Notas iniciais
Enjoy! Acho que essa msk super se encaixa com o momento da fic, então... Grand' Hotel: https://www.youtube.com/watch?v=KKu9Ru45MXk

Por Herval:

Se você por um acaso está afim de morrer de um ataque cardíaco, descubra por meio do seu filho se acabando de chorar, que ele sabe que é adotado e que a mãe dele, a mulher que você ama, foi parar num hospital sabe-se Deus porquê!

Eu estava tranquilo em casa quando o celular tocou e eu fui atender. Joaquim estava desesperado, soluçava sem parar, cortando as palavras ao meio e não parava de repetir "a culpa é minha! A culpa é minha...". Não tive dúvida, tinha que ir até a mansão dar um jeito naquilo! Chegando e entrando lá, o garoto já se atirou nos meus braços.

— Ele não para de chorar e de chamar pelo senhor... a Pamela foi ontem para um hospital, e a Dorothy me ligou dizendo que não precisava alarmar ninguém sobre o assunto... só que o Quim teve pesadelo a noite inteira e eu já estava ficando preocupada... – Disse a mulher que se identificou por Kate.

— Esse ninguém que a Dorothy falou não inclui a mim! Qualquer coisa que houver de errado envolvendo o Joaquim eu devo ser informado. – Fui rude sem nem mesmo querer, mas ver o Quim naquele estado me tirou do sério – O que foi meu filho? C-como você descobriu sobre... – A cara de tristeza dele quase me proibiu de terminar a pergunta. – Sobre ser adotado?

— Eu ouvi uma conversa da mamãe com o namorado dela. Depois fugi. Eu sei que foi por causa disso que ela passou mal...

— Não Quim, não foi por sua causa, tá legal? Como ela tá? – Perguntei dessa vez a tal Kate.

— Agora, bem, mas foi um susto em tanto! – Eu deveria ter ficado revoltado com a Pamela por ela ter revelado um segredo de família a um cara que estava com ela há menos de dois meses, mas não consegui. A preocupação vencia a raiva. Eu estava louco para ir no hospital ver como ela estava, mas tinha que cuidar do Quim.

— Papai... por que vocês não me disseram a verdade antes? – Joaquim parecia magoado, machucado emocionalmente. Isso doeu dentro do meu peito, mas eu tinha que ser firme. Respirando bem fundo eu segurei sua mão e o chamei para irmos ao seu quarto conversar.

Nós fomos, mas no momento em que entramos nele, ouvimos vozes vindas da sala. Tanto eu quanto Joaquim reconhecemos a da Pamela e ele correu na frente para conferir. Fui logo em seguida e ao vê-la daquele jeito tão debilitada, senti remorso. Não me pergunte porquê, eu só me senti mal como se tudo aquilo fosse culpa minha, o que de certa forma não deixava de ser verdade! Foi por minha culpa que nos separamos, e se isso não tivesse acontecido, todo o resto também não teria.

Nós trocamos algumas frases e dessa vez o clima não estava tão tenso. Quando ela disse que queria conversar com o Quim, eu abaixei a cabeça, quando ela disse "nós três" meu coração deu uma pirueta dentro do peito. Eu não imaginava que voltaria a entrar naquele quarto... foi estranho, foi como voltar no tempo. Estava tudo como antes, exatamente igual e eu senti tanta saudade da nossa família, que chegou a doer.

Nós conversamos com o Quim como um casal, usando sempre "nós", o que me deu uma sensação de unidade. Como se nós dois fôssemos um só novamente. E essa sensação se concretizou ainda mais no momento em que Joaquim envolveu nós dois num abraço. Eu a abraçava, ela me abraçava e ambos abraçávamos o Quim. Nenhum constrangimento, era um ato de carinho verdadeiro.

Depois disso, me despedi e saí do quarto. Não tinha mais o que fazer ali. Por hora aquele momento fora o bastante, foi um momento de proximidade e eu acreditei que fosse um bom sinal. Talvez, nós pudéssemos nos comunicar sem mágoas do passado.

— Ela está realmente bem? – Não resisti e perguntei a Dorothy ao chegar na sala.

— A saúde da Pam está frágil, Herval, mas ela vai ficar bem...

— O que é que ela tem?

Sorry, te informar isso já não é da minha ossada. Sei que daqui a pouco vai ser inevitável, mas eu não vou ser a portadora da notícia.

— Por que? É grave?

Excuse me...— Sem me responder, retirou-se e me deixou completamente abismado.

Por Pamela:

I love you so much, little prince... – Ele estava deitado sobre meu peito e eu estava acariciando seus cabelos.

I love you too, mommy... I'm sorry ter ficado com raiva de você, é que eu fiquei assustado... aí a Kate me explicou tudo direitinho e quando eu fui pedir desculpa, você estava...

No... no... não vamos falar mais disso, okay? Nós estamos bem again e isso é o que importa! – E por medo de que ao descobrir que agora eu teria um filho legítimo, Joaquim voltasse a ficar triste, eu decidi esperar mais para contar da gravidez. Quanto a Herval, após aquele momento que tivemos, eu sinceramente esperei que pudéssemos ter uma convivência tranquila. Seria maravilhoso mantê-lo como amigo. Se eu fosse bem cuidadosa, ele não descobriria que eu carregava um filho seu.

(...)

Os dias iam se passando e eu ia seguindo as instruções médicas à risca! Só me levantava da cama para comer, tomar banho, dar uma volta pela casa ou ser levada com muito, muito cuidado para as consultas com o Dr. Afonso. Minhas horas eram monótonas, nenhuma emoção além de carinho da família, e a cada três horas, Dorothy ou Kate me apareciam com comida. Mas eu ser uma good girl não reduziu em nada os enjoos ou tonturas... sono então, nem se fala!

Então certo dia, eu estava no quarto, só para variar, e para passar o tempo, para não enlouquecer de tanta solidão, eu conversava com a little person dentro de mim, contando-lhe quem era eu.

— ...e é isso! His mother is famous forevere, talvez isso tenha atrapalhado na vida pessoal. Você pode nem entender o que eu falo, mas já deu para perceber que eu tenho uma vida digna de um filme, right? I'm sorry, talvez você quisesse nascer num ambiente mais calmo, com uma família mais estável... mas saiba de uma coisa, my small: nenhuma outra pessoa te amaria tanto quanto eu já te amo! – Parei de falar por um instante e acariciei o ventre, sorrindo. – You're so special, sweetheart... e não importa o que você seja, a boy, a girl... só importa que é meu e eu vou fazer de tudo para que eu possa ver sua little face e poder sentir sua little hand agarrar meu dedo... – Voltei a fazer uma pausa e dessa vez levantei da cama com cuidado. Quase caí na cama novamente por causa de uma leve tontura, mas segui para o closet.— Sem mais tonturas, honey! Senão eu não te mostro o presente que te preparei! – Eu estava sendo louca em conversar com um feto? Pode até ser, mas eu precisava manter a mente ocupada, senão pensaria besteira.

Do mesmo esconderijo de antes, tirei o violão e voltei para a cama dedilhando as cordas e tentando recordar da canção que compusera:

Quando se tornar difícil viver, quando tudo escurecer

E a tristeza, o medo e o desespero aparecer

Lembrar que hoje tenho você

É a melhor coisa que eu posso fazer

Você surgiu e me ganhou de repente

E se instalou no meu coração sem motivo aparente

Fez do nada brotar em mim

Um amor tão grande e intenso que não tem fim

A vida, que adora maltratar

Tratou de ser gentil e resolveu cuidar

De te oferecer a mim pra eu te amar...

Quando terminei de tocar o último acorde, ouvi aplausos que me deram um baita susto. Dorothy, Megan e Joaquim me olhavam com um sorriso de canto a canto.

— Você toca violão, mamãe! – Isso não foi uma pergunta, mas uma exclamação mesmo.

Yeah... I do.

— Há quanto tempo, mom?— Megan, que com certeza tinha acabado de chegar de viagem perguntou, me dando um abraço para matar a saudade e os três sentaram na cama comigo.

— Desde criança. Eu aprendi a tocar muito cedo, mas depois que minha mãe morreu, eu nunca mais me atrevi. Só quando eu estava in Califórnia consultando a Dra. Jennifer, psicóloga, foi que voltei a tocar. Ela disse que era a primeira parte do meu tratamento. Eu toco para me libertar dos traumas, mas hoje, em especial... eu estava tocando para uma pessoa. – Dorothy sorriu docemente entendendo, enquanto Megan e Joaquim olharam em volta procurando alguém. Isso nos arrancou um sorriso e então eu falei: – Quim, lembra que eu te disse que tinha uma notícia para te dar?

— Lembro, mas depois você não falou nada... achei que não era nada importante.

— Na verdade é o oposto disso! Bad girl, a notícia é para você também! E ela é a pessoa para a qual eu estava tocando.

— Eu não tô entendendo... – Quim coçou a cabeça. Sorri fraco e acariciei seu rosto antes de pousar as mãos sobre a barriga.

— Quim, Megan, vocês vão ganhar um irmãozinho...

What?

I'm pregnant! Vou ter um bebê! Your brother! Or... sister. – Ambos se atiraram em cima de mim, me fazendo cair deitada sobre a cama.

Guys! Cuidado! – Dorothy os repreendeu.

No problem, Dorothy... como uma doçura dessa pode machucar alguém? – Joaquim estava agarrado a mim sem dizer uma só palavra e Megan sorria, gritava, tocava minha barriga e me abraçava euforicamente. – Quim? You're okay?— Afastei-o por um momento e o enorme sorriso que ele tinha na cara se desfez.

— Espera um pouco, se você vai ter um filho seu agora, não precisa mais de mim. Você vai me esquecer mamãe?

Of course not, sweet! De onde você tirou essa ideia? Quim, eu já falei que você ser adotado não te faz menos meu filho. Eu te amo tanto quanto amo Megan e a esse novo que está aqui. You’re my family, sempre vai ser! E essa criança aqui dentro vai te amar como irmão de verdade, sabe porquê? – Ele negou. – Porque você é irmão dele! A Megan alguma vez te tratou diferente?

— Não... – Admitiu de imediato olhando para a irmã.

Because você é o meu little brother, Quim, e nada pode mudar isso. – Megan falou bagunçando seu cabelo e ele sorriu.

Sorry... — Nós quatro nos entreolhamos e então Megan perguntou:

— E o pai? Quem é? Herval?

— É o papai, mamãe? – Joaquim se animou com a ideia.

The daddy this baby is... Richard.— Não podia falar que era Herval, Joaquim com certeza diria ao pai e o meu plano de esconder a verdade dele iria por água abaixo. Eles não responderam mais nada, Megan apenas ficou perplexa e Joaquim só olhou para o meu violão dizendo:

— Toca mais uma música? Eu gosto de te ouvir cantar... e agora gosto de te ouvir tocar também. – Eu sorri, assenti e com os três de plateia, voltei a cantar.

Por Herval:

A segunda-feira chegou e eu decidi que iria buscar o Quim na aula e leva-lo para casa só para ter o pretexto de ver a Pamela e perguntar como ela estava. Durante o dia, estive na Plugar tentando voltar ao trabalho sem grandes danos psicológicos. Eu estava começando a me conformar com a ideia de que o amor que sempre dominou a mim e a Pamela se tornaria só em “Oi, bom dia, tudo bem?”

E foi ao final de uma aula que a Rita me parou, mexeu no meu cabelo para lá e para cá, virou meu rosto para a esquerda, depois para a direita...

— O que diabos cê tá fazendo? – Questionei-a.

— Acho que você deveria cortar esse cabelo... não muito, mas seria legal diminuir. Ah! E fazer a barba também. Você tá parecendo mais velho do que realmente é.

— Tô sem cabeça, Rita... – Tentei me afastar, mas ela me deteve.

— Tem um barbeiro logo ali na rua de cima. Acho que você deveria dar uma passada lá. Você tá querendo mesmo recomeçar?

— Não é óbvio? Você tá me vendo trancado no quarto sem comer e sem tomar banho?

— Você estava sem tomar banho?! – Revirei os olhos e tentei fugir da sua investida.

— Rita, por favor... – Não rolou, ela continuou me segurando.

— É sério Herval... você devia se cuidar.

— Rita... – Me cortou mais uma vez:

— Até pra reconquistar a Pamela, se é isso que você quer, você precisa estar bem. Herval, se você quer ela de volta, tem que ser por amor, não por pena!

— Pena?

— É, você vai me desculpar, mas seu estado tá de dar pena! Vai lá, vai... eu cuido de tudo aqui. – Ainda relutando um pouco, eu fui. Pedi para que cortassem um pouco o meu cabelo e arrisquei tirar a barba toda, ficar de cara lisa. Liguei para a Dorothy informando que buscaria o Quim, que ela não precisava ir, e dado 17:30hrs, eu estava na porta da escola de música do Quim.

Daddy!!— Ele correu do portão ao me ver encostado no carro.

— Hey garotão! Como é que foi a aula hoje, hein? – Ele saltou nos meus braços e me abraçou forte.

— Foi muito legal! A professora me elogiou, disse que eu estou melhor a cada dia!

— Mas que notícia maravilhosa! Esse é o meu garoto... bate aqui! – Estendi a mão e ele bateu. – Ai! Cê tá forte! Daqui a pouco tá conseguindo me derrubar! – Brinquei colocando-o no chão e fazendo-lhe cócegas. O garoto riu se encolhendo e olhando para a minha cara, sorriu dizendo:

— Gostei! Você deveria ter feito isso antes. – Indicou sobre o que falava passando a mão sobre o próprio rosto.

— Vamos pra casa? Já, já escurece! – Ele confirmou e falou entrando no carro:

— Vamos que eu quero falar com o meu irmãozinho.

— O que?

Ops, pode ser irmãzinha também... – Liguei o carro, dei a partida atônito e questionei-o novamente:

— Quim, do que você tá falando?

— A mamãe! Ela tá grávida, você não sabia? – Eu senti meus músculos enfraquecerem de repente, mas recuperei o controle sobre mim mesmo antes que causasse algum acidente.

— A Pamela? Grávida? Foi por isso que ela foi para o hospital então...?

— Parece que sim, ela não me contou muita coisa não... – Eu senti minha garganta doer forte. Pamela grávida agora que estávamos separados? Tinha que ser uma piada! – Eu vou ganhar mais um irmão! Isso não é demais?

— É, Quim, é sim...

(...)

Quando chegamos na mansão, estavam apenas Megan e Dorothy na sala. A bad girl correu para me abraçar, disse que estava com saudades e que tinha adorado meu novo visual.

— Se eu fosse uns 10 anos mais velha, você não me escapava!

— Megan! – Dorothy a repreendeu.

— Acho que o Davi não ia gostar nem um pouco de te ouvir dizendo isso... – Sorri. Bom, é... nós acabamos ficando bem próximos, era uma pena não sermos mais padrasto e enteada. Joaquim correu para tomar banho antes de ir falar com a mãe e eu queria muito falar com a Pamela, apesar do choque que foi saber que ela estava grávida, eu queria saber se ela estava bem...

— S-s-será que eu posso falar com a Pamela...?

Of course!— Antecipou-se Megan.

— Ela não pode se exaltar. – Advertiu Dorothy.

— Pode deixar, eu só quero mesmo saber se ela está bem.

— Mas isso você pode simplesmente perguntar a... ai!— Esfregou o braço depois de levar um beliscão da Megan.

— Vá logo Herval! Antes que Dorothy resolva colocar mais empecilho... – Sorri fraco e caminhei em direção ao quarto. Diante da porta segurei a maçaneta pronto para entrar, mas lembrei que aquele quarto já não era meu. Suspirei e bati três vezes.

— Pode entrar, está aberta! – Ela gritou lá de dentro e eu logo abri. Ela estava deitada e deslizava as mãos sobre a barriga, mas quando me viu, sentou-se num salto.

— He-He-Herval?! O que faz aqui?

— Eu vim trazer o Quim... – Ela abriu a boca num "Ah..." mudo e balançou a cabeça afirmativamente. – E também vim saber como é que você está...

I'm okay! Thank you...!— Sorriu doce e sinceramente. Se fez um silêncio perturbador entre nós e em seguida eu tomei coragem, sentei ao seu lado na cama e disse:

— O Quim me contou... – Seus olhos revezavam nervosamente entre os meus olhos e suas mãos. – Sobre a gravidez... – Ela arqueou as sobrancelhas fingindo surpresa e balançou a cabeça em afirmação. – Foi por isso que você foi parar no hospital?

Yes... principalmente por isso.

— T-tá tudo bem com vocês dois?

— Está sim, não se preocupe com isso... foi só um susto. Não é mole ser mãe nessa idade... às veze se enfrenta uns sustos. – Respondeu, como que abraçando a si mesma. Parecia incomodada e eu confesso que a entendia. Eu também estava mas precisava saber.

— Ok. Q-que bom então... q-que tá tudo bem... – Falei tentando encontrar por trás do vestido que ela usava alguma saliência de sua barriga, mas era um vestido solto, não dava para notar. Sem mais assunto para puxar, aparentemente, cogitei levantar, mas antes que o fizesse, ela disse:

— Você está diferente... – Sorri fraco e passei a mão no queixo, ela notou o novo "visu"!— Não é só por causa da barba feita e... do cabelo cortado não! – Sorriu. – Que by the way, te deixou ainda mais bonito... – E com a última frase, soltou um sorriso de leve. Que era aquilo? Tortura? Continuou: – Você parece mesmo diferente! Mais sereno talvez...?

— As porradas da vida mudam a gente, Pamela... – Falei com um sorriso quase inexistente.

— Estou sentindo que no seu caso foi para melhor. – E sorriu mais uma vez. Ela estava de bom-humor aquele dia, como pode perceber. E eu juro que poderia ver aquele sorriso o dia inteiro.

— Eu duvido um pouco disso, mas obrigado, você também parece ter mudado bastante... – Ela concordou com vontade. Levantei e cogitei ir embora quando me veio uma coisa na cabeça. Voltando a olha-la um pouco encolhida na cama, arrisquei: – Desculpa se eu estou sendo inconveniente, mas, existe a possibilidade desse filho ser meu? A gente se separou há pouco tempo, então... de quantos meses é a gravidez?

— Tr- Um! Um! Um mês e duas semanas. So... não existe a possibilidade. – Disse sem olhar nos meus olhos.

— Ok... e... desculpa mais uma vez, não é da minha conta, mas....como o... seu namorado reagiu à notícia?

That's okay, Herval! Nós apenas não somos mais casados, não somos dois estranhos. Pergunte o que quiser... actually... ele não reagiu. Eu não contei. Nós tivemos uma discussão, rompemos, e eu decidi que vou ter meu filho sozinha.

— Foi por causa dessa discussão que você passou mal?

Yeah... uma discussão sobre a adoção do Quim, but, I don’t want about it.

— Uma pena... sinto muito...

— Não sinta! Foi melhor assim. Eu posso fazer isso sozinha, I'm strong! — Brincou.

— Não tenho dúvidas disso... bom, é...eu vou indo. V-vou te deixar descansar... – Me aproximei dela deixando-lhe um beijo no rosto. A troca de olhares que se sucedeu não pode ser definida numa palavra mais leve que “intensa!” Nossos lábios ficaram à centímetros de distância e eu quase, quase mesmo a beijei, mas não queria estragar o clima tão pacífico que estávamos vivendo... – até... até qualquer dia, Pamela. – Disse me afastando.

See you, Sr. Domingues!