Ghost
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Minha mãe adorava costurar, então desde pequena ela me ensinou. Me sentia próxima dela enquanto fazia peças de roupas. Ontem era Halloween, e ver todas as crianças vestidas, escondendo quem eles eram com uma mascara, me deu uma ideia. Eu precisava de uma roupa. Primeiro, eu desenhei. Um simples modelo que fui modificando enquanto ignorava as aulas. Depois, eu criei. Eu dei vida para meu sonho, uma vigilante se esgueirando na escuridão, limpando a cidade. Eu estava tão orgulhosa, tão feliz.
— Quem está ai? —O homem perguntou, encaradão a escuridão onde eu estava. Ele era um pedófilo, solto pela policia a uma semana, por ter pagado a fiança. Nesta semana, ele sequestrou uma garotinha, a estuprou, e jogou seu corpo no rio. Claro, ele pagou sua fiança de novo.
— Eu não ninguém. — Eu diz, esperando como ele reagiria.
— Você! — Ele disse, com os olhos arregalados. — Você é aquele que falam nos jornal!
— Desculpe, velhote. Não leio jornais. — Ele andou para trás, procurando algo para se defender, encontrando uma garrafa. Ele a quebrou, e apontou a porta afiada na minha direção. — Ouvi que gosta de garotinhas.
— Para trás! — Eu sorri, era excitante sentir o medo dele.
— Se acalma, eu não vou matar você. — Ele parecia mais relaxado enquanto dava passos para trás, fui acompanhando ele, em passo lentos. — Não tão rápido. — Ele abriu sua boca, e arremessou a garrafa em mim. Ele correu para a direção da porta. Trancada. Eu fiz favor de tranca-la antes de aparecer. Ele se virou e ergueu os braços.
— Você não precisa me matar! Todos tem um preço, quantos você quer? Podemos chegar a um acordo! — Eu sorri.
— Como eu disse, eu ninguém. — Joguei duas facas que estavam em meu bolso, acertando suas mãos, prendendo-o na porta. Ele gritou e gemeu de dor. Andei em sua direção, e seus olhos ficavam cada vez mais arregalados, ele gritava, e implorava.
— Por favor, meu Deus.
— Deus? — Eu disse, não acreditando no que ouvia. — Não há nenhum Deus aqui, apenas eu e você. — Peguei outra faca, e cortei sua barriga, lentamente, enquanto o sangue jogava. Ele chorava, gritava e esperneava. Continuei o cortando em várias partes do corpo, até ele quase perder a consciência. Bati em seu rosto, o acordando. — Por favor, não durma. Vai perder meu grande final! — Eu cortei sua garganta, ele tentou gritar, mas não consegui sair mais nada. Seus olhos se reviraram, e então sua respiração parou. Peguei minhas facas, fazendo seu corpo cair no chão. Limpei elas em minha roupa, e passei meu dedo no sangue do homem. Desta vez, eu apenas fiz um simbolo, uma careta feliz, e sorridente.
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