German Crown
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem
Essa história já tem 10 capítulos prontos, tentarei postar pelo menos uma vez por semana
Obrigada e boa leitura!
- Não vou me casar com ele! – Falei pela décima vez enquanto andava em círculos na frente da cama com dossel.
- O príncipe não é tão feio assim, Munich... – Disse John, meu amante duque inglês, que estava em nosso reino fazia um mês. Sua desculpa para ficar era que precisava fazer mais pesquisas sobre nossas plantações e só eu sabia que o real motivo era o nosso impossível “nós” que agora havia acabado de se tornar mais impossível ainda... Bati o pé frustrada. – Você já foi a Portugal? O reino também não é feio...
- Não gosto dele, não gosto de Portugal e odeio esse acordo! – Meu pai, o rei Mordecht e a rainha Eliza, minha mãe, haviam anunciado para a corte pela manhã sobre o acordo entre a Alemanha e Portugal que permitia e obrigava o casamento do primogênito com a princesa daqui, no caso, eu. – Eles não podiam ter feito isso sem me falar! John! Isso é injusto!
- Você conhece a monarquia, sabia que uma hora ou outra isso iria acontecer, não pode governar a Alemanha.
- Mas eu não quero me casar com o Principe Félix! Ele nem sabe se vestir direito! – Eu me odiava por ter sido a segunda a nascer, não tinha direito algum ao trono do meu próprio reino e ainda era obrigada a me casar e a me mudar para outro lugar.
- Você será rainha de Portugal um dia! – O moreno falou se levantando da cama e vindo até mim. Ele também não gostou da situação, estava estampado em sua cara mas era legal da parte dele tentar me fazer ver o lado positivo. – Realizaria seu sonho, ganharia a coroa, sua própria coroa dourada! Não é isso que vossa majestade deseja?
- Quero a coroa alemã e quero me casar com você e parece que não posso ter nenhum dos dois! É injusto! – repeti fazendo birra. É claro que tem tentei conversar com a corte sobre o assunto, não sobre John porque se não ele estaria morto, mas sobre ser Rainha daqui, e eles simplesmente me mandaram para o quarto porque aquele pedido era ridículo.
- Por quê? – O inglês me abraçou, apertando ainda mais o espartilho, logo devolvi o abraço e olhei em seus olhos, ele sabia o porquê... Não precisava respondê-lo. – Não quero que sacrifique sua vida dos sonhos por mim Munich!
- Não vou sacrificar! – Revirei os olhos, por mais que gostasse dele nada no mundo me faria desistir da coroa e do titulo alemão. – Mas talvez tenha um jeito de conseguir tudo isso.
- Não gosto desse fogo no seu olhar, isso sempre que dizer que vou me meter em confusão... – Sorri de sua cara de preocupado e me soltei dele, abri o enorme janelão do meu quarto e deixei a leve brisa me atingir, perto do jardim, lá embaixo, nosso exercito marchava em direção aos portões, guiados pelo futuro rei e meu irmão mais velho, Dominin, e nosso irmão bastardo Alexander. – John? Onde eles estão indo? – O duque se apoiou na sacada ao meu lado e olhou para os homens despreocupados.
- Vão anunciar seu casamento ao povo, terá uma festa em sua homenagem com comida e bebida a vontade. Desculpe, deveria ter lhe falado. – Dei mais uma olhada nos guardas, meu irmão ia pomposo e feliz montado em seu garanhão branco, exibindo sua cara de primogênito enquanto o pobre Alex dava ordens aos homens sobre o que fazer. – Você tem que ir também.
- O que? Não! – Me afastei da beirada e entrei de novo no comôdo, me joguei na cama e me enrolei nas cobertas. – Argh! John! Não consigo sair daqui! – Falei alto, eu realmente consegui me enrolar no vestido.
- Só se você for à festa e ao menos fingir que está feliz. – Senti- o chegando mais perto e puxando as primeiras mantas. – Demonstre para sua família que está grata, assim eles vão parar de te incomodar.
- Não vou me cas... – Comecei, mas John me tirou da minha “armadilha” e tapou minha boca.
- Não disse isso, só quero que pareça estar feliz, você disse que tinha um jeito de conseguir o que queria, então convença todos que não se importa com o casamento e eu irei ajuda-la com seu plano diabólico. – Ele sorriu e tirou a mão me deixando falar, mas eu apenas sorri de volta e o beijei de leve.
- Então preciso me arrumar! Saia e chame minhas damas de companhia! – Falei um pouco animada com a sua cooperação repentina, o garoto obedeceu e saiu do quarto me deixando sozinha com o barulho dos cavalos marchando.
***
Minha mãe que escolheu minhas damas quando tínhamos todas, cinco anos de idade, ela pagou várias moedas para as famílias mais ricas do reino deixarem suas filhas virem morar no castelo para acompanhar a princesa pelo resto da vida. Hoje com nossos dezoito, dezenove anos, achamos graça de como somos o grupo de garotas mais diversificado e unido de todas as terras, porque eu sou morena, sou bem normal na verdade... Cristal tem cabelos pretos e olhos azuis, Irina é ruiva e tem olhos verdes, Joana é loira e eu não faço ideia de como se chama a cor de seus olhos, Gabenne tem um cabelo cobre e olhos acinzentados, não somos iguais em nada na aparência mas nos damos muito bem já que crescemos juntas. Elas são minhas melhores amigas e me acompanham em praticamente tudo, na verdade, sempre quis saber por que tantas mulheres da realeza reclamam de suas damas! Eu não viveria um dia sem a minhas!
Estava sorrindo como uma idiota quando as quatro entraram sem serem anunciadas, sai de minhas lembranças e fui explicar a elas a situação.
- Preciso de ajuda com tudo, cabelo, vestido, tudo! Tenho que parecer feliz! – Falei sentando na penteadeira.
- Isso tudo pelo John? – Perguntou Cristal analisando dois vestidos azuis.
- Cris! Alguém pode ouvir! – Advertiu Irina que estava deitada na cama sem fazer nada. Cris mostrou a língua e guardou um vestido, me mostrando o de tom mais cintilante.
- O que acha Mun? Alegre o suficiente? – Acariciei o tecido fino e assenti. Então Joana e Gabenne começaram a desamarrar minha saia, espartilho, armação e o vestido em si. Fui para banheira que Joana preparou apenas com as roupas debaixo, pois estava um pouco frio.
- Certo, as quatro, voltem para a penteadeira, preciso de joias, a coroa de safiras e algo para o rosto! Chamo quando acabar o banho! – Ordenei com um tom leve e elas saíram me dando privacidade.
Lavei todo o meu corpo, até deixa-lo cheirando bem, me enrosquei na toalha e fui até o centro do quarto, minhas damas já estavam esperando com tudo pronto e depois de colocar as roupas de baixo começamos o ritual, armação, saia, espartilho, vestido... A roupa não tinha muitos detalhes, era aquele azul que Cristal havia escolhido, com alguns detalhes prateados e mais nada, as joias escolhidas combinavam com a coroa de prata pura e várias safiras, meu cabelo foi preso em um coque que partiu de uma trança e meu rosto foi coberto de pó com alguns beliscões na bochecha e nos lábios para dar cor.
- Está pronta! – Exclamou Gabenne admirando o trabalho enquanto Joana batia palminhas no ar e Irina e Cristal se fingiam de cansadas.
- Obrigada! – Falei me olhando no espelho — Está maravilhoso como sempre! Mas vocês precisam se arrumar! Vão, vão! – Falei, enxotando-as de leve com as mãos — Fiquem lindas e não usem azul! Encontro vocês na festa!
- Nós sempre estamos lindas, princesa! – Falou Irina sorrindo antes de fechar a porta.
Me sentei na penteadeira, sozinha de novo, eu precisava parecer feliz, animada com o casamento... O que era quase impossível, mas então me concentrei em John, falando que me ajudaria a sair dessa e ficou mais fácil colocar um sorriso no rosto e chamar os guardas para ir à festa.
Notas finais
Espero que tenham gostado
Até a próxima semana!
Fale com o autor