Generation
4 Começando a ganhar dinheiro
Notas iniciais
POV Nico
– Tive uma ideia! — Thalia disse de repente logo de manhã. Eu estava tirando uma das balinhas que ganhávamos(até Percy ganhou balinha) e ela me assustou, fazendo com que a bala caísse.
– Precisa me assustar assim, logo de manhã? — Perguntei malmorado enquanto me abaixava para pegar a bala. Annabeth riu.
– Eu estava pensando que seria um pouco perigoso deixar Annabeth ir sozinha em um lugar. — Thalia disse. — Então, porque ela não conta histórias enquanto Percy interpreta os personagens?
– De qualquer jeito eu vou continuar fazendo mimica, mas vou ter personagens nela. — Percy disse indiferente. — É uma boa ideia. Annabeth pode me mostrar suas histórias?
– A maior parte não está terminada. — Ela disse entregando um caderno para Percy. — Thalia, essa é uma boa ideia.
– E eu vou ganhar mais balinhas! — Eu disse sorrindo enquanto colocava outra bala em minha boca. Os outros riram.
– Queria saber qual é a sua história com balinhas. — Percy disse. — Você tem uma pequena queda por elas não é?
– Adoro balinhas, desde... sempre eu acho. — Eu disse. — Elas tem um gosto bom!
– Acho que você é o único aqui que gosta delas. — Thalia disse. — É melhor que você coma bastante, seria um desperdício jogar fora.
– Que horas vocês querem sair? — Annabeth perguntou. Thalia deu de ombros e olhou para mim.
– Porque sou sempre eu quem decido isso? — Perguntei pegando outra bala. Elas me viciam.
– Porque você é o que está na rua a mais tempo. — Thalia disse. — Você é como se fosse o fundador disso aqui.
– Sei lá, geralmente nós saimos as oito, mas até Annabeth e Percy terminarem de se organizar... — Eu disse. — Provavelmente sairemos daqui as nove.
– Ótimo, tenho tempo de terminar a música que eu estava compondo. — Thalia disse. Me sentei do lado dela e olhei a letra que ela estava escrevendo. Peguei meu caderno e procurei por uma melodia. Enquanto Thalia escreve o final da música, eu estou fundindo ela a uma melodia desde o comecinho. Demoramos dez minutos para fazer isso, nosso melhor tempo até agora.
– Estamos ficando melhor nisso. — Eu disse me deitando na cama. — Onde está seu mp3?
– Você estava usando ele da última vez que vi. — Ela disse e olhou para a pequena janela que tinha no quarto. — Está ventando. Nico me empresta uma blusa de frio?
– Procura uma na minha mochila. — Eu disse indiferente enquanto enfiava a mão debaixo do travesseiro a procura do mp3. Finalmente encontrei ele. Coloquei no modo aleatório e me deixei levar pela música. Thalia estava fazendo uma bagunça enquanto procurava uma blusa na minha mochila mais não me importei e fiquei olhando para o nada.
Vamos fazer um resumo da minha vida até agora: A aproximadamente uma semana eu fugi de casa. Me encontrei com Thalia e resolvemos trabalhar juntos para conseguir dinheiro. Um dia Percy aparece pedindo para ficar com nós dois, e acabamos aceitando já que ele traz mais dinheiro e balinhas. Enquanto estávamos voltando no outro dia, encontramos uma garota ensopada e chorando. Descobrimos que ela não aguentava andar e acabamos trazendo-a conosco e convidando-a para participar disso que nem mesmo tem um nome. O que será que nós somos? Uma gangue? não isso é para bandido. Um grupo? Que coisa tosca.
Sinceramente se alguém me dissesse a duas semanas atrás que eu fugiria de casa e viveria com mais três adolescentes sem um teto eu diria que essa pessoa está completamente louca. Mas confesso que é legal ter pessoas ao meu redor que me ajudam. E tinha Thalia também, ela é bem legal, e é a primeira pessoa que conhei que realmente me entende.
– Nico! — Thalia me sacudiu. Nem percebi que ela estava perto de mim.
– Que delicadeza. — Eu resmunguei tirando um dos fones de ouvido. — O que foi?
– Ainda temos tempo, vamos dar uma passeada por ai? — Ela perguntou. Eu sorri.
– Claro. — Disse tirando o fone do ouvido e pausando a música.
– Nós dois vamos andar por ai, está bem? — Thalia disse para Annabeth e Percy, que assentiram. Nós dois descemos as escadas e saímos.
– Já fazem alguns dias que nós não damos um passeio assim! — Thalia disse animada. — Isso me faz sentir livre.
– É como se pudéssemos fazer tudo que queremos. — Eu disse concordando com ela. — Hey, quanto temos para gastar?
– Acho que cinco reais cada um. — Thalia disse dando de ombros.
– Vamos procurar uma loja de bugigangas? — Perguntei. Thalia olhou confusa para mim.
– Para quê? — Ela perguntou.
– O que se faz com dinheiro em uma loja de bugigangas? — Perguntei. Thalia riu. — Nem pense em responder essa pergunta.
Nós dois andamos por poucos minutos até encontrarmos uma lojinha de bugigangas. Eu fui direto para um pequeno lugar onde tinham chaveiros pendurados. Olhei o preço... dois reais cada um. Ótimo, iria me sobrar dinheiro ainda. Escolhi um preto simples com uma caveira branca e um com caveiras e corações vermelhos para Thalia. Fui até o caixa e paguei, enquanto Thalia estava hipnotizada por uns anéis de esqueleto que ela tinha gostado. No fim, ela gastou três dos cindo reais dela com um anel de três dedos, e eu entreguei o chaveiro a ela.
– Que lindo Nico! — Ela disse pegando o chaveiro. — Esse vai combinar om aquele outro do Guns N' Roses que você me deu da última vez.
– Foi por isso que escolhi esse. — Eu disse sorrindo. — Viu o meu?
Ergui o chaveiro para ela ver. Ela riu.
– Ele parece que foi feito para você. — Ela disse.
– Não é? — Eu disse sorrindo.
Nós dois voltamos para o hotel. Annabeth e Percy já estavam prontos. Eu e Thalia colocamos nossos chaveiros nas mochilas e saímos juntos com os dois. Resolvemos que nosso ponto de encontro seria uma lanchonete que tinha ali perto.
POV Annabeth
Eu estava bem animada. Percy tinha me ajudado a terminar algumas histórias e nós dois tínhamos ensaiado o que iriamos fazer. Fomos até um parque infantil onde tinham muitas crianças com suas mães. Ótimo, isso é melhor. Eu me sentei no chão e coloquei a caixa em minha frente enquanto Percy anunciava. "Uma história pelo preço que puder pagar" dizia ele, "Por favor escutem a história, se gostarem aceitamos qualquer oferta de dinheiro".
Aos poucos, crianças faziam suas mães se aproximarem. Comecei a contar a história, que já sabia de cor, e Percy ia fazendo os efeitos como os personagens. Quando terminamos a primeira história, tínhamos um bom dinheiro e algumas balinhas(Nico iria ficar feliz com isso).
Nós passamos o dia contando histórias para as crianças daquele parque. Quando a hora de se encontrar com Thalia e Nico tinha se aproximado, nós dois paramos. Algumas crianças ficaram desapontadas, e suas mãe estavam felizes por termos capturado a atenção de seus filhos por tanto tempo.
Percy arrumou as coisas enquanto eu contava o dinheiro. Só nosso, tínhamos dinheiro o bastante para duas noites em hotéis baratos e janta para nós quatro por hoje. Nós dois começamos a andar em direção á lanchonete.
– Isso foi bem divertido. — Percy disse sorrindo. — Você viu os rostinhos daquelas crianças?
– Eu queria poder ser inocente como elas. — Eu disse num suspiro. Percy olhou solidário para mim.
– Acredite, eu vi coisas que nem mesmo um adulto teria que ver. — Ele disse triste.
– Acredito em você. — Eu disse. — E eu passei por coisas que ninguém deveria passar.
– Sinceramente, acho que temos algo preparado para nós no futuro. — Percy disse olhando para as estrelas. — Acredito nisso.
– Talvez você tenha razão. — Eu disse sorrindo. — Talvez seja só questão de tempo.
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