Gimme Your Heart

8 Let's break the wall between us


Notas iniciais
Oi gente!
Eu demorei séculos eu sei.
Mas nesse tempo aconteceu taaanta coisa que se eu contar vocês nem acreditam, consegui até quebrar o dedão do pé! @.@"
Enfim, desculpem a demora, mas ta ai pra vocês mais um cap.
Espero que gostem!

musica de hoje:
Taking Over Me- Evanescence
http://www.youtube.com/watch?v=qBWDMfUV9OM

Regina catou a roupa que estava no chão, mas não conseguia encontrar seu sutiã de forma nenhuma. Até pensou na possibilidade de Emma o ter levado, mas como também não achava o top branco dela, imaginou que não. Colocou aquelas vestes no cesto para lavar depois.
Tomou um café, pegou o livro e foi até a delegacia. Chegando lá não encontrou ninguém. Emma deveria ter ido tomar um banho antes de ir trabalhar. A prefeita então pegou o carro e foi dirigindo em direção ao apartamento novo da loira.

Estava dirigindo distraidamente até que vu o carro de Emma em frente ao Granny’s. Ela estava abraçada com aquela lobinha descarada. Cravou as mãos no volante e estacionou o carro discretamente do outro lado da rua e ficou observando. Emma parecia atordoada. Falava sem parar e às vezes parecia querer chorar.


A cena da loira encostando a cabeça no volante aparentemente perdida seria capaz de cortar o coração da prefeita se não fosse ela logo depois se jogar no colo de Ruby, que obviamente se aproveitava. Regina resolveu sair dali logo antes que perdesse a cabeça e resolvesse perguntar à Red se ela ainda costumava comer seus namorados, ou fizesse algo pior.


Como percebeu que Emma ainda estava com a roupa da noite anterior, estava certa de que ela iria pra casa depois que terminasse da falar com Ruby. Continuou seu caminho então e estacionou em frente ao apartamento da loira. Abriu a porta com um passe de mágica e da mesma forma voltou a trancá-la.


Sua ideia inicia era usar o livro como desculpa para falar alguma coisa com a loira. Ao mesmo tempo, a ideia de encarar Emma a assustava um pouco agora. Sentia que se encarasse ela ia acabar ou fazendo a tolice de se deixar levar pelo que sentia, ou fazendo algo estúpido que levaria a loira a odiá-la. Nenhuma das duas opções lhe soava agradável naquele momento. Era tudo muito confuso, tinha passado a noite inteira com alguém que deveria destruir.

Ela nunca havia acordado com alguém ao seu lado na cama desde o Rei Leopoldo. Ela sempre enxotava Graham antes do amanhecer e apesar de poder ter quem ela quisesse não teve muitos homens em sua vida. Aliás, isso era outra coisa preocupante, nunca havia estado com uma mulher daquele jeito antes.

Era muita coisa para sua cabeça. Pensou novamente e achou melhor deixar o livro em cima da estante e ir embora. Na verdade ia fazer isso até que se deparou com uma caixa amassada semi- aberta perto do local onde pretendia deixar o livro.

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Henry chegou em casa sorrateiramente. Foi se esgueirando pelos cômodo ate chegar ao escritório de sua mãe. Ela estava distraída olhando algo. A curiosidade do menino o fez se aproveitar do silêncio e dar uma espiada.


_Mamãe? (Ele indagou fazendo Regina pular de susto escondendo o que tinha nas mãos.) O que esta fazendo com a foto da Emma?

_Henry! Você me assustou! (Ela disse escondendo a outra e tentando mudar de assunto.)

_Mãe... (Ele insistiu. Ela percebeu que ele estava com as mãos para trás)

_Nada de mais querido, é só uma foto. (Ela disse levando uma das mãos à cabeça.) Você esta escondendo algo?

_Mãe porque você tem uma foto da Emma? (Ele perguntou desconfiado, mas lhe entregando uma rosa vermelha.)

_Isso é pra mim? (Regina perguntou com os olhos brilhando)

_Sim... (Ele disse dando um sorriso) Você merece depois de ter aguentado tanto tempo longe de mim!


Ela o abraçou emocionada e lhe deu um beijo na bochecha. Ele deu outro sorriso, mas não deixou de perguntar:


_Me explica agora como você conseguiu uma foto dela?

_Não. (Regina disse indo em direção a cozinha pegar um copo longo enquanto Henry a seguia.) O que você queria me perguntar ontem não era isso, creio eu.

_Não, mas...

_Pergunte-me o que queria perguntar. (Ela disse fugindo do assunto e colocando água no copo e depois encaixando a rosa no mesmo.)

_Queria te perguntar muitas coisas. (Ele disse se sentando à mesa.)
_Uma pergunta de cada vez. (Regina respondeu de forma esperta.)
_ Ta bem então. (Ele disse meio desapontado, mas continuava com o olhar brilhante.)


Ele fez uma pausa mordendo o lábio, não sabia qual pergunta deveria ser feita, mas acabou escolhendo a que mais lhe interessava a resposta. Ela o encarou se sentando ao lado dele e colocando o copo com a rosa no centro da mesa.


_Você tentou separar a Snow e o Charming por um bom tempo, Acho que foi porque eles realmente se amavam e você também queria isso. Foi por isso que você criou Storybrooke não foi? Você não queria só ver eles separados. Você queria encontrar o seu verdadeiro amor, não é?


Regina balançou a cabeça negativamente de nervoso. Abriu a boca por diversas vezes mas não conseguia emitir nenhum som.


_Por favor, confia em mim. (Henry disse segurando sua mão em tom de cumplicidade.)



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Dava pra ver uma foto da loira bem mais jovem na caixa que estava semiaberta. Regina pegou a foto. Nela Swan estava de óculos e sem o seu tradicional colar de cisne. Pela primeira vez lhe passou pela cabeça como Emma havia conseguido aquele colar. Olhou na caixa e encontrou mais fotos. Ao contrario da primeira nas outras ela estava sempre com seu colar e sempre sozinha. Emma tinha fotos em vários lugares do país, Flórida, Nova York, Virgínia, Philadelphia, Mississipi, Kansas e até mesmo Vegas e São Francisco.



Regina não conseguia reconhecer todos os lugares, nunca tinha saído da cidade então só reconhecia o que tinha visto na TV, em revistas ou na internet. Só agora tinha pensado que, assim como ela, a loira tinha tido uma longa jornada sozinha. De certa forma aquilo aguçou a curiosidade da prefeita.


Abriu a caixa e encontrou vários papéis de busca de familiares. Pareciam com aquele que Henry havia usado para encontrar Emma. Tinham relatórios de sites, agências, detetives. Em todos davam a garantia da devolução do dinheiro e diziam frases parecidas com “Sentimos muito, mas foi possível concluir sua busca.”.



Ela segurou a respiração se sentindo um pouco culpada. Remorso? Não ela podia estar sentindo aquilo. Talvez só não conseguisse sentir porque, de alguma forma, tinha acabado de ter a sua melhor noite desde o dia em que pegou Henry no colo pela primeira vez. Sentiu-se um pouco triste ao saber daqueles fatos, mas se não fosse a maldição provavelmente jamais teria tido Emma da forma que tinha tido na noite anterior

Repentinamente ela percebeu que Emma nunca tinha tido a chance de ver Henry crescer. Regina sempre se sentiu muito sozinha, mas agora podia perceber que ela não era a única. Suspirou colocando tudo da mesma maneira que havia encontrado dentro da caixa, exceto uma que acabou guardando no bolso interno da jaqueta. Parou pensativa quando se lembrou o que a xerife havia lhe dito.


“É por conta da sua maldita maldição e dessa sua vingança ridícula que eu nunca soube o que é ter infância!”


Só agora podia entender que não foi só a infância que ela tirou de Emma, mas toda uma vida. Sempre tentou tirar tudo de Snow, mas nunca havia sentido culpada porque, de fato, nunca havia conseguido fazê-la sofrer de verdade. Ela viveu longe da filha, mas nunca sofreu por isso, quem sofreu foi Emma. Snow nunca sentiu a falta da filha e quando pensou em sentir ela já estava perto de novo. Emma passou a vida inteira procurando a resposta de porque havia sido abandonada.


Sentia-se pesada. Acabou se largando na cama. Olhou para o livro em sua mão e decidiu que era melhor entregar pessoalmente mesmo. Mal se sentou e a porta de entrada havia sido aberta. Emma adentrou o local já tirando a jaqueta e a camiseta e indo em direção ao banheiro. Regina enfim conseguiu falar alguma coisa:


_Agora sei por que não encontrei meu sutiã... (Referiu-se a sua lingerie que a outra usava.)


A loira a encarou assustada e começou a tentar esconder o corpo com a blusa, que ainda estava em suas mãos.


_Que diabos você está fazendo aqui?

_Você se esqueceu... (Ela disse mostrando o livro.)De novo.

_Eu não preciso mais disso. (Emma disse ríspida colocando a camiseta de novo.) E você tem que parar de entrar na minha casa desse jeito.


_Alguém tem que te ajudar a se controlar antes que você se exploda e mate mais alguém junto. (Regina disse se levantando e largando o livro sobre a cama.) E precisa parar com a mania de roubar minhas roupas.

_Eu vou te devolver... (Emma disse cruzando os braços) Eu não achei meu top.

_Não vou te devolver aquele top, pelo amor de deus, compre uma lingerie! (Regina falou desdenhosa.)

_Então dê adeus ao seu sutiã.


Emma disse abrindo a porta de casa e indicando a saída à outra.


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Regina encarou Henry ainda acuada. Ele tinha razão, ela queria o seu final feliz. Aquilo, porém, era impossível. Daniel havia morrido. Não tinha como recuperar seu amor verdadeiro. De repente sentiu aquilo queimando em seu bolso. Não literalmente, mas agora sentia a foto de Emma queimando em seu peito. “Então ame de novo” Ela se lembrou da frase de Daniel.


Balanço a cabeça em negação, aquilo era uma bobagem. Não amava Emma definitivamente não. Só a achava atraente. Não tinha como amar aquela mulher era impossível isso, ela era a filha da Snow White.


_Eu não posso mais ter um final feliz (Ela disse com um suspiro triste.)

_Claro que pode. (Henry respondeu dando um sorriso.) Talvez a rainha má não seja tão má assim.

_O que você quer dizer? (Regina perguntou arqueando a sobrancelha.)


_Quero dizer que você também merece ter alguém! Você também vai achar um cara que...

_Chega! (Ela o interrompeu abruptamente.) Isso é besteira! Eu criei a maldição porque queria continuar sendo rainha sem que todos conspirassem contra mim e pra separar o casal meloso que seus avós são. Não quero encontrar cara nenhum!


Henry não conseguia entender porque ela tinha ficado tão mal-humorada de repente mas achou que era melhor não perguntar, deu ombros e levantou:


_Acho que você não quer admitir que precisa de alguém, mas acho que a Emma poderia te ajudar com isso...
_Como? (A prefeita sentiu um solavanco ao ouvir o filho dizer aquilo.)


_Percebi que estão ficando amigas! Ela conhece muita gente, deve ter algum cara legal pra ela te apresentar! (Ele disse de forma carinhosa dando uma piscadela.)


_Nós não somos amigas! (Ela respondeu de forma áspera.)


Regina revirou os olhos e se manteve calada. Henry foi pro quarto deixando-a sozinha. Ela e Emma não estavam ficando amigas, estavam criando uma relação estranha, mas ainda assim uma relação. Aquilo era realmente loucura! Não podia continuar... O que Henry pensaria quando descobrisse? Ia odiá-la.


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Regina encarou a loira com ar impaciente.


_Eu sei onde fica a saída Miss Swan, mas sugiro que você feche a porta para podermos conversar sem que terceiros possam escutar qualquer... (A prefeita fez uma pausa apertando os olhos.) Menção a assuntos pessoais.


A xerife fechou a porta com um estrondo. Estava realmente irritada.


_O que você quer Regina?
_Você... (Regina deu uma pausa proposital fazendo a outra deixar o queixo cair.) Sendo minha aprendiz.


A loira apoiou os braços na cintura e fez um bico de reprovação ao ouvir o final da resposta e voltou a questionar:


_Porque?

_Porque não gosto da ideia de você se tornar uma maquina de destruição em massa, muito menos se for nas mãos do Gold. (A morena disse levantando a sobrancelha de forma astuta.)


_Então agora sou uma espécie de protótipo nuclear que você quer ter o controle, é isso Regina?


_Emma... (Ela se aproximou da outra com um suspiro.) Já te disse que não quero que o Henry se machuque. Já até te chamei pra jantar na minha casa! Acho que ficou claro que hasteei uma bandeira branca entre a gente.

_E porque eu deveria confiar logo em você? Regina, você já tentou me envenenar, esmagar meu coração e tentou matar minha mãe por séculos!

_Décadas. (Regina a corrigiu levantando o indicador.) E na verdade se eu quisesse já teria matado. Só queria fazer ela sofrer.


A loira fez uma cara nada amigável ao ouvir a resposta da outra.


_Ok Emma... (A prefeita suspirou se rendendo.)Eu sinto muito pela torta e por aquele dia que tentei tirar se coração... Mas, vamos lá, eu não quero te matar. Eu te salvei no poço e bem...



_Me salvou pra tentar me matar de novo! (A xerife disse cruzando os braços.) É óbvio que você só me salvou por causa do Henry e...


_Não! Isso não é verdade!



Regina a interrompeu abruptamente. A loira franziu o cenho como quem pedia uma explicação.


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Depois do trabalho Emma se jogou na cama e começou a folhear o livro. Tentava se concentrar na leitura, mas estava realmente difícil. Porque Regina tinha ido atrás dela? Com certeza ela não sentia nada, mas Emma não conseguia não começar a imaginar algo de cunho romântico entre as duas. Onde estava com a cabeça? Aquilo era totalmente louco.


Lembrava aquele beijo e se perguntava porque nenhum outro era tão bom quanto. Roia a unha enquanto tentava se concentrar no capítulo um “Magias Elementares”, terra, ar, água e fogo. Fogo lhe lembrava como tinha sido a noite anterior. Porque tudo acabava levando seu pensamento para a prefeita? Estava apaixonada, ela sabia, mas não queria isso de forma alguma.


_Podia existir um jeito de curar paixão.


Disse sozinha em seu apartamento. Se jogando na cama derrotada. Era enlouquecedor aquilo. Porque ela tinha que ter sido tão boa? Ela podia ser ruim de cama, ou beijar mal, talvez fosse mais fácil apagar tudo se fosse assim. Estava pensando em ligar pra Ruby para pedir algum conselho, mas já imaginava que ela lhe diria pra esquecer Regina e tudo o mais. Quando achou que ia passar o resto do dia suspirando inutilmente ouviu a campainha tocar. Abriu a porta e pra sua surpresa era Henry.


_Emma! Precisa me ajudar! (Ele disse entrando no apartamento.)

_O que foi agora? (Ela perguntou sorrindo)

_A maldição! Não é só uma maldição que a Rainha criou! É uma maldição que aprisiona ela!


A loira não entendeu de imediato e sua expressão foi o suficiente para fazer Henry tornar a explicar.


_A maldição era para acabar com todos os finais felizes! Isso quer dizer que quando Regina lançou a maldição ela também se amaldiçoou. Ela não esperou seu final feliz chegar porque achou que já tivesse o perdido, mas você pode quebrar isso! (Ele disse com um sorriso.)


Emma o olhou assustada por alguns segundos se perguntou se ele sabia de algo até que ele continuou:


_Quem já tinha encontrado seu verdadeiro amor já voltou a ter seu final feliz, como a Mary e o David, mas quem não havia encontrado continua perdido! (Ele explicou de forma astuta.) Por isso você e meu pai não deram certo, tinha que quebrar a maldição primeiro!


_Henry... (Ela tentou o interromper, mas não conseguiu dada a empolgação do menino.)


_Se minha mãe tiver um final feliz ela também voltará a ser boa! Você tem que ajudar ela a achar o príncipe dela! E tem que recuperar o seu príncipe!

_Seu pai não é meu príncipe! (Ela respondeu irritada.)


O rosto dele tomou uma expressão triste ele então continuou:


_Eu sei que ele te magoou, mas deve ter uma explicação... (Disse mordendo o lábio inferior.)


_Henry... Eu realmente não amo mais o seu pai. (Ela falou tentando ser cautelosa para não o magoar.)


Ele balançou a cabeça decepcionado, mas não quis insistir naquilo.


_Vai ajudar ela pelo menos?


A xerife abriu a boca sem saber o que falar, acabou por simplesmente dizer:


_Acho que eu já estou fazendo isso.


Ele sorriu e a a abraçou.


_Sabia que vocês estavam ficando amigas! Eu vi a foto que você deu pra ela! (Ele disse sorridente.)

_Que foto? (Emma perguntou sem entender.)

_Uma de você na praia. Aliás, você ta muito bonita! Não fica sem graça, ela te deu uma também?

_Não kid, ela não me deu (Emma disse inspirando fundo e contendo o riso.))


Olhou para a caixa de fotos que estava perto da prateleira e logo entendeu. Regina havia roubado uma foto sua. Molhou o lábio um tanto contente com a notícia se sentindo meio boba.


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A prefeita revirou os olhos e suspirou.Não queria falar daquele assunto agora, mas não ia ter jeito:


_Ta bem... Eu admito que quando fiz a barreira no poço não queria que você morresse, mas eu realmente não queria que minha mãe viesse pra cá. Eu não conseguia sequer coagitar a possibilidade de você voltar...


Emma se aproximou da morena e sentou na cama se apoiando com os braços que estavam jogados para trás. Ainda estava chateada, mas ficou instantaneamente interessada em ouvir o que a outra lhe dizia.


_Swan... Você não é só uma garota de Boston. Você é a salvadora que destruiu minha maldição, eu percebi que tinha te subestimado. E, sinceramente, ainda acho um milagre você ter sobrevivido à minha mãe. Eu nunca a vi perder para alguém que quisesse a destruir. A única pessoa que conheço que conseguiu parar minha mãe, foi eu mesma, com a ajuda do Gold...


Ela fez uma pausa dolorosa e continuou.


_E mais uma vez... Eu parei minha mãe, dessa vez, por culpa da sua.


O silencio se fez e Emma se lembrou de quando Cora tentou arrancar seu coração.


_Temos algo em comum então. Também não faço ideia de como sobrevivi. Mas se tinha tanto medo dela te encontrar porque que quando ela te achou você ficou do lado dela?


A loira perguntou com um ar descrente parecendo não se importar. Em troca, recebeu um olhar fuzilador. Podia ver naquele castanho a mágoa saindo junto com as palavras de sua boca:


_A pergunta não é porque eu fiquei do lado dela Miss Swan, mas sim porque ninguém mais ficou do meu lado.


Os olhos verdes se fixaram pesarosos nos verdes que ficaram imediatamente acuados. Emma ainda estava brava pelo jeito que a morena havia lhe tratado mais cedo, mas não conseguia sustentar-se firme depois de ouvir aquilo. Tinha sido muito injusta com ela.


_Regina...


A xerife disse pegando a mão da outra, mas a ela fez questão de soltar. Emma a encarou e percebeu que realmente devia desculpas. Ela sempre soube que Regina não estava mentindo devia ter confiado nela.


_Me perdoe, por favor. Eu acreditei em você, mas quando eu vi aquilo no apanhador de sonhos... (Ela prendeu a respiração ao ver a outra cruzar os braços.). Regina eu realmente estava errada, mas até você juraria que era você.
_Eu sei. (A morena respondeu de forma dura.) Mas isso não apaga as palavras que você falou.


Emma a encarou sem saber o que dizer, mas repentinamente o orgulho novamente tomou conta de seu peito.


_Nem as que você falou. (A loira disse magoada com o que tinha ouvido pela manhã.)

_Como é? (A rainha indagou ainda sem entender.)

_Não consigo confiar em alguém que usa os outros o tempo todo!

_Então prefere confiar no Dark One do que em uma pessoa com quem você já foi pra cama?


A morena perguntou inconformada. A loira só balançou a cabeça e negação e disse:


_Infelizmente as pessoas que mais me ferraram foram as com quem eu já fui pra cama.

_Neal. (Regina concluiu fechando a cara.)


Fez-se silêncio entre as duas. Elas se encararam até Emma quebrar o silêncio:


_Tudo bem. (A xerife disse se aproximando da outra com um olhar estudioso.) Eu aceito ser sua aprendiz, mas com duas condições...
_Quais? (A prefeita perguntou dando ombros.)
_Quero que me ensine mais sobre corações...



Regina estranhou o pedido, mas concordou com a cabeça. Emma então ficou cabisbaixa e pensativa. A morena esperava ela dizer a segunda condição, mas só ouviu o silêncio.


_E o qual a segunda condição?


A morena questionou ficando a um palmo da outra.


_Sobre ontem... (A loira soltou um suspiro.) Ninguém pode saber e não pode acontecer novamente.


A prefeita fechou os olhos pesarosamente com o pedido. Emma desviou o olhar.


_Ninguém vai saber, eu prometo. (Ela respondeu levando a mão ao ombro da loira.) Quanto a não acontecer de novo... (Ela continuou levantando o rosto da outra.) Isso não dependera só de mim.


Regina concluiu encarando a mulher boquiaberta na sua frente. Emma balançou a cabeça e se afastou. Regina passou em sua frente como quem ia sair, mas no meio do caminho puxou a loira e lhe deu um beijo que foi correspondido para segundo depois ser interrompido.


_Pare com isso! (A xerife disse recuperando o fôlego.)

_Como eu disse miss Swan, não depende só de mim.

_Vamos tentar parar ok? Estamos combinadas? (A loira perguntou virando de costas)


_Sim estamos... (A prefeita disse abrindo a porta da casa.) Leia o livro e me encontre amanhã a noite em minha casa. Chegue às 23h00min e não se atrase. Henry já estará dormindo então ao invés de sair tocando a campainha chegue na hora que estarei te esperando na porta

_Ok. (A xerife disse encarando a outra que já ia fechando a porta de entrada, mas ela acabou a abrindo de novo.)

_Não esqueça meu sutiã! Quero ele de volta. (A morena disse com seu costumeiro tom ameaçador e fechou de vez a porta indo embora)


Emma não conseguiu não rir. Voltou a tirar a camiseta e foi logo tomar um banho.


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Regina estava em casa terminando de servir o jantar. Estava preocupada com henry, depois do estranhamento que tiveram no fim da tarde ele simplesmente sumiu. Pensou em ligar para Emma, mas por conta de tudo que havia acontecido achou melhor não. Já estava inquieta quando ouviu o telefone tocar. Correu para atende-lo


_Boa noite madame prefeita!


Ouviu a voz de Emma ressoar do outro lado da linha.


_Miss Swan... Por acaso meu filho esta com você? se sim traga ele imediatamente para casa.

_Ele esta sim. Ia te perguntar se não deixaria a gente jantar na Granny's hoje...

_Nem pensar! (A prefeita cortou) Acabei de preparar o jantar agora.

_É que eu realmente queria passar um tempo com ele... (a loira insistiu.)

_Jante conosco então. Não acostume mal o menino, essas porcarias que você dá pra ele na rua não são saudáveis.

_Ok! (Emma disse parecendo alegre.) Estaremos aí em quinze minutos..

_Espero que sim Miss Swan.


Regina desligou o telefone e levou uma mão à testa. O que estava acontecendo com ela? Chamar a xerfe para jantar de novo em sua casa definitivamente não era a melhor coisa a se fazer. Tinha que se controlar. Olhou para o relógio na parede e se lembrou que a loira estaria ali em 15 minutos. automaticamente tirou o avental e foi se arrumar um pouco. Parou em frente ao espelho e engoliu em seco.

Ela realmente estava se arrumando para Emma? Ela estava de fato perdida!



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Notas finais
prox cap vai ter bastante magia, pra quem ta com saudade.
Aaaa... não vou dar mais prazos pq depois desse vexame de ficar mó tempão sem postar to com medinho de não conseguir cumprir de novo, mas quero tentar postar pelo menos um por semana.
Beijos! Espero que tenham gostado.