Get It Right

14 Glad You Came


Quarta-feira. Minha primeira aula era sem Finn, o que me deixou um pouco desanimada, mas prestei atenção na aula normal.

— Olá Rachel.
Olhei para o lado e vi Quinn Fabray com seu sorriso falso no rosto.
— Bom dia, Fabray — falei ríspida e sem sorrisos.
— Só um aviso: Finn Hudson é meu — ela me encarou — e eu vou fazer de tudo para tê-lo de volta!
— Se ele fosse seu realmente, ele não estaria comigo, então saía da minha frente, porque você está poluindo o meu ar com seu cheiro de vadia — voltei a prestar atenção no que a professora falava e Quinn saiu com a maior cara de tacho.
Sorri vitoriosa.
Durante o intervalo de uma aula e outra, encontrei Finn no corredor. Resolvi ir falar para ele o que havia acontecido na aula de história.
— Preciso conversar bem sério com você.
— O que aconteceu Rach?
— Quinn me disse hoje na aula de história que quer você de volta e vai fazer de tudo para isso acontecer — falei com os olhos cheios de lágrimas.
— Rachel, ela não vai me tirar de você nunca, ok? — ele me deu um selinho e sorriu de lado. — Vem, vamos ensaiar no clube Glee — ele disse colocando seu braço em volta de meu ombro.

Chegamos à sala do coral e só havia nós dois.
— Com certeza chegamos cedo — Finn falou para mim.
— Então podemos cantar sozinhos — eu sugeri. Ele fez um sinal de positivo com a cabeça. — Que tal No Air?
Cantamos a música até o final.
— Muito bem Rachel e Finn — o professor Will Schuester falou após cantarmos e o resto dos integrantes do clube bateu palmas.
Sorrimos e sentamos nos nossos lugares.
— Amanhã é a nossa pequena apresentação, então vamos ensaiar — lembrou-nos Mercedes.
Ensaiamos, ensaiamos e ensaiamos. Após o ensaio, Sr. Schue me chamou.
— Rachel?
— Sim? — perguntei andando até ele.
— Sei que teremos duas apresentações seguidas, como uma amanhã e outra sábado, mas você acha que é muito puxado para o coral? — ele perguntou falando baixo.
— Porque está perguntando isso para mim? — olhei-o. — E, aliás, não, não está puxado.
— Porque você é a que mais entende de música por aqui — ele falou olhando para o resto dos integrantes. — Então tudo bem. — Ele deu de ombros. — Até amanhã pessoal! — o professor saiu da sala.

Quando me virei para ir falar com Finn, vi Quinn pendurada nele. Revirei os olhos. Andei em passos rápidos até eles, e quando cheguei perto, Finn entrelaçou nossos dedos, mostrando para a Fabray que estávamos juntos. Ela me olhou, mas nem por isso deixou de ser vadia.
— Sabe Finn, a gente podia um dia desses fazer um dueto — ela falou e depois de um beijo no rosto dele.
— Claro — ele deu de ombros.
— Até outro dia então — ela sorriu e saiu rebolando aquela bunda cheia de celulites.
Soltei a mão de Finn, peguei minhas coisas e saí da sala decepcionada.
— O que aconteceu Rachel? — ele perguntou correndo atrás de mim.
— Você fica dando atenção para a Quinn — falei olhando-o. — Qual seu problema Finn? Não sou o suficiente para você? — suspirei triste.
— Porque você complica tanto as coisas? Porque sempre é dramática? — ele perguntou estressado.
— Não é drama, são ciúmes e medo de te perder, mas acho que você não se importa com isso não é mesmo? — perguntei encarando-o. — Você sempre anda atrás da Fabray, ou você acha que eu sou idiota o bastante para não perceber que você ainda gosta dela?

Aquela pergunta foi como uma facada no peito de Finn, porque ele estava constrangido.
— Eu amo você Rachel, mas estou confuso — ele falou colocando as mãos na cabeça —, eu não sei se ainda gosto da Quinn, mas é que...
O interrompi:
— Não precisa terminar essa frase, porque você vai me magoar ainda mais com as suas palavras estúpidas — engoli o choro e me mantive forte. — Já que você está confuso e eu não aguento mais você e a Fabray juntos, então é melhor terminarmos.
Finn ficou sem palavras.
— Rachel, não faça isso, eu juro que eu vou ser o melhor namorado que eu posso — ele suplicou com os olhos carentes.
— Finn eu amo você mais do que qualquer um, só que eu não posso ficar vendo você com a Fabray sendo que era para você ser meu! — Aquilo estava doendo demais dentro de mim. — Até amanhã na apresentação, Finn.

— Posso pelo ao menos, levar você para casa? — ele perguntou pegando em minha mão.
Fiz um sinal de positivo com a cabeça. Andamos em silêncio até a porta do colégio, foi aí que eu resolvi puxar assunto:
— Finn, você acharia legal se o coral cantasse uma música original neste sábado?
— Seria muito bom — respondeu.
Fiquei pensativa. Essa seria uma boa hora para eu expressar meus sentimentos para Finn e ainda assim impressionar todos os integrantes do coral.
Chegamos ao carro de Finn e ele abriu a porta para que eu entrasse. Isso me lembrava o tempo em que o nosso namoro era perfeito. Entrei no carro e senti o cheiro de seu perfume dentro do automóvel.
Finn entrou no carro minutos depois e antes que ele desse a partida no carro, eu segurei seu braço e cheguei mais perto, depois selei nossos lábios.
— Foi impulso, desculpe — falei depois de alguns minutos pensando no que havia acabado de fazer. — Isso não vai mais acontecer — coloquei meu cinto de segurança.
Finn ficou me olhando.

— Sabe, isso vai acontecer muitas vezes ainda — e deu a partida no carro.
— Como assim? — perguntei olhando-o dirigir.
— Não desisti de você, Rach — ele sorriu e voltou a olhar para frente.

Quinta-feira.
O dia na escola iria ser um inferno, porque quando entrei já dei de cara com Jesse St. James. Virei meu rosto e continuei a andar, fazendo de conta que não tinha visto o próprio diabo na minha frente.
— Bom dia Rachel Berry — ele me cumprimentou.
Lógico que por educação, eu me virei para ele, com a maior cara de cu que eu pude fazer e falei:
— Olá Jesse St. James — sorri falsa. — O que você está fazendo aqui? Não era para vocês aparecerem só sábado?
— Não vim com o vocal Adrenaline, mas vim ver você cantar hoje — ele chegou perto de mim e sorriu. — Sinto sua falta — Jesse acariciou meu rosto.

— Jesse... — falei dando alguns passos para trás. — Por favor, vamos pular essa parte.
— Por quê? Você ainda me ama, não é mesmo? — ele chegou mais perto.
— Não é isso Jesse, mas eu não quero ser inconveniente com você — falei me afastando novamente até me encostar na parede. — Não quero te magoar novamente — abaixei a cabeça e depois de uns minutos a ergui.
Jesse tinha sumido dali, que estranho. O sinal tocou.
— Droga, estou atrasada! — saí correndo para a minha classe.
Quando cheguei lá, o professor já havia começado a dar a aula. Decidi não entrar atrasada na sala, e por isso resolvi matar aula. Andei sem rumo pelos corredores do colégio. Sentei-me em um dos degraus da escada e fiquei compondo a música que eu iria apresentar sábado. Fui para a sala do coral, tocar piano e esbarrei com Puck no caminho.
— Olá Puckerman — sorri e continuei a andar.
— O que você está fazendo fora da sala de aula? — ele perguntou confuso.
Parei de andar e me virei para ele.

— Estou matando aula — falei tentando parecer normal.
— Rachel, você é nerd — ele me olhou fazendo cara de: “dã”. — Você não pode matar aula.
— Mas hoje é uma exceção — sorri e continuei a andar.
Entrei na sala do coral e comecei a rabiscar em cima do piano a música na qual eu estava compondo.
Quando a música estava quase pronta o sinal tocou. Peguei minhas coisas e fui saindo da sala. Vi lá no corredor, Finn e Quinn conversando. E o casal “Fuinn” está de volta. Pensei enquanto as lágrimas escorriam por meu rosto e os dois se beijavam.
— Se você ficar que nem uma estatua olhando eles se amarem, só vai piorar — disse Mercedes colocando a mão em meu ombro para me consolar.
— Odeio quando me entrego de corpo e alma para uma pessoa — enxuguei as lágrimas e a olhei — sempre acabo me machucando.
— Sei como é, mas seja forte, ok? — ela sorriu — Você é uma garota bonita, não pode ficar se rastejando aos pés de Finn Hudson, tem tantos garotos bonitos por aí — Mercedes pegou suas coisas no seu armário.

— Você acha mesmo que eu sou bonita? — perguntei com receio.
— Claro — ela virou-se para mim e sorriu —, Rachel você é linda, não se importe com o que os jogadores de futebol dizem só porque você usa saias compridas e não usa decotes, pelo ao menos você não é nenhuma vadia fútil — Mercedes abriu os braços em minha direção. — Vem cá e me dá um abraço garota!
Sorri contente e a abracei fortemente. Mercedes nunca fora tão legal comigo como hoje. Sei que posso confiar com todos os integrantes do coral, mas mesmo assim, ter o apoio dela sem ao menos pedir, é ótimo. Melhor ainda é ter alguém que se importe com você, isso faz me sentir especial, pelo ao menos para alguém que não seja meus pais.
— Obrigada — minha voz saiu abafada por causa dos cabelos de Mercedes.

Estava colocando minhas roupas para apresentação no banheiro feminino, quando ouvi Quinn entrar acompanhada de Santana. Fiquei em silêncio dentro da cabine só para que elas não me ouvissem ali dentro. Por uma fresta da porta, fiquei observando as duas.
— Consegui o queria — Quinn falou enquanto fazia a maquiagem em Santana.
— O quê? — a latina perguntou, quase nem moveu os lábios para não borrar a maquiagem.

— Finn Hudson — a loira sorriu. — Vou dar o troco em Puck — Quinn retocava os cantos dos olhos de Santana com um delineador. — Quem o Noah acha que é para deixar de ficar comigo, porque diz que está apaixonadinho pela Berry? — ela revirou os olhos. — Poupe-me.
Puckerman apaixonado por mim? Mas Finn disse que ele só queria transar comigo. Deve ser mentira.
Quando Quinn terminou de maquiar Santana, a morena resolveu comentar o assunto:
— Sinceramente? Você deveria tirar a virgindade de Finn, porque assim você matava dois coelhos com uma cajadada só! — Ela bateu palminhas de felicidade. — Assim, você acaba com a Rachel Berry que vai se sentir horrível por não ter transado com Finn e ao mesmo tempo magoada pelo namoradinho trocá-la e Puck vai se sentir rebaixado pelo melhor amigo e com certeza vai fazer de tudo para transar com você novamente e ficar no topo!
— Você é genial Santana! — Quinn sorriu e abraçou-a.
— Eu sei, eu sei — Santana sorriu convencida.
As duas saíram do banheiro contentes e foram para o auditório com o resto grupo. Saí da cabine chorando. Como eu vou me apresentar na frente da escola toda com a essa cara inchada e os olhos vermelhos? Já sei, não vou me apresentar. Vou voltar para a casa e fazer de conta que perdi o horário. Comecei a tirar minha maquiagem e ia entrar na cabine novamente para tirar meu figurino, quando Mercedes e Tina entraram no banheiro.

— Rachel, estávamos procurando por você! — Mercedes disse chegando mais perto de mim e respirando aliviada.
— Me encontraram — sorri tentando esconder a tristeza, mas tenho certeza que não saiu como eu queria.
— Então vamos nos apresentar — falou Tina e as duas amigas iam saindo do banheiro, pensando, é claro, que eu estaria seguindo-as, mas as surpreendi com o que falei:
— Não vou me apresentar — engoli em seco.
As garotas viraram-se para mim e me olharam assustadas.
— Por quê? — perguntou Tina.
— O que aconteceu? — perguntou Mercedes.
— Não quero me apresentar, perdi toda a vontade — disse com uma dor no peito, lembrando-me da conversa de Quinn e Santana.
— Mas você é a grande estrela da nossa apresentação — falou Tina com medo de a canção ficar ruim sem mim.
— Me desculpem — falei cabisbaixa e entrei na cabine.
Sentei-me no chão, segurei bem firme minhas pernas e fiquei chorando desesperadamente procurando por uma saída.
— Rachel? — ouvi uma voz masculina.
Cruzei os dedos rezando que não fosse Finn Hudson, porque ele só pioraria a situação. Abri a porta e meu desejo foi realizado, não era Finn.
— Jesse? — perguntei assustada. — O que você está fazendo aqui?
Ele tirou a mão das costas e me entregou uma rosa vermelha.

— Quero que você se apresente hoje — ele sorriu. — Quero que todos vejam a grande estrela da Broadway que você é!
Peguei a flor e cheira-a. Ela tinha o cheiro do perfume de Jesse. Por um segundo, fechei meus olhos e me lembrei do beijo dele e senti uma vontade imensa de matar saudades desses tempos.
— Não posso fazer isso — falei voltando para a realidade e olhando-o.
Jesse chegou mais perto e segurou meu rosto.
— Faça por mim — ele pediu com os seus olhos brilhando.
— Claro — falei encantada pelo seu charme e o jeito de falar.
Peguei meu quit de maquiagem, e a fiz novamente. Depois ajeitei meu cabelo e Jesse apenas me observava sorridente. Depois de terminar, me virei para ele e perguntei:
— Como estou? — perguntei com medo da resposta, pois Jesse ficou sério quando ouvi a pergunta.
— Linda — ele disse e abriu um enorme sorriso —, com certeza a mais linda de todo o grupo.
St. James pegou minha mão, entrelaçou nossos dedos e andamos juntos até a quadra de esportes para que eu me apresentasse na frente da escola toda. Senti um arrepio na coluna vertebral. Quando chegamos lá, Jesse me parou meio metro antes.
— O que foi? — perguntei assustada.
— Rachel, boa sorte — ele sorriu. — E eu amo você — Jesse beijou minha testa.
— Obrigada — dei um beijo em seu rosto e quando fui andar para ir até o resto do grupo, vi Finn com uma expressão de raiva olhando para nós dois.

O pessoal do coral me viram chegar e já foram sorrindo.
— Desistiu de nos abandonar? — Mercedes perguntou e depois me deu um abraço.
— Na verdade, Jesse me convenceu — sorri contente ao virar para trás e ver que ele estava lá torcendo por mim.
— Jesse St. James? — perguntou Finn. — Ele é o nosso maior inimigo e você ainda se envolve com ele?
— Rachel é uma traidora mesmo — resmungou Quinn.
— Não é bem assim pessoal — falou o Sr. Schue —, Jesse salvou o nosso coral e a nossa apresentação, estamos devendo para ele agora — ele sorriu para mim. — Nunca mais nos abandone, Rachel, você é muito especial aqui.
— Sabe? — falei enquanto o diretor anunciava a nossa apresentação — Pensei em desistir novamente depois que certa garota daqui me chamou de traidora e um garoto que se diz ser “líder” — fiz um sinal de aspas com as mãos na palavra líder — duvida de mim —, mas eu vou cumprir com a minha promessa que eu fiz a Jesse — dei ênfase ao nome dele, só para provocar. — E não se esqueçam que fui eu que tirei vocês do fundo do poço, ok? — andei entre eles e fui até o palco, onde a cortina quase se abria — Mal agradecidos e ridículos — terminei de falar e o show começou.
Começamos com a música Toxic de Britney Spears.

Depois de muitos aplausos e frases eróticas por causa da sensualidade do grupo ao encenar a música, era a minha vez de cantar, escolhi Firework de Katy Perry.
Ao final, recebemos milhares de aplausos, assovios e elogios. Claro que o meu sorriso ia de orelha até orelha, por o colégio nos receber tão bem, mesmo que no próximo dia iram jogar suco de uva na nossa cara e nos xingar dos piores nomes possíveis.
Fui andando em direção ao banheiro, sem ao menos ir comemorar nossa pequena vitória na sala do clube do coral.
— Rachel?
Estava sozinha andando rapidamente pelo corredor vazio e meio “assombrado” do McKinley, quando ouvi essa voz me chamando, no mesmo momento pensei que fosse algum estuprador, mas quando me virei para trás vi Finn.
— Por que você não foi lá conosco? — ele perguntou se aproximando de mim.
— Você sabe muito bem o porquê — respondi ríspida.
— Sei que te magoei quando falei aquilo sobre Jesse — Finn falou constrangido. — E queria te pedir desculpas por isso — ele sorriu. — Você foi maravilhosa, e é a melhor de todos nós.

— O que seríamos sem você Rachel? — por trás de Finn, apareceu Puck. — Me deixe responder: nada.
— Espero que vocês não estejam apenas falando isso para mim, porque querem ganhar a bendita competição contra o Vocal Adrenaline — olhei-os. — Até outro dia, garotos. — Virei as costas e fui andando em direção ao banheiro novamente.
— Ei Rachel, espere! — Era a voz de Finn Hudson.
Ele correu até mim e parou em minha frente barrando a minha passagem.
— Todos do clube Glee vão comemorar os aplausos que recebemos hoje — ele sorriu e me olhou nos olhos. — Seria bem interessante se você fosse.
Respirei fundo e olhei para meus pés. Eu precisava pensar em uma ótima desculpa para não ir, o problema, é que na verdade eu queria muito ir. Então resolvi falar a verdade:
— Eu vou — falei baixinho porque não queria admitir a minha derrota ao ver Quinn e Finn juntos em uma festa.
— Mesmo? — ele perguntou super contente. — Mas, por favor, não fique com essa cara de funeral Rachel — Finn ergueu meu rosto. — Eu amo seu sorriso.
Assenti fazendo um sinal de positivo com a cabeça.
— Vem Rach, vamos — Puck pegou meu braço e o “enganchou” no seu.
Encostei minha cabeça em seu braço forte e fomos andando em direção à sala do clube do coral.
— Rachel! — Todos disseram juntos e sorridentes.
— Estamos felizes por te ter de volta — começou Artie.
— Tudo bem pessoal, eu sinceramente... — fui interrompida por Quinn.

— Não está nada bem — ela disse pegando em minha mão e me levando até o centro da sala. — Queríamos pedir desculpas por magoar você — todos me olhavam. — Fomos injustos, olhamos apenas para o nosso umbigo. E nos arrependemos de termos feito isso, porque somos uma família e não podemos nunca nos separar — ela sorriu.
— O lema desse clube foi sempre ser generoso e bom, e fomos totalmente o contrário, enquanto você honrava o lema — completou Tina.
— Amamos você, porque é parte da nossa família — disse Brittany e todos me abraçaram ao mesmo tempo.
— Vocês vão me fazer chorar — eu falei segurando o choro.
Todos começaram a rir.
— Vamos comemorar galera! — disse Santana animada.
O pessoal soltou-se de mim e pegamos nossas coisas.
— Então Rachel, preparada para tomar o seu primeiro porre? — perguntou Puck sorridente.
— Acho que sim — falei com receios.

— Anime-se! — disse Britt puxando meu braço. — É muito bom, eu te garanto.
Sorri contente. Será que eu deveria mesmo tomar meu primeiro porre? Era o certo a fazer?
— Finn — chamei-o, porque ele estava atrás do grupo sozinho.
Soltei-me de Britt e fui até ele. Quando Finn me viu indo na direção dele, sorriu para mim.
— Não vai se juntar ao grupo? — perguntei.
Ele deu de ombros, parecia estar triste. Com certeza Quinn Fabray o havia magoado.
— Posso te falar uma coisa? — questionei-o mais uma vez, tentando puxar assunto.
Finn assentiu, mas não falou nada.
— Por que você está assim? — fiquei na frente dele e o parei. — Você mesmo disse para mim me animar, e estava todo sorridente e agora você parece tão deprimido — completei. — Quinn fez algo para você?
— Não é isso Rachel — ele me olhou e colocou as mãos nos bolsos da calça. — Na verdade, Quinn não fez nada para mim, eu que... — Finn foi interrompido por Santana.
— Vamos logo pombinhos! — Ela falou com aquela voz de vadia, que só a Santana mesmo sabia fazer.

Fui andando rapidamente quando senti uma mão entrelaçar minha cintura, abraçando meu corpo. Olhei para o lado e vi Finn.
— Conversamos sozinhos depois — ele disse em meu ouvido.
Assenti e sorri. Rachel relaxa ok? Ele somente quer conversar com você o que tinha começado a falar antes mais foi interrompido por Santana, então respire fundo porque não vai acontecer nada além disso. Afinal, Finn ainda está com Quinn, pelo o que tudo indica, e eu tenho que controlar meus hormônios.
— Quer uma carona? — perguntei quando chegamos ao estacionamento.
— Claro — ele sorriu.
— Alguém aí quer carona? — eu perguntei alto para que todos ouvissem.
— Eu quero — respondeu Mercedes.
— Eu também — disse Kurt puxando o braço de Mercedes e andando rápido até nós.
— Ótimo — sorri contente. Adorava a companhia de Mercedes e Kurt, eles são maravilhosos.
Enquanto eu dirigia, Kurt e Mercedes cantavam alegremente.
— Ei Rachel, que tal entrar na cantoria? — perguntou Kurt.
— Tenho que me concentrar no trânsito, porque se eu fizer alguma besteira — olhei para Finn —, Hudson vai dizer que mulher no volante é perigo constante — fiz cara de brava e depois dei uma gargalhada.

— Você leu meus pensamentos, Berry — disse Finn rindo também.

Notas finais
Espero que gostem do capítulo, já vou postar o próximo (= E não esqueçam de COMENTAR por favor!!!!