Ghost
1 Prólogo
Notas iniciais
Minha vida não é o que pode se chamar de perfeita... está longe disso, mas não reclamava de nada, até meu pai ir embora. Isso ocorreu quando eu tinha apenas sete anos, uma garotinha, que não conhecia nada do mundo e o quão cruel ele era. Não sei o que aconteceu, mas ele e minha mãe brigaram, e a coisa ficou feia. Me lembro daquela noite como se fosse ontem, o pior dia da minha vida.
A partir daquele dia a vida ficou mais fria, não tinham momentos felizes como antigamente, aqueles momentos doces, que davam prazer em viver ficaram para tras, junto com as lembranças de meu pai. Com tudo isso que aconteceu até as pessoas mudaram, mesmo sendo uma criança pude perceber o quanto minha mãe estava triste. Nosso relacionamento também não era mais o mesmo.
Todos os dias podia ouvir minha mãe chorando, me lembro de tentar abafar os sons, pois isso me deixava mal. Passamos a vida assim, apenas eu e ela.
No meio de toda essa amargura, uma coisa boa aconteceu, conheci meu melhor amigo, que levo comigo até hoje. Mesmo nos momentos dificeis ele me agradava, ele era o único que me compreendia. Pude viver bons momentos na vida ao seu lado, ele deixou mais fácil esquecer o passado.
Também houve muitas desventuras nessa época, uma delas foi minha mãe ter apaixonado novamente, uma coisa que eu não achava que ia acontecer. No inicio eu estranhava um pouco, mas depois fui me acostumando, o estranho é que eles pareciam amigos, acho que é por causa de insegurança da minha mãe. Ela apenas nao queria me magoar.
Finalmente ela abriu o jogo, contou que gostava dele, assim como amava o meu pai, no começo não compreendia, mais como pode ficar 30 anos casada com um homem e sentir a mesma coisa com um que conheceu a pouco tempo?
Logo eles se casaram, e novamente minha vida sofreu uma drástica mudança. Mas não houve apenas coisas ruins, ela acabou ficando grávida de uma garotinha. A partir desse dia, eu tinha o dever de cuidar dela e não deixar a vida dela estragar como a minha.
Seis anos se passaram, e minha vida ajeitou, voltei a me dar bem com minha mãe, mas não com meu padrasto, nunca me dei bem com aquele cara. E o Will, meu melhor amigo ficou sempre ao meu lado, crescemos juntos.Ele foi meu único amigo, as pessoas não gostavam de mim na escola. Sempre fui excluida e ainda sou. Com o Will acontecia a mesma coisa, mas não podiamos fazer nada.
Essa era minha vida monótona, ao menos era normal. Eu estou no mesmo ponto de sempre, frequentando uma escola que todos me odeia, apenas com uma única pessoa com quem consigo me abrir, mas não posso mudar isso, é a vida, se não sofrermos um pouco não aprenderemos nada...
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