Get It Right
10 Pretending
Notas iniciais
Cheguei a casa depois de um dia completamente horrível. Joguei-me no sofá e resolvi organizar meus pensamentos.
Se Shelby é minha mãe biológica, então eu devo conversar com meus pais adotivos para saber sobre o assunto. Sempre soube que era adotada, mas nunca pensei que Shelby fosse ser minha mãe. Ela disse que queria eu mais perto dela, mas como vou acreditar nisto se ela me abandonou e me deu para ser criada por outros pais? Sinceramente, está difícil de acreditar nesta história.
Acho que este é o meu problema maior, mesmo que Jesse St. James esteja com o coração partido.
Respirei fundo e fechei os olhos em uma tentativa de dormir para tentar relaxar, mas fui interrompida pela campainha que insistia em tocar.
Abri a porta e vi Finn parado em minha frente com um grande sorriso nos lábios.
— Oi minha pequena — ele me deu um beijo carinhoso e me abraçou forte —, senti sua falta, sabe, eu não queria fechar os olhos quando ia dormir porque tinha medo de te perder novamente — Hudson falou.
— Pode ficar tranquilo, não vou te deixar jamais — abracei-o mais forte ainda. — Vem, entra — falei puxando-o para dentro de casa.
Finn sentou-se ao meu lado no sofá.
— Terminei com Jesse — falei rápida.
— Isso é ótimo — Finn falou e depois me deu um selinho.
— Mas tem um problema — falei abaixando a cabeça.
— O que aconteceu Rach? — ele perguntou levantando meu rosto pelo queixo.
— A Shelby tinha convidado eu e Jesse para fazermos um dueto — falei engolindo em seco —, tenho certeza que ele vai querer ser melhor do que nós na apresentação — olhei-o nos olhos — e não podemos perder.
— Hey, sei que você tem razão, mas temos que dar o nosso melhor, ok? — Finn disse me abraçando — E não sei preocupe mais nem com o Jesse, muito menos com a Shelby.
— É impossível não pensar em Shelby — disse sentindo as lágrimas brotarem em meus olhos.
— Porque meu amor?
— Ela disse que era a minha mãe biológica — falei entre soluços do choro.
Finn ficou acariciando meus cabelos em silêncio.
— Isso é verdade? — ele questionou com a voz trêmula.
— Sim — falei saindo dos braços de Finn e enxugando minhas lágrimas —, mas tenho dúvidas, não sei se ela está falando isto só para eu voltar ao Vocal Adrenaline ou se é verdade mesmo.
— Sinceramente? — Finn me olhou — Pergunte aos seus pais, eles vão te ajudar, tenho certeza — ele sorriu. — Agora, seca essas lágrimas e vamos para o colégio McKinley ensaiar.
Hudson me puxou e fomos até o colégio ensaiar. Tudo bem que eu estava sem animo, mas fui porque tinha prometido ajudá-los. Já no estacionamento, encontramos Mercedes conversando com Artie.
— Oi pessoal — cumprimentei-os.
— Rachel — Mercedes sorriu a me ver e logo me abraçou —, que bom que não nos abandonou.
— Prometi e vou cumprir — falei soltando-me dos braços dela e abraçando Artie bem forte. — E você, como está? — perguntei olhando-o.
— Ótimo — Artie sorriu.
Sorri em troca. Finn pegou minha mão e entramos juntos no colégio.
— Precisava mesmo abraçá-lo? — Hudson perguntou cochichando no meu ouvido.
— É impressão minha, ou isto é ciúme? — respondi com outra pergunta.
— Isto é apenas um namorado com medo de perder a garota amada — Finn explicou.
Gargalhei alto.
— Não precisa ficar inventando historinhas Hudson — falei enquanto entrávamos no auditório e dava um selinho nele.
— Rachel — Puck veio em minha direção e me deu um abraço e um beijo no rosto — como você está? — ele sorriu.
— Estou bem Puckerman e está tudo bem com você? — sorri em troca.
— Tudo ótimo — respondeu Puck, e Finn entrelaçou seus braços envoltos em minha cintura, Puck olhou-o: — E aí cara.
— Oi Noah — Hudson cumprimentou-o com um sorriso falso.
Puck saiu de perto de nós, pois Santana havia o chamado.
— Porque foi tão grosso com Puck? — perguntei confusa.
Finn suspirou irritado.
— Depois te explico — ele disse e fomos até o palco.
— Então, vamos ensaiar? — vi o Sr. Schuester falar — É bom ter você aqui, Rachel — ele disse quando chegou perto de mim.
Sorri agradecida. Ensaiamos a tarde toda, a apresentação estava perto e tínhamos que nos preparar.
No final do ensaio, todos estavam cansados. Alguns foram embora e outros estavam pegando suas coisas.
— Rachel, quer ir conosco até a casa de Mercedes? — Artie perguntou para mim — Vamos comemorar o recomeço do Glee, mas você sabe, poucas pessoas vão — ele sorriu. — E você também pode ir Finn — ele completou.
— É claro que eu vou — aceitei. — Vamos Finn? — perguntei olhando-o.
Ele assentiu. Mercedes veio até nós.
— Hey, pessoal, vocês querem ir até minha casa e... — Interrompi o que Mercedes estava falando.
— Artie já nos convidou — falei sorrindo.
— Seu rapidinho — ela disse dando um tapa de brincadeira no braço dele.
— Desculpe Mercedes — Artie falou envergonhado.
— Tudo bem, mas e aí, vocês vão? — Mercedes perguntou sorrindo.
— É claro — Finn concordou.
Fomos até o estacionamento e Finn me parou quando ia entrar no carro.
— Rachel, você não se importa em andar com pessoas que não são populares? — ele perguntou.
Aquela pergunta me assustou. É claro que eu me importo com a minha popularidade, queria muito que as pessoas me vissem como alguém legal, mas não sou popular.
— Claro — concordei —, mas eu prefiro andar com pessoas que eu me sinta bem ao lado delas — confirmei.
— E é por isso que eu te amo — Finn falou me beijando.
Ok, eu não entendi muito bem o que ele queria dizer com isto, mas em fim.
Entramos no carro e fomos até a casa de Mercedes.
— Hey, pessoal, podem entrar sintam-se em casa — ela chamou-nos.
A casa dela era simplesmente linda. Sério, adoro esse estilo negro que ela tem, mesmo que eu use roupas com estampas de animais e tal.
— Querem beber alguma coisa? — ela perguntou indo para a cozinha — Cerveja? Água? Suco?
— Água — pedi —, é bom para as cordas vocais.
— Cerveja — Finn Hudson pediu.
Cutuquei-o.
— Se você beber cerveja, eu dirijo na volta, ok? — alertei-o.
— Por tanto que você não bata o carro — ele disse dando de ombros e rindo.
— Sou melhor motorista que você, Hudson — falei fazendo pose de braba, mas depois acabei rindo junto.
— Sem brigas aqui casal — falou Mercedes entregando a cerveja para Finn e água para mim.
De repente a campainha toca. Mercedes foi até a porta para ver quem era, quando a porta se abriu, entrou na casa de Mercedes um garoto loiro. Forcei um pouco mais o olhar e vi que era Sam.
— O que ele está fazendo aqui? — perguntei baixinho para Artie.
— Ele é o namorado de Mercedes — ele respondeu.
— Pensei que você fosse o namorado dela — falei confusa.
— Claro que não — Artie me olhou com cara de bravo —, somos só amigos.
— Oi pessoal — Sam disse envergonhado.
Engoli em seco. Sei que Sam não é uma boa pessoa. Ele foi nojento comigo quando eu corria atrás de Finn nos treinos de futebol. Espero que ele não faça o mesmo novamente.
Alguma coisa havia vibrado e tinha interrompido meus pensamentos. Foi aí que eu percebi que era o celular de Finn. Ele havia recebido uma mensagem, olhei de rabo de olho e vi a seguinte mensagem:
De Santana para Finn.
“Hey delícia, é verdade que estão todos aí na casa de Mercedes? Até mesmo o Sam gato?”
Respirei fundo. Levantei-me e fui até a cozinha pegar um copo de água para tentar me acalmar.
Porque a Santana tem o número de Finn? Será que os dois estão juntos? Não, Rachel pare de pensar besteira, isto é apenas pensamentos ruins de uma namorada ciumenta, somente isso.
Enchi o copo de água e coloquei algumas colheres de açúcar, depois bebi tudo em um gole só.
— O que aconteceu Berry? — Sam perguntou aparecendo em minha frente.
— Nada — falei dando alguns passos para trás e derrubando a cadeira no chão. — Droga! — xinguei enquanto levantava a cadeira do chão.
— Porque está nervosa? — ele perguntou, parecia preocupado.
— Nada, já falei Sam — disse irritada.
Ele me olhou assustado e percebi que tinha sido grossa sem motivos.
— Desculpe — falei me apoiando na mesa. — Só estou um pouco estressada — expliquei.
— Tudo bem — ele falou dando de ombros. — Sei que reagiu assim comigo porque pensou que eu fosse te agarrar.
— Porque pensou isso? — falei tentando disfarçar a verdade.
— Sempre quis transar com você Berry — ele falou dando alguns passos longe de mim. — Mas eu mudei, não fico mais agarrando as garotas, ainda mais que você namora com o Finn agora.
Assenti e o olhei.
— Me perdoa? Quero fazer as pazes com você — Sam disse esticando a mão para que eu a apertasse.
— Claro — apertei a sua mão em forma de cumprimento.
— Bem melhor — ele falou.
— E Sam — falei enquanto ele saia da cozinha —, não conte nada do que eu te falei, ok? — pedi.
— Ok — ele sorriu e saiu da cozinha.
Respirei fundo e tentei não chorar. Não posso perder Finn novamente, não posso. Enxuguei algumas lágrimas que estavam teimando em se formar em meus olhos. Ajeitei meus cabelos e quando coloquei um pé para a fora da cozinha, ouvi a voz de Santana:
— Oi pessoal — maldita latina com essa voz de cachorra.
Saí da cozinha mais determinada e brava do que antes.
— Berry — ela falou me fuzilando com o olhar.
Foi aí que eu percebi que ela estava sentada ao lado de Finn. SENTADA AO LADO DO MEU FINN HUDSON. Apertei os olhos de raiva.
— Olá Santana — falei cuspindo as palavras.
Olhei para Finn e fiz um sinal de negação com a cabeça enquanto tentava ser forte e não chorar, muito menos fazer um escândalo e arrancar os cabelos de Santana. Mas daí, eu vi Puck sorrindo para mim. Corri até ele e o abracei bem forte. Puckerman sempre me fez muito bem, sempre que eu o abraço, me sinto mais segura.
— Você não está bem Berry — Puck afirmou quando eu saí de seus braços.
— Como sabe disso? — perguntei olhando para os lados.
— Seus olhos estão vermelhos de segurar o choro — ele disse me olhando nos olhos.
— Deixa pra lá — falei dando de ombros e fazendo de conta que não me importava, mas eu me importava demais.
Senti uma mão quente e soada tocando na minha, olhei para trás e vi Finn com cara de preocupado.
— Rach, podemos conversar? — ele perguntou.
Assenti nervosa. Não sabia o que falar, não sabia se eu explodia ou ficava calada.
Andamos até fora da casa, ficamos no quintal e eu olhava para Finn sem saber o que fazer.
— Eu... Eu — Finn começou gaguejando — Eu, queria saber o que está acontecendo — ele falou por fim.
Não conseguia falar. Estava sem voz. Depois de muito tempo, criei coragem:
— Não sei o que te falar — disse com a voz baixa. Senti as lágrimas saindo por meus olhos.
Finn Hudson veio até perto de mim e me abraçou forte. Era tudo o que eu precisava, do abraço dele.
Finn Hudson veio até perto de mim e me abraçou forte. Era tudo o que eu precisava, do abraço dele. Finn acariciava meus cabelos e de vez em quando me dava beijos na testa.
— Pensei que você e a Santana... — comecei a falar mais logo a voz falhou novamente. E as lágrimas vieram cada vez mais.
— Shhhh... — disse Finn. — Já disse que jamais quero te perder, não sou louco de vol... — Finn se interrompeu —, de ficar com Santana — ele disse depois de engolir em seco.
— Por algum acaso você iria falar a palavra “voltar”, Finn Hudson? — perguntei autoritária, pois minha voz já tinha voltado.
— Sim — ele disse sem rodeios. — Não posso mentir para você, Rach — ele falou e eu me soltei de seus braços para poder olhá-lo nos olhos.
Ele me puxou para sentarmos na varanda. Finn sentou primeiro e depois, sem soltar o meu braço, me fez sentar em seu colo, mas foi algo sem malicias, apenas carinho.
— Eu fiquei com Santana quando descobri que você estava com o almofadinha do Jesse St. James — ele começou a contar e eu ouvia atentamente enquanto colocava minhas mãos em seu pescoço para poder acariciá-lo. — Estava com raiva, e sem rumo — ele continuou: —, pensei que você nunca mais fosse voltar e por isso eu fui... — ele fez uma pausa, pensou um pouco e me olhou nos olhos — Eu fui para a casa de Santana, tirar a minha virgindade — ele respirou fundo —, mas não consegui fazer nada além de chorar por você — ele afirmou envergonhado. — Ela espalhou para escola toda que eu sou viado e frouxo, mas eu não me importei, somente pensei em correr atrás de você Rach — ele disse sorrindo.
— Eu te amo, meu Finn Hudson — dei um beijo caloroso nos lábios tentadores de Finn enquanto sentia alguém nos olhar.
Parei de beijar Finn e olhei para a janela. Vi Puck nos observando. O que ele estava fazendo? Puck nunca foi assim antes, ele está diferente, parece furioso quando me vê com Finn Hudson.
— Rachel, você está com frio? — Finn perguntou interrompendo meus pensamentos.
— Por quê?
— Você está arrepiada — ele falou passando as mãos por meus braços.
— Foi nada — falei afastando os pensamentos sobre Puck de minha cabeça. — Vem vamos entrar — levantei-me de seu colo e entramos na casa de Mercedes.
Notas finais
O próximo capítulo só vou postar amanhã *-*
Espero que tenham gostado, e espero mais ainda que vocês me desculpem pelo o sumiço )=
Beijos s2
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