Get Close

3 Back against the wall


Notas iniciais
Para a Nocturne Targaryen. Você é genial. Aconselho a ler ouvindo Urge Overkill – Girl you'll be a woman soon, Cat People – David Bowie e Down in Mexico – The Coasters. (NSFW)

A expressão dele parado à porta, parecendo vulnerável e incerto, fez a decisão dela ser mais fácil. Desejava se afogar no brilho dos olhos azuis dele, sem misericórdia, sem arrependimentos, um mar profundo e surreal a engolindo e a preenchendo de um sentimento desconhecido. Ela não conseguia evitar e provocá-lo, ela se sentia eletrificada e um pouco eufórica, estava nas pontas dos pés e o empurrando de leve contra a porta, ele a beijou numa área sensível do pescoço, estremecendo de leve ao toque.

— Eu ando pensando muito. — Ela acompanhou as largas mãos dele com as suas, elas subiam pelos quadris em direção da cintura e a lateral do torso, levantando a regata dela. — Estou com esse desejo por coisas emocionantes e perigosas – Ela sabia que não era a única afetada pela atmosfera, como tomou consciência sobre o que acontecia nos shorts dele.

— Haryacha divchyna*, você é que nem uma faixa de pedestre, respeito mas quero muito avançar. — Ela não esperava que em um segundo estaria deitada na cama, com todo o peso do corpo masculino a repreendendo, o que a fazia se contorcer e perder o fôlego em meio as risadas abafadas.

— E você tá esperando o que? Uma carta formal de autorização? — Ela levantou uma das sobrancelhas e deu seu sorriso com os lábios levemente entre abertos, torcendo para parecer tão devassa quanto se imaginava.

A mudança subjetiva na expressão dele delatava tudo o que ele imaginava, os lábios somente selaram aquele acordo não proferido de desejo mútuo. Só se separaram muitos arfantes para tirarem as peças de camiseta que vestiam. Pietro distribuía beijos e chupões pelas clavículas, ombros e pescoço, as mãos contornando os seios desnudos, ouriçando a pele delicada. Ela arquejava de encontro as carícias, querendo sempre mais e mais dele, tateando o corpo dele às cegas, querendo descobrir cada músculo daquela solidez esculpida que era ele.

Estava ocupado demais para perceber que as mãos delas já não estavam passeando pelas costas ou o torso, ela conseguiu a atenção dele quando acariciou o membro por cima do short de moletom. Ele sorria de canto para ela, era como se desafiasse a continuar.

— Tão apressada, devia relaxar mais e ir deva… Oy, ebat'!*— ela agarrou o volume latejante e o massageou um pouco mais de firmeza, Pietro arfou perdendo qualquer pensamento coerente em sua mente.

Incitando-o mais um pouco, libertou o órgão lentamente do short e da cueca, o que fez o corredor prateado soltar um sonoro suspiro. Ellie o mordiscou no ombro, um pouco para esconder a surpresa e a vergonha por se divertir mais do que deveria com o que estava fazendo.

— Sabe algo que eu percebi? Eu não sei que nome devo te chamar enquanto estivermos fazendo isso — Ela murmurou entre as mordidas que subiam em direção ao lóbulo do amante.

Ele parou abruptamente as carícias, elevou o torso suficiente para a olhar nos olhos e analisar se aquilo era uma piada. Eles não haviam nem se apresentado devidamente, só sabiam os pseudônimos um do outro, ele estava pelado em cima dela e nem fazia ideia de qual era a idade dela ou quem era ela além de uma x-men. Aproveitando a deixa, a mutante fez um movimento rápido para trocar posições e ficar por cima do parceiro.

— O que foi? Se não quiser dizer, tá tudo bem. Aliás, meu nome é Ellie. — Ela falava com um sarcasmo atrevido conforme ficava de pé na cama, como movimento de uma dança selvagem – Você poderia fazer a gentileza de me ajudar com o pijama?

Foi vertiginoso em se sentar e com um puxão descer as calças de flanela, afagando a extensão dos calcanhares até as coxas de cada perna despida. Os dedos subiram para além, apertando as nádegas e chegando para as extremidades do tecido de algodão da calcinha, retirando-a com o mesmo carinho do movimento da subida.

— Pietro. E o prazer em te conhecer é todo meu. — Ele sorriu presunçosamente antes de puxá-la de encontro a si, sentando-a em seus ombros.

A garota enlaçou as madeixas prateadas entre os dedos e aproveitou cada segundo nas ondas de prazer que a língua dele proporcionava em encontro com seu clitóris. Onde os dedos dele agarravam suas coxas e bumbum provavelmente ficariam marcados com a força das lembranças daquele momento. Ela o puxou para longe quando sentiu que iria se derreter contra a boca dele, ela queria mais, queria terminar aquela noite com ele em conjunto.

Ellie ficou bastante grata por ele ser veloz e experiente o suficiente para colocar sozinho, entretanto, ela era ainda mais grata pelos preservativos que Colossus obrigava todos os adolescentes a colecionar nas aulas de Educação Sexual. Ver a cara de Pietro ao ver a coleção na primeira gaveta do criado-mudo havia sido impagável, fazendo ela cair numa gargalhada que mostrava as pequenas covinhas das bochechas, suavizando o clima de tensão e tesão que o quarto havia adquirido.

Eles compartilharam um olhar de cumplicidade, que levou a beijos suaves que se transforam em amassos fogosos em questão de segundos. Ela guiou o membro para dentro de si, sentando de encontro ao quadril do homem que segurava sua cintura deleitado. Ela se deslocava leniente, regozijando em cada movimento variado que fazia em sincronia com o parceiro.

Exasperado por mais, Pietro a levantou para que pudesse coordenar os movimentos em outra posição, a colocando de joelhos, entreabriu as coxas da garota para penetrá-la por trás. A acometida da ação circundou os corpos e membros num encaixe perfeito, o som foi preenchido pelos gemidos abafados no travesseiro, a garota ronronava o nome de Pietro, que sussurrava saliências em sua língua materna como se fizesse uma prece de adoração. O clímax parecia perto, ele sentia isso subir por suas costas, da mesma forma como massageava o ponto G da amante mais vigorosamente.

Foi como uma explosão compartilhada o orgasmo que acometeu o corpo do casal, a transpiração se mesclava com o perfume nos corpos com a sensação intensa de satisfação, a dopamina inebriando os sentidos e o cansaço fechando o grande ato de rebeldia e loucura. A realidade poderia atingi-los mais tarde, assim como a noite dava lugar ao dia.

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Por mais que a separação doesse, Ellie temia mais os fantasmas do passado enquanto estava deitada com um Pietro já adormecido abraçado a ela. Ela via o amanhecer chegar, incapaz de mudar seus pesadelos ou calar o que sua consciência a alertava.

Um rastro de mortes estava vindo, e o perigo buscava algo alguém que ela conhecia.

O nome que sempre gritavam era o de Pietro.

Notas finais
Dicionário de pseudo Sokoviano (Na verdade é ucraniano) Haryacha divchyna - Garota ardente/ gostosa. Oy, ebat' - Oh, porra!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.