Ghost Stories

1 Uma Pequena Preparação


Notas iniciais
BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM, espero que gostem da idéia, da fic, do conteúdo, de mim, de tudo uahsuashu
Comentar para motivar é sempre bom, e eu agradeço ♥ mas só de ler, estou feliz.
Aberto a criticas e sugestões, boa leitura pessoal!

A noite estava bonita. O luar estava mais brilhante do que de costume, mas não haviam muitas estrelas no céu.

Bruxelas. Bélgica. Meu destino daquela noite.

A vida de um espírito é muito diferente do que vocês, vivos, imaginam. Muito de vocês acham que “ existimos ” para assustar, assombrar e até mesmo matar vocês. Chega até a ser engraçado. Só somos semi mortos em busca de respostas. Em busca de saber o que nos mantém nesse estado espiritual, o que nos impede de alcançar a morte definitiva, para um eventual Céu ou Inferno. Sim, nós somos tão ignorantes da pós-morte tanto quanto vocês.

Todos temos dons. Vocês, o de viver, amar. Nós, de buscar, procurar. Não passamos de detetives do próprio caso. E é claro, depois que o caso é concluído, vem a recompensa.

O descanso eterno.

Pelo menos é no que creio. Um sono infinito, sem problemas, sem preocupações. E é a coisa que eu mais quero nessa “ vida ”.

Quando eu digo “ nós ”, é porque eu não sou o único. Muitas pessoas morrem todo dia, todos sabemos disso. Só que algumas almas não passam diretamente para o que estiver esperando do outro lado.

Elas tem uma ultima missão:

Descobrir o porque de suas mortes. E olha que isso não é nada fácil, pois quando você acorda em forma de espírito, tudo é confuso, estranho e até mesmo desesperador. E suas memórias são praticamente aniquiladas, você só lembra de seus familiares e acontecimentos soltos. Um passeio no parque de diversão, uma briga entre irmãos, coisas assim.

Então nos ajudamos. Os cinco Vefus, as almas veteranas, as primeiras a habitar o estado espírito, criaram um lar para nós. Uma espécie de vila em outro plano. Não sabemos onde é, não sabemos como, só somos capazes de viajar entre a Terra e lá. O batizaram de Spicity. Um nome bem feio, na minha opinião.

Só temos uma viagem de ida e volta por dia, e temos que estar de volta a vila no máximo 23h30. Viajamos pelo poder da mente. Fechar os olhos, foco e concentração. Pensar em casa, pensar em casa. E é assim que vamos e voltamos. Sentimos fome, sede, dor, e o caramba a quatro, mas não morremos. Isso é um resumo básico da vida de uma alma penada. Mas é muito mais complexo do que isso.

Se a vida normal é complexa, imagine a de uma pessoa que está entre ela e a morte.