Generation

55 Generation II - "Ele se foi!"


Notas iniciais
Andei sumida, eu sei. Mas, como já expliquei varias vezes nos outros capítulos. Estou cheia de problemas, passei um tempo viajando, e sem contar meu computador que deu defeito, por isso estava sem postar. Mas, agora voltei e espero que me perdoem. Aproveitem o Capitulo! LEIAM NOTAS FINAIS!

— Querido, você pode não me entender agora. — Diz se aproximando de mim e tocando minha perna. — Mas, já causamos problemas demais a familia da Angel. Primeiro foi seu pai e agora o Jonathan. — Suspira. — Talvez vocês não tenham nascido para ficarem juntos e insistindo nisso só vão se magoar e magoar as pessoas ao redor!

— Não, eu... Eu entendo! — Engulo em seco e passo a mão pela lágrima que escorre dos meus olhos. — Quando vamos?

— Amanhã pela manhã!

— Para onde?

— Nova York! — Olho-a sem expressão e assinto.

— Eu só... Só preciso me despedir dela. — Fungo me levantando. — Realmente não sei o que dizer. Ela não vai aceitar isso.

— Se for preciso... Minta! — Minha mãe diz me olhando tristemente. — Lembre-se que é pelo bem de tudo e todos.

POV ANGEL LOUIS

Sinto um aperto no coração e acordo assustada. Olho em volta do quarto escuro e silencioso. Não há nada para me fazer medo. Meus pensamentos voltam á algumas horas atrás e lembro-me da ultima coisa estranha que aconteceu. A mãe de Cameron parecia chateada quando o chamou, nem ao menos me cumprimentou, apenas o levou embora como se algum mal pudesse lhe ser feito.

— Angel? — Ouço uma voz chamar fracamente e logo após uma batida na porta.

— Entre. — Resmungo passando as mãos pelos cabelos e logo em seguida Sophie aparece na porta recém aberta. Sorrio.

— Oi. — Se aproxima. — Como se senti?

— Bem melhor.

— Que bom. — Sorri. — Tem alguém querendo te ver lá fora! — Aponta para janela. Franzo a testa, confusa e me levanto indo até a mesma, pelo vidro enxergo o garoto de cabelos morenos, encostado desajeitadamente no seu carro.

— Vou até lá. — Resmungo indo até o armário, pegando um casaco e vestindo-o. Sophie assente e eu saio do quarto, passando direto pela sala, abrindo a porta e dando de cara com ele. — Por que não entrou? — Pergunto enquanto caminho até ele.

— Preciso conversar á sós contigo. — Resmunga seriamente enquanto esconde as mãos nos bolsos da calça.

— Eu já vi essa cena antes! — Suspiro me lembrando da ultima vez que conversamos dessa mesma maneira. Ele molha os lábios, nervosamente e se desenosta do carro.

— Exatamente. — Ele suspira. — Só que dessa vez não irei mentir como da ultima vez.

— Cameron, se veio aqui para terminar... — Engulo em seco. — Não faz isso. Nada mais nos impede de ficarmos jun...

— Eu vou embora Angel! — Interrompe-me. Abro a boca, confusa.

— O que?

— Eu, minha mãe e Wendy vamos para outro País!

— Eu vou junto! — Grito sentindo meus olhos marejar.

— Não Angel!

— Cameron! — Uma lágrima escapa dos meus olhos. Ele retira a mão de dentro do bolso e leva até meu rosto, secando a lagrima. Nego com a cabeça e me jogo em seus braços. — Por favor! — Abraço seu corpo com toda força e ele retribui.

— O que diria aos seus pais? — Pergunta rouco.

— Não se preocupe com isso. Só... Só me deixe ir contigo! — Respondo erguendo a cabeça e olhando-o nos olhos. — Nem que eu tenha que fugir, mas não me deixa aqui. — Imploro vendo seus olhos marejarem.

— Angel, já chega de problemas...

— Eu te amo Cameron! — Interrompo-o. Ele me olha hipnotizado, uma lágrima escorre de seus olhos ao mesmo tempo em que sorri para mim. Suas mãos sobem para meu rosto e nossas bocas se aproximam em um beijo calmo e apaixonado.

— Iremos amanhã pela manhã! — Resmunga assim que descola nossas bocas. — Esteja na minha casa ás nove, ok?

— Ok. — Sorrio abertamente.

— Tem certeza de que é isso que quer? — Assinto. Ele sorri e me beija novamente. Eu tenho certeza, por que eu descobri que não importa para onde ele vá, eu apenas vou junto, seguindo-o até o fim.

POV CAMERON DALLAS

— Precisamos ir embora hoje á noite! — Digo jogando as chaves sobre a mesa de centro e me sentando no sofá ao lado da minha mãe que me olha, confusa. — Não consegui convencer Angel. Tive que mentir que a deixaria ir junto conosco.

— Por que fez isso? — Pergunta.

— Ela implorou, mãe! — Devolvo. — Sabe o quanto isso é dificil para mim?! — Bufo irritado.

— Tudo bem. — Suspira se levantando. — Não consegui acertar tudo para nossa partida, mas acho que podemos ficar num hotel essa noite. — Diz pegando o telefone e discando algo no mesmo.

— O que fará com essa casa?

— Vendê-la!

— Então realmente não há planos de volta. — Resmungo olhando-a tristemente.

— Filho, eu sei que é dificil para você deixar tudo aqui. Seus amigos, sua vida, sua rotina...

— Angel!

— Isso, a Angel. — Ela sorri tentando me tranquilizar. — Mas, você é jovem, logo conhecerá novas pessoas e quem sabe não se apaixone novamente.

— Nunca amarei ninguém como amo a Angel, mãe! — Sinto uma dor tomar meu peito e as lágrimas preencherem meus olhos.

— Nem sempre ficamos com nosso primeiro amor! — Resmunga alisando minhas costas, confortando-me.

***

— Terminou? — Minha mãe invande meu quarto enquanto jogo as ultimas peças de roupas dentro da mochila. Fecho o ziper da mesma e assinto, olhando-a. — Pode pegar a Wendy e colocá-la no carro para mim? Ela está dormindo. — Assinto.

Coloco minha mochila nas costas e passo por ela, saindo do quarto e indo em direção ao quarto da pequena que dorme tranquilamente na cama. Aproximo-me de seu corpo e pego-a cuidadosamente nos braços. Ela se mexe um pouco mais logo se acalma. Desço as escadas e sigo para garagem, abro a porta do quarto e coloco-a no banco de trás.

— Tudo ok então, Maria? — Observo minha mãe conversar com a empregada da casa. Até dela sentirei falta!

— Sim senhora! — A mulher sorri amigavelmente. — Espero que façam boa viagem e que se deem bem em Nova York!

— Obrigada! — Minha mãe diz abraçando-a.

— Maria! — Chamo-a me aproximando. — Pode entregar isso... — Tiro a mochila das costas e pego o papel de dentro da mesma, estendendo-lhe. — A garota que vier aqui pela manhã me procurar? — Ela pega o papel das minhas mãos.

— Claro. — Sorri e eu devolvo me aproximando e abraçando-a. — Diga-a que eu a amo acima de tudo! — Sussurro em seu ouvido. Ela assente e eu desfaço o abraço indo para o carro e adentrando o mesmo.

— Pronto? — Minha mãe adentra o mesmo logo depois. Dou de ombros segurando a vontade de chorar. Ela liga o motor e dá partida para fora da garagem. Observo a casa onde fui tão feliz, pela ultima vez e encosto minha cabeça na janela. Me perdoe, Angel!

POV ANGEL LOUIS

— O que está fazendo? — Assusto-me com a pergunta e olho para porta onde minha mãe me observa socar roupas e mais roupas dentro de uma mochila.

— Não vai pôde me impedir! — Resmungo.

— Explique-se!

— Vou embora com o Cameron! — Digo já esperando seus gritos, mas pelo ao contrário. Ela se aproxima de mim e me ajuda a fechar a mochila. Olho-a confusa e ela sorri para mim.

— Eu não irei te impedir. — Diz. — Quando tinha sua idade, enfrentei meus pais para ficar com seu pai e sei que nada que eu disser te fará ficar. — Se aproxima me envolvendo em um abraço. — Acho que já houve gente demais atrapalhando vocês.

— Mãe...

— Vá! — Ela desfaz o abraço e me olha nos olhos. — E se caso um dia se arrepender, eu estarei aqui de braços abertos para lhe reeceber de volta. Vá e seja feliz, querida!

— Obrigada mãe! — Abraço-a fortemente.

— Quando irá?

— Amanhã pela manhã.

— Seu pai não poderá ver. — Diz se afastando e vejo uma lagrima escorrer de seus olhos. — Eu sei que ele me matará depois, mas não cometerei o mesmo erro que meus pais. — Sorri fracamente. — Acorde amanhã, ás cinco e te levarei lá.

— Cameron me pediu para está lá pelas nove.

— Precisamos sair cedo, ou seu pai te impedirá! — Ela diz e assinto me aproximando dela e abraçando-a novamente.

***

O celular desperta e eu acordo assustada. Pego o mesmo sobre a cômoda e desligo-o. Levanto-me rapidamente e sinto o choque dos meus pés quentes tocarem o azulejo gélido. Corro para o banheiro e tomo um banho rápido. Visto a roupa que separei, um short estampado e uma blusa preta. Calço um par de allstar pretos e faço um rabo de cavalo no cabelo. Pego meu celular e minha mochila e saio do quarto.

— Sophie? — Assusto-me quando vejo-a na sala sentada juntamente com minha mãe.

— Achou que iria embora sem se despedir? — Resmunga. — Ouvi vocês conversando ontem á noite. — Pisca para mim.

— Vamos antes que Castiel acorde e não me veja na cama. — Minha mãe diz se levantando e me estendendo uma sacola.

— O que?

— Lanches e água! — Responde. Sorrio e pego a sacola de suas mãos.

— Vamos! — Sophie se levanta.

— Você também irá? — Pergunto.

— Quero me despedir do Cameron também. — Dá de ombros. Assinto sorrindo e todas saimos de casa em silencio. Adentramos o veiculo sem muito barulho e minha mãe dá partida no mesmo, saindo da garagem. Olho para minha casa, despedindo-me.

— Melhor mandar uma mensagem para o Cameron avisando que está indo. — Minha mãe resmunga despertando-me.

— Certo! — Pego meu celular de dentro da bolsa e digito uma mensagem.

" Estou indo para ai. Desculpa ser tão cedo, mas foi o jeito de meu pai não me barrar."

P.S. Te amo — A.

***

Minha mãe estaciona o carro em frente a casa do Cameron e eu vejo a placa com o nome Vende-se. Parece que nossa partida não terá mesmo volta. Suspiro e saio do carro, minha mãe e Sophie fazem o mesmo. Caminho até a porta e elas me acompanham. Toco a campanhia e espero alguns segundos.

— Podem ir embora se quiserem! — Resmungo para as mulheres que me olham, tristemente. Minha mãe se aproxima de mim e me abraça fortemente, sinto as lágrimas tomar meus olhos.

— Entre em contato. — Pede. — Eu te amo! — Resmunga se afastando, vejo-a chorar.

— Vou sentir sua falta! — Sophie me abraça também chorando.

— Eu também! — Sophie se afasta e abraça minha mãe de lado. Toco mais uma vez a campanhia e em alguns segundos a moça de cabelos grisalhos e olhos verdes surge na porta, com cara sonolenta. — Olá, lembra de mim? — Pergunto sorrindo.

— Claro. — Sorri de volta. — Só um minuto! — Pede adentrando a casa, olho para minha mãe e ela faz uma cara confusa. A mulher volta com um papel nas mãos. — Você é a garota que o Cameron mandou entregar isso. — Estende-me o papel.

— Como assim? — Pego o papel. — Aonde ele está? — Pergunto confusa. Um mal pressentimento me apunha-la. Ela me puxa para um abraço que não retribuo assustada. — Ele mandou dizer que te ama acima de tudo! — Sussurra em meu ouvido.

— O-o que? — Afasto-me sentindo meus olhos marejarem. Olho por todo o envelope em minhas mãos e vejo as palavras escritas encima do mesmo.

"ME PERDOA!"

P.S. EU TE AMO PARA SEMPRE. ADEUS — C.

— Angel? O que ho... — Não escuto mais nada. Apenas caio de joelhos no chão enquanto seguro o papel proximo ao peito.

Ele se foi. Ele se foi sem mim. Ele se foi para sempre!

Notas finais
Look Angel - http://www.polyvore.com/cgi/set?id=221638364 Chegamos ao ultimo capitulo de Generation II, mas não se preocupem. Acalmem seus coracõeszinhos. Por que a terceira temporada vem, que vem fervendo! Preparados? Hahahaha