Geração Potter e a Caça a Relíquias

6 (Capítulo 06) - O Paradeiro das Relíquias


Notas iniciais
Wassssuuup bruxões! açlkdalsçdj - Galera geral pedindo pra eu postar logo, wooow, valeu pessoal!... ah sim, agradeço aos novos leitores, vocês são uns lindos ♥ - o nome do capitulo ficou bem misterioso, hein? k curiosos? pois bem, nos vemos nas notas finais, muito boa leitura!

A sensação de ser beijado por alguém ainda percorria por Albus. Não que quisesse, mas quase toda a Hogwarts ficara sabendo e mais que nunca ele era um dos assuntos preferidos do momento. Rose aos poucos aceitara que sua melhor amiga estava saindo com seu primo, porém ele ainda enxergara que algo a incomodava. Não só a ela, ele sentia que algo nele se extinguira... Algo do seu dia a dia... Uma coisa... Um alguém.

A consequência por Albus ser um dos assuntos mais comentados no castelo o rendeu outra coluna no “Besourando: Especial Edição Fim de Ano”, que infelizmente era lançado novamente em anônimo, ainda pelo misterioso (a) Joaninha, sendo que desta vez estava sendo vendido aos jardins da escola. Suas noticias estavam como a edição passada; cheio de fofocas e comentários ignorantes sobre alguns fatos de Hogwarts. Podia não aceitar o jornal clandestino, mas Albus admitia que algumas coisas eram realmente bombásticas. Ainda nessa edição, o ele viu que seu irmão ganhara a primeira página com a manchete “O Maroto Estressadinho”, desta vez James Potter não estava lá para se defender, então quem tratou de eliminar o jornal fora Albus, explodindo e mandando tudo aos ares com o feitiço do Bombarda Maxima, que o que lhe resultou em uma detenção por destruir e prejudicas os campos escolares. O que irritara Albus não fora a detenção, mas sim Senford Strong não ter visto os jornais e novamente achar que aquilo era invenção ou boatos dos estudantes.

Fazer o que, ele pensou. Detenção passou a ser seu passatempo indesejável.

O trio aprendera muitas coisas neste meio tempo, com o Trato das Criaturas Mágicas, por exemplo, eles finalizaram o módulo sobre quimeras para depois das férias estarem estudando sobre seres alados, Hagrid ficara muito orgulhoso em trabalhar com Albus e seus amigos. Em Poções o Potter ainda era o melhor da classe, a professora Levy Knightwalker os desafiou a criar uma Poção do Acônito (aquela que pode controlar os sintomas de um lobisomem durante a Lua Cheia) e obviamente Albus tirara de letra, ainda ajudando Scorpius, que era um desastre ambulante em poções.

Michaelis Graypow, professor de Defesa Contra as Artes das Trevas enfim finalizara o assunto sobre o temido bicho-papão e agora iniciava o estudo com Criatura das Trevas como Barretes Vermelhos, Grindylows e Lobisomens. Scorpius se destaca nessa matéria como ninguém, porém quando fora citados Lobisomens ele teve de evitar seu interesse pelo assunto, pois Lobisomens e Vampiros são inimigos mortais, e ele preferia Alan Morgado, seu servo vampiro, de bom humor. Ele também mostrou uma grande rivalidade com Riddle Zabini, o “porque” não foi difícil se deduzir por Albus.

Com Minerva a Transfiguração seguia com aulas sobre Feitiço Transfiguratório de Animais para Objetos, nesse ano, já poderia ser usado em animais de médio porte, e transfigurá-lo consequentemente em objetos também de médio porte. Vários feitiços foram lecionados também, como por exemplo, o Substituto (Feitiço Substitutor de Objetos), Araniasortia (Feitiço Conjuratório de Aracnídeos), Avifors (Feitiço Transfiguratório de Pássaros maiores como galinhas, flamingos e pelicanos), Herbivicus (Feitiço Acelerador de Crescimento Gramíneo). Todos se davam bem nesta matéria, mas ainda os melhores de toda Hogwarts eram James Potter, Fred e Dominique Weasley.

Em História da Magia lecionada pelo Professor Binns, os alunos aprendiam sobre episódios da história do mundo mágico, como as Rebeliões dos Duendes (século XVII) e as Guerras dos Gigantes (século XIX), porém os estudantes ainda viam a aula como mais um episódio de suas “Hora do Sono”. Binns já não se importava tanto como antes, mas ainda repreende alguns dorminhocos que roncam alto demais. Porém não dormiam a toa na aula de História, isso graças a Astronomia, ensinada ainda pela professora Sinistra, que tomavam suas noites no terraço do castelo observando estrelas e suas constelações.

Herbologia era sempre uma aula interessante e divertida devido Neville ser o professor, que mesmo sendo diretor e um poderoso bruxo, ele não deixava de ser humilde com seu trabalho. Novamente estudavam uma determinada planta para tratarem um tipo de envenenamento, que neste caso, com complexo de grau três. Além disso, o professor Longbottom comentou sobre os fungos que cultivavam nas estufas, e os disse que estudariam as três classificações que eles eram denominados ao decorrer dos dias.

Harpia Hooch os dera treinos sobre desvio e velocidade sobre vassouras, a essa altura alguns diriam pra que lhe davam aulas de voo todos os anos, mas acreditem, era tão essencial quanto as outras, se comparavam a aulas para tirar uma habilitação que os trouxas faziam. Adivinhação chegara a comprometer Albus quando eles encerram interpretação para bolas de cristal, que fizera dar boas explicações a Pietro Umbridge sobre algumas coisas estranhas que apareceram na esfera.

Em feitiços, era sempre uma aventura quando sua professora é Cassandra Winry. Ela os explicava a diferença entre os feitiços que usavam em Defesa Contra as Artes das Trevas e Transfiguração, ainda os ensinava manipular com mais destreza e dar um efeito maior.

Para Rose que usava o Vira Tempo entre Runas Antigas, Aritimância e Trato estavam lidando-se muito bem, nas matérias e em comandar o tempo, era simplesmente fantástico o trabalho dela, o que fazia Hermione muito orgulhosa.

Enfim a vida acadêmica dos alunos do terceiro ano estava fazendo resultado, e eles se tornando bruxos extraordinários ao decorrer do tempo.

•••

Por mais que os estudos o tomavam tempo e disposição, Albus não sabia se comemorava ou não com chegada das Férias de Natal. Ele arrumara o essencial que levava à Hogwarts e colocara em seu malão para trazer de volta a sua casa. E quando o dia chegara, ele partira da escola a casa, o que fora um tanto merecedor, ele precisava descansar um pouco, mesmo que seja por alguns dias. Uma semana toda ele ficou para limpar as responsabilidades de aluno de sua mente e curtir.

O Natal fora fantástico, ele novamente passara junto de sua família, os Weasley, cujo sempre se reuniam nesta data. Claro que A Toca ficara pequena para tantos integrantes da família, mas sempre davam um jeito para convidar um amigo ou parente distante. O que deixou Albus feliz, pois estava com saudades de seus tios e primos, e claro, de sua própria família.

Ele adorava ter um tempo com Gina para conversar sobre Quadribol e assuntos de filho pra mãe que só eles compartilhavam. Além do mais conseguiu um tempo com James Sirius, o que deu uma oportunidade e eles conversarem sobre garotas, jogar Xbox 360 e zerar Assassin's Creed pela segunda vez. Ainda deu uma atenção a Lily Luna, que parecia estar interessada em algum garoto, isso incomodou Albus, mas ele teria de deixar a irmã crescer... Mas não toleraria algum cara com ela... Sem contar que ele teria o apoio de Teddy Lupin, que sempre era enciumado com as Weasley e seus namorados, como se fosse um irmão mais velho. Um irmão bem rabugento e grudento, só que protetor.

Alguns dias depois do Natal, Albus estava com a ideia das relíquias perambulando em sua mente, e aproveitando a rara ocasião onde Harry se encontrava em casa, resolveu por de vez seu plano em ação e ir tirar algumas informações de seu pai.

_ Papai? – perguntou Albus a porta do escritório particular de Harry que havia em sua casa – tem um tempo pro seu filho menos amado?

Harry deu risada e fez um gesto pedindo para que ele se aproximasse.

_ Mas é claro, meu Filho-Menos-Amado.

Albus sorriu junto do pai, deu alguns passos e sentou-se em uma poltrona de couro que ele o indicou. Era muito raro ele entrar naquele ambiente, nem mesmo lembrava a ultima vez que tinha estado lá. Harry proibira todos os filhos de adentrar em seu escritório, por ser um cômodo perigoso e confidencial. Era um lugar que ficava no ultimo andar da casa, perto do sótão, não era muito grande, mas o bastante para caber vária estante repleta de fichas, caixas, potes e outras coisas que Albus não conseguiu identificar. Logo na frente da janela fechada com uma persiana preta estava à mesa de Harry, repleta de papeis, carimbos, fichas criminais e listas de prisioneiros de Azkaban, três poltronas de couro negro haviam por lá. No geral Albus até entendia porque não entrava lá muitas vezes; o lugar era assustador. Digno de um bruxo auror.

_ Está ocupado? – perguntou.

_ Oh, não respondeu Harry fechando algumas pastas e empilhando folhas dentro da gaveta da escrivaninha, isso indicava que sim, estava – gosto daqui por conseguir pensar tranquilamente.

Harry deu um sorriso e Albus o acompanhou.

_ No quer posso ajudar, meu filho?

O rapaz suspirou e tentou transparecer apenas seu propósito a Harry, mesmo sendo seu filho, ele não iria vacilar e entregar tudo tão facilmente, ainda mais se tratando de Harry, que nem mesmo precisava de poções ou feitiços para descobrir a verdade de alguém. Mas é claro que Albus conseguira ultrapassar essa barreira e conseguir forjar a realidade, pois ele sempre fora bom em inventar historias, consequentemente mentiras.

_ Tipo, faz anos que estou com a Capa da Invisibilidade e eu gostaria de saber mais sobre ela... Sabe? Sua história, o que ela faz além de te tornar invisível, essas coisas – ele riu rolando os olhos – é que às vezes fico sem utilidade pra ela, demora muito tempo pra eu usá-la, entende?

Bom começo, pensou Albus.

Harry apenas esboçou um sorriso e relaxou em sua cadeira.

_ Como já havia dito, ela não só faz parte das Relíquias da Morte como é uma relíquia de família. Em meu primeiro ano eu recebi de Albus Dumbledore – Harry se inclinou e tocou com um dedo o nariz de Albus, que sorriu em resposta – no bilhete ele descreveu que era do meu pai, que pertenceu ao pai dele, que pertenceu ao pai dele, e vários anos antes pertenceu ao Ignoto Peverell, e as gerações seguintes foram entregando aos seus herdeiros até chegar à nossa família, os Potter. Suponho que das varias vezes que eu contei você conhece o conto dos Três Irmãos de cabeça, certo?

Albus acenou positivamente e seu pai prosseguiu:

_ Ela me ajudou de várias formas, antigamente só a via como uma capa, até então saber de seu valor. Uma das três Relíquias da Morte, sendo a única das três que está à mercê de um bruxo nos dias de hoje... Você!

Novamente o filho sorriu ao pai e desviou o olhar de Harry. Ambos pareciam ter a habilidade de ler os outros facilmente.

_ “A única que está à mercê de um bruxo” – repetiu ele – e as outras, o que houve com elas mesmo?

Era a hora, Albus engoliu em seco se espalhou mais na poltrona, queria demonstrar desinteresse e distração. Não soube se Harry acreditou, mas a reação não foi algo que ele não previa:

_ Hmm – murmurou seu pai – vejamos... A Pedra da Ressurreição eu a deixei na Floresta Proibida... Ou melhor, ela caiu de minha mão enquanto eu ia ao encontro com a Morte... Com Voldemort. Eu havia acabado de conversar com meus parentes e amigos, estava tão focado no meu objetivo que apenas senti a pedra escorregando da minha mão e eu não me dei o luxo de voltar para buscá-la. Não me lembro do local, tampouco quero me recordar onde ficou... Ter uma dessas relíquias é sinal de morte... Talvez a menos seja a Capa, nossa sorte que nosso ancestral Ignoto teve consciência pedir algo que não humilhasse tanto a Morte.

_ Humilde esse cara – comentou Albus.

Harry sorriu. Seu olhar pareceu distante e o escritório ficou em silencio, apenas alguns click, click trincavam em algum lugar.

_ Sabe – continuou seu pai – foi um dos melhores momentos da minha vida... Mesmo naquelas circunstancias, pude ver novamente toda a minha família.

Albus notou a voz de Harry se quebrar e sentiu um aperto em seu coração, para ele seu pai era o homem mais forte e corajoso do mundo, detestava vê-lo se render a tristeza e angustia.

_ Você tem a nós, papai – disse levantando-se de sua cadeira a envolvendo Harry em um abraço – sempre terá...

_ Claro que tenho – respondeu, apertando fortemente Albus – bom, e foi isso que aconteceu com a pedra.

Albus teve certeza que Harry mudara de assunto, pois sem dúvidas começariam a chorar como garotinhas. Ele tinha certeza disso, ainda imaginou a cena e deu risada mentalmente.

_ Sei... E a varinha? O que houve com ela?

Harry novamente pareceu pensar consigo mesmo se era uma informação boa a se dar.

_ Foi outra escolha difícil, sabe – disse pensativo – afinal tudo começou graças a ela – ele rolou os olhos e apoiou-se na mesa olhando pra Albus dar voltas pelo cômodo – eu a desfiz em pedaços e livrei-me dela. Mione sugeriu para volta-la ao tumulo de Dumbledore, onde deveria estar desde o começo, porém era muito arriscado... Não deixaria que outro bruxo caísse em tentação e fosse atrás dela, então me garanti a jogando no desfiladeiro.

_ Desfiladeiro? – repetiu Albus em pergunta.

_ O desfiladeiro que há na entrada de Hogwarts, na ponte que leva ao hall... Acho que lá sim ninguém precisa se preocupar em pegá-la, até porque o Sr. Olivaras me disse que depois que uma varinha é partida ao meio, seu núcleo e matéria é desfeito, o que a faz perder a essência, consequentemente a torna inútil.

_ Wooow, que loucura – conseguiu dizer Albus, ele estava impressionante com a história, ouvira tantas vezes de seu pai, mas nunca chegou tão fundo nisso.

_ É, realmente é... – sussurrou Harry recolhendo algumas anotações e ajeitando a armação do óculos para lê-las – Bom, preciso finalizar algumas fichas que Kingsley pediu para revisar... Sabe como é, muito crime a combater.

Albus entendeu na hora, parou de dar voltas pela sala e foi caminhando até a porta.

_ Certo então, Batman. Bom trabalho! – ele ainda realizou uma posição militar.

Harry deu uma gargalhada e bateu palmas.

_ Ah sim, diga a ninguém sobre esse assunto, nem mesmo seus amigos íntimos – Albus teve certeza que ele mencionava Scorpius – é assunto dos Potter e Weasley o paradeiro das Relíquias da Morte, apenas nós sabemos disso e apenas nós ficaremos sabendo disso, certo Filho-Menos-Amado?

Dessa vez que riu foi Albus.

_ Certo, papai.

E se retirou do escritório e tomou o corredor direto ao seu quarto. Por mais que estivesse mentindo a sei pai, sua consciência o deixava livre de remorsos, pois estaria fazendo aquilo por uma boa causa.

É, estamos perto do que imaginávamos, ele pensou ansioso.

Notas finais
_ É, estamos perto do que imaginávamos - ele pensou ansioso - espera só até Rose e Scorpius ficarem sabendo disso! nem acredito que elas estavam debaixo do meus nariz e eu não pude reparar isso - Albus bateu em sua testas várias vezes e balançou a cabeça meio tonto - bom... ahm... onde eu estava?... ah sim, claro, PETRIFICUS TOTALUS!... Viu, agora que você chegou aqui o feitiço não irá se desfazer até você comentar - ele deu uma risadinha e rolou os olhos pelo estupido trocadilho - hum, fica por isso, até mais!