O mês de agosto já estava quase no fim eu estava sentado na varanda de minha casa, pensando no meu passado e nas coisas que eu já tinha feito e tinha passado muitas delas eu gostaria de ter esquecido. O sol da tarde batia em meu rosto deixando meus olhos castanhos claros com uma cor avermelhado, a brisa da tarde soprava devagar balançando as folhas das árvores fazendo um som suave, que faz a gente se sentir calmo.

Então ao longe vi a figura de uma mulher caminhando em direção a minha casa, seus cabelos longos e negros como a noite também balançavam com a suave brisa, um olhar fascinante e misterioso na mesma hora eu percebi quem era.

Uma pessoa do meu passado, uma pessoa que eu queria realmente esquecer, que não me trazia boas lembranças sabia que a presença dela naquele lugar significava uma coisa problema e confusão, à medida que ela se aproximava as lembranças se tornavam mais fortes.

O andar dela era lento, mas ao longe eu percebi que ela tinha em suas mãos um pequeno pergaminho, o tipo de papel parecia ser um pergaminho real, dos altos nobres de sua terra não demorou muito e ela já estava quase em meu quintal.

Quando ela chegou perto de mim eu tive a certeza que o pergaminho era um pergaminho real, por causa do selo vermelho e o símbolo de leão vitorioso sobre sua presa, ela chegou bem perto olhou fundo em meus olhos, com aquele olhar que penetra fundo em sua alma por alguns instante ficamos apenas nos encarando então ela me disse:

-Já faz tempo em Miguel?

-Sim. Muito.

-Você ainda continua o mesmo não mudou nada.

-É pelo jeito você também não mudou nada, ainda continua sendo problema ,do mesmo jeito. O que é esse pergaminho?

-você em sempre direto ao assunto .Esse pergaminho è um pedido de ajuda do lorde Silas.

-Não quero nem saber, Não me envolvo mais nos assuntos da nobreza .

-Você deveria pelo menos ler ele .

-Não! Já disse que esses assuntos não me interessam

-Vocês eram tão amigos , e você não vai nem dar o trabalho de ler?

Sem dar mas nenhuma palavra ela se retirou da minha frente deixando pra traz apenas o pergaminho e foi andando lentamente do mesmo jeito que avia chegado.

O pergaminho em minha mão me fazia pensar o que Silas queria comigo, já fazia tempo que não nos falávamos .Então resolvi abri-lo e lê-lo.

“Preciso da sua ajuda, estamos sendo atacados por todos o flancos, nossas tropas já não estão resistindo mais só você pode comandar nossa legião a vitória, a cada palavra que eu te escrevo as tropas inimigas avançam sobre nos.

Já perdemos a primeira linha de frente, nossos generais não conseguem parar o avanço inimigo, o poder de combate inimigo aumenta cada dia mias, só você com o seu conhecimento em batalha pode nos ajudar.”

O passado remoeu o meu pensamento, lembrei-me das inúmeras batalhas que lutei em nome do pai de Silas o rei Agenor .

Dos vários companheiros que tombarão diante as lanças e os arcos inimigos , quando a guerra acabou fomos todos traídos pelo rei minha tropa foi caçada e perseguida como traidores.

Fui o único que sobrou , um general sem tropa ,todos os mercenários que o rei enviou pra me matar não tiveram sorte em sua missão.

Já faz três anos que o rei Agenor morreu e seu filho Silas subiu ao trono desde então os inimigos do passado tentam , tomar seu trono .Silas é um homem bom mas prometi pra mim mesmo que nunca mais iria defender nenhum reino, e jamais me curvaria de novo pra nenhum rei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.