Girl Light

2 Smothered By Civilization


Notas iniciais
Heeey people!
Bom, mais um cap aqui ><'
Eu adorei ele A-DO-RO fazer suspense.
Espero que gostem de mais um cap contando a vidinha complicada da Laah.
AAH! Gente, essa historia é uma versão da "Sweet Dreams". Quem dizer saber dela, procura lá:
http://fanfiction.com.br/historia/431606/Sweet_Dreams/
Só isso, boa leitura e aproveitem *ww*

Depois de uma semana pavorosa tudo o que eu queria era me enterrar em um buraco de terra e ficar lá para sempre. Harry me levou a varias lojas, jogou quase todas as minhas antigas roupas fora e me comprou um material ridiculamente fofo, de gatinhos. Minha mãe me enchia de perguntas enquanto minha avó me enchia a paciência e me obrigava a comer. Aproveitei que a enfermeira da minha bisavó estava lá fora no telefone e fui para seu quarto. Os tufos de cabelo branco dela estavam arrepiados para cima, sua pele bem enrugada, e a boca aberta, os olhos claro abertos em pequenas fendas.

– Oi bisa. – Eu falo segurando sua mão fina, delicada, e com unhas longas e pintadas de vermelho. Eu odiava vê-la naquela cama de hospital quase que completamente invalida. Justo ela, uma pessoa que sempre foi tão vaidosa, forte, incrível, estava ali... Daquela forma.

– O que foi minha menina? — Ela balbucia virando debilmente a cabeça na minha direção. – Porque esta tão triste?

Meu sorriso forçado se desmanchou na hora, contive um soluço.

– Não estou triste, parece que estou? – Pergunto aflita. Ela sorri docemente para mim.

– Para os burros e ignorantes? Não. Mas para pessoas vividas e experientes, como eu, sim. – Ela fala levanto a mão ao meu rosto. O lado esquerdo dela não se mexia então ela podia usar apenas a mão direita. – O que foi?

– Nada. – Eu falo suspirando pesadamente. – Como tem passado?

– A velhice é mesmo um merda. – Ela fala misturando o português e o espanhol, sua língua nativa. Sorrio.

– Eu tenho que ir, muita coisa para arrumar. – Eu falo depois de um tempo a sentindo fazer carinho em meu rosto.

– Boa sorte no primeiro dia de aula Lauren. – Ela fala me soltando e voltando a sua posição de descanso.

Saio do quarto, passei pela sala, depois cozinha, lavanderia, área aberta e então para meu quarto, que eu divido com minha mãe. Ele é entulhado de coisas, vários moveis para pouco espaço. Jogo-me na cama de casal suspirando pesadamente e olho de relance para o uniforme que meu irmão me comprou e depois para aquela mochila roxa, aqueles cadernos rosa e fofos, e bufo. Fecho os olhos com força rezando com todo meu desespero para que me dê um pouco de paz.

O despertador estridente me faz pular da cama. Minha mãe resmunga alguma coisa. Ainda com sono eu pego meu uniforme novo que é uma calça no meio da canela azul marinho e uma blusa cinza com detalhes em azul, é feio, muito feio. E eu preferia estar de jeans, mas seria meu irmão quem me levaria no primeiro dia, e ele era muita careta.

Tomo um banho demorado, faço a higiene matinal, me entupo de perfume, como sempre fiz e me visto. Calço meu All star vermelho e velho, que quase me fez cair no tapa com meu irmão que queria jogá-lo fora e minha blusa xadrez cinza escura e preta, ela é um pouco maior que eu, as mangas desabotoadas, eu simplesmente amo essa blusa, que só por um acaso era do Dylan. Minha avó avisa que Harry já esta na sala me esperando. Minha mãe vai pra sala comigo, ela veste uma roupa toda preta e saltos altos pretos de veludo, e claro, seus óculos escuros. Harry esta vestido de pijama. Serio. Uma calça de moletom cinza e uma blusa branca, tênis de corrida. A cara amassada.

– Tá com blusa de frio pra que? – Ele me pergunta carrancudo. Dou de ombros sem me importar.

– Porque estou com frio. – Respondo sem emoção.

– Então coloca uma jaqueta que preste, irmã minha não usa essas coisas horríveis que você chama de roupa. – Ele fala cruzando os braços. Reprimo meu bufo e giro nos calcanhares indo para o armário, jogando minha blusa xadrez ali e pegando uma jaqueta cinza escura, justa, e com uma borboleta nas costas. Jogo a alça da mochila em um dos ombros e volto para a sala.

– Melhor? – Retruco.

– Bem melhor. – Ele fala abrindo a porta para mim. Minha mãe senta na frente com ele e eu me afundo no bando de trás. Logo ele para na frente da escola que esta lotada de gente, gente para todos os cantos e buracos, suspiro tremula. Caralho, eu vou ser trucidada. É a primeira vez que eu estudo em um colégio publico, minha mãe faz careta assim como meu irmão, imagino uma mascara azul e verde água, com pérolas claras tomando todo meu rosto... Essa é minha mascara de tranquilidade.

– Não é tão ruim assim. – Eu falo mais para mim do que para eles. Assim que descemos Harry se prepara pra partir, minha mãe se vira pra ele.

– Não vai me esperar? – Ela pergunta irritada.

–Você tem um par de pernas saudáveis, volte andando. – Ele fala simplesmente. Isso vai dar treta. Minha mãe lança um olhar assassino para ele que dá de ombros.

– Esta vendo Lauren? Se eu não tivesse vindo com você ele te largaria aqui de qualquer jeito. – Ela fala indignada.

– Ela não é retardada, por se virar. – Ele retrucou.

– Vai vir me buscar depois? – Eu pergunto não entrando na briga.

– Uhum. – Ele fala me oferecendo um sorriso, reviro os olhos. Eu e minha mãe atravessamos a rua e entramos no colégio. É tanta gente e tanto barulho, muita animação, muita felicidade, muita gente estranha. Urgh, eu odeio escola nova.

Minha mãe olha em volta e manda eu ir procurar meu nome na lista que esta colada nas paredes do pátio, lerda como sou não achei claro. Mandaram-me esperar perto de um telefone publico que tem dentro da escola, havia mais uns seis alunos ali, provavelmente outros lerdos feito eu. Um particularmente me chamou a atenção, tinha o maior jeito de funkeiro, cabelos rente, tingidos de louros, pele clara, meio gordo, alto, olhos castanhos claros, mais para o castanho. Ele era completamente o inverso de Dylan, e isso me deixou feliz por um tempo, um pouco. Ali ninguém se parecia com Dylan. Minha mãe estava tendo um pique de nervoso.

– Ainda dá tempo de voltar minha filha, eu arrumo outro colégio, vamos! – Ela falou me puxando de leve, em pânico.

– Mãe, relaxa. Vai dar tudo certo. – Eu falo revirando os olhos, uma das moças que havia nós mandado para lá teve de rir da cena.

– Primeiro ano em um colégio publico? – Ela pergunta simpática. Sorrio para ela, mesmo não querendo. Que droga, eu não queria ficar com fama de filhinha da mamãe ou princesinha que perdeu a grana.

– É sim. – Minha mãe respondeu por mim. – É tudo muito diferente.

– É, mas não é diferente ruim. – Eu falo apressada.

– Pode deixar, eu mesma levo sua filha na sala dela. – A mulher disse simpática pra minha mãe doida. – Você pode vir comigo também rapaz. – Ela falou para o menino maloqueiro, ele fez careta e nós a seguimos.

Os corredores apesar de barulhentos estavam vazios, ela nós levou para a ala dos sétimos anos, tinha algumas sala que eu não me importei em contar, fiz meu caminho de cabeça baixa os olhos fixos em meus tênis surrados, suspirando pesadamente por vezes. Ela parou em um pequeno corredor onde tinham três salas e apontou para a última, eu e o garoto fomos para lá. Eu pedi licença para o professor que era meio careca, gordo e feio, logo pensei que ele era aquele tipo de professor mal comido e entrei voando na sala de cabeça baixa e quase me jogando na primeira cadeira encostada na janela.

Ao meu lado estava um menino com grandes olhos azuis e cabelos pretos, logo pensei em Dylan, por isso não ousei olhar mais para o garoto, atrás de mim sentava-se uma menina que lembrava uma boneca, com cabelos ate a cintura castanhos, bochechas grandes, lábios fartos e olhos também castanhos, com uma maquiagem clara, sombra e batom rosinha. Reprimi um bufo, essa menina parecia tanto com a minha amiga de Los Angeles. Ela puxou um pouco de papo comigo, mas não rolou, nós duas não tínhamos nada de comum e estranhamente eu me sentia muito tímida naquele momento, ainda mais com aqueles olhos azuis sobre mim, me encarando, me analisando.

Urgh, esses olhos eram iguais aos de Dylan. Aquele Dylan que via por trás das minhas malditas mascaras e imaginei uma mascara negra tomar meu rosto, os olhos em fendas contornadas de vermelho sangue, a mascara cobria apenas metade de meu rosto, nariz fino e arrebitado, quase como o meu e opaca, sem qualquer brilho, era uma mascara definitivamente macabra, os meninos desviou os olhos para o quadro, do qual já tinha matéria e eu nem liguei em copiar ou identificar a qual matéria pertencia.

O sinal tocou e eu não fiquei sentada, mesmo me sentindo tímida e desconfortável naquele lugar, eu não iria dar uma de boa aluna nerd, eu não era assim, nunca fui, e pretendo nunca ser. Segui a patricinha que se chamava Chloe e fomos para fora, encontrar outro grupo de meninas feito ela. Chloe me apresentou e eu sorri simpática para elas, troquei a máscara macabra para uma em tons neutros, branco, creme, rosa bebê, algumas pérolas a enfeitavam.

Uma garota do grupo chamou minha atenção, ela tinha a pele bem clara, era meio alta e bem magra, usava um lenço amarrado na cabeça, bem legal, os cabelos eram castanhos claros e curtos, como os meus, usava uma blusa dos Ramones preta e uma calça jeans preta rasgada. Tem estilo. Quem me dera pudesse estar vestida assim também... Xinguei Harry até a quinta geração dele, nem me dando conta de que tínhamos a mesma geração. Seu rosto era fino e delicado, para mim, ela não era bonita, era algo mais para... Arrumadinha. Tinha cara de mais velha, definitivamente, não era como eu, que alem de ser mais velha tenho cara de bebê.

– Oi. – Ela fala sorrindo para mim. – Evallyn.

– Lauren Poynter. – Eu falo sorrindo de canto para ela. É uma mania minha me apresentar por nome e sobrenome. Acho que a coisa que mais prezo é meu sobrenome, o sobrenome do meu bisavô, é tudo o que me resta para manter limpo.

– Pode me chamar de Lyn, só Lyn, se quiser. – Ela fala ignorando eu ter me apresentado formalmente.

– Ãn... Uns amigos meus me chamam de Laah, pode me chamar assim se quiser, eu acho. – Eu falo depois de dar de ombros, não sei se quero realmente que usem meu apelido de LA. – Curte rock?

– Ah sim, não há melhor. – Ela fala depois de sorrir mais um pouco, seu sorriso parece tão falso quando o meu, só que pior, já que ela esta agindo como uma péssima atriz. – E você?

– Pra mim não existe outro gosto musical. – Eu falo sorrindo de canto, era essa a resposta de Dylan quando lhe perguntavam sobre rock. – Só que fico mais com o progressivo. Beatles, Queen, Pink Floyd, Guns... – Eu falo suspirando. – Mas curto também os fodas. Ozzy, Taylor Momsen, Avril Lavigne é minha diva e Kiss é clássico.

– Uau, ligada em musica. – Ela fala depois de me ouvir pacientemente, já havíamos nós afastado do grupo em que nós conhecemos.

– Eu odeio silencio. – É nele em que eu percebo a merda que realmente sou, é nele que eu começo a pensar. Depois de ficar tagarelando sobre musica, que era o único assunto que eu tinha, ainda mais com ela, eu realmente não gostei da Lyn, era me cheirava problema na certa. Era falsa demais para o meu gosto.

O sinal bateu e eu voltei para a sala, me desligando do mundo enquanto ficava rabiscando desenhos em meus cadernos novos e ridículos, desenhei coisas como caveiras, assas de morcegos, morcegos, corações partidos e caretas. Estava realmente entediada e ficar naquela escola estava se tornando incômodo para mim, se eu tivesse que passar o ano inteiro ou com aquela patricinha chata ou aquela problemática falsa eu realmente iria surtar.

Queria estar em Los Angeles nos braços de Dylan e poder chorar sem medo que ele me repreendesse por isso, poder ser mentalmente fodida sem medo. Suspirei irritada. NÃO! Eu não queria voltar a LA, eu não queria estar com Dylan, eu não queria nada disso, porque tudo isso apenas me fazia mais mal ainda. Só que eu não podia ignorar que lá eu podia afogar as lágrimas em litros de vodka e maços de cigarro, ou em beijos quentes que logo chegariam a algo mais se um de nós, Dylan ou eu, não nos separássemos e fôssemos correndo cada um pra sua casa tomar um banho gelado e depois rir da reação um do outro.

Merda, eu não deveria estar pensando em tudo isso. Eu só me metia em roubada lá, é nisso que tenho que pensar... Eu estava virando uma bêbada fumante, uma imprestável e sem educação. Meu bisavô deveria se revirar no túmulo toda vez que eu fazia merda, ou seja, todos os dias e todos os segundos.

Descobri que teria que ir até a diretoria colocar meu nome na chamada, peguei o papel da mão da professora que mandou eu ir e segui rumo ate lá, eu me sentia insegura andando por aqueles corredores, isso não era assim antigamente, eu andava nós corredores como se fosse dona deles, empurrava para fora do meu caminho quem quer que fosse, esbanjava segurança e felicidade... Isso parece um passado tão distante.

Passei as mãos pelas madeixas curtas do meu cabelos, nem ele eu tinha mais para esconder o rosto, e era culpa minha. Que caralho de droga me deu na mente para cortá-los?! Como eu sou lesadamente burra.

Vou à diretoria que autoriza eu colocar meu nome na chamada, assino alguns papeis cheios de nome de alunos e estou liberada para finalmente voltar para a sala. Antes de voltar eu bebo uma água para me acalmar, meu celular toca, não sei que numero é esse.

– Alo? – Eu pergunto confusa. Ouço uma respiração profunda do outro lado da linha, meu coração gela quando reconheço de quem é. – Louis.

Ouço a risada nasalada dele e estremeço. – Que uniforme bonitinho Lauren, apenas acho que não te caiu bem. Como vai? – Ele pergunta, arregalo os olhos e me viro bruscamente para o lado do portão da escola, ali esta ele. Parado. Dentro de um carro cinza, muito parecido com o antigo carro dele.

– Eu vou chamar a policia. – Aviso gaguejando.

– Não vai não. – Ele responde calmamente. – Olha, eu não queria que as coisas fossem como foram, não era para você estar no apartamento, nem para você ter passado por tudo isso, era para ser só sua mãe...

– Só minha mãe a explodir. – Eu termino irritada. – Você tentou matar minha mãe seu psicopata, e agora esta me seguindo. Você quer o que?

– Nada. – Ele fala depois de suspirar. – Se alguma coisa der errado para o meu lado, fique atenta, eu sei onde estão morando, onde seu irmão mais velho trabalha, onde seu outro irmão esta e onde você estuda. Espero que sua mãe não saiba desse nosso contato. – Ele desliga o telefone e eu vejo o carro arrancando.

– Caralho. – Eu resmungo. – Caralho, caralho, caralho!

Louis é o ex marido da minha mãe, ano passado ele nós abandonou e quase nós explodiu dentro do nosso apartamento, se minha mãe não tivesse descoberto a mangueira de gás aberta, bem... Eu não estaria aqui.

Foi um ano difícil, eu sofri com alguns alunos na minha antiga escola, que me ignoravam e me difamavam, que me perseguiam e me xingavam em publico, com professores que agiam feito terroristas e ameaçavam minhas notas, com pessoas cruéis que caçoavam de mim e de minha mãe. Finalmente para fechar o ano eu havia ido passar as férias em LA enquanto minha mãe cuidava das coisas por aqui, apanho do meu pai e tenho um agradável encontro com meu ex e a vadia da Joane, oh vida feliz a minha.

Olhei em volta, ninguém me olhava e nunca agradeci tanto na minha vida por conta disso. Voltei para sala e comecei a desenhar novamente, estava quase a ponto de mandar aquele garoto do meu lado a merda, ou perguntar se tinha perdido alguma coisa em mim, só não o fiz por causa da louca que quase pulou em cima de mim. Por pouco não gritei histericamente com o susto. O que? Agora qualquer coisa me assusta, ainda mais depois do telefonema de Louis.

Notas finais
Ok MUAHAHAHA' Estou fazendo suspense, cara eu amo fazer isso, é a melhor coisa do mundo >u
Ok, ok, no proximo capitulo não vai ter como fazer suspense... Será?! Quem vai me deixar comentários para essa baka que tem a escrita mais... Blé?! Só posto se tiver pelo menos umzinho u.u