Por Herval:

Tudo correu de acordo com o meu plano. Vi os envelopes em sua mão e os olhos marejados. Ela sorriu da forma mais sincera que eu já vi, se levantou subitamente e se atirou em meus braços.

Por que você tem que ser tão perfeito? – Me pergunta, me apertando em seus braços.

– Estou longe da perfeição, Pam... só sou... um apaixonado. – Disse, depositando um beijo em seu pescoço. – Espero que tenha gostado. Foi a coisa mais inusitada que consegui fazer...

– Eu adorei, Herval! Nunca vivi nada parecido! Não há definição para o que você fez... incrível...! – Afastou o corpo de mim e me olhando nos olhos, sorriu, antes de me dar um beijo que era carícia pura. – Dorothy te ajudou com tudo isso? – Pergunta olhando em volta.

– Na verdade, não... acho que ela também vai levar um susto quando ver... – Disse lhe arrancando um sorriso doce. – Ah se meu coração falasse cada vez que você dá um sorriso desses...

– O que ele falaria? – Perguntou, envolvendo os braços em meu pescoço.

– Que você não parasse de sorrir nunca, porque é o que faz ele continuar batendo... – Sua mão acaricia minha barba e eu me perco em seus olhos apaixonantes.

Oh my God! O que é que é isso? Dormi na mansão Parker-Domingues e acordei num jardim encantado? – Dorothy caminhava pela sala até aparecer na nossa frente, olhando todo o chão cheio de pétalas e nós dois sorrimos.

– O culpado é ele! – Pamela me apontou, virando-se para a madrinha, com meus braços envoltos em sua cintura. Dorothy a olhou e sorriu.

– Ah, claro... vê-se que é obra dele pelo brilho dos seus olhos! Faz tempo que eu não te vejo tão radiante! – Ela encolheu-se em meus braços ao sentir eu lhe beijar o pescoço.

Bolo de chocolate!! – Ouvimos a voz do Quim e ele logo apareceu junto a nós. Se tem alguém louco por esse tipo de bolo, é o Joaquim! – Feliz aniversário, mamãe! – Foi logo dando um abraço na Pam, que o ergueu nos braços, apertando-o mais. – Mommy, I love you...

I love you too, baby boy...

– Você sabia que eu fiz um... – Dorothy colocou a mão na boca dele, arrancando-o dos braços da Pam.

Calado, Quim! Isso é um segredo nosso! – Ele confirma, correndo para a mesa.

– Eu quero bolo!

– Feliz aniversário, minha menina... – Ela disse à Pam, lhe abraçando de leve. – O velho Jack deve estar orgulhoso de você.

Olhei para a Pam e ela pareceu comovida com a memória do pai.

Nós comemos numa animação sem igual. O clima era de aniversário da Pam e eu planejava alguma coisa para o lado dos 7 anos de casamento, quando Pamela me arrastou para o quarto me mostrando uma infinidade de biquínis e maiôs, pedindo para que eu escolhesse dois.

– Para que isso, Pam?

Fernando de Noronha nos aguarda! – Disse com um largo sorriso.

– Hoje?! – Confirma. – É impossível! Que horas chegaríamos lá?

– Se sairmos agora, de 12h estaremos lá.

– Como?!

– Helicóptero, baby! Já preparei tudo! Inclusive, o piloto está nos esperando no heliporto. Ou você achou que só você tinha uma surpresinha preparada? – Pergunta com um sorriso vitorioso.

Achei.

– Achou errado! Trate de se arrumar e preparar uma mala sem muita coisa, pois saímos em 10 min! – E foi assim que eu tive de virar The Flash!

– Ah! E os biquínis... eu escolho... o preto e o vermelho. – Falei, da porta do banheiro.

– Por que esses?

– São os mais fáceis de tirar. – Me limitei a dizer e ela sorriu, revirando os olhos com a minha pequena insinuação.

(...)

Parece que só eu não sabia daquela viagem. Até o Joaquim, que sempre conta todos os segredos de todo mundo, guardou isso. Pamela o subornou muito bem, aposto! Nós saímos de casa às pressas e fomos direto para o heliporto. Fernando de Noronha... eu já ouvi falar desse lugar... as praias nordestinas são simplesmente lindas! E Noronha ainda é mais especial, um dos principais pontos turísticos da região.

– Então quer dizer que até um quarto num hotel à beira mar, você já tinha reservado e eu não desconfiei de patavinas? – Pergunto, assim que entramos no quarto. Tinha um ar tão aconchegante... varanda com vista para o mar, rede para descansar, tanto o chão quanto as paredes eram de madeira, havia uma TV, alguns DVDs, revistas... cama grande e macia! Constatei isso no momento em que estramos, já que agarrei Pamela e a joguei em cima da cama, fazendo essa pergunta.

– Você não tem do que reclamar, okay? – Eu chorei o Pacífico inteiro esta manhã... estou impressionada até agora com aquela carta.

– Comprida, né?

Perfeita. – Diz encostando a ponta do nariz no meu. – Eu te amo, Sr. Domingues...

– Eu te amo mais, Sra. Domingues... – Rebato, tocando levemente seu rosto.

– Eu te amo muito mais... – Responde, encostando os lábios delicadamente nos meus e em seguida, dá um sorrisinho, como se lembrasse de algo engraçado.

– O que foi?

– Nós estamos numa praia, Herval.

– Sim e o que é que tem?

– Há alguns metros do mar... – Insiste para que eu mate a xarada.

– Continuo boiando.

– Mas... esqueça, eu não pensei nada. Nós acabaríamos por ser expulsos da ilha. – Então minha ficha cai.

– Ah... você levou a sério o lance da carta? – Perguntei com um sorriso de canto, lhe atacando o pescoço.

– Seríssimo, my love! Inclusive eu acho que nós deveríamos escrever um livro sobre os melhores lugares para se...

– Sr. E Sra. Domingues, o guia de vocês acabou de chegar! – Interrompeu-a alguém da porta.

– Guia? – Sussurro.

– Já vamos! – Ela responde e ouvimos passos se afastarem. – Guia! Ou você pensou que eu viria para Fernando de Noronha e não iria conhecer as diversas belezas naturais daqui?! Precisamos de um guia para nos mostrar tudo!

– O que eu quero ver, não preciso que guia nenhum me mostre... – Mordisco seu ombro e ela me empurra para que saia de cima dela.

– Você é um pervertido, Sr. Domingues... tantas belezas por essa ilha para ser desnudada e você aí pensando safadezas?! – Levanta-se, pegando a mala e tirando de lá o biquíni preto que eu havia escolhido.

– A única beleza que eu quero desnudar aqui, é você. – Digo, cruzando os braços e observando-a tirar o vestido que eu lhe dei e dizendo que vai ao banheiro para colocar o biquíni. – Não, senhora! Vai ficar e se vestir aqui... eu quero ver passo a passo... – Sussurrei em seu ouvido, enquanto segurava seu braço para retê-la no quarto.

– Você não presta, sabia? – Ela murmura, olhando diretamente para minha boca.

– Tenho total consciência disso... – Ela então me pede ajuda com o sutiã, mas pede que eu me comporte. Alguém pode me explicar o que significa essa palavra?

Roçando-lhe a nuca, ela se arrepiava, enquanto eu me segurava para não desamarrar o laço que eu mesmo acabava de dar no biquíni e mordiscava seu pescoço.

– Você tá me torturando? – Pergunto, ela sorri e confirma. Eu a jogo na cama de novo, ficando sentado em cima dela, segurando seus pulsos. – E você ainda confirma?

– E o que quer que eu faça?

– Que fique nua. Completamente. – Digo, descendo meu rosto até seu colo e deixando um beijo entre os seios cobertos pelo biquíni.

– Depois...

– Agora. – Digo, tirando sua calcinha, que ela ainda ia trocar pela do biquíni.

– Herval... – Me censura, mas eu simplesmente jogo a calcinha para o lado.

– Tem certeza que quer sair desse quarto? – Provoco, percorrendo minha mão do interior de sua coxa. Ela arqueia as costas com meu toque.

– A-a-absolu...ta. – Tentou falar contendo o gemido.

– Não senti firmeza. E não quero te deixar sair, e aí? – E ela se contrai, tentando ao máximo se segurar.

– E aí que eu vou! Com, ou sem você. – Disse, invertendo nossas posições e me dando um beijo seguido de mordida. – Mas eu acho que é melhor você ir... fiquei sabendo que o guia é a cat!

– Eu vou, mas não por isso. – Segurei-lhe os cabelos, encostando a boca em seu ouvido. – Confio no meu taco. – E ela gemeu baixinho.

– Foi por pouco, Sr. Domingues. Da próxima vez... seja mais convincente, quem sabe eu não desisto de ir? – Pisca o olho para mim e vai terminar de se aprontar.

Só me restou tirar a camisa, a calça, a cueca, colocar uma sunga, uma bermuda e ir com ela nesse passeio. Não foi de um todo mal... tirando a parte que o tal guia ficou dando em cima da Pam o tempo inteiro, foi ótimo conhecer o lugar! Vimos peixes diversos, cavalos marinhos, tubarões... bom, estes últimos aí eu não curti muito. Não sou muito chegado à bichos de dentes afiados, nem gosto de levar mordidas...

...quer dizer, só da Pam.

Acabamos nosso passeio tomando um banho de mar. O guia babaca ficou na areia nos olhando, enquanto eu e Pamela parecíamos duas crianças dentro d’água. A euforia ia se abrandando aos pouquinhos, até Pamela dar um mergulho e emergir de olhos fechados, passando as mãos nos cabelos, me deixando completamente hipnotizado.

Era a minha mulher, ou uma sereia?

– Herval? – Me acorda do transe. – Onde você está com a cabeça hein? – Pergunta, envolvendo os braços em meu pescoço e as pernas em minha cintura por baixo da água.

– Em você... – Digo enterrando o rosto em seu pescoço, enquanto nos abraçamos. – Você tá fazendo isso pra me provocar de novo né? – Murmuro ainda contra o seu pescoço.

– Isso o que?

– Essas perninhas aqui...! – Toco-lhe as coxas e ela sorri.

– Talvez... gosto de testar seus limites... – Sussurra no meu ouvido e depois mordisca o lóbulo da minha orelha.

– Se eu fosse você, não faria isso... – Disse, apertando-a contra mim.

– Hum... por que? Não é capaz de se segurar, Sr. Domingues? Olha que nós estamos num lugar público, hein...!

– Então não provoca! – Suas mãos agarram meus cabelos em negação. – Pamela... sabia que homens têm impulsos sexuais bem mais incontroláveis?

– Sabia, por isso estou provocando... o Luca não tira os olhos da gente... – Refere-se ao guia sentado na areia.

– Você sabe que eu me segurei pra não partir a cara dele, né? – Minhas mãos correm suas costas molhadas.

– Por que?

– Ele está dando em cima de você, não percebeu?

Really?! – Demonstrou estar surpresa. – Não reparei... estava muito ocupada te admirando sem camisa. – Mordisca meu ombro. Ela sabe como me dobrar...

– É? – Sorrio contra seus lábios. – E o que você acha da ideia de me ver sem sunga também? – Pergunto comprimindo-a ao meu corpo.

–Uh... – Geme. – Parece interessante. – Esse joguinho de provocações... não sabia até quando eu aguentaria deixa-la com aquela calcinha do biquíni intacta. – Mas o Luca não tira os olhos de cá.

– Não tira os olhos de você!

– Ciúmes?

– Imagina... eu só acho que deveria te fazer gozar aqui mesmo pra ele ver que só eu posso fazer isso. – Ela me arranha em excitação.

– Vamos nos distanciar um pouco. De repente deu vontade de realizar sua vontade... – Disse, descendo de mim e me arrastando para mais longe das outras pessoas.

– Você tá louca?

– Completamente. – Diz. Percebe que nos distanciamos o bastante e leva a mão para dentro da minha sunga.

– Pamela... – Rosno entre os dentes; completamente excitado.

Relax, baby. – Ela arrasta a sunga para a altura do meu joelho e minhas mãos descem de sua cintura, para as coxas, fazendo-a voltar a envolver as pernas em mim, comprimindo minha ereção nela, fazendo-a gemer. Não desamarrei seu biquíni, seria uma tragédia se ele se perdesse dentro do mar. Apenas o afastei o suficiente para que minha mão lhe tocasse a intimidade.

– A gente tem juízo? – Ela sorri, segurando meu pênis e encaixando nela.

– Nem uma mísera gotinha... – Arfa ao me sentir deslizar para dentro dela com uma facilidade absurda. – Hum... – Geme no meu ouvido.

– Você gosta da depravação, né...? – Pergunto, fazendo-a se movimentar.

– M-muito...

– E o que acha da ideia... de que podem haver várias pessoas... vendo a gente fazer isso? – Pergunto entre nossos lábios.

Excitante.

– Concordo. – Rimos os dois e eu senti suas unhas cravarem em meus ombros quando eu comecei a me movimentar junto com ela, intensificando nosso contato. – Garanto que o Luca queria estar no meu lugar.

– Ah shut up, Herval! – Ordenou, antes de me beijar, segurando meus cabelos firmemente e fazendo sua língua adentrar minha boca e armar uma batalha com a minha.

– Eu acho melhor... a gente não fazer isso... – Ela ia mais depressa e eu não sei por quanto tempo me aguentaria.

– Mas...

– Vamos dar vexame, Pam. – Ela suspira. – No quarto... ok? Lá a gente continua porque eu ainda não acabei com você.

(...)

Ao que tudo indica, o guia não desconfiou do que fizemos. Chegamos no quarto quase derrubando a porta e quase quebrando alguma coisa no caminho para a cama. Corpos ainda úmidos da água do mar; deixei que minha língua fizesse um caminho de seu umbigo até... pescoço.

– Estou me sentindo um ice cream... – Disse, sorrindo.

– E qual é a sensação? – Pergunto, desatando o nó de seu biquíni.

– Ma.ra.vi.lho.sa. – Disse pausadamente. – Está com fome, baby? Não comemos nada desde que estávamos vendo os cavalos marinhos... – Eu estava tirando a sua calcinha e ela estava me perguntando se eu estava com fome, é isso mesmo?

– Tô. Faminto! De você... – Digo. Mas antes que eu possa prosseguir, o telefone toca. – Tá de brincadeira?! – Me lanço ao seu lado na cama, enquanto ela atendia ao telefone.

Hello, madrinha! – Deu uma pausa. – Okay... mas... por que? – Mais uma pausa. – Tá, tá bom, vou ligar... calma! Já vou! Bye!

– Que foi, Pam?

– Dorothy praticamente ordenou que liguemos a Televisão na Parker TV... – Fala, vestindo a primeira camisa que vê pela frente, que por sinal é a minha que eu havia deixado na cama.

– Por que?

– Ela disse que é surpresa. – Eu apenas pego o controle e ligo a TV. Nós dois ficamos sentados na cama, de frente para a TV e ela me olhou surpresa com o que viu.

“É, hoje é um dia mais que especial! No dia 12 de outubro, todos nós comemoramos o dia das crianças e a dona dessa emissora: Pamela Parker-Domingues, o seu aniversário tanto de idade quanto de casamento! Tanto ela, quanto seu marido serão homenageados neste dia. Preparem os corações!”

Dizia o narrador.

– O que isso significa? – Pergunto sem entender e ela dá de ombros.

“Pamela é alguém muito especial na minha vida. É minha filha! Não é à toa que sou madrinha dela... o grande Jack Parker, que Deus o tenha, percebeu de cara, que nós duas seríamos grandes amigas, quando eu a vi pela primeira vez, ainda criança. Ele dizia que... quando se fosse, queria que alguém que verdadeiramente amasse a Pam, cuidasse dela. Assim, instituiu a mim o dever e a honra de ser sua madrinha.”

Começo a entender o que era aquilo e olho para Pamela. Ela não desgruda os olhos da TV e sorri da maneira mais linda do mundo me contagiando.

“Mal sabia aquele velho touro, que eu não seria essa pessoa... é claro que amo a Pam e que estarei sempre aqui para ela, mas quem cuida dela melhor do que ninguém, quem é capaz de se arriscar todos os dias por ela, se for preciso, é o homem que ela escolheu para marido... o Perigo Tropical... quer dizer, Herval Domingues! Esse sim a faz feliz como eu, como madrinha, jamais seria capaz de fazer... e ele faz isso há longos 7 anos! Por isso eu decidi preparar essa homenagem a esses dois, porque eles merecem as melhores coisas que esse mundo pode oferecer.”

E sua imagem focando na câmera nos fazia arrepiar. Segurei a mão da Pam, e ela apertou a minha, soluçava, o que era sinal de que começaria a chorar.

“Mom? Ué, mom é a pessoa mais incrível que eu já tive a honra de conhecer! Ela sempre fez questão de puxar a minha orelha quando eu fazia bobagem, mas me incentivava nos momentos em que eu mais precisava... ela sempre foi e ainda é a minha best friend. Nunca escondi nada dela, a gente conversa tão abertamente e ela é tão... única, que às vezes eu me pergunto o que eu posso fazer para retribuir essa perfeição de amor que ela me passa...”

E minha mulher desaba a chorar.

– Sua existência é o bastante para mim, Megan... – Sussurra.

“...Pamela Parker sempre foi um modelo de mulher linda e bem-sucedida para o mundo inteiro, mas para mim ela sempre foi mais que isso, entende? Ela é o modelo perfeito de mãe, mulher, cidadã e esposa, para mim... mom, quando eu crescer, eu quero ser como você!”

E Pamela sorri entre as lágrimas que lhe encobrem o rosto. Limpo-lhe a face, lhe dando um beijo na bochecha. Ela merecia as mais lindas palavras...

“Herval é sem dúvida um cara de muita sorte, por tê-la! Assim como mom! Porque meu hubby aprendeu tudo o que sabe e o que é, com ele. Eu adoro Davi e agradeço a Herval pela pessoa maravilhosa que ajudou a formar. E se ele foi capaz de formar alguém tão especial, significa que ele não é nada menos que um cara muito incrível! Mom sabe bem disso... eu lembro que quando ela sofreu aquele acidente super grave, foi ele que segurou a barra. Foi ele que fez com que a gente fosse forte... foi ele que estava todos os dias ao pé da cama do hospital, pedindo para que mom voltasse para nossa Family! Não foi em vão que eu pedi que Herval me levasse até o altar para eu me casar com Davi. Ele se tornou um segundo daddy para mim, mesmo que eu nunca tenha tido coragem de falar isso para ele.”

E foi assim que a bad girl me pegou de surpresa, estraçalhando meu emocional. Pamela me olha e seu sorriso se alarga, eu só correspondo... me sentindo lisonjeado.

You’re the top, honey... – Pamela fala afônica e encosta a cabeça em meu ombro, para continuar assistindo. Não... eu não posso chorar também!

“Pamela sempre foi a minha irmã do coração... desde sempre fomos ligados e eu me arrependo até hoje por ter sido o culpado de um afastamento nosso. Eu, que sempre fui o responsável por reprogramações cerebrais de muita gente, me vi reprogramado e de bem com tudo só através de um abraço ou um sorriso de my sister... Pamela, I love you...”

O pequeno Louis estava em seus braços. Crescia muito bonito o moleque! E uma brisa forte entrava pela varanda fazendo a sensação ficar ainda mais melancólica.

“Eu nunca tive uma relação tão boa assim com Herval, mas sei que ele é o homem que faz Pamela feliz. Não é à toa que eles estão juntos há 7 anos, né? Devo sempre levar em conta o quanto eles se amam e são um exemplo de casal. Não sei o que posso dizer, além de que espero que esses 7 anos se multipliquem em felicidades para os dois, e que possamos recuperar o tempo que perdemos afastados. Quero me tornar irmão do Herval também e mandar sempre energias positivas para o casamento dos dois.”

Obrigado, Brian. Pamela me abraça forte.

“Anda, fala Quim!”

Ouvimos a voz de Dorothy incentivando-o baixinho. Ele nunca foi de aparecer na TV e se falasse ao menos uma frase completa, nos déssemos por satisfeitos!

“O que seus pais são para você, pequeno Joaquim?”

Uma voz oculta na imagem lhe pergunta.

Eles são os melhores pais do mundo! Parabéns, mommy and daddy. Eu amo vocês!”

E escondeu o rosto, abraçando a Dorothy. Nós dois rimos. Me surpreendi até, porque ele falou três orações na frase. Bom, preciso admitir que meus olhos marejaram, enquanto os da Pam já estavam vermelhos de tanto chorar.

(...)

A homenagem acabou com algumas fotos nossas que Dorothy sempre fizera questão de tirar, passando na tela. Sete longos e felizes anos... desligo a TV.

Pamela olhou para o lado, onde estava seu celular, pegou-o, discou uns números e colocou no viva voz.

Eu vou te matar, Dorothy Benson! – Sorri. Ela estava mesmo profundamente comovida, assim como eu também. Sua madrinha gargalhou do outro lado da linha.

– Por que, Darling? Não gostou da surpresa?

– Tanto que não sei se vou ser capaz de parar de chorar o resto do dia!

– Obrigado, Dorothy. Vocês foram incríveis... – Digo, com a pausa que Pamela dá para enxugar os olhos.

– Não tem de que, Perigo Tropical. Cuida bem da minha afilhada aí, han! Façam as maiores loucuras que vocês conseguirem, porque quando vocês chegarem, Pamela vai ter que me contar tudo!

Madrinha! – Pamela a censura.

– Ué, não me peça para ser hipócrita, Pam. Eu vou mesmo querer saber!

– Pode deixar, Dorothy. Se ela não te contar, faço questão de eu mesmo fazê-lo! – Obviamente eu falei brincando, mas Pamela me olhou com uma cara, que não resisti e caí na gargalhada.

– O-oh madrinha, é melhor eu desligar antes que ele resolva fazer isso agora mesmo!

– Não, é? Agora eu quero saber! Conta Herval.

– É que a gente foi...

No! – Ela levanta subitamente com o celular. – De repente perdeu o pudor, Herval Domingues?

– Isso é ótimo, Pam! Deixa ele falar!

Shut up Dorothy Benson!

– Eu fico sabendo que você conta tudo o que a gente faz, à sua madrinha, e eu também não posso entrar na brincadeira? – Pergunto me levantando e indo ao seu encontro.

– Não. Isso é conversa de mulher!

– Não se esqueça que eu já fui homem... – Dorothy fala.

– Madrinha, você está de que lado?!

– Do da sacanagem, claro!

– Pois você precisa saber o que a gente fez na... – Pamela coloca a mão na minha boca, me arrastando para a cama.

– Você vai ficar caladinho, okay? – Me empurra pra cima da mesma, sentando em cima de mim.

, Dorothy! Já começou de novo! – Provoco.

Bye madrinha, depois nos falamos! – Ela desliga, joga o celular em qualquer canto e segura meus pulsos. – Tá querendo morrer, Sr. Domingues?

– De jeito nenhum... – Sorrio e ela afrouxa as mãos, como se perdesse as forças de repente. – Eu quero fazer é outra coisa! – Digo me soltando e tirando rapidamente minha camisa dela e lhe deitando.

– E eu posso saber o que é?

– Claro que pode... – Falo, arrancando sua calcinha e jogando-a longe. – Mesmo porque isso te inclui a 100%. – E faço uma trilha de beijos de sua boca até... os limites de seu ventre.

– Você não vale nada! – Arfa, segurando firme meus cabelos enquanto faço com que minha língua escorregue em seu clitóris... molhado. – Uh... – Geme segurando meus cabelos. Ela franze as sobrancelhas com os olhos fechados e morde o lábio inferior quando eu lhe insiro o dedo médio. Pamela movimenta o quadril de encontro a minha mão e começa a gemer mais alto. – Herval!!

– Chamou? – Paro propositalmente, fazendo-a suspirar frustrada.

– Se você parar mais uma vez, quebro a sua cara! – Rosna.

– Calma, fera... só quero te dar algo melhor... – Tirei as roupas que estava e fazendo-a colocar as pernas apoiadas cada uma em um ombro meu, me posicionei entre elas. – Vai reclamar agora?

– Se continuar falando, vou!

– Você que tá pedindo... – Aviso.

No. Eu tô mandando. – Era a deixa. – Oh! – Vejo suas unhas agarrarem os lençóis e sua respiração ofegante quando eu a invadi.

Pamela se arqueou inteira quando comecei com movimentos intensos. Guardei essa selvageria por tempo demais, agora era a hora de soltá-la de uma só vez! Minhas mãos percorriam suas pernas e eu beijava seu pé, perna, joelho. Seus gemidos eram deliciosos e me deixava ainda mais excitado.

Deixei que minha mão tocasse sua intimidade e ela estremeceu pedindo por mais de mim. Fui mais fundo e ela soltou um grito abafado, enquanto suas mãos agarravam seus próprios seios em excitação.

– Acho que deveríamos chamar aquele guia para plateia, como é mesmo o nome dele? – Provoco.

– Luca. Mas eu acho que ele iria querer entrar na brincadeira... você não ia gostar muito, ia?

– Por que? Você ia? – Pergunto, tirando suas pernas de meus ombros e segurando firme seus cabelos.

– O que você acha? – Ela provoca. Não respondo. Só a viro de bruços para o colchão e a invado por trás. – Ah...

– Você iria gostar? – Insisto, sussurrando em seu ouvido, enquanto me movimento lentamente, tendo suas mãos em meus quadris.

– Talvez fosse... – Vou mais forte com o intuito de não deixa-la falar. – Oh Lord!!

– O que você dizia...?

– Apenas... – Fala com voz trêmula. – Continue!! – Geme.

Good girl... – Digo vitorioso, acelerando os movimentos.

– Você me paga...!!

–Eu vou... pagar o que...? – Ofego, fazendo-a se levantar e ficando de pé, mantendo-a de costas para mim, faço-a se encostar na parede e a penetro rapidamente e intensamente enquanto minha mão faz movimentos rápidos e circulares em seu clitóris, levando-a à loucura! – Diz o que é que eu vou pagar...!

Era incapaz de pronunciar alguma palavra. Sequer entendo como eu fui! Meu corpo ardia inteiro, cheguei a pensar que era um vulcão prestes a entrar em erupção!

– Herval!! – Grita. Não paro, vou mais rápido, mais depressa e mais urgente. Ela joga a cabeça para trás, encontrando meu ombro e eu beijo-lhe o pescoço, tornando sua pele arrepiada e ainda mais ardente.

Procuro um lugar para que possa me sentar, nos apoiar melhor... avisto então, um sofá pequeno e sento, com ela sobre mim. Com as mãos em seus joelhos, mantendo-a com as pernas abertas, intensifico ainda mais meus movimentos, vendo em seu rosto a expressão de que faltava pouco para atingir seu ápice. Ela também se movimentava, fazendo com que o contato fosse mais profundo e gritava; gritava meu nome e isso sempre fora a música mais linda que meus ouvidos já ouviram. Até o momento em que senti ela se apertar ao redor de mim e se entregar completamente ao prazer.

Minhas mãos correram sua barriga e encontraram seus seios, numa carícia leve, permitindo-a relaxar... ela sorri de canto e continua a se mexer, para que eu também a acompanhe nessa sensação maravilhosa. Com o nariz enterrado em seu pescoço, posso sentir seu perfume que sempre me fascinou e murmuro contra sua pele, palavras desconexas, quase enlouquecendo!

Sinto meus músculos todos se contraírem e finalmente estamos no mesmo barco. Levanto levando-a para a cama, e lá ficamos por alguns minutos, sem nada dizer até ela levantar os olhos para me olhar e eu sinto uma necessidade absurda de falar:

Eu te amo. – Acabamos por dizer os dois juntos.

Notas finais
Continua...