Zaratan! Neste mundo os humanos sempre coexistiram com a magia e o sobrenatural, juntamente com a chamada Guerra Santa. Uma guerra entre os seres mais poderosos que já existiram, Anjos e Demônios lutam pela extinção um do outro bem como o domínio sobre as demais raças, ninguém sabe ao certo quando e como essa guerra teve início e muito menos quando irá terminar. Desesperados por estarem perdendo os Anjos reúnem se reúnem para tentar realizar um golpe de misericórdia, lançando uma maldição que poderia acabar erradicar todos os Demônios para sempre, só que algo de errado aconteceu e os alvos foram os seres humanos que se transformaram em criaturas apelidadas de Corrompidos onde seu único desejo é matar tudo que se move, alguns conseguiram sobreviver e esses foram o que tiveram o pior destino.

Em uma tentativa desesperada de se manterem vivos, os sobreviventes juraram lealdade ao rei dos Anjos, Araquiel, abrindo mão de suas vontades e liberdade. Desta forma Zaratan estava pronta para receber seus novos governantes, entrando em uma era de escuridão, suas cidades foram reduzidas as meros escombros queimados deixando impossível qualquer coisa viva habite neles exceto por uma figura masculina jovem que estava deitado sobre um enorme pedregulho de uma forma bem irregular. Tirando a estranha pose em que estava o jovem trajava uma espécie de armadura de combate negra com proteções e adornos vermelhos, além de um boné vermelho que impedia seus enorme cabelos ruivos de ficarem mais espalhados do que já estavam.

Lentamente ele parecia recobrar a consciência e acordar. Suas pálpebras se abriram revelando seus belos e incomuns olhos vermelho sangue, o jovem piscou algumas vezes tentando entender o que estava acontecendo e o que havia acontecido com ele, rapidamente colocou a mão em sua cabeça devido a uma súbita e repentina dor de cabeça ter aparecida. Forçado seu corpo a se mover ele começa a se levantar, mas devido a posição em que estava acabou escorregando e caindo de uma altura perigosa, graças a esse susto, tanto sua mente como corpo despertaram e se deparando com o perigo que estava por vir ele instintivamente tomou impulso em uma viga mal posicionada e começou a saltar pelos escombros até chegar ao chão em segurança, olhou aliviado para cima e ficou impressionado com o que acabara de fazer.

— Ok, isso foi muito incrível e bem estranho. — O jovem ruivo começou a passar ambas as mãos por todo o seu corpo, verificando se tudo estava em seu devido lugar. – Tudo parece estar certo pra mim, mas onde... eu estou? Sinto que deveria conhecer esse lugar... mas por quê?”

Ele olhava ao redor tentando encontrar qualquer coisa que lhe dissesse onde estava e porquê, mas nada lhe parecia familiar ao seus olhos. As coisas estavam muito confusas, primeiro ele acorda sobre um enorme pedregulho, acaba caindo e realizando um conjunto de acrobacias conseguindo sair completamente ileso e estava em um lugar que não conhecia. Nada parecia fazer sentido, milhares de perguntas vinham a sua mente sobre o que poderia estar acontecendo, mas nenhuma delas comparada a que martelava sua cabeça desde que acordou.

“Espere um minuto... Quem eu sou?!”— A média em ele tentava se lembrar do seu nome seus instintos o alertavam de que algo muito ruim estava para acontecer, ele sentiu o dorso de sua mão direita queimar, rapidamente o ruivo se agacha evitando ser atingido por algum tipo de energia dourada que passou por cima de sua cabeça atingindo uma parede a destruindo por completo. – Mas que merda foi essa?! Por que razão você lançou um Orbe Sagrado em mim?

— Como sabe o nome desta magia? Apenas os membros da Rosa Branca conhecem essa técnica. — A atacante saiu das sombras se revelando para o ruivo. Ele trajava uma armadura leve branca com pequenos detalhes dourados, o que levou o jovem a perceber que se tratava de um Anjo, provavelmente um soldado comum. – Só vou perguntar mais uma vez: Como sabia o nome desta magia?

— Opa, segura sua onda ai! — O ruivo começou a andar para trás com o intuito de se afastar de seu agressor. – Eu não sei tá legal?! Nem consigo lembrar como acordei aqui, muito menos qual é meu nome, então por que nós... — O jovem teve que se abaixar mais uma vez para desviar de outro Orbe Sagrado, seu agressor estava irritado por não ter conseguido sua resposta ele o atacou novamente.

— Não se finja de idiota! Não vou cair em mais um de seus truques, Lorde Araquiel nos informou sobre suas artimanhas... Kelsier. — Kelsier, esse nome ecoou na cabeça do ruivo juntamente com flashes de imagens dele com outras crianças numa caverna e Puriel, o Anjo que estava preste a matar-lo. Ainda atrás da parede sentiu sua cabeça latejar ao mesmo tempo que seu futuro assassino andava em sua direção já desembainhando sua espada. – O tempo para o interrogatório acabou, morra pela lâmina da minha espada.


Ao erguer sua arma, ela começou a brilhar em uma coloração vermelha logo em seguida se incendiando. O membro da chamada Rosa Branca parou alguns centímetros de distância da parede onde Kelsier ainda se encontrava sem reação nenhuma, um rápido flash de imagens surgiu em sua mente e nesse mesmo momento o agressor desceu a espada contra a parede causando uma explosão de chamas a reduzindo em escombros que caíram sobre o corpo de Kelsier.

— Finalmente! — O assassino colocou sua espada de volta na bainha soltando um suspiro pesado de alívio. – Eu não acredito, consegui. Eu consegui! Matei a única ameaça verdadeira aos planos de Lorde Araquiel, como será que ele vai me recompensar? Espero que ele me de sua benção e me torne um arcanjo.

— Eu, me lembrei. — A voz de Kelsier vinha da pilha de escombros, mas ele não estava em baixo dele mais sim sobre ela, sua postura estava bem desleixada com as mão no bolso e levemente curvado, ele olhou na direção do Anjo mostrando seus olhos antes vermelhos se encontravam roxos e brilhantes. – Preciso te agradecer Puriel, se não fosse por você eu provavelmente não conseguiria lembrar do meu nome, mesmo que minha mente ainda esteja um pouco enevoada, mas para lhe agradecer vou fazer o mesmo que vocês com meus companheiros.

Antes que o Anjo pudesse dizer ou pensar em algo seu pescoço começou a jorrar uma espécie de sangue azul, logo o corpo de Puriel caiu sem vida. Sua cabeça se encontrava segurada por seu longos cabelos dourado, Kelsier ergueu a cabeça do falecida até conseguir encará-lo nos olhos. – Eu te avisei, isso foi pelo que você fez com minha família dois anos atrás. Encare com um acerto de contas, estamos quites agora.

Kelsier largou a cabeça e andou para fora do prédio, ele piscou algumas vezes até que seus olhos até que sua cor natural finalmente voltasse. Ele se virou vendo o corpo morto de Puriel e decidiu pegar a espada já que o dono não iria mais usar-la, á medida que o Sol se punha dando lugar a noite era possível ouvir o som de uivos e rosnados vindo do Sul, o ruivo deu um suspiro de lado tentando imaginando que teria que se esconder da uma matilha de corruptos. Ele olhou para o dorso de sua mão direita onde estava uma marca, duas asas sendo uma negra e a outra branca, olhou na direção dos uivos percebendo que estavam se aproximando, apenas alongou rapidamente suas pernas e começou a correr na direção oposta dos corrompidos com a esperança de encontrar outro abrigo ou se sua sorte lhe ajudasse conseguiria dar de cara com um acampamento de sobreviventes.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.