Gibbs
5 Capítulo 05
Capítulo 05 –
Midokawa escorregava o vestido de Kyoko ao chão. Ele a olhava com admiração. Ela usava apenas uma calcinha rosa, simples.
— Eu gostaria que minhas retinas fracas fotografassem esse momento. – ele a tocou, de leve. Ela estremeceu com a antecipação.
— Gostei da sua camiseta. – Kyoko desviou o assunto.
— Uso a Mulher Maravilha pensando em você, esses tempos. Sabia que ela só sai de uma luta se morre?
— Ela luta até a morte?
Midokawa a beijou.
— Posso te emprestar alguns Comic Books. – e tirou a camiseta e a calça, ficando seminu.
— Nunca fiz isto antes... Embora quase—
— Entendo. Se ainda estiver afim...
Ela se sentou na cama, rindo, nervosa.
— Kyoko, você é linda. Não tem do que se envergonhar. – e puxou-a pela mão direita para que ficasse de pé.
Midokawa a beijava com ardor, virando-a de costas para ele e tocando-a por todo o corpo, tocando-a nas partes baixas. Enfiou a mão dentro da calcinha da garota e ela respirou fundo, gemendo, enquanto ela se movia contra a mão do namorado.
— Não se contenha, Kyoko. Ninguém vai nos escutar.
Ele enfiou dois dedos nela e ela gritou, por puro espanto. Nekoi a carregou para a cama novamente e tirou-lhe a peça íntima com cuidado.
— Você confia em mim, minha fujoshi?
Ela sorriu e assentiu.
Ele se arrastou por cima dela, que abriu as pernas para recebe-lo. Beijou-a e foi descendo, antes que Kyoko percebesse suas intenções.
“Aquilo era possível?!”, a mente dela questionou.
As sensações que Nekoi lhe proporcionou provara que qualquer coisa era possível. A um certo ponto, Kyoko achou que fosse desmaiar.
Mas voltou a si quando ele a beijou com seu próprio gosto almiscarado, um tanto adocicado. Antigamente ela teria tido nojo. Agora, ela ria.
Os dois, então, estavam unidos, Midokawa tomando todo cuidado para não machucá-la, mas Kyoko tremia de êxtase. Mordia o lábio inferior para não gemer mais alto do que já o fazia.
Os olhos de Midokawa a olhavam ternos e amorosos. Ele gemia e a acariciava, o universo parecia ser só deles.
Até que algo como o Big Bang explodiu no cerne dos dois e eles, grudados, quase foram além. Kyoko o beijava com desespero e puxava-lhe os cabelos e ele sentia dor no escalpe, mas era tudo o que sentia, pois tudo o mais estava dormente.
***
O Diretor entrou na sala no começo da aula de Matemática.
— Temos um comunicado urgente, pessoal – o sensei falou.
O Diretor começou.
— Takeshi Asobimashi, Scott Williams, Cho Hayashi e Itsuki Natsumi estão expulsos desta escola e presos. Uma denúncia anônima flagrou vocês cometendo atos ilícitos. Além do testemunho de outras garotas.
Os garotos altos se levantaram indignados.
— Já que estamos expulsos, é por causa daquela puta, não é? Aikawa Kyoko?
— Vocês estão presos. – entraram policiais.
Eles tremiam de ódio.
O loiro, que por algum motivo era o que mais parecia odiá-la, apontou o dedo para Kyoko e ameaçou:
— Reze para que nós nunca a encontremos novamente, Aikawa.
O Diretor riu.
— Se encontrarem, ela já será uma senhora.
Eles estavam sendo algemados em sala! Estava sendo um escândalo! As garotas davam gritinhos e cochichos, os garotos especulavam...
— Vamos. – o Diretor estalou os dedos.
Os meninos altos tentavam, mas não conseguiam conter as lágrimas.
Kyoko respirou aliviada. O Sistema, finalmente, funcionara.
***
Durante o almoço, Samuel perguntou:
— E tudo isso acontece enquanto eu dormia?
Então, Sashikko estava lá parado em frente a eles que nem Sadako de “O Chamado”.
— Eu só vim... Agradecer a você por não ter dado meu nome.
Todos ficaram quietos.
— Por que não mencionou meu nome?
Kyoko suspirou.
— Yamigumi, a culpa foi sua, mas você tentou remediar o mal. No harm, no foul.
— Excuse me?! – intrometeu-se Rimeko. – Se não fosse pelo Asato, minha limo e a moto do Hiro, esse maldito não teria feito nada nem se tivesse tantos braços quanto um polvo!
Todos riram.
— Não era pra ser engraçado!
— Yamigumi, não foi você quem denunciou? Quem foi? – perguntou Minamino.
Sashikko se prostou aos pés de Kyoko, chamando muita atenção.
— Não sei! Mas imploro que me perdoe! Faço qualquer coisa!
Kyoko ponderou. E teve uma ideia.
— É você mesmo quem faz aquelas marmitas?
— Sim, senhora!
Ela fez um gesto para que ele se calasse.
— Pois de agora em diante, vai trabalhar pra mim, Yamigumi. E de graça. Ah, e saiba que trabalho até tarde da noite.
— Feito. – ele fez uma reverência. Tem carro?
— Sim!
— Ótimo. Porque eu só tenho uma bicicleta.
Todos estavam embasbacados. Mas Rimeko revirou os olhos.
“Mais um idigente...”
Fale com o autor