Geneticamente Modificados
2 Capítulo 2
Notas iniciais
bem , talvez, muito provavelmente ele esta meio chato. Eu sei, mas só ter um pouquinho de paciencia que as coisas vão começar a acontecer de verdade :D
beijos, boa leitura
Ouviu o irmão suspirar de novo ao seu lado no carro. Revirou os olhos, ele era muito impaciente.
— Para onde mesmo que a gente vai ? – o ouviu perguntar.
- Já disse Naruto, vocês vão passar uns dias com seu padrinho e Tsunade. E lá eles te explicam o que vão e devem fazer. – a mãe respondeu, sentada no banco do carona.
- O que eu não entendo é por que eu tenho que ir pra sei lá aonde quando eu poderia estar aproveitando meu primeiro dia de férias.
- Bem, irmãozinho querido, SEU primeiro dia né, – a loira dizia enquanto passava a mão pelo cabelo, preso no rabo de cavalo — passou as ultimas semanas fazendo provas pras quais você não estudou, entregando trabalhos que pagou pra algum nerd fazer, e choramingando pra professores por pontos pra poder sair da recuperação, e eu desconfio que ainda tem dedo da tia Tsunade nisso ai.
- Ino, não fale assim do seu irmão, ele se esforçou. – o pai enquanto dirigia defendeu seu irmão cabeça oca.
- Ah, Minato querido, sabemos que o que ela disse é verdade – a mãe disse marota, e riram as duas no carro. E depois continuaram o trajeto normalmente, o rosto embirado do irmão logo voltou ao normal, e todos continuaram conversando sobre coisas banais ate que o carro caiu em silencio, ate que surgiu uma duvida.
- Papai, me tire uma duvida se vamos passar uns dias lá, porque simplesmente não viemos no carro de Naruto, só eu e ele, vocês não deveriam estar trabalhando ou fazendo qualquer outra coisa? – ao terminar viu o pai ficar tenso no banco a sua frente e a mãe dar uma risadinha nervosa antes de responder.
- O que tem de errado que nós queiramos passar mais um tempo com vocês, e ...e, bem essa é a casa de campo de Tsunade, fica meio isolada de tudo, vocês nunca vieram aqui antes, podiam se perder e,e ..- viu ela olhar para o marido, como se pedisse por ajuda, que logo veio.
- Isso mesmo, isso tudo que sua mãe falou e mais, o carro do Naruto podia estragar, ate chegar lá, vão ter umas estradas de terra, barrentas, provavelmente cheia de buracos, aquele carro é para o asfalto, e, e isso só. Por que, heim? Não querem mais passar tempo com a gente? É isso, eles estão crescendo e esquecendo dos pais.
- Ta pai, entendi, sem problemas – revirou os olhos enquanto colocava os fones de ouvido, eles estavam escondendo alguma coisa, isso era obvio, agora o que era que a deixava curiosa. Mas ela sabia que não ia demorar para descobrir.
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Sentada na sala de estar, ela esperava os primos chegarem. Seu pai não lhe deu muitos detalhes, só disse para arrumar as malas que Kankuro e Gaara passariam em casa para pega-la para passar uns dias com Tsunade. Gostava da loira que sempre esteve presente durante toda sua vida, que além de ser diretora do colégio que estudava, estava sempre em sua casa e reuniões de família já que era muito ligada a sua mãe e a tia. Outra coisa que não entendia, Tsunade era tão diferente das ‘gêmeas Haruno’, suspirou enquanto lembrava do apelido da mãe e da tia, famosas por seus caprichos como a obsessão por rosa, horas em spas e shoppings e blá, blá, amava a mãe sim, mas não podia deixar de assumir o quão fútil e mimada ela era, características que tinham sido herdadas pela filha mais velha, Karin, a ruiva conseguia infernizar a irmã de todos os jeitos possíveis, e era sempre protegida pela mãe.
Os pensamentos só pararam quando a empregada veio avisar que o carro havia chego. Levou as malas pra fora onde o primo mais velho a ajudou a colocar no porta-malas, o cumprimentou e olhou para porta, não havia ninguém para se despedir, não havia visto ninguém hoje, como sempre, o pai saiu cedo para a empresa, e a mãe assim que acordou chamou a irmã e provavelmente passaram o dia nas compras. Talvez elas nem soubessem que ela estava indo passar dias fora, e provavelmente nem se importariam. A suspirou e entrou no carro.
- Oi Gaara.
- Oi Sakura. – sorriu, o primo podia ser anti-social e tudo, como ela ate, mas ela gostava dele. Tinham uma boa ligação, não eram super amigos-irmãos já que as próprias personalidades não permitiam, mas conversavam. Sempre nas reuniões de família, meio que era deixada de lado, e ele gostava de se excluir, então acabavam fazendo companhia um ao outro. Além da prima Temari é claro, que sempre dava um jeito de achá-los e conversar com eles. Na verdade ela falava, falava muito. E ria das coisas que dizia, era divertida, e explosiva é claro, como toda Sabaku. Para uma pessoa que nem ela que não tinha assim, muitos amigos, podia considerar a prima loira sua melhor amiga, já que não a maltratava, e tentava a animar e por vezes até ajudar.
Mas a companhia do primo ruivo no banco do carona era diferente, e para ela muitas vezes melhor. Gostava do silencio que na maioria das vezes se instalava entre eles. Como o que se instalou no carro, durante o trajeto, do qual apenas o moreno parecia estar incomodado, já que ligou o som do carro, e às vezes pelo vidro retrovisor o via fazendo caretas.
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Viu Kushina e Minato se despedirem dos filhos com caras preocupadas e pode jurar que viu lagrimas nos olhos da ruiva, enquanto abraçava cada um e repetia regras e outras coisas que ela já tinha dito. Sorriu, pelo menos dois herdeiros escolhidos, tinham o apoio, compreensão e amor necessário. Tudo que ele sabia que os outros quatro que estavam pra chegar não tinham.
- Eles vão ficar bem não vão? – viu Minato se aproximar e falar mais baixo, para não ser ouvido pelos outros que estavam no fim da escada da entrada.
- Vão Minato, como eu disse, esses primeiros dias nós vamos só conversar com eles, fazer uns testes que julgarmos necessários, e se possível começar os treinamentos.
- Não gosto disso Jiraya, você sabe, por mim não deixaria eles aqui, chamaria a policia ou iria atrás daquele infeliz eu mesmo – ia falar algo enquanto o loiro dava uma pausa e suspirava – não precisa falar nada, eu sei, na verdade nós sabemos, Kushina também não esta confortável com isso, mas entendemos, e sabemos que é necessário. Desculpe te alugar assim, mas ..
- Eu entendo, não se preocupe. Você tem nosso telefone, manteremos contato com vocês, e como combinado serão avisados de tudo e de todos os passos que formos dar.
- Obrigado, bem melhor irmos não é, antes que ela coloque esses dois no carro de novo – disse mais alto, para que os outros ouvissem.
- Ou nos mate sufocados com esses abraços, caramba mãe, a gente ama e senhora, e sabemos que a senhora ama a gente, e sabemos nos cuidar, a gente não vai morrer nem nada – disse Naruto, que recebeu um olhar da mãe, que o fez ficar quieto.
- Ok, ok vamos indo... – depois viu Minato se despedir dos filhos e rumar para o carro, quase puxando a esposa que começou a falar e abraças as ‘crianças’ de novo. Riu. Assim que o carro saiu de vista, os dois pares de olhos azuis se voltaram pra ele.
- Pode começar Jiraya, eu sei que nós não estamos aqui simplesmente para passar uns dias com você e Tsunade.
- Eu sei que você sabe Ino querida – sorriu – mas bem, terá que esperar um pouco mais porque tem mais umas pessoas que devem estar chegando ai que também querem ouvir essas explicações. Por isso, entrem, tragam suas coisas e venham para sala.
Depois que os dois passaram por ele, viu outro carro passar pelos portões, nem se incomodou em virar para trás e dizer que não demoraria, porque sabia que essa despedida não iria demorar nenhum pouco. O carro parou em frente, dele desceu dois adolescentes, que pegaram suas malas e receberam um aceno do motorista, que foi devolvido igualmente pelo garoto e junto com um sorriso pela garota. Viu o olhar do moreno no volante ser direcionado a si, e de novo acenar, agora para ele, devolveu o comprimento. E logo depois o carro partiu.
— E ai Gaara, rosadinha – cumprimentou os dois a sua frente.
— Oi Jiraya, Tsunade já esta ai? – a garota perguntou.
— Está sim, mas lá em cima, terminando de resolver umas coisas, daqui a pouco ela desce para falar com vocês, e tem umas pessoas na sala esperando a gente também, vocês devem conhecê-los já que estudam na mesma escola, venham entrem. E deu passagem para eles e sorriu minimamente quando viu que o ruivo além de malas pretas provavelmente dele, carregava também algumas rosas da prima. Um cavalheiro, pensou.
O corpo ainda reclamava pela falta de descanso. Saindo do internato pensou que iriam direto como sempre as propriedades da família na Inglaterra, se surpreendeu então ver que as passagens que mandaram para eles não eram para o outro lado do país e sim para outro, os EUA, sem nenhuma explicação nem nada.
— Vai ver decidiram finalmente se livrar de nós, vai ter um assassino de aluguel no aeroporto esperando por nós vai no colocar num carro e nos levar para uma casa no meio do nada onde seremos torturados e por fim mortos. – o primo disse ironicamente, quando ela mostrou sua duvida. Riu apenas. Mas quando chegaram no aeroporto e lá estava um homem com uma mascara cobrindo quase todo rosto e uma placa nas mãos com o nome deles, ela olhou questionativa para o moreno ao seu lado e esse revirou os olhos, e ela sabia que mesmo com esse ato ele estava curioso, o conhecia bem de mais.
Bem, depois o cara disse que o nome dele era Kakashi e que foi mandado por Tsunade para pega-los. Ok, era por quem estavam lá, a loira sempre passava a maior parte das férias com eles e a família na Inglaterra, e pode-se dizer que era mais mãe dos dois do que as próprias progenitoras.
Agora a questão era porque estavam ali. E sabia que Sasuke também pensava nisso, já que ali no carro, a expressão dele era de concentração, de quando ele esta pensando. Provavelmente em possibilidades de estarmos ali, e é claro, um meio de derrubar o tal Kakashi se fosse preciso de um modo que eu não fosse envolvida nem atacada. Caso contrario não seria Sasuke Uchiha.
— Do que esta rindo Hinata? – questionou o sorriso da prima.
— Nada. Olhe estou vendo uma casa. É aquela ? – se dirigiu ao motorista.
— Sim. Como eu disse 45 min e chegaríamos a mansão Senju de campo.
— E Tsunade vai nos explicar porque viemos para cá certo? – perguntou só para ter certeza do que tinha ouvido antes.
— Sim, não se preocupe, Tsunade vai falar tudo que vocês precisam saber... – o grisalho respondeu, e com o estreitar de olhos de Sasuke, ela soube que ele também percebeu que tinha algo mais naquela historia.
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