Gibbs
11 Capítulo 11
Capítulo 11-
Segredos e mentiras são revelados eventualmente, não importa quanto amor haja.
— Eu deixo você me tocar! – William berrava num dos quartos isolados da mansão da Rimeko. – Você não! É como se tivesse nojo de mim! – os olhos de William lacrimejavam.
— Não vamos ter esta conversa de novo.
— Vamos ter esta conversa pra sempre! O que está escondendo? Você me dá tanto prazer! Eu quero... quero fazer o mesmo, Mona. – William corou.
Asato corou.
— William, eu não sou quem você pensa que sou.
— Aceito você como for.
— Merda, William, eu sou homem! Tenho te enganado por dois meses!
William estava mais que chocado.
— Você é um... homem?
Um silêncio sepulcral se fez.
— Por favor, diga alguma coisa.
William chorava.
— A prima sabia?
— Sabia. Todos sabiam.
Ele ria e chorava.
— Então fiz papel de bobo. Saia daqui. Não quero te ver nunca mais.
— William...
— Não me toque!
E Asato saiu, arrasado.
***
As sensações indescritíveis que Rimeko sentia com Kuwabara eram impagáveis. Ela sabia que não não sentia nada por ele, mas ele a fazia sentir como uma mulher.
Além de fazê-la flutuar como as estrelas em suas janelas.
Como fazia isso?
E tirara sua virgindade. Rimeko ainda estava abismada.
Quando ela iria se apaixonar?
Mas era incrível...
***
Minamino voltara a agir como um ser humano normal. Ou pior, sorria mais que devia para Rimeko, o que a irritava.
— Notícias do Hiro? – perguntou Rimeko.
— Foi pro lugar mais clichê, a Califórnia. Vai estudar lá.
— Ser artista de cinema? Viver a vida sobre as ondas?
Todos riram.
Sahikko e Asato chegaram correndo, atrasados.
— Preciso falar com vocês – disse Asato.
— E eu com a Kyoko. Achei uns modelos novos.
— Sashikko, o que pretende com isso? – perguntou Rimeko.
Ele demorou um pouco para responder.
— Vou falar a verdade. Estou apaixonado pela Kyoko-chan e como ela ama aquela bicha do Mana, quero realizar todos os sonhos dela.
Todos ficaram espantados.
— Sashikko... Eu poderia realizar este sonho... E você pisou na bola. O Mana-sama não é “bicha” e mesmo se fosse, eu o amaria. – disse Kyoko.
— Na verdade não se sabe nem a cor da voz dele, Kyoko – disse Rimeko. – Ele pode bem ser bicha sim. Tem uns fanservice dele e do Gackt.
— Ah é! Wah! Isso é legal! Mas numa entrevista ele falou por acidente.
— QUÊ? QUANDO?
Minamino revirou os olhos e interrompeu.
— A aula vai começar. Já tocou o sino.
***
Após as aulas, um garoto de outro colégio, com cara de puro ódio e olhos esmeraldas brilhantes, os aguardava.
Era William.
— Will! – Rimeko foi abraça-lo. – Mas ele a empurrou.
Ela perguntou o que houve e ele chorou, perguntando por quê todos o haviam enganado.
E ela já sabia do que se tratava.
— Will, não pudemos evitar. Quando o Asato saiu, vocês já estavam entrosados.
William riu, sarcástico.
— Asato! E ele disse que seu nome era “Mona!” Eu deveria soca-lo!
Asato se aproximou.
— Pois soque. Eu mereço. Nunca quis magoá-lo. Eu te amo.
O rosto de Asato estava manchado por lágrimas.
— Como pode dizer isso tão levianamente? – William chorava.
— Não é leviano. Sua presença faz meu coração mais leve. Eu carrego um peso enorme, como você sabe e se eu fosse um Samurai, você seria minha bainha.
William não aguentou. Tampou com a pasta porque estavam num local público, e deu um beijo ardente em Asato. Mas os amigos viram e ficaram chocados.
— Aaaaaah, o que a família vai dizer... – gemeu Rimeko, puxando os cabelos.
***
Rimeko acordou com alguém acariciando seu rosto. Levou um susto, se cobriu.
Era Hiei.
— Desculpe por ter demorado tanto.
Ela se cobriu para esconder a camisola e disse:
— Não pensa que agora pode ser tarde demais?
Ele beijou-lhe o rosto.
— Penso. Fiz uma besteira.
— Vá embora, Hiei.
E ela olhou, as cortinas voando.
***
Todos os casais resolveram sair para comer juntos. A surpresa não foi Midokawa e Kyoko, e sim Kuwabara e Rimeko.
— Baixinho?
— Cara Amassada?
Kuwabara apenas sorriu.
— Espera, Kuwabara, você está com a Rimeko? – perguntou Shuichi.
— Aparentemente sim.
— E temos duas bichas e eu sozinho – disse Sashikko.
— Com certeza é por causa da sua atitude – disse Nekoi e Kyoko.
— Com licença, Hiei, de onde você e o Kazuma se conhecem? – Perguntou Rimeko.
Agora ela era formal.
— Eu sou amigo do Shuichi e ele também. Mas parece que tá todo mundo se esfaqueando pelas costas...
— Hiei...
— Sim, Shuichi! A Rimeko era minha! Agora você e o Kuwabara dividem?
Rimeko ficou indignada.
— Com licença? Não sou propriedade de ninguém. E você que sumiu!
Hiei rangeu os dentes.
— Concordamos em dar um tempo!
— Não! Você me abandonou, Hiei! Estou te chutando!
Asato e William cochicharam:
— Conversa tensa pra um jantar entre amigos.
Kyoko tentou quebrar o clima:
— Vamos ficar acordados e ver o pôr do sol?
— Eu vou embora! – disse Rimeko, se levantando.
Kuwabara ia atrás dela, mas Shuichi fez sinal. Como ele era muito persuasivo, o outro não foi.
Hiei gargalhou.
— Vai largar sua namorada pra outro! Idiota!
— Eu não sou um prêmio a ser disputado! – berrou Rimeko.
E saiu correndo, antes que a impedissem.
***
— Rimeko-san! Rimeko-san!
Ela chorava em frente ao restaurante, que era um cais.
— Você vai cair.
— M-me desculpe!
— Não há pelo que se desculpar. Eu a segurarei, sempre.
— Deus! Por que é tão gentil, Minamino?
Ele a abraçou.
— Porque está na minha natureza.
Fez-se um silêncio enquanto ela olhava para ele.
— Sim. Se você ainda quiser.
— Eh? Não entendo.
E ela o beijou, profundamente.
— Eu achei que fosse ter que esperar a vida inteira, Rimeko.
***
Kyoko e Rimeko casaram depois da universidade, na mesma cerimônia. Kyoko queria usar um Vera Wang e Midokawa fazia tudo o que ela desejava, então Rimeko também teve de casar de vestido. Hiro desapareceu de vez.
William foi deserdado da família com gosto e trabalhava de modelo. Sashikko foi convidado a trabalhar como estilista, dadas as fotos de Kyoko no Instagram, por mais que os vestidos fossem comprados.
Kuwabara arrumou outra namorada, previu um terremoto e se tornou popular.
E por fim, Asato se tornou designer. William e ele adotaram um filho chamado Samuel.
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