Get It Right
7 We Found Love
Notas iniciais
Vou postar diariamente, só para recompensar o tempo que eu fiquei fora.
Espero que gostem dos novos capítulos (=
Fiquei parada sem reação. Quando ouvi o barulho do carro saindo, toquei meus lábios com a ponta de meus dedos, depois sorri.
Acordei cansada por causa do outro dia. Arrumei-me e fui para o colégio. Abri a porta para sair e vi o Puck estacionando seu carro em frente a minha casa. Ele saiu do carro e veio a minha direção.
– Bom dia Berry. – Ele sorriu e me deu um beijo no rosto.
– Bom dia Puckerman. – Sorri também.
– Não quero tomar muito o seu tempo, mas queria te pedir uma coisa. – Puck me olhou nervoso.
– Pode falar Puck, eu não estou com pressa. – Falei curiosa.
– Por favor, volta para o seu antigo colégio? – Ele pegou em minha mão e me olhou nos olhos. – Por mim.
– Não posso Puck, me desculpe. – Disse com uma dor enorme no coração.
– Por causa do Finn, não é? – Ele perguntou cabisbaixo.
Assenti.
– Sim, ele é culpado das coisas mudarem na minha vida. – Apertei sua mão para que ele me olhasse novamente. – Puck, não fica triste. Eu sempre vou estar com você, ok? – O abracei.
– Eu te amo Rach. – Ele sussurrou as palavras em meu ouvido.
Sorrimos.
– Agora eu tenho que ir. – Ele me deu outro beijo no rosto e saiu.
– Tchau Puck. – Acenei e ele sorriu.
Cheguei ao colégio e entrei correndo na minha classe, pois o sinal tinha acabado de bater. Sentei na primeira carteira que achei e fiz de conta que não estava atrasada.
– Bom dia Berry. – Senti um arrepio ao ouvir aquela voz masculina. Era Jesse.
Virei-me para trás e sorri.
– Olá St. James.
– Podemos conversar melhor depois? – Jesse apontou para o professor que entrega os testes.
Assenti. Droga, eu não tinha estudado para a prova de espanhol. Teria que usar os meus conhecimentos que obtive na escola anterior.
Respondi as questões que sabia e o resto chutei tudo. Eu estava ficando muito relaxada nos estudos e isso é péssimo. Eu tenho que ser a melhor em tudo!
Entreguei o teste antes de toda a turma e o professor me olhou espantado, mas depois sorriu. Correspondi um pouco aliviada.
As aulas passaram rápido. Logo era o intervalo.
– Berry, podemos conversar agora? – Jesse perguntou segurando meu braço.
– Claro. – Fomos até o auditório, pois ele me puxou pelo braço e me levou até lá.
– O que você quer Jesse? – Perguntei sem entender nada.
Ele não respondeu, sorriu e sentou-se no banquinho do piano. Ele começou a tocar e eu não me lembrava da música, mas quando Jesse começou a cantar, eu me encantei por sua voz e comecei a cantar junto com ele. A música era Hello.
Depois de cantarmos, Jesse levantou-se, ficou em minha frente, pegou minhas mãos e me olhou nos olhos.
– Rachel Berry, você é a dona do meu coração. – Seus olhos brilhavam e suas mãos tremiam de nervosismo.
– Jesse St. James, você conseguiu ganhar o meu amor. – Falei sorrindo.
Ele me puxou para mais perto e selou nossos lábios.
– Você aceita ficar comigo, pra sempre? – Jesse perguntou e nossas testas estavam coladas uma a outra.
Eu só consegui assentir. Não sabia se estava fazendo o certo ou o errado. Quando eu lembrava de Finn, meu coração doía e meus olhos se enchiam de lágrimas. Sei que eu ainda amava o Hudson, mas Jesse é tão diferente e meigo, e acho que ele merece um pouco de felicidade.
– Vejo que já começaram a ensaiar. – Shelby apareceu do nada, nos dando um grande susto.
– Rachel queria passar algumas músicas que ela gosta. – Jesse falou disfarçando.
– Isso é ótimo, pois Rachel, eu tenho uma proposta para fazer a você. – Shelby chegou mais perto de nós e sorriu. – Quer participar do musical do colégio?
Olhei para Jesse que estava boquiaberto.
– O que eu terei que fazer? – Perguntei com um pouco de medo.
– Cantar a música Don't Rain On My Parade de Barbra Streisand. – Ela falou ansiosa.
– Eu simplesmente amo Barbra Streisand! – Exclamei feliz.
– O musical do colégio é um grupo em que todos querem entrar Berry, e você foi convidada. Isso é ótimo! – Jesse comentou e me abraçou. – Boa sorte.
– Obrigada Jesse. – Abracei-o também.
– O amor juvenil é tão belo. – Falou Shelby distraída em seus pensamentos.
Jesse e eu nos entreolhamos e rimos.
– Rachel, você vai ensaiar comigo todos os dias após o ensaio do coral, ok? – Ela avisou enquanto arrumava alguns papéis.
Assenti.
– E aí pessoal. – Uma garota morena entrou no auditório. – O que vamos cantar hoje?
– Ainda estou escolhendo. – Shelby confirmou.
Kurt percebeu durante o ensaio que Jesse não tirava os olhos de mim.
Depois do coral, Kurt veio até mim correndo.
– Berry, você e o Jesse estão... – Não o deixei terminar a frase, pois o interrompi.
– Sim, estamos namorando. – Falei sem sorrir.
Ouvi um barulho de algo caindo ao chão atrás de mim. Virei-me e era um buquê de rosas vermelhas. Olhei para cima e vi Finn. Lágrimas rolavam pelo rosto dele.
– Hudson? – As palavras saíram em um sussurro de minha boca, pois eu segurava o choro.
– Às vezes entregar o coração com toda a alma não é o suficiente pra fazer alguém feliz; eu sei que eu não posso nem sonhar em ter você, porque comigo você só poderia sofrer... Por isso eu vou sair da sua vida; essa vai ser a maior prova de amor que eu posso dar a você... O mais difícil de tudo é que agora eu tenho certeza de que nada que eu fizer vai me fazer esquecer-se de você. – Ele falou e as palavras foram como facas cortando meu coração.
– Não me venha falar de amor Finn. Você me trocou pela Fabray quando eu mais precisava de ti. – Cuspi as palavras tentando resistir ao encanto de Finn. – E como você acha que eu me sinto? Você acha que eu estou feliz? – Perguntei sem esperar por uma resposta e continuei: – Eu segui minha vida em frente, e estou tentando te esquecer, sabe por quê? – As lágrimas começaram a rolar por meu rosto e eu as sequei com raiva. – Porque eu te amo.
Dei as costas a Finn. Sim, eu estava deixando igual eu fiz no meu último dia no meu antigo colégio. Senti alguém me pegando pelo braço e logo imaginei que fosse Kurt, porque Hudson não enfrentaria minha ira, ele não teria tanta coragem assim. Virei-me para trás e sabe quem era? Finn Hudson.
– Rachel. – Ele me chamou. – Dá onde você tirou que eu voltei com a Quinn?
– A Santana me contou, e, aliás, eu nem precisava que ela me contasse. – Cheguei mais perto dele o olhei nos olhos. – Porque eu vi vocês dois abraçados ontem. – Apertei os olhos de raiva.
– Rach, não é bem assim... – O interrompi.
– Rach? Não me venha com “Rach” agora, Hudson. – Respirei fundo. – Eu sinceramente pensei que você tinha se tornado um garoto descente, mas eu me enganei, e muito. – Fiz um sinal de negação com a cabeça, virei às costas e fui andando até o banheiro feminino.
Eu não sei como Finn pode ser tão falso comigo. Vir aqui e se fazer de vítima? Como se não fosse ele que tivesse feito as coisas se tornarem mais difíceis do que já são.
– Rachel? – Olhei para trás com cara de brava, era com certeza Finn incomodando a minha paciência. Mas na verdade era Jesse.
Não respondi, apenas o abracei forte. Eu estava destruída. Hudson havia mexido na minha ferida, e isso dói demais.
– O que aconteceu com você? – Ele acariciou meus cabelos.
– Eu só não estou me sentindo bem. – Fechei os olhos tentando tirar a dor do meu coração. – Jesse, você pode me levar para casa?
– Claro.
Durante o tempo que levamos até ir a minha casa, Jesse não perguntou o porquê de eu estar assim, somente conversamos sobre o coral e outras coisas. E sabe, isso fez me sentir melhor.
– Rachel, a Shelby gosta muito de você. – Jesse comentou, parecia estar com um pouco de ciúmes, mas não de mim, e sim dela.
– Porque você acha isso Jesse? Mal a conheço.
– Ela te colocou no musical da escola, sem você pedir e sem você fazer uma audição para entrar. – Ele me olhou e sorriu. – Berry, não desperdice essa chance, ok?
– Vou tentar dar o melhor de mim, Jesse. – Sorri também, mas eu não estava feliz. Era impressão minha, ou estava havendo uma competição entre nós?
Chegamos a minha casa. Ele abriu a porta do carro para que eu saísse, e isso me lembrava tanto o Finn.
– Obrigada por me trazer até aqui Jesse. – Falei cabisbaixa para que ele não percebesse meus olhos cheios de lágrimas. Seja forte Rachel Barbra Berry, não chore.
– Foi nada, Rachel. – Ele sorriu e me abraçou. – Até amanhã?
Assenti. Jesse me deu um selinho demorado e foi embora.
Entrei em casa e me joguei no sofá. Finn está acabando comigo. Eu não como mais direito, perdi boa parte dos meus amigos, estou enganando um garoto que eu não amo, entrei para um clube idiota onde as pessoas me invejam, e ainda por cima, eu estou gorda.
Tomei um bom banho, e fui dormir.
Acordei com alguém batendo em minha janela. Olhei no relógio e era 23h30min. Meu Deus, quem poderia ser? Abri a janela devagar porque eu estava com muito medo. Olhei para fora e não vi ninguém, de repente Puck aparece e eu caio no chão por causa do susto que levei.
– Puck, o que você está fazendo aqui? – Perguntei baixinho, ainda no chão.
– É o Finn, ele está... – Puck entrou no meu quarto. – Ele...
– Fala logo Puckerman, não me deixa preocupada! – Falei enquanto ele me ajudava a levantar.
– Finn caiu da escada da casa ele, e está no hospital. – Puck falou por fim.
– Diga para ele que eu mandei melhoras. – Falei voltando para a minha cama.
– O quê? – Ele perguntou inconformado. – Rachel, eu não vim aqui na sua casa, de madrugada, entrar em seu quarto que é no segundo andar e pela janela para você não ir falar com Finn. – Ele me puxou pelo braço. – Você vai sim, ok? Porque eu não vim aqui mentir por nada, não mesmo.
– Espera aí, mentir? – Questionei.
– Sim, ele não está no hospital e nem machucado. – Puck respirava ofegante. – Ele só quer conversar com você, será que é tão difícil assim senhorita teimosia?
– Eu não acredito que o Hudson te convenceu a vir até aqui. – Soltei meu braço de sua mão e fiz um sinal de negação com a cabeça. – Eu vou, mas só porque você me pediu.
– Você vai porque o ama. – Puck fez cara de vencedor e saiu pela janela.
– Hey, senhor convencido, você acha que eu vou sair pela janela e de pijamas? – Perguntei colocando as mãos na minha cintura. – Primeiro eu vou me trocar e depois, sairemos pela porta.
Fui até meu guarda roupas, peguei uma roupa qualquer e me troquei no banheiro. Saí depois de uns dez minutos. Sim eu era rápida para me arrumar.
– Vamos? – Perguntei enquanto pegava meu celular e colocava no bolso de trás da calça.
Puck assentiu e saímos da minha casa.
– Onde Finn está? – Questionei cruzando os braços e encolhendo os ombros, estava fazendo muito frio.
– Você já vai descobrir. – Puck sorriu.
– Odeio ficar curiosa. – Falei emburrada.
– Fica quieta gatinha, e entra logo nesse carro. – Ele abriu a porta do carro e eu entrei.
Quando Puck entrou no carro também e começou a dirigir, eu não aguentei e o questionei novamente:
– O que Finn Hudson quer comigo?
– Na hora certa você vai ver. – Puck limitou-se a dar mais detalhes.
– Aonde vamos? – Insisti em saber mais sobre o que estava acontecendo.
Puck virou-se para mim e me olhou com cara de poucos amigos.
– Dá pra ter paciência e esperar? – Ele perguntou.
Assenti com medo de Puck. O caminho que percorríamos era bem familiar para mim. Quando eu me toquei era a rua do meu antigo colégio.
– O que estamos fazendo aqui no colégio a essa hora da madrugada, Puckerman? – Perguntei olhando-o.
– Espere e veja.
Puck estacionou o carro. Saí sem esperar ele abrir a porta para eu sair. Batia o pé impacientemente. Ele me olhou e riu. Revirei os olhos. Puckerman foi entrando na escola eu o segui. Entramos e logo vi Britt.
– Você também está nisso Brittany? – Perguntei furiosa.
Ela sorriu e assentiu.
– Depois me desculpo com você, mas agora vem cá. – Ela me puxou pelo braço e vendou meus olhos. – Isso é para o seu bem.
Bufei de raiva. Britt me segurou pela cintura e me levou até algum lugar que eu não sabia direito onde era. Estava tudo escuro e quieto.
O que será que eles estão querendo comigo? Tateei com as mãos pelas paredes para ver se me lembrava do local, mas estava difícil.
– Rachel, sente-se aqui, por favor. – Britt falou enquanto ela me virava para que eu pudesse sentar-me na cadeira em que ela havia falado.
Cruzei as pernas e fiquei com a cabeça abaixada.
– Estou me sentindo uma garota sequestrada. – Comentei nervosa, e controlei minha voz para as palavras não saírem com o som tremulo.
– Sem dramas Berry. – Ouvi Santana dizer.
O que a vadia da Santana está fazendo aqui? Isso não está me cheirando à coisa boa.
Ouvi a porta abrir e fechar várias vezes, e logo a sala começou a ficar com sons de pessoas sussurrando a todo o momento.
Eu balançava minhas pernas descontroladamente. Estava nervosa.
Senti uma mão quente tocando na minha.
– Hey, vai ficar tudo bem, não vamos te matar diva. – Era a voz de Kurt.
– Kurt, eu não acredito que você também está metido nisso! – Eu disse irritada.
– É para o seu bem, Rach, confie em mim. – Ele me deu um beijo na testa e saiu.
Só não vou xingar o Kurt de gay, porque ele já um. Mas que raiva! Porque ninguém me conta o que está acontecendo, hein? Odeio surpresas, e quando o Puckerman disse que Finn Hudson estava metido nessa confusão, tudo piorou.
– Voltei Rach. – Era a voz de Brittany. – Vou tirar a sua venda. – Ela falou contente.
– Até que em fim. – Resmunguei.
Meus olhos demoraram a se acostumar na escuridão. Pelo o que me lembrava, aquele era o auditório do colégio.
– O que estamos fazendo aqui? – Perguntei olhando em volta.
Britt sorriu e saiu.
– Adoro falar sozinha mesmo. – Sussurrei para mim mesma.
As luzes do palco acenderam. A cortina se abriu com Mercedes no centro do palco. Ela estava com um lindo vestido preto que ia até os joelhos. Ele tinha mangas curtas e uma fita vermelha emoldurava sua cintura. Os cabelos estavam soltos em cachos perfeitos.
Olhei para ela assustada, e Mercedes sorriu para mim quando uma introdução de música começou a tocar. Sim, agora eu estou entendo que ela vai fazer uma apresentação para mim, sendo mais precisa, um solo. Observei atenta a todos os movimentos que ela fazia. A música que ela cantava era Beautiful.
Quando Mercedes parou de cantar, senti uma sensação estranha percorrer por meu corpo. A voz dela tinha me deixado completamente de boca a aberta.
– Olá Berry. – Ela acenou e sorriu. – O que nós estamos fazendo esta noite, é tentar convencê-la de que algumas pessoas não desistem do amor verdadeiro na primeira dificuldade. – Mercedes olhou para Finn e assentiu levemente.
Claro, isso tudo é um truque que Kurt montou para eu voltar com Finn e deixar do Jesse. Kurt é um gay sentimental, e deve ter ficado com pena de Finn Hudson. Mas não posso negar que o Hudson está mais lindo que nunca esta noite. Balancei minha cabeça discretamente para afastar esse tipo de pensamento fraco que só acaba com a minha auto-estima.
Finn sorriu para mim e contra a minha vontade, sorri em troca. Eu não posso me jogar aos pés dele. Sou uma diva, e divas não se jogam nos homens, pois eles que devem correr atrás de nós, divas. Mas será que essa regra vale para quem está apaixonada?
Hudson deu um passo à frente e começou a cantar. A música era Just The Way You Are.
Quando todos terminaram de cantar e Kurt veio em minha direção abraçar-me, fiquei em profundo choque. Olhei para todos em minha volta sem conseguir dizer uma palavra.
– Foi perfeito. – Consegui sussurrar.
– Era tudo o que precisávamos Rachel. – Tina falou contente.
– Sua opinião é fundamental para nós Berry, sabe, você é uma grande diva e entende dessas coisas. – Mercedes começou a explicar.
– E decidimos mostrar um pouco do que estamos ensaiando no clube do coral para você. – Puckerman continuou, sentando-se ao meu lado e me abraçando.
– E com isso, queríamos pedir que você voltasse a estudar aqui e que entrasse para o clube do coral. – Finn Hudson disse no meio de Quinn e Santana.
Olhei-o de cima até e embaixo, e quando vi que Quinn e ele estavam abraçados virei o rosto para Puckerman.
– Fico honrada de receber este convite, mas já estou participando de outro coral, desculpem. – Falei com as palavras saindo arrastadas por minha garganta.
– Já era de se esperar. – Comentou Mercedes triste.
Levantei-me e ajustei minha roupa.
– Mas não desistam, porque com todo esse talento e força de vontade que há dentro de todos vocês, pode ter certeza que irão longe. – Sorri tentando confortá-los e fui andando em direção da porta.
– O problema é que o coral em que você participa Berry é o melhor de todos. – Quinn Fabray falou cuspindo as palavras em mim.
– Não tenho culpa por eles serem tão bons e terem vencidos todas as competições. – Falei apertando os olhos de raiva. – Entrei lá não faz nem uma semana, então não me julgue e sim a eles.
– Quinn, vamos, não adianta mudar nada. – Santana falou puxando-a pelo braço.
Britt saiu triste empurrando a cadeira de rodas de Artie, o resto dos integrantes foi saindo aos poucos. Ficou somente eu e Finn.
– Não sabia que você cantava tão bem. – Ele disse puxando assunto.
– Acho que eu deveria falar isto para você, não? – Perguntei confusa.
– Não, não. – Advertiu ele. – Vi você cantando no teste seletivo do outro colégio, você estava perfeita. – Ele chegou mais perto de mim e eu dei alguns passos para trás esbarrando em algumas cadeiras. – O que você estava fazendo lá?
– Correndo atrás de você, mas quando te vi com ele, percebi que eu já estava em seu passado. – Os olhos de Finn Hudson encheram-se de lágrimas.
Engoli em seco e encolhi os lábios segurando o choro.
– Só quero que você saiba que não está no meu passado, e sim no meu presente e futuro. – Falei saindo da sala. Segurei a maçaneta da porta e me virei para trás. – Só me faça um favor?
Finn assentiu.
– Nunca, mas nunca, por qualquer motivo, deixe de cantar, porque quando você canta, eu, eu... – Balancei a cabeça para afastar aquele pensamento ridículo de minha mente. – Até outro dia, Hudson. – Abaixei a cabeça e saí.
Fechei a porta devagar. Encostei a cabeça ali e fiquei em pé, parada e chorando. De repente, ouço a voz de alguém cantando, era Finn. A música que ele estava cantando era Hello, I Love You.
Depois de alguns minutos alguém abre a porta e eu caio em cima dessa pessoa. Quando levanto o olhar, vejo Finn Hudson.
– Desculpe. – Falei levantando.
– O que você estava fazendo encostada na porta, Berry? – Ele perguntou esfregando a testa.
– Ouvin... – Parei de falar e o olhei.
Finn fez sinal para que eu continuasse.
– Estava te ouvindo cantar. – Falei abaixando o olhar para o chão e falando baixo.
Ficamos em silêncio por um bom tempo. Oh meu Deus, como eu amo o Finn Hudson. Mas será que eu devo me entregar de corpo e alma nesta paixão? E o Jesse, ele vai ficar magoado e eu não posso fazer isto com ele. Porque está sendo tudo difícil?
– Você se machucou Rachel? – Ele perguntou me olhando preocupado e quebrando o silêncio. – Está com uma cara nada boa.
– Acho que não machuquei nada. – Falei olhando-o.
Como os traços do rosto dele eram perfeitos, aquele sorriso de canto de boca me deixava com as pernas moles.
– E você, machucou-se? – Perguntei gentil.
– Minha testa está doendo. – Ele disse com a mão ainda na cabeça.
Cheguei mais perto dele, tirei sua mão da testa e dei um beijo no local machucado. Finn sorriu.
– Até outro dia, Hudson. – Acenei e fui andando em direção da porta.
Fui andando sozinha e em passos lentos até o estacionamento do colégio.
– Ah, droga! Vou ter que voltar para casa a pé. – Resmunguei para mim mesma. – Mas isso será bom para eu organizar meus pensamentos.
Em primeiro lugar, Jesse está sendo quase como uma pedra em meu sapato. Sei que eu dei chances para ele, mas não posso ficar enganando-o para sempre. Eu amo Finn Hudson e não posso negar isto.
Em segundo lugar, Quinn e Brittany estão afastadas de mim e eu sinto falta delas. Sei que a Fabray me odeia, mas como ela pode fazer isto comigo? Ela me machucou por dentro e por fora, e hoje em dia sempre que tem uma chance faz alguma coisa para me prejudicar, como esta noite. Ela me colocou contra todos do coral, sei que eu não posso participar, mas eu quero. E Britt parece estar indo para o lado de Quinn, ela está me ignorando, e tenho certeza que ela foi simpática comigo hoje por causa de Finn.
E em terceiro lugar – e último –, Finn Hudson está sempre junto de Quinn, se ele diz que não tem mais nada com ela, porque não se afasta? É meio difícil de acreditar que ele me ama sendo que está ao lado da ex-namorada.
Acho que a única solução para meus problemas não é fugir deles e sim, resolvê-los e enfrentá-los. Tenho que voltar para a minha antiga escola e concertar os erros que cometi no passado.
Entrei em casa e fui dormir. Meus pés doíam demais por causar da longa caminhada.
Notas finais
Me desculpem novamente por tê-los abandonado, mas eu fiquei com os problemas em off e não deu para continuar a postar, desculpem por não avisar o sumiço.
Fale com o autor