Get It Right

5 Hello, I Love You


– Ok, mas se você sair daqui, eu também vou! – Kurt protestou.
– Hey, não precisa sair daqui só por minha causa. – Falei sorrindo e segurei sua mão fazendo carinho.
– Não vou conseguir sobreviver aqui sem você. – Ele disse e sorriu também. – Vou onde você for!
– Kurt, se você não fosse gay, te agarrava sabia? – Eu disse apertando suas bochechas.
– Sem isso Berry. Não vou beijar você, por mais que tenha essa pele impecável e seja linda. – Kurt fez cara de nojo.
– Eu amo você, sabia? – Eu disse beijando seu rosto.
– Eu também Rachel. – Ele me abraçou. – E eu vou para a outra escola com você, ok?
– Está bem Kurt, vai ser ótimo ter você lá comigo. – Falei sorrindo.
– Agora vamos voltar para a aula. – Levantamo-nos e fomos para nossas classes.
No final das aulas, Finn procurou por mim, eu estava na biblioteca fazendo um trabalho de história.
– Oi Berry. – Ele sentou-se ao meu lado e sorriu.
– Olá Finn. – Sorri.

– Cara, você estuda demais. – Ele comentou.
– Só estou ocupando meu tempo com coisas úteis.
– Que tal sair comigo? – Ele perguntou. – É uma coisa útil também. – E sorriu de lado.
– Acho que isso vai ser bom.
Saímos da biblioteca e fomos tomar sorvete em uma praia.
– Rachel, se eu pudesse te levaria para morar comigo em outro lugar, sabe? – Finn disse enquanto nós estávamos sentados na areia observando o mar.
– Isso significa que você teria que me aturar todos os dias. – Falei rindo.
– Eu te amo. – Ele disse colocando o braço em volta dos meus ombros.
– Você tem mau gosto.
– Eu não te amo só pela sua aparência, pelo seu corpo, ou pelo seu cabelo. Eu te amo pelo que você é, pelo seu jeito. – Ele disse me dando um beijo no rosto.
– Você é muito meigo, sabia Hudson? – Eu disse olhando em seus olhos.
Ele sorriu.
– Sou nada, eu só te amo Rach, simples assim. – E deu de ombros.
– Sei. – Sujei a ponta do nariz dele com sorvete.
– Rachel, já disse para não me provocar. – Finn disse rindo e sujou meu rosto de sorvete.

– O que você vai fazer agora? – Falei enquanto jogava o resto do sorvete no cabelo dele e no rosto. Ri alto e saí correndo.
Finn veio atrás de mim e eu acabei tropeçando e caindo no chão. Ele me alcançou e caiu sobre mim segurando meus braços.
– Me larga Finn. – Disse rindo.
– Agora você quer ser solta, é? – Ele sorriu e me beijou.
– Para Hudson, você está me deixando louca e meu cabelo está cheio de areia! – Falei olhando nos olhos dele.
Finn me soltou e eu roubei um selinho dele.
– Não quero nunca mais ficar longe de você. – Ele me abraçou forte.
– Eu quero você só para mim, sempre. – Eu falei selando nossos lábios.
– Agora, vou me vingar de você. – Hudson me pegou nos braços e foi andando em direção ao mar, enquanto eu me debatia e ria.
– Finn, me larga! – Eu disse controlando o riso.
– Só depois que você se molhar. – Ele riu e me jogou no mar.
Finn mergulhou também. Respirei fundo e estremeci, pois a água estava fria.
– Hudson, eu ainda te mato! – Ri e tirei a água salgada de meus olhos.
– Você me mata de amor, isso sim. – Ele riu e me abraçou.
Estávamos só eu e ele naquele mar. Havia algumas pessoas caminhando pela praia, e só.

O sol estava se pondo para a lua brilhar.
– Finn, foi o melhor encontro da minha vida. – Eu falei entre selinhos.
Ele sorriu.
– Vamos para casa? Antes que você fique doente. – Senti um aperto no coração quando ele falou aquilo. Eu não queria ir embora, porque eu saiba que esse seria um dos últimos encontros que teríamos.
Com bastante dificuldade, assenti.
Finn me levou para casa. Antes de entrar, ele me puxou pelo braço:
– Rach, eu te amo. – E me beijou.
– Eu também amo você, Hudson. – Sorri. – Até amanhã.
Entrei em casa e fui tomar um banho, pois estava toda molhada. Coloquei meu pijama e desci as escadas.
– Ah querida, conte todos os mínimos detalhes desse encontro, ok? – Minha “mãe” soltou uns gritinhos histéricos e me puxou para o sofá.
– Calma. – Eu disse rindo e contei para ela tudo o que aconteceu no encontro.
– Filha, esse sim é o garoto certo para você! – Ela me deu um abraço forte. – Não largue desse bofe por nada, ok?

– Não é bem assim mãe... – Eu queria continuar a explicar, mas a campainha tocou e meu pai foi atender a porta.
Logo vi Britt entrando aos prantos.
– Oh meu Deus querida! – Meu pai disse abraçando-a. – O que aconteceu?
– É... É... – Ela não conseguia falar porque chorava muito.
Corri até ela e a abracei forte.
– Amiga, foi o Puck? – Perguntei.
– Não. – Ela sussurrou.
– Então, quem? – Eu perguntei um pouco aliviada.
– O Artie, ele... – A voz dela sumiu e ela começou a chorar novamente.
– Ele?
– Ele está no hospital, alguém o atropelou no estacionamento do colégio, nós ficamos lá até mais tarde porque ele estava me ajudando na matéria de literatura. – Ela confirmou.
– Vamos pra lá agora então. – Falei subindo as escadas e deixando Britt com meus pais.
Troquei de roupas e peguei as chaves do meu carro. Desci as escadas.
– Mãe e pai, vocês ficam aqui para receber as notícias, ok? – Falei puxando Britt pelo braço. – Amo vocês. – E mandei um beijo para eles.

Entramos no carro e Britt soluçava de tanto chorar.
– Calma flor, vai dar tudo certo. – Tentei confortá-la.
Ela assentiu e limpou as lágrimas.
– Foi... Foi horrível Rach. – Ela disse.
– Deve ter sido mesmo, mas ele vai superar tudo isso. – Eu disse sorrindo.
Britt sorriu também.
– Ele vai superar e ficar pra sempre comigo.
Continuei dirigindo até o hospital, chegando lá pedi para a recepcionista se poderíamos ver Artie Abrams.
– Número 412. – A moça sorriu.
Fomos até o quarto onde ele estava. Artie tinha tubos e outras coisas em seu corpo. Seu braço estava engessado.
– Artie? – Britt chamou-o.
Ele abriu os olhos devagar e sorriu ao ver a amada. Quase chorei com aquela cena linda, mas me controlei ao máximo.
– Rachel Berry? – Ele falou com a voz fraca.
– Oi Artie. – Cheguei mais perto dele e acenei.
Ele sorriu e continuou a olhar para Britt.

– Vou ao banheiro. – Falei saindo do quarto, pois eu sentia que eles precisavam de um tempo para conversar sozinhos.
Fui até o banheiro e dei uma ajeitada no meu cabelo, logo meu celular vibrou.

De Puck para Rach.
“Eu terminei com a Britt hoje.”

De Rach para Puck.
“Sim, eu soube, mas o que aconteceu?”

De Puck para Rach.
“Acho que ela não era a garota certa para mim.”

Acabei não respondendo e voltei para o quarto onde Britt estava com Artie.
– Com licença. – Pedi entrando.
Eles me olharam.
– Britt, acho que nós devemos ir à polícia relatar o que aconteceu. – Alertei.
Ela assentiu.
– Volto mais tarde para te ver, ok amor? – Ela sorriu e saiu.
– Tchau Artie! – Acenei novamente.

Saímos do hospital e fomos direto à delegacia. Britt foi acompanhada por um policial até uma sala para dar depoimento, enquanto isso eu fiquei sentada na recepção esperando impaciente.
Depois de mais de uma hora, Britt volta, seu rosto estava inchado de tanto chorar.
– Está tudo bem? – Perguntei levantando-me e a abraçando.
– Sim, só estou um pouco cansada. – Ela disse. – Rach, me leva pra casa?
– Claro. – Nos despedimos dos policiais e eu levei Britt para sua casa.
– O que eles falaram? – Perguntei enquanto dirigia.
– Que vão ver o que aconteceu, pois o culpado saiu sem dar assistência à vítima. – Ela comentou. – Amanhã vão falar com Artie.
– Ok, mas você vai passar o dia lá amanhã?
– Sim, não quero deixá-lo sozinho. – Ela disse, mas agora já havia parado de chorar.
Continuei a dirigir e logo chegamos a casa dela.
– Até amanhã Rach, e obrigada por tudo. – Ela sorriu e entrou em casa.
– Não precisa agradecer Britt. – Sorri.
Cheguei a casa e meus pais estavam grudados no telefone.
– Oi gente, alguém ligou? – Perguntei jogando as chaves do carro em cima da mesa.
– Não, está tudo normal. – Minha mãe confirmou.

– Ok, Artie está no hospital e Britt foi dar depoimento na polícia. – Contei os fatos.
– Ele está bem? – Meu pai perguntou.
– Não, ele está machucado, muito machucado. – Falei.
– Mas ele vai melhorar filha, tenho certeza. – Minha mãe disse.
– Também acredito nisso.
Levantei e fui dormir. Estava cansada e hoje tinha sido um dia e tanto. Agora estou em dúvida se realmente vou trocar de colégio, não quero abandonar Britt, mas sei que ela estará bem acompanhada com Artie. E Finn vai ficar muito magoado comigo, eu sei, mas é a única solução, pois o nosso amor é proibido.

Acordei com meu o despertador tocando. Levantei, me arrumei, tomei meu café da manhã e fui para o colégio.
– Bom dia diva. – Kurt apareceu sorrindo. – Falei com meu pai e ele aceitou eu mudar de colégio com você!
– Você vai mudar de colégio Rachel? – Finn perguntou com os olhos cheios de lágrimas. Meu Deus, da onde ele tinha vindo?
– Finn, eu... – Ele não me deixou terminar.
– Porque você vai embora Rach? – Ele perguntou inconformado. – Não sou bom o suficiente para você?
– Finn você é tudo o que quero, mas eu não posso continuar aqui, o nosso romance é tipo Romeu e Julieta. – As lágrimas começaram a rolar por meu rosto também. – Me desculpa Finn, mas vai ser o melhor para nós.
– O melhor para nós seria se você ficasse aqui comigo. – Finn me olhou nos olhos e ele e pude ver a tristeza neles. – Eu te amo muito Rachel. – Falando isso ele deu as costas para mim e saiu.

Eu comecei a chorar. Não conseguia parar, só conseguia chorar, chorar, chorar e chorar. Eu estava arrasada. Finn me odeia, ainda mais agora que ele descobriu que eu vou me mudar. Como eu sou idiota, magoei-o profundamente. Sou uma burra mesmo, eu devo sofrer pro resto da minha vida.
– Diva, desculpe ter falado aquilo na frente de Finn, eu não sabia que ele estava ali. – Kurt disse triste também.
– Tudo bem Kurt, você não tem culpa, pois uma hora ou outra ele iria descobrir. – Enxuguei algumas lágrimas e levantei-me. – Nunca íamos dar certo mesmo. – Dei de ombros.
– Vamos para a classe Rach, e vê se esquece desse assunto, porque isso só está te fazendo mal. – Kurt me puxou pelo braço e fomos para a aula de espanhol.
– Rachel Berry? – O professor Schuester me chamou.
Fui até ele e fiquei parada esperando que ele continuasse.
– Seu histórico diz que já participou de vários concursos de canto e dança. – Ele sorriu e continuou: – Estou pensando em montar novamente o coral do colégio, você participaria?
– Seria uma honra participar Sr. Schuester, mas infelizmente vou trocar de colégio essa semana, pois vou me mudar, desculpe e boa sorte. – Sorri tentando confortá-lo e fui para a minha carteira.

Entrar para o coral do colégio? Até que não seria má idéia, mas acho melhor eu continuar com a minha vida e esquecer tudo isso aqui. Respirei fundo e fiquei prestando atenção na aula.
Na hora do recreio, encontrei Puck me esperando na porta de minha classe.
– Aconteceu alguma coisa Puckerman? – Perguntei assustada.
– Finn está péssimo, o que você fez com ele? – Puck perguntou revoltado.
– Eu não fiz nada, só vou ter que me mudar, pois meus pais arranjaram uma promoção no emprego. – Retruquei tentando manter a calma.
– Ah, eu não sabia disso, desculpe por ter sido grosso com você. – Puck disse agora mais calmo e também envergonhado.
– Sem problemas. – Falei sorrindo. – Eu sei que Finn está mal, e me sinto péssima tendo que me separar dele, mas eu também estou sofrendo, porque eu ainda o amo muito. – Disse com meus olhos cheios de lágrimas e saí.
– Você me ama mesmo Rach? – Levantei o olhar e vi Finn parado na minha frente.
Assenti e continuei andando. Não, eu não poderia olhar para Finn novamente, eu teria que ser forte e erguer a cabeça, tinha que seguir em frente.
Encontrei Kurt no meu caminho da beira da loucura.
– Rachel Diva Berry, o que aconteceu com você? – Kurt perguntou em um estado de loucura gay.
– Acabei de esbarrar com Finn e estou quase arrancando meus cabelos. – Falei em um sorriso irônico.

– PARA DE ANDAR BERRY! – Kurt berrou enquanto corria ao meu lado, e foi aí que eu percebi que estava andando rápido, na verdade muito rápido.
– Desculpe Kurt. – Parei e recuperei o fôlego. – Mas Finn às vezes me irrita, sabe, ele dúvida do meu amor por ele. – Bufei com raiva.
– Se ele sabe te irritar como ninguém e você mesmo assim não sabe viver um dia sem ele. Acredite, ele é o cara certo pra você. – Kurt disse sorrindo.
– Não fala isso bicha que eu tenho vontade de sair correndo e beijá-lo.
– Mas se é isso o que seu coração diz você deve fazer Berry. – Ele avisou.
– Não, eu não posso Kurt e você sabe muito bem disso. – Lembrei-o.
– Então, que tal irmos comer alguma coisa?
– Seria ótimo!

Depois do colégio, fui para casa, e fiquei ajudando meus pais com a mudança.
– Mãe, você fez minha matrícula? – Perguntei enquanto encaixotava alguns pratos.
– Sim filha, você pode começar semana que vem. – Ela sorriu.

Notas finais
Esse capítulo ficou um pouco dramático e depressivo, mas faz parte da história, não é?
Bom, desculpem por n ter postado ontem...
Espero que n me matem pela Rachel mudar de colégio HHIHDSDISHIDSIHDISH
Até amanhã, beijos.