Generation

6 Diríamos que eles sabem omo irritar alguém.


Notas iniciais
Olá pessoas! Obrigada a quem comentou no capítulo anterior, amo vocês :3 Bem, aqui estou eu com mais um capítulo(Ah, não diga) Vamos lá?

POV Percy

Estávamos claramente nervosos, Nico e Thalia já tinham saído há duas horas, já deveriam ter voltado. Um telefone tocou, era o de Perséfone. Ela atendeu.

– O que foi Helen? — Ele perguntou. A mulher do outro lado da linha disse alguma coisa. — O quê? Como assim? — Perséfone se levantou num pulo. — Não está tudo bem, é melhor vocês encontrarem-os logo! — Perséfone gritou. — Não perca mais nenhum segundo.

Ela desligou o telefone e colocou uma das mãos na testa. Ela olhou para mim e Annabeth.

– Gabe pegou eles. — Ela disse. Annabeth soltou um gritinho.

– Com assim? — Perguntei.

– Não sei direito, parece que os dois se distanciaram dos agentes e Gabe pegou eles.

– Mas... Thalia e Nico estão bem... não é? — Annabeth perguntou nervosa. Perséfone olhou para ela.

– Gabe apenas nocauteou os dois. — Ela disse. — Acham que ele quer entregar os dois em troca de você, Percy.

– Então eu tenho que ir. — Eu disse me levantando. — Meus amigos estão em perigo, minha família.

– Não. Você não vai. — Perséfone disse. — Estamos lidando com isso, eles estão seguindo Gabe. Provavelmente eles saírão machucados, mas nada grave. Não temos nenhuma garantia de que ele não irá matá-los mesmo se tiver você.

– Nós podemos ajudar em alguma coisa? — Annabeth perguntou.

– Talvez. — Perséfone disse. — Acho que é melhor drenar a preocupação de vocês com trabalhos. Vou ligar para David, um de meus agentes, ele vai dizê-los como ajudar.

Ela saiu já com o telefone na mão e desceu as escadas.

Annabeth soluçou. Olhei para ela, estava segurando as lágrimas. Queria confortá-la, mas como fazer isso se nem eu mesmo sei se vai ficar tudo bem? Passei meu braço pelo ombro dela e fiz carinho em sua cabeça, acho que nesse momento era a melhor coisa a fazer.

Um pouco depois um homem chegou.

– Perséfone disse que era para vocês dois me ajudarem. — David disse. — Algum de vocês sabe mexer muito bem em computadores... não sei explicar direito.

– O que você precisa? — Annabeth perguntou com determinação.

– Que alguém entre nos dados do computador de Gabe. — David disse. — Podemos descobrir alguma coisa.

– Você quer que eu faça isso em quanto tempo? — Annabeth perguntou. David olhou surpreso para ela.

– O mais rápido que você puder. — Ele disse entregando um notebook para ela. Ela começou a mexer nele rapidamente.

David me pediu para dizer como Gabe era. Eu tentava dizer todos os detalhes que me lembrava enquanto ele desenhava. Vinte minutos depois tínhamos um desenho perfeito dele.

– Terminei. — Annabeth disse suspirando. — Não descobri nada além do que a polícia já sabia.

– Que pena. — David disse. — Mas mesmo assim, bom trabalho, onde aprendeu isso?

– Aprendi sozinha. — Annabeth disse.

– Que talento. — David disse. — Acha que consegue rastrear o telefone dele?

– Talvez. — Annabeth respondeu. — Nunca tentei fazer isso.

POV Nico

Acordei com dor de cabeça. Onde eu estou? Me lembro que fiz uma corrida com Thalia... eu ganhei ela. Eu estava comemorando, um homem pegou Thalia e nocauteou ela. Thalia! Me sentei rapidamente e minha cabeça começou a doer. Verdade, algo me atingiu quando fui soltar Thalia. Olhei em volta, eu estou em um quarto escuro, mas que dá para ver mais ou menos. Tem alguma coisa em um dos cantos... não; Tem alguém em um dos cantos. Pelo tamanho provavelmente é Thalia.

Tento ir até ela, mas acabei de perceber que meus pés estão amarrados, assim como minhas mãos. Engatinho até onde Thalia está. Ela também está amarrada e está desmaiada, mas parece razoavelmente bem.

Me encostei na parede do seu lado. Por quanto ficaríamos ali? E por quanto tempo será que Thalia ficaria desacordada? Estou preocupado com ela, coloquei as mãos em sua bochecha e tentei acariciá-las, mas não deu certo por causa das cordas.

Alguém abriu a porta, é aquele homem que tinha segurado Thalia.

– Até que enfim acordou. — Ele disse com um sorriso nojento. — Você pode me dizer onde está seu amiguinho?

– Que amiguinho? — Perguntei. Vamos ver se ele caí no meu fingimento barato.

– Ah, você sabe de quem estamos falando. — Ele disse sem vacilar o sorriso. — Um garoto meio baixinho, de cabelos negros e olhos verdes.

– Nunca vi. — Eu disse fingindo estar pensando.

– O nome dele é Percy Jackson, isso te lembra alguma coisa? — O cara perguntou chegando mais perto de mim.

– Não. — Respondi. — Mas, te juro que se eu topar com esse cara eu te aviso.

– Ah, vamos lá. — Ele disse revirando os olhos. — Nós dois sabemos que você é amigo dele.

– Estou te falando que nunca vi essa pessoa na minha vida. — Eu disse. Ele fez uma careta.

– Vamos ver se eu te ajudo a refrescar a memória. — Ele disse e me deu um soco na bochecha. — Isso te lembra alguma coisa?

– Continuo sem saber de quem está falando. — Eu disse. — Só que agora estou com a bochecha dolorida.

– Ainda não se lembrou? — Ele perguntou e chutou minha barriga, me fazendo fazer um barulho muito tosco. — Se lembrou.

– Não. — Eu disse. Cara, estou com vontade de vomitar.

– Acho que machucar você não adianta. — Ele disse dando um suspiro. Ótimo, finalmente desistiu. — Vamos ver se sua memória volta se eu machucar sua amiguinha.

Dito isso ele chutou Thalia.

– Thalia! — Eu gritei. Ele deu um sorriso.

– Então esse é o nome dela? — Ele perguntou.

– Não idiota, eu estou gritando o nome da sua mãe, não está vendo? — Eu disse e ele me deu um soco na boca.

– Não seja insolente garoto. — Ele disse com o rosto bem perto do meu. Que bafo!

– Acho que você está precisando escovar os dentes. — Eu disse e bati minha cabeça com toda a força que pude na cara dele. O nariz do homem começou a sangrar e eu sorri. Ele deu mais um chute em Thalia.

– Eu estava pensando em deixar vocês dois saírem. — O homem disse. — Mas por causa disso vou ter que matar vocês dois depois que achar Percy.

E então ele saiu. Eu fiquei olhando para o nada, com a bochecha e a barriga doendo. Thalia resmungou alguma coisa e olhei para ela.

– Nico, onde estamos? — Ela perguntou olhando grogue para mim.

– Não sei. — Eu disse. — Aquele homem capturou nós dois.

– Minhas costas estão doendo. — Ela reclamou quando tentou se sentar. — E você está sangrando Nico.

– Ele acabou de entrar aqui. — Eu disse. — Ele me deu dois socos e um chute, e chutou você.

– Há quanto tempo estamos aqui? — Ela perguntou. Eu dei de ombros.

– Não sei. — Disse. Ela ofegou. — Está tudo bem?

– Estou um pouco tonta. — Ela disse. — Mas, tirando isso está tudo bem.

– Eu estou com fome. — Eu disse fazendo careta.

– Consegue chegar até o bolso da blusa que estou usando? — Ela perguntou. Eu concordei. — Tem algumas balinhas nele.

– Só você para ter balas no bolso da blusa, quando nem mesmo gosta de balas. — Eu disse. Ela riu.

– Se eu for sair com você, preciso sempre se balinhas. — Ela disse e eu ri, tentando chegar até o bolso dela. Consegui pegar uma e tirei ela do pacote.

– Thalia como eu te amo por ter trazido balinhas! — Eu colocando a segunda bala na boca. Ela deu risada.

– Vocês estão fazendo muito barulho ai! — O homem disse com uma careta horrível enquanto entrava no quarto. — O que você está comendo?

– Balinhas. — Eu disse colocando outra na minha boca. — Quer uma?

Thalia segurou a risada. O homem me olhou feio.

– Onde você arrumou balinhas? — Ele perguntou.

– Sabe uma coisa chamada loja? — Perguntei. — Então, eu fui lá e comprei.

Ganhei um soco que fez uma das balinhas voarem da minha boca. Eu olhei para ele.

– Olha o que você fez, uma das balas caiu da minha boca! — Eu disse fazendo bico. Thalia gargalhou.

O homem olhou para ela como se só agora tivesse percebido que ela estava ali.

– Eu deveria ter pego a loirinha. — Ele disse suspirando. — Ela não parece ser tão irritante.

– Tem certeza que não quer uma balinha? — Eu perguntei enquanto tirava o papel de outra. — Elas são bem gostosas, e podem tirar seu bafo, ele está me dando náuseas.

Outro soco. Estou começando a me irritar.

– Acho que isso foi um não. — Eu resmunguei. O homem se virou para Thalia.

– Seu amiguinho ali parece estar com a memória ruim, vamos ver se você me ajuda. — Ele disse. — Onde está Percy Jackson?

– Eu não sei de quem você está falando. — Thalia disse. O homem deu um tapa no rosto dela. Eu aproveitei que ele estava de costas para mim e dei uma coisa parecida com um chute no traseiro dele, fazendo-o cair de cara na parede.

– Não bata nela seu covarde. — Eu disse olhando mortalmente para ele.

Ele limpou o nariz que começou a sangrar, de novo, e olhou para mim.

– Seu idiota! — Ele gritou me chutando. — Olhe o que você fez!

Thalia deu uma rasteira nele bem na hora que ele ia me dar outro chute. Ele caiu de novo e bateu a cabeça, dessa vez desmaiando.

– Nico, tente pegar a faca que está no bolso dele! — Thalia disse. Eu me arrastei até onde a faca estava e puxei ela de uma vez, cortando o cara sem querer.

Cortei as cordas que prendiam meu pé e fui até Thalia para soltar suas mãos. Ela pegou a faca e cortou as cordas de seus pés e das minhas mãos.

Nós dois saímos do lugar depois de amarrar o homem que estava desacordado. Descobrimos que estávamos em uma pequena casa que não ficava muito lonje da praça onde fomos capturados. No meio do caminho, Thalia disse que não conseguia mais, suas costas estavam doendo muito, então eu carreguei ela. Demoramos uns vinte minutos para chegar no hotel, onde o recepcionista ajudou a carregar Thalia até nosso quarto.

Quando chegamos, Annabeth, Percy e um homem estavam olhando para um celular preocupados. Quando perceberam que estávamos na porta, Annabeth e Percy correram para nós abraçar.

– Eu estava tão preocupada! — Annabeth disse pulando no meu pescoço. Eu ri e abracei ela.

– Calma Loira, estamos bem. — Eu disse fazendo cafuné nela. Percy colocou Thalia na cama.

– O que aconteceu? — Ele perguntou.

Nós explicamos para eles. O homem que estava com eles, que descobrimos se chamar David, ligou para Perséfone avisando que nós tínhamos chegado no hotel e onde tínhamos deixado Gabe. Depois de alguns minutos, Perséfone chegou e me abraçou.

– Pelos Deuses Nico, você quer me matar do coração? — Ela perguntou. — Nunca mais faça isso!

– Como se eu quisesse ser raptado por um maníaco! — Eu disse irônico retribuindo o abraço.

– O que ele fez para vocês? — Ela perguntou se desvencilhando do abraço.

– Ele me deu alguns chutes e socos e chutou Thalia. — Eu disse.

– Vou chamar um médico para ver vocês. — Perséfone disse pegando o celular.

Notas finais
Hoho o que acharam do Nico irritando o Gabe? Por favor, deixem reviews! E se gostarem favoritem! E se amarem recomendem(já to pedindo demais né?)! Vou indo, Até amanhã :3 ~Kisss