Get It Right
20 Love You Like a Love Song
Enquanto eu estava em casa ajeitando meu quarto, encontrei uma foto minha e de Finn escondida de baixo de meu travesseiro. Sorri ao vê-lo. Eu o amo e como Quinn disse, eu devo dar uma chance para ele, mas eu tenho tanto medo de sofrer novamente...
Guardei a foto embaixo de meu travesseiro e saí de meu quarto. Fui para o quarto de meus pais. Entrei e os dois estavam assistindo televisão enquanto ficavam deitados na cama.
Entrei e os dois estavam assistindo televisão enquanto ficavam deitados na cama.
— O que foi bebê? — minha “mãe” perguntou enquanto massageava o próprio pé.
Eu fui correndo até a cama deles e me deitei no meio dos dois.
— Tenho uma super novidade pra contar — disse sorrindo.
— O que é? — Perguntou meu pai.
— Deve ser coisa boa, pela empolgação dela — disse minha "mãe" sorrindo.
Eu me levantei e fiquei sentada de costas para a TV, assim conseguiria vê-los nos olhos.
— Shelby me entregou um convite para eu entrar na NYADA — eu estava a ponto de dar pulinhos de felicidade.
— Shelby te deu essa oportunidade? — meu pai perguntou desconfiado.
— Sim, mas ela fez isso só como uma boa professora que ajuda os alunos dedicados — eu disse colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
— Tudo bem querida — disse ele sorrindo.
— Estamos tão contentes por você estar ido para lá — minha “mãe” falou com lágrimas nos olhos.
— Mas tristes ao mesmo tempo em saber que a nossa princesinha está indo embora — completou meu pai com as lágrimas escorrendo pela face.
— Eu venho visitar vocês todos os finais de semana — falei abraçando-os. — Vou sentir muita falta dos dois — completei chorando também.
— Nós te amamos linda — disse minha “mãe”.
— Amamos muito — meu pai falou entre soluços.
— Vou convidar Kurt para ir junto comigo, já que ela me deu mais três convites para eu escolher três amigos — disse me lembrando do que eu havia pensado na questão dos três convites de sobra.
Soltamos-nos do nosso abraço triplo.
— Que bom meu anjo, nós gostamos dele mesmo! — disse minha “mãe”.
— Só porque ele é um de vocês? — falei rindo e todos caíram na gargalhada.
— Por isso e também porque ele é muito educado e vai cuidar bem de você — falou meu pai.
— Ok, agora eu tenho que ir à casa de Kurt dar a notícia — sorri e fui saindo da cama.
— Não volte tarde — minha “mãe” me mandou um beijo no ar.
— Qualquer coisa me ligue que eu vou te buscar — disse meu pai.
Assenti. Acenei para os dois e saí do quarto. Peguei minha bolsa que estava em cima do sofá da sala. Fechei a porta da casa sem fazer barulho.
Enquanto eu andava até a casa de Kurt, fiquei pensando o quanto eu estou sedentária. Tenho que fazer mais exercícios e me manter em forma, porque quando eu estrear na Broadway tenho que estar bem gostosa.
Como a casa de Kurt não era muito longe, cheguei lá rápido. Toquei a campainha e aguardei alguém me atender.
Quem abriu a porta para me receber era o pai de Kurt.
— Olá Sr. Hummel — falei sorrindo.
— Oi Rachel Berry — ele sorriu gentilmente.
— Kurt está em casa?
— Sim, pode entrar — ele abriu a porta totalmente e eu entrei. — Ele está no quarto, pode subir.
— Obrigada — disse com um pouco de vergonha.
Subi os degraus tentando não fazer muito barulho, pois não queria dar uma de louca escandalosa na casa do meu melhor amigo.
Bati a porta do quarto dele e o esperei abri-la. Quando Kurt abriu a porta e quando me viu deu um super gritinho gay.
— Você quase me matou, sua bitch — ele me deu um abraço apertado.
— Nossa Kurt, por quê? — perguntei assustada e correspondi seu abraço.
— Você ainda pergunta? Por causa do acidente Rachel Berry! — ele disse revirando os olhos.
Suspirei. Kurt pegou minha mão e me puxou para dentro de seu quarto. Ele fechou a porta depois que entramos.
— Foi só um acidente e está tudo bem agora — disse tentando acalmá-lo.
— Tudo bem?! — ele me imitou com uma voz modificada, me mostrando que estava realmente preocupado comigo o que me fez rir. — Você diz isso porque não foi a sua melhor amiga que quase morreu e quase matou uma pessoa não é mesmo? — Kurt se sentou ao meu lado na cama.
— Acalme-se Kurt, eu vou te explicar tudo o que aconteceu — disse sorrindo.
— Isso mesmo, me conte — Kurt estava respirando ofegante.
— Bom, quando eu atropelei a Quinn não foi intencional, sabe? Foi um acidente. E tudo por causa de Finn — eu fiz uma pausa. — Quando vi que Quinn não estava mais respirando entrei em pânico e desmaiei, quando acordei no hospital eu queria morrer por que achava que a Fabray estava morta, mas meus pais me explicaram tudo e eu fiquei mais calma.
Kurt me observava atentamente e me senti feliz por ter um melhor amigo tão compreensível.
— Quando recebi alta, que foi hoje, eu fui ao quarto de Quinn para ver como ela estava e receber a chuva de palavras ofensivas, mas aconteceu completamente o contrário, ela me contou que eu a ajudei, que agora a vida dela está melhor, tudo porque eu a atropelei e todos que a amavam se manifestaram por medo de perdê-la. Claro que eu fiquei super assustada com isso — fiz uma pausa e esperei algum comentário de Kurt.
— Sério? — ele perguntou boquiaberto. — A vida dela estava um caos para agradecer por ser atropelada!
— Pensei a mesma coisa! — Falei sorrindo. — Quinn me contou que ela e Santana tinham planejado me dar uma surra na sexta-feira, quando eu iria à festa do pijama dela — eu disse com um pouco de medo da reação de Kurt, pois ele era capaz de ir ao hospital e dar uns tapas em Quinn, mesmo a garota estando machucada.
— Vou matar aquela bitch loira oxigenada! — ele disse exaltado e eu não consegui controlar o riso. — O que foi agora Rachel?
— Nada — falei rindo. As palavras saíram em um tom super anormal e Kurt deu até uma risadinha.
Respirei fundo e tentei não rir mais.
— Continue, antes que você tenha mais algum ataque de risos — disse Kurt curioso.
— Bom, ela me contou que agora está mudada e que não quer mais fazer mal a ninguém e que ela também sentia inveja de mim por causa de Finn e mais um monte de motivos — completei.
— Por causa de Finn? — Kurt estava um pouco confuso.
— Sim, porque ela disse que ele me ama de verdade e que nós fomos feitos um para o outro — expliquei. — Sabe, por mais que ele tenha sido o motivo de eu atropelar uma pessoa, eu acho que continuo amando Finn — confessei.
— Você acha ou tem certeza absoluta? — Perguntou Kurt me provocando.
— Certeza absoluta — confirmei rindo. — Mesmo que nós tenhamos dado um tempo, eu sinto que ainda o amo.
Ouvimos alguns barulhos do lado de fora do quarto. Isso mesmo o que eu disse, ouvimos, porque Kurt me olhou com uma cara de espanto.
— Vou ver quem é — ele se levantou e foi abrir a porta.
Quando Kurt abriu a porta, Finn quase caiu de boca no chão.
— Finn Hudson? O que ele está fazendo aqui? — perguntei me levantando e olhando Kurt com uma cara de: “QUE PORRA É ESSA?”.
— Ele agora é meu meio irmão — disse Kurt. — Meu pai e a mãe dele estão pensando em se casar — Kurt deu de ombros.
— Legal — disse quase bufando de raiva.
Nem mais privacidade pra fofocar com o meu melhor amigo agora eu teria, que ótimo! Melhor notícia impossível.
— O que você estava fazendo encostado na porta Finn? — perguntou Kurt irritado.
— Estava só passando por aqui — ele encolheu os ombros. Finn estava mentindo, eu não tinha dúvidas disso.
— Para de mentir, porque é feio — falei provocando-o.
Finn bufou de raiva e frustração.
— Tudo bem, eu estava atrás da porta ouvindo a conversa de vocês dois — ele confessou. — Quando eu ouvi a Rachel conversando com seu pai resolvi segui-la.
— Espionando a conversa entre melhores amigos? — Kurt perguntou mal acreditando no que havia acontecido. — Como você é de baixo nível Finn!
— Desculpe, só queria descobrir se a Rachel tinha voltado com o Jesse St. Bosta James — ele deu de ombros e ergueu a cabeça para me olhar. — Como vocês são melhores amigos, pensei que ela fosse te confessar tudo o que acontecia na vida dela.
— Que ótimo, meu namorado me espionando — revirei os olhos.
— Seu namorado? — Finn e Kurt perguntaram juntos.
— Não é porque a gente deu um tempo que signifique que nós terminamos — expliquei envergonhada e senti minhas bochechas corarem.
Finn e Kurt se entreolharam.
— É melhor eu ir — Finn disse com uma expressão facial de cachorrinho sem dono.
— Tchau! — falei acendo e sorrindo falsamente.
Finn saiu do quarto com o rabinho entre as pernas. Kurt fechou a porta com força, demonstrando raiva.
— Em fim, vamos continuar a conversar antes que eu arranque os olhos de Finn — disse Kurt sentando-se na cama.
Eu me sentei ao seu lado.
— Sim — concordei sorrindo. — Bom, o principal motivo de eu ter vindo aqui te visitar foi porque eu queria te contar uma super notícia — olhei o atentamente.
— Então me conte! Não quero ficar com curiosidade — disse Kurt.
— Shelby me deu um convite para entrar na NYADA e... — Kurt não me deixou terminar a frase e foi logo me interrompendo com um super grito gay.
— AAAAAAAAAAAAH MEU DEUS! — Ele levantou-se e deu pulinhos de alegria. — Isso é muito Berry, você merece!
— Obrigada Kurt, mas pode me deixar terminar de contar? — Fiz um sinal para que ele voltasse a se sentar ao meu lado.
Ele assentiu e sentou-se.
— Ela também me deu mais três convites para que eu convidasse três amigos para me acompanhar — eu estava sorrindo —, e sabe, eu trouxe um desses convites para você!
Kurt me deu um abraço tão apertado que estava me sufocando, mas eu não me importei, porque eu estava tão feliz com a reação dele! Kurt soltou seus braços de meu corpo e me olhou nos olhos. Percebi algumas lágrimas marejarem meu olhar, pois Kurt também estava chorando.
— Eu te amo tanto Berry — ele falou me dando mais um abraço, só que agora menos forte. — Obrigado pelo convite, você sabe que sempre foi o nosso sonho estudar na NYADA! — Ele disse em meu ouvido.
— Eu também amo muito você meu melhor amigo — falei com a voz abafada, pois estava com a cabeça encostada no ombro dele. — Nosso sonho se realizou, e tenho certeza que vamos ser muito famosos na Broadway — comentei.
Kurt me soltou e abaixou a cabeça secando as lágrimas com as costas da mão.
— Mas tem um probleminha — ele estava com o tom de voz baixa.
— Qual? — Perguntei assustada, pois nada poderia atrapalhar o nosso sonho, NADA!
— Blaine — ele disse levantando a cabeça. — Eu o amo e não quero abandonar meu namorado aqui — Kurt completou com um olhar triste.
— Sem problemas, é só você convidá-lo, porque eu tenho mais dois convites de sobra — disse o fazendo sorrir.
— Obrigada de coração Rach, você é uma deusa para mim! — Kurt disse pegando em minha mão.
— De nada Kurt, além do mais, eu iria te dar dois convites mesmo, já que eu só tinha duas pessoas em mente para convidar — expliquei.
— Quem mais você vai levar além de mim e Blaine? — Kurt perguntou me olhando com curiosidade.
— Finn Hudson — disse sorrindo.
— Com certeza ele vai querer ir, só por você — disse Kurt sorrindo. — Tudo vai dar certo Rach, pelo ao menos uma vez!
— É verdade Kurt — eu estava perdida em pensamentos sobre Finn e eu em Nova York morando juntos e tendo uma vida de casados.
Suspirei.
— Tenho que ir embora, o médico me recomendou repouso — falei me levantando antes que eu deitasse na cama de Kurt e ficasse sonhando com Finn Hudson.
— Tudo bem querida — ele sorriu e levantou-se também. — Até outro dia — ele me abraçou.
Sorri e saí de seu quarto. Eu estava descendo as escadas quando a mãe de Finn passou pelo corredor indo até a cozinha, no primeiro andar da casa.
— Olá querida — ela disse me dando um beijo no rosto. — Como você está se sentindo? Kurt me contou sobre o acidente — ela me puxou pelo braço e me fez sentar em uma cadeira que estava na cozinha.
— Oi Sra. Hudson — sorri ao vê-la. Eu gostava da minha sogra, porque ela sempre foi uma pessoa tão boa comigo. — Eu estou melhor e Quinn também está bem — falei lembrando-me, assim ela não acharia que eu teria matado a garota que eu atropelei.
— Essa Quinn sempre sendo uma barreira na sua vida — disse a Sra. Hudson tristemente. — Que bom que você está melhor.
— Mas se ela é um obstáculo na minha vida, eu vou ultrapassá-la, afinal, do que adianta a vida sem aprender com as dificuldades? — Questionei olhando a mãe de Finn.
— Você tem razão Rachel — ela acariciou minha mão delicadamente. — E como anda seu namoro com Finn?
Aquela pergunta me fezeu sentir uma sensação estranha dentro de mim. Como se algo estivesse sido enfiado uma faca dentro do meu coração. Minha boca ficou esquisita e eu engoli em seco.
— Demos um tempo — disse por fim.
— Porque querida? — A Sra. Hudson parecia tão preocupada.
Alguma coisa dentro de mim dizia que eu deveria não entregar Finn para a mãe dele, pois depois o garoto iria sofrer as consequências na mão da própria mãe.
— Nada de mais, eu só queria um tempo pra pensar — sorri tentando mostrar pra ela que eu estava falando a verdade.
Quer dizer, eu estava falando a verdade quando disse que queria um tempo pra pensar, mas não falei o motivo para eu querer este tempo.
— Bom Sra. Hudson, eu tenho que ir embora, o médico me disse que tenho de ficar em repouso — levantei-me e vi que minhas mãos estavam tremendo.
Ajeitei meu vestido a fim de não mostrar o nervosismo.
— Melhoras querida — ela sorriu para mim. — Venha aqui mais vezes, ok? Adoro a sua companhia.
— Claro — sorri agradecendo em pensamento por ela não insistir no assunto do namoro entre mim e Finn.
Coloquei minha bolsa no ombro e fui saindo da casa. Esbarrei em alguém quando saia da cozinha.
Levantei o olhar e dei de cara com Finn esfregando o ombro. A minha cabeça doía, mas fiz questão de não demonstrar que eu estava com dor.
— Desculpe — falamos juntos.
Eu arregalei os olhos e Finn riu. Bom, foi aí que eu percebi um detalhe muito importante: Finn estava sem blusa. Que visão do paraíso!
— Pensei que você já estivesse ido embora — ele disse quando percebeu que eu estava boquiaberta babando olhando para seu peitoral super definido. Finn cruzou os braços, mostrando que estava envergonhado. Eu voltei à realidade e disse tentando mostrar que não tinha reparado naquela visão do paraíso:
— Já estou de saída, só estava conversando com sua mãe — disse sorrindo e fui andando em direção a porta da casa.
— Conversando com a minha mãe? — Finn perguntou segurando delicadamente meu braço.
Assenti.
— Algum problema? — Questionei sorrindo.
— Claro que não, é bom ter uma boa convivência com a sogra — ele sorriu de lado e eu me “derreti”.
Minha vontade era de dar um beijo em Finn, mas me segurei, por puro orgulho. Apenas sorri e os nossos olhos ficaram fixados um no outro.
— Rach, quer dar uma volta comigo?
Nós estávamos tão à vontade, mesmo que estivéssemos dado um tempo no relacionamento.
— Sim — dei de ombros e sorri.
— Vou por uma blusa e já volto — ele soltou meu braço e subiu as escadas correndo.
Peguei meu celular dentro da bolsa e fui enviar uma mensagem para meus pais.
De Rachel para Leroy.
“Oi, vou chegar mais tarde em casa hoje. Estou saindo da casa de Kurt e vou dar uma volta com Finn Hudson. Amo vocês”
Coloquei o celular dentro da bolsa e vi que tinha recebi uma nova mensagem.
De Santana para Rachel.
“Ei toco de amarrar bode, Jesse me pediu seu número, posso passar pra ele?”
Desde quando a Santana tem o meu número? Aquela garota é muito ligeira, tenho medo dela.
De Rachel para Santana.
“Claro que pode”.
Notas finais
Espero que gostem dos capítulos e comentem o que acharam *-*
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