH BACK ON PONTO DE VISTA — THOMAS ON
Eu realmente odeio velórios. Ainda mais quando trata-se de pessoas próximas. Mas por que logo eles? Por que os pais dela?
– Está pronto?- meu pai perguntou assim que desci as escadas e entrando na sala.
–Sim.- falei ajeitando minha gravata- Mas eu preciso mesmo ir? Não gosto dessas coisas.
–Thomas, eram amigos de nossa família. Vamos prestar essa última homenagem a eles.- meu pai disse colocando uma mão em meu ombro.
Concordei com a cabeça e seguimos para o funeral. O caminho foi rápido e logo estávamos no lugar marcado. Descemos e tudo parecia tão triste. Caminhamos pelo cemitério e lá estavam os dois. De baixo de uma bela árvore florida. Os raios de sol que passavam pelas folhas davam um ar esperançoso, mas mesmo assim, era tudo muito triste.
Caminhei até o caixão da Sra. Donadio. Ela usava um vestido branco, com uma longa calda. Pelo o que eu fiquei sabendo, ela ficou presa na casa e teve queimaduras graves nas pernas. Pouco depois, me direcionei para o Sr. Donadio. Ele havia conseguido sair da casa, mas voltou para salvar a esposa. Por sofrer problemas respiratórios, não conseguiu suportar inalar muita fumaça e então desmaiou em meio ao fogo. Os bombeiros haviam chegado a tempo para que os corpos não sofressem danos. Mas eles, não viviam mais.
Mas a dor maior ficou para a mais nova. Sara. O Sr. Donadio havia conseguido salva-la assim como conseguiu salvar a si mesmo, mas fez uma escolha e por consequência, perdeu a vida tentando salvar a esposa.
Eu a vi sendo cumprimentada por várias pessoas. Ela aparentava estar muito abalada. Parecia que poderia apagar a qualquer momento. Chad, seu tio, estava ao seu lado, a apoiando.
–Venha Thomas.- meu pai chamou-me e caminhamos até eles.- Meus pêsames pequena Sara!- o Sr. Daley disse e ela o abraçou. Meu pai costumava ser um pouco frio, mas pude notar que enquanto Sara derramava várias lágrimas, ele deixou uma pequena e teimosa escapar. Cumprimentei Chad e logo meu pai fez o mesmo, repeti o gesto com Sara e ela apenas agradeceu. Não eramos mais tão próximos como antigamente.
O tempo passou e logo o procedimento foi feito. Durante as palavras do padre, Sara não conteve a emoção e abraçou a primeira pessoa que estava ao seu alcance... eu. Ela precisava tanto de um abraço que eu o retribui. A apertei com força contra o meu corpo, fiz um carinho leve em suas costas e até um beijo no topo da cabeça lhe dei.
Algumas pessoas pensavam que nós eramos namorados ou algo do tipo, mas não. Naquele momento ela só precisava ter seu velho amigo de volta.
Ficamos assim até o fim da cerimonia e do enterro. Me senti bem, pois mesmo não tendo acabado com toda sua dor, eu a ajudei a enfrentar a parte mais difícil: a despedida.
FLASH BACK OFF PONTO DE VISTA — THOMAS OFF
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