Geração Potter e a Caça a Relíquias
2 (Capitulo 02) - Adivinhações e Revelações
Notas iniciais
Albus acordou no dia seguinte muito confortável, por mais que gostasse de seu quarto na casa dos Potter, se sentia em casa quando passava suas noites em Hogwarts. Como sempre ele era o ultimo a se levar e arrumar-se para as aulas, tanto é que quando desceu ao Salão Principal, Scorpius e Rose tomavam seu café da manhã ao lado de alguns amigos e parceiros de casa que, aliás, mudaram bastante.
_ Alô, Albus! – disse Valentine Longbottom, atravessando as portas do Grande Salão junto dele e indo para a mesa da Lufa-Lufa. Ela estava mais alta que antes, ainda sim muito linda, pois herdara vários traços de Luna e Neville, fazendo uma mescla entre os dois.
Albus deu um aceno e continuou andando, ainda lá viu os primos Patil, Ganesha e Shiva, também muito mudados, por mais que ambos tivessem traços indianos, cada um herdou algo de seu pai, Ganesha de Dino e Shiva de Simas. Na mesa da Corvinal, Lorcan e Lysander Scamander estavam bem mais altos, seus cabelos cor de areia mais longos e olhos azuis claros que transpassavam uma tranquilidade suprema, ainda ao lado deles viu Cedrico Wong Corner acenar ao lado de sua irmã, Ling Yao, que sorriu timidamente ao vê-lo, a jovem estava mais linda que os anos passados, seu físico oriental estava muito atraente, pele semelhante a porcelana com bochechas rosadas, longos cabelos negros presos nos dois cantos da cabeça, lábios avermelhados e olhos penetrantes.
No canto do Salão lá estava mesa da Sonserina, ainda pelo corredor ele pode ver o primo de Scorpius, Iapetus Nott, um jovem tão tímido quanto o melhor amigo, seus cabelos eram castanho-ralos assim como seus olhos, por sorte puxara a família Greengrass, o que fazia parecer um pouco mais com Scorpius do que com a família Nott. Ao seu lado estava Sophy Skeeter, a filha da irritante repórter estava herdando traços da mãe; seus cabelos dourados eram curtos e cacheados, presos em um coque acima da cabeça, sua postura era divina, porém até os óculos de contas a fazia parecer arrogante, e por mais irônico que possa soar... Ela chegava a ser bonita. O grandalhão e quieto Crabbe Gregory e Riddle Zabini liam o Profeta Diário em silencio, Zabini estava mais alto, sua pele levemente bronzeada, seus cabelos negros arrepiados e olhos castanho-escuro semicerrados mostravam sua personalidade individualista e conservadora.
_ Hey, All! – chamou Scorpius sorridente da ponta da mesa de sua casa.
Albus encaminhou-se até o amigo e se jogou ao lado do Malfoy, sorriu para Rose e começou a se servir do café da manhã, cujo fora preparado da melhor forma para uma manhã de boas vindas, como sempre pelos elfos domésticos.
_ E as aulas de hoje? – perguntou com uma torrada na boca enquanto enchia uma caneca de café.
_ Iremos começar com as novas que escolhemos – falou Scorpius consultando o cronograma que McGonagall dera mais cedo – Adivinhação com Trato logo em seguida.
_ Legal – Albus aprovou sorridente – vou poder dormir mais um pouco!
Ele e Scorpius compartilharam um toque até então serem censurados pelo olhar amargo de Rose.
_ Brincadeira, Nerd-Rose – disse rapidamente – e você, o que disseram sobre usar o Vira Tempo?
Rose cruzou os braços (os rapazes entenderam neste ponto) e bufou (agora tiveram certeza de que sua proposta fora recusada).
_ Falaram que seria perigoso demais, agora que é o único Vira Tempo que existe, seria imprudente usá-lo de forma vaga – explicou ela – mas eu não entendo... Eu apenas quero estudar!
_ Exatamente por isso que eles acharam estranho – murmurou Albus entre goles de café.
_ Não acha que pode estudar o “básico” das outras aulas em intervalos ou momentos livres? – sugeriu Scorpius antes que Rose afundasse a caneca de Albus garganta a baixo.
_ Ah... – vacilou a ruiva – pode ser...
_ E com quais você vai ficar? – indagou Albus mordendo um donnut de chocolate.
_ Gostaria de fazer Runas e Aritimância... Mas preciso participar das aulas de Hagrid...
_ Então? – quis saber Scorpius.
Rose parecer colidir com algo muito grande e pesado, pois se contorceu de forma que dava para sentir sua tensão.
_ Agrrr – rugiu ela – vai, hmm... Runas e Trato!
Bem neste momento o sino badalou indicando o término do café e o começo das aulas.
_ Bim, Bim, Bim, e ela se decide! – comemorou Albus acompanhando os badalar – vamos Scorpius, ou então não pegaremos uma boa cama-... Digo uma boa carteira em Adivinhação.
_ Certo – concordou o Malfoy sorrindo.
_ Fantasma – disse Rose calmamente, levantando-se junto deles.
_ Que? – perguntou Scorpius sem entender.
_ Fantasma – disseram Albus e Rose em coro, apontando para trás dele.
Quando Scorpius deu meia volta, ainda sem entender nada, ele entrou em um nevoeiro prateado e congelante, dentro dele sentiu-se desanimado, com frio e uma junção de terror com medo. Rapidamente ele recuou e quando percebeu lá estava à figura do Barão Sangrento flutuando em sua frente com suas roupas antigas e lambuzadas até a ultima gola de sangue prateado, correntes amarradas às mãos e pés arrastando ao piso, seus olhos vidrados e sorriso sinistro parecendo desenhar seu nome:
_ Sir Malfoy! – cumprimentou entusiasmado.
_ WOOOOAHH! – gritou Scorpius aterrorizado. Anos se passavam e ele permanecia com seu medo de fantasmas, o que indicava que já era uma fobia.
No Salão Principal todos os novatos tornaram sua atenção ao Malfoy, os veteranos simplesmente ignoraram, pois já estavam acostumados com os gritos histéricos de Scorpius quando se encontrava com algum fantasma.
“Esse cara de novo?” resmungou Conde Morgado, como um vampiro, ele passou a viver nas sombras de Scorpius, o que fazia apenas ele escutar a voz do Conde em seus pensamentos.
_ Boas férias, eu imagino? – perguntou cortês, como sempre parecia fingir não saber que o seu Sir tinha pavor dele.
“Sim, ótimas, eu garanti que fossem!” retrucou Morgado. Ainda sim só Scorpius podia ouvi-lo.
_ S-S-Sim... Bo-Bo-Bo-Boas até...
_ Há! – ele exclamou pomposo e saiu flutuando até dar meia volta e perguntar sombriamente – está bem mesmo?
“Tsc” o vampiro bufou inquieto “Qual parte do ‘S-S-Sim... Bo-Bo-Bo-Boas até... ’ que você não entendeu seu filho da-...“.
_ C-Claro... Porque não? – Scorpius persistia em ignorar Morgado enquanto se concentrava em não desmaiar.
_ Ainda sinto a presença de algo estranho em você – disse ele, analisando o Malfoy dos pés a cabeça, a não estava errado, o vampiro que Scorpius fizera contrato vivia dentro dele.
“Estranho? ESTRANHO? Essa poeira flutuante me chamou de estranho? Posso ser estripador, ignorante, sarcástico, arrogante, egocêntrico, orgulhoso, luxuoso, individualista, folgado, ciumento, mas estranho?” Conde Morgado gargalhava em desaprovação a cada ênfase que fazia “Sir Malfoy, me liberte, deixe-me mostrar o que esse Gasparzinho o que ele merece!”.
_ É a pré-adolescência – interpôs Albus empurrando Scorpius, que mexia a boca sem emitir algum som, acobertando o amigo, pois era o único que sabia sobre o que o Barão vinha sentindo era à aura do Vampiro – você entende; altura, rebeldia, pelos e por ai vai...
Scorpius olhou para Albus e instantaneamente ficou vermelho, o Potter, no entanto estava tranquilo com pensamentos longes do que acabara de dizer. Rose fingiu não ter escutado, rodou nos calcanhares e desejou o que parecia ser “Boa aula”, só que saiu algo como “Baula...”.
O Barão mirou Albus nos olhos, fez uma exagerada reverencia a Scorpius e deu meia volta.
“Potter sempre um intrometido”.
_Alan! – advertiu Scorpius.
_ Alan? – perguntou Albus confuso.
_ O primeiro nome do Conde Morgado...
_ Já estão compartilhando essa intimidade de falarem com o primeiro nome? Hm... Em todo caso, essa foi por pouco – suspirou o Potter – todo mundo entende quando falamos dos pel-
_ All! – gritou Scorpius, ainda corando.
_ Que? Vai dizer que não tem nada ai – disse Albus rindo, enquanto ameaçava avançar para conferir – vamos indo, ou iremos nos atrasar!
Eles acompanharam a aglomeração de alunos até a sala de Adivinhação. Tomaram vários andares e corredores até então chegar à escada de ferro e atravessar o alçapão se depararam com uma sala muito parecida com um teatro, às mesas de aula eram pequenas e continham uma bola de cristal ao centro, elas eram distribuídas em degraus que iam aumentando o nível de tal forma que a mesa do professor parecia um palco central, era bem iluminada devido seu teto encantado que mostrava um céu crepuscular, além do mais tinha o cheiro da Floresta Proibida.
Quando Albus escolheu um lugar ao lado de Scorpius (no fundo da sala ao lado de uma janela) o professor Pietro Umbridge entrou na sala atrás do ultimo aluno, como repararam no dia anterior, ele era um sátiro, meio homem, meio bode, (sabia muito bem porque seu pai o contara o que ocorrera com Dolores Umbridge, só não sabia que esse era o resultado final) o professor era alto, cabelos castanhos e pele bronzeada, tinha pequenos chifres em sua cabeça, seus olhos eram âmbar, expressão calma só que ao mesmo tempo sabia-se que ele era bastante sorridente pelas marcas do rosto e por sorte ele não herdara nenhum traço de sua mãe.
_ Bom dia, turma – cumprimentou ele, sua voz era suave e ele demonstrava uma natureza tranquila – me chamo Pietro Umbridge e serei seu professor de Adivinhação, cuja arte vocês aprenderão, pela sabedoria de meu povo, prever grandes acontecimentos por via de vários métodos, dentre eles a astrologia, bola de cristal, cartomancia, heptomologia, interpretação, leituras, presságios e vários outros...
Albus, bem como o resto da turma não estava dormindo, até achara interessante aquele prólogo, quem sabe o que ele poderia prever em aulas e se ele pudesse prever o que aconteceria no futuro deles... Se aquele contrato com a Morte daria certo.
•••
Após um tempo de mais explicações e introduções, o professor Umbridge distribuiu entre eles xícaras e com borrões de café fora a primeira coisa que eles trabalhariam. Albus e Scorpius tentaram decifrar a xícara um do ouro, ambos não estavam se saindo tão bem assim, mas ainda sim se esforçavam pela curiosidade.
_ All, posso estar errado, mas – sussurrou Scorpius, revirando a xícara de Albus nas mãos um tanto apreensivo – esse é o símbolo das relíquias?
_ Que? – Albus a tomou de Scorpius e começou a avaliar, bem como o amigo dissera lá estava, não em conjunto, mas separadas, um ralo triangulo, um torto circulo e um traço dividido em três pedaços – caramba!
_ Hm, descobrimos algo por aqui, garotos? – perguntou o professor aproximando-se da mesa dos garotos com curiosidade.
O coração de Albus disparou e a primeira coisa que passou por sua mente fora jogar a xícara no chão com a esperança dela transforma-se em mil fragmentos, porém quando ele simulara o acidente a xícara caiu, quicou, mas nada aconteceu.
_ Droga – murmurou Albus.
_ Oh, que pena Sr. Potter, o borrão desmanchou... Viram algo?
_ Ahm, nada demais, meu amigo pensou ter visto algo e eu perdi o controle – inventou Albus, era fácil para ele formular desculpas rapidamente.
_ Hm, entendo – o sátiro recolheu a xícara e a devolveu gentilmente, ele olhou os rapazes e pegou a de Scorpius sobre a mesa, com um olhar analítico e disse sorrindo – um morcego, que curioso. Façam anotações sobre isso consultando o livro e deixem sobre a minha mesa no fim da aula, certo?
Scorpius suou frio e sentiu Conde Morgado rir em suas sombras, Albus puxou seus materiais para a mesa e estalou os dedos para tirar Scorpius de seu transe.
_ Outra que foi por bem pouco – sussurrou o Malfoy nervoso.
_ Depois resolvemos as coisas com seu vampiro de estimação...
Quando encontraram Rose na troca de aulas, a garota não parava de contar sobre a aula de Runas Antigas, e quão melhor era desvendar o futuro por meio de pedras que tinham escritas o alfabeto viking e outras coisas que iria aprender.
_ Daí, logo na primeira aula eu consegui vinte e cinco pontos para a Grifinória e o Riddle conseguiu vinte a Sonserina, estávamos apostando quem se saia melhor, ai ele–.
_ Tinha as relíquias da morte na minha xícara – cortou Albus a conversa eufórica da prima.
Seguiu-se de alguns segundos de silêncio enquanto Rose processava a informação.
_ Tinha O QUÊ? – clamou ela – viu, eu disse que não seria boa ideia, vai dar muito na cara o que estamos fazendo, e se por acaso–
_ Escute – cortou o Potter novamente, desta vez mais sério – eu acho que isso possa ser um sinal...
_ Ora, agora a Adivinhação abriu seu olho para a Clarividência? – ironizou Rose teatralmente – e o que você acha?
_ Acho que está na hora de sabermos o paradeiro delas o mais rápido possível – disse ele firme e determinado – e acho que temos uma dica sobre o que aconteceu com uma delas...
“Mas o ‘porém’ da história” pensou Albus “seria ‘como? Por onde? E quando? ’”.
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