Gerações

2 Mãe da esperança.


O silêncio se fez, causando uma terrível sensação de presságio ruim. Do fim.

- Outra caixa de Pandora!- Demeter, deus dos alimentos e do vinho suspirou, tentando processar a informação. – Hefesto não se cansa mesmo, a primeira foi pior que o Apocalipse, imaginem essa...

Demeter balançava sua cabeça, tentando acreditar que tudo não passava de um pesadelo.

- Irmão? O que viu exatamente em sua visão? – perguntou docemente Artemis.

Desde criança, Hefesto invejava o irmão, mesmo que ambos tenham nascidos com a mesma dádiva, a qual, apesar de prestimosa, era perigosa. Eles podiam profetizar o futuro, sendo que para cada visão, a perda de energia era tanta que além de deixar os deuses desgastados, algo de ruim sempre acontecia no paraíso. Zeus aprendeu a controlar esse dom, que apenas o usava quando a humanidade corria risco.

O Deus do fogo e da maldade, Hefesto, se recusou a dividir o trono do Universo com seus irmãos e desse modo ele foi expulso do paraíso, se aprisionando no lugar mais sombrio e quente, onde jurou se vingar de seus irmão. O lugar era chamado de inferno pelos humanos, onde dia a pós dia, Hefesto cria mais uma terrível caixa de Pandora.

Seu plano tem tudo para dar certo e precisaria apenas de um mortal para abrir a nova caixa, que o seu tão desejado poder sobre os mundos estaria profetizado. Porém no futuro ele vê que não será tão fácil. Hermes sorri sombrio em seu refúgio. Ele gosta de ação.

Zeus suspirou e depois seus lábios secos se torceram num sorriso torto.

-Esta nova caixa de Pandora já esta pronta, apenas falta o mortal para abrir. Ele franziu a testa – Ela é pior que a primeira, pude sentir, tem ódio, dor, tristeza, morte...

- Existe esperança irmão? – perguntou Apolo.

- Sim, mas essa esperança, ou melhor, a mãe dela corre perigo — suspirou Zeus, se aconchegando na cadeira exausto.

- Não entendi – Poseidon disse, enrolando o dedo em seus cachos azuis, um costume adquirido quando não compreendia algo.

- Eu não posso ter um irmão tão retardado assim!! – murmurou Atenas indignada.

- Um mortal, vai nascer daqui 20 anos e ele é a única esperança. Não sei como, mas ele sabe sobre a caixa de Pandora e pode destruí-la — Explicou calmamente Zeus:

- Hefesto vê isso também, ele quer matar a mãe desse mortal.

- Cortar o mal pela raiz. – completou Demeter.

- Como ele matará essa mãe? – perguntou Artemis, triste em saber que uma criança de apenas 6 anos estava prestes a ser morta.

- Não sei, mas ele esta decidido. – Disse por fim Zeus.

- Oh! É apenas uma criança, precisamos fazer algo! – gritou Artemis nervosa e indignada.

- O que? Esqueceu-se da maldição irmã? – Perguntou Hermes com desprezo.

Séculos atrás, quando os irmão de Hefesto descobriram sobre o caminho que ele havia decidido tomar, com temor criaram uma maldição, para impedir que Hefesto machucasse os humanos. Nenhum imortal poderia falar sobre sua existência e aparecer explicitamente ou tocar, fazendo com que os humanos se machucassem e descobrissem sobre a existência de Deuses. E o Deus que não cumprisse essa lei, se transformaria em pó.

Um silêncio se fez e naquele momento o que se ouvia eram pés batendo de nervosismo, unhas e mãos colidindo sobre as outras, ... Os deuses não sabiam como reagir á tantas catástrofes.

- Precisamos pensar em algo — Murmurou Apolo.

- Poseidon, pode sair da sala, afinal pensar não é algo que saiba fazer – Disse Atena com risinhos, fazendo o irmão ficar emburrado.

- Não precisamos de suas piadas Atenas. - Disse Dionísio com seu copo de vinho em sua mão.

- Bom, já que não podemos quebrar a regra, que criemos outra – Disse Atena, sem mais piadas.

- Sim!- disse sorridente, Zeus, que com fé, a idéia de sua irmã poderia ser a resposta.

- Criar o que?Algum monstro que possa derrotar Hefesto? — Perguntou Heres, com sua voz grossa. – Mas desse modo os humanos desconfiariam da existência de deuses e viraríamos todos pó.

- Vocês não precisam de um monstro.- Para surpresa de muitos, Afrodite, que havia ficado quieta durante toda a reunião, se pôs a falar, com sua doce voz. Cada palavra que pronunciava aromas florais se espalhavam pela sala, além de sua estonteante beleza que nenhum imortal e mortal poderiam acreditar existir. Seus cachos estavam decorados por pequenas flores e seus lábios vermelhos como doces de cerejas que se colhiam.

Todos pararam para ouvi-la:

- É preciso algo para proteger essa criança...

- Como o que? – indagou Artemis.

- Um anjo. – disse sorridente. – Que apenas a jovem mãe possa ver.

Mandando olhares uns aos outros, ficaram num breve silêncio e depois, se levantaram de suas cadeiras no mesmo instante, acenando com a cabeça, concordando com Afrodite. Zeus então disse:

- Que assim seja.

A decisão havia sido tomada. Um anjo criado pelos sete deuses, seria mandado para proteger a mãe da única esperança da humanidade.

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Gente sei que esse capitulo ficou um pouco cansativo, mas era necessario para vocês entenderem no decorrer da história.

Pois é, um anjo! Eu sempre acreditei neles, espero que o meu esteja sempre me protegendo.

Obrigada Doces ;*

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.