"Ah, você é a escritora, certo?"

Cassandra confirmou, segurando as sacolas da feira. Gostava de ser referida assim, "a escritora". Não a irmã de fulana, ou aquela filha meio apagada da família tal. "A escritora". E sua aproximação casual com os outros moradores revelou que eles também estavam curiosos por ela.

“E como é morar lá, tudo tranquilo?”

“Tranquilo. Só queria entender mais sobre o casarão.”

“Ah, sim. Há histórias, sabe… Sobre um testamento inoficioso e um filho revoltado.”

A feirante continuou atendendo outra pessoa. Cassandra definiu o plano: cartório, prefeitura e, se existisse, a hemeroteca da biblioteca local. Perfeito.