Ghost?

2 Primeiro contato


Notas iniciais
Ola "Potterheads", como estão? Espero que gostem do capitulo. Boa leitura!

POV Garota misteriosa

Já fazia um tempo que eu só vagava por ai sem ser percebida por ninguém. Eu era como um fantasma, não que eu gostasse desse termo. No começo, quando simplesmente acordei sem saber quem era, eu tentava chamar a atenção das pessoas ao meu redor e nunca conseguia, parecia que elas não me viam, eu tentei tanto, até que simplesmente desisti, perdi o pouco de esperança que eu ainda carregava comigo, agora eu só ficava vagando sem espera por nada.

Quando cheguei nesse parque hoje, não imaginava que ia encontra, finalmente, alguém que pudesse me ver.

POV Autora

Harry estava achando toda aquela situação estranha, não que a vida dele não tivesse um "Q" de estranheza, e sinceramente ele não sabia o que pensar da garota a sua frente. Já a garota misteriosa estava muito nervosa com toda aquela situação, por muito tempo ela tentava fazer alguém vê-la e não conseguia, agora que já tinha perdido toda a sua esperança, aparece esse garoto desconhecido podendo assim vê-la.

— Por que perguntou se eu posso vê-la? — Harry perguntou um tempo depois, olhando a feição confusa da garota a sua frente.

— É que... — a garota se interrompeu franzindo a testa claramente confusa, ela balançou a cabeça negativamente e voltou seus olhos pro garoto sentado no balanço — É que ninguém consegue me ver, é como se eu não existisse.

— Então você é um fantasma? — Harry perguntou incrédulo. Pra ele só era possível ver fantasmas em Hogwarts.

— O quê? Não, claro que não. — a garota negou aflita, pra ela aquilo não era uma hipótese — As pessoas só não conseguem me ver. — ela murmurou enquanto voltava a se sentar no balanço cabisbaixa.

— Tudo bem, desculpe. — Harry se desculpou depois que percebeu a garota triste ao seu lado — Então, ninguém pode ver você? — ele perguntou e recebeu um revirar de olhos da garota, depois disso ele percebeu que realmente era uma pergunta estúpida — Certo, como se chama? — ele perguntou curioso, mais antes da garota responde-lo, outra pessoa apareceu ali os interrompendo.

— Falando sozinho Potter? — perguntou sarcástico um garoto um pouco mais alto que Harry, acima do peso, roupas largas, com cabelo bagunçado em desordem. Para a garota misteriosa ele parecia um porco de peruca.

— Não, eu não estou falando sozinho Duda. — respondeu Harry de má vontade.

— Ele não pode me ver. — a garota misteriosa tentou explicar para o garoto ao seu lado, sem prestar atenção ao que o garoto, o tal Duda, dizia naquele momento.

— Os meus pais vão gostar de saber que você está fazendo suas esquisitices de novo. — Duda comentou debochado.

A garota, no entanto, não tinha gostado nada do tal Duda, pra ela, ele parecia ser um idiota prepotente, ela então franziu a testa como se decidisse o que ia fazer. Ela se levantou e tentou mexer com o garoto, que ela apelidara de "porquinho de peruca", mais não conseguiu, muito pelo contrario, a mão dela ficava transpassando o garoto, era como se ela realmente não existisse. Ela parou um pouco, pensou bem e viu que não poderia fazer nada, então voltou a se sentar no balanço, o que a deixou bastante confusa, pois pra ela, se ela conseguia se sentar em algo material, então por que não conseguia tocar nas pessoas? essa era uma pergunta que ela se fazia.

— Duda, por que você não vai para casa? — Harry perguntou já cansado de escutar o que Duda dizia.

— Você não é ninguém para me expulsar daqui. — Duda contradisse.

Harry se levantou do balanço, tirando a varinha do cós da calça, se aproximou do garoto que se chamava Duda, que estava claramente assustado.

— Escute Duda, eu não estou com paciência, então vai embora ou eu vou te azarar. — Harry o ameaçou.

— Você não pode fazer magia fora daquela escola idiota. — Duda tentou ser valente mais a voz dele saiu em um sussurro.

Harry realmente não podia fazer magia fora de Hogwarts, por ser menor de idade, e ele realmente não usaria magia pois não queria ser expulso do colégio, que para ele era sua casa. Entretanto Duda não sabia que ele não usaria e esse blefe Harry usava para assustar o primo.

A garota misteriosa estava bastante confusa, pra ela, o garoto que podia vê-la tirou um pedaço de pau de algum lugar que ela não viu e agora estava ameaçando o "porquinho de peruca" com magia. Pra ela a palavra "magia" era bem familiar.

— Quer pagar pra ver. — Harry testou, olhando pro primo.

— Vou contar pros meus pais que você ameaçou fazer uma azaração em mim. — Duda disse e logo saiu da praça.

Harry deu um suspiro cansado, já imaginando qual seria o castigo que seus tios iriam dar a ele. O mesmo guardou a varinha e voltou a sentar no balanço, ao lado da garota, recebendo um olhar confuso da mesma.

— Ele é seu irmão? — a garota perguntou franzindo a testa.

— Não. — Harry logo negou fazendo uma careta — Ele é meu primo, eu moro com os meus tios. — ele esclareceu.

— E os seus pais? Onde estão? — a garota perguntou inocentemente, para logo em seguida se arrepender, pois ela viu a feição triste que tomou o rosto do garoto ao seu lado — Não precisa responder se não quiser.

— Eles morreram quando eu tinha um ano de idade. — Harry falou tristemente.

— Eu sinto muito, de verdade. — a garota lamentou, ela ia tocar no braço do garoto ao seu lado, mais logo recolheu a mão pois lembrou que não conseguiria toca-lo.

— Eu vi que você tentou tocar no Duda, mais não conseguiu, por quê? — Harry logo mudou de assunto.

— Eu não consigo tocar nas pessoas, minha mão simplesmente atravessa as pessoas, e antes que pergunte como eu consigo estar sentada neste balanço eu não sei responder. As vezes consigo e outras vezes não. — a garota disse cabisbaixa.

Harry não sabia o que dizer, tudo aquilo que estava acontecendo era surreal para não dizer estranho. Afinal não era sempre que acontecia o fato de somente ele ver tal coisa, nesse caso uma garota, e isso era no mínimo louco. Ele percebeu que a garota estava pensativa e preocupada de mais, e foi nesse momento que ele percebeu que não sabia o nome dela, então resolveu se apresentar, assim poderia distrai-la dos pensamentos.

— Harry. — ele disse aquilo chamando a atenção da garota pra si.

— Como? — ela perguntou com a testa levemente franzida.

— Meu nome, é Harry. — ele esclareceu — Como se chama? — ele perguntou curioso, mais logo se arrependeu, pois a garota a sua frente voltou a ter a feição triste no rosto — O que foi? Disse algo errado?

— Não, não disse nada errado. — a garota disse — É que eu não sei. — ela murmurou tristemente.

— Não sabe seu nome? — ele perguntou confuso e a garota somente negou com a cabeça — Você não tem nome. — ele sussurrou aquilo abismado.

— Sim, eu tenho um nome, só não me lembro dele. — ela explicou o olhando.

— Não se lembra de nada da sua vida antes disso? — ele perguntou apontando discretamente pra ela.

— Não, nadinha. Eu somente acordei assim. — a garota deu de ombros mostrando indiferença, mais no fundo ela queria se lembrar de quem era e da sua vida.

Harry ficou mais abismado com a indiferença da garota do que com a situação em si. Tanto ele quanto a garota ficaram presos nos próprios pensamentos por alguns minutos até que ele simplesmente disse:

— Então temos que te dar um nome. — a garota o olhou estranho — Não me olhe assim, se somente eu posso vê-la, tenho o direito de te dar um nome.

— Eu não sou um bicho de estimação pra você querer me dar um nome! — ela exclamou aquilo claramente ofendida.

— Desculpe, eu não queria ofende-la, mais não posso ficar te chamando de garota, temos que te dar um nome... Bom até que você se lembre do seu. — ele explicou aquilo pensativo.

— Você sabe que está dando um nome a algo que só você pode enxergar, né? — a garota perguntou o olhando como se ele fosse louco.

— Que tal Amélia? — Harry perguntou depois de uns segundos pensando, em resposta ele recebeu uma negativa — Certo, que tal... Melissa? — outra negativa — Ariane? — outra negativa — Magnólia? — uma careta da garota a sua frente — Ok, desisto. Como quer ser chamada? — ele perguntou a olhando.

A garota fez uma pose pensativa, com a mão no queixo, ela não tinha nenhum nome em mente, até que ela se lembrou do primeiro pensamento dela, quando acordou confusa sem saber quem era a muito tempo atrás.

— Eve. — ela disse simplesmente, o olhando ansiosa.

— Eve? É um bom nome. — ele concordou, depois de a olhar, ele estendeu a mão em forma de cumprimento — Sou Harry. — se apresentou novamente.

— E eu me chamo Eve. — ela estendeu a mão para cumprimenta-lo, mais não conseguiu aperta a mão do garoto, por um momento ela esqueceu que não ia conseguir toca-lo. A mão dela somente atravessou a do garoto, ela o olhou e deu de ombros enquanto dava um sorriso triste.

Notas finais
* Imagem tirada do google. * Aqui neste capitulo já temos uma pista de quem é a nossa garota misteriosa, logo saberemos mais. Desculpem a demora, espero que tenham gostado desse capitulo, nos vemos no próximo, beijos, fui!