Gemialidades Weasley

15 "Experiências" Quatro.


Notas iniciais
Mais uma vez o prazo de três dias virou de quatro ): Me desculpem. Vou tentar dar uma adiantada na fic nesse final de semana para evitar que isso aconteça. Bem, espero que gostem desse cap.

Quando acordei na manhã de domingo, encontrava-me num completo conflito interior. De todos do dormitório eu era o único acordado, quando os outros despertavam, fingia que estava dormindo para não ter que conversar com eles. Já estava numa confusão mental sozinho.

Na noite passada meu irmão havia me sussurrado algo, mas não entendi o que ele queria dizer. Fred e eu costumávamos a conversar por olhares, e agora, eu simplesmente não conseguia entender seus sussurros? Isso significava que havíamos perdido nossa sintonia. Não, não, não podia ser.

Olhei para o lado entre as cortinas vermelhas e vi Fred dormindo calmamente. Não, ainda tínhamos nossa sintonia. Sabia disso apenas ao encará-lo, mesmo que ele estivesse dormindo.

Talvez o desentendimento da noite anterior fora apenas um acontecimento isolado, nada com o que eu precisasse me preocupar.

No entanto, uma coisa era eminente, minha relação com Fred não era mais a mesma. Não que isso fosse algo ruim, apenas estávamos mais... intensos. Eu queria meu irmão de um jeito diferente e pelo o que parecia ele não se opunha a essa vontade minha, parecia até querer também.

Quando Fred acordou e murmurou “Você parece um idiota assim, olhando para o teto” minha confusão mental pareceu sumir como fumaça.

- Seu ruivo idiota.

- Você é tão moreno, Jorge.

- Pateta.

- Idiota.

- Eu estou com fome – Falei interrompendo essa discussão idiota. Fred riu e concordou com um aceno de cabeça.

- Põe suas vestes e levanta essa bunda do colchão, então.

Foi isso o que fiz. Levantei-me da cama e coloquei as vestes da grifinória rapidamente. Meu irmão ainda passava as mãos pelo cabelo quando desci para o salão comunal. Ao chegar no andar inferior avistei meu outro irmão, Rony, que parecia esperar por mim.

- Você e o Fred sempre demoram tanto assim para acordar? – Perguntou meio sem jeito. Sorri.

- Não que isso seja da sua conta, mas... às vezes sim.

- Cadê o... ah, aí está ele – Nesse momento meu gêmeo descia em nossa direção. – Eu... vou passar o dia com vocês... eu acho.

- Por que? – Perguntou Fred. – E o nosso campeão? Quero dizer... Harry?

- Er, eu... nós brigamos – Rony disse com as orelhas vermelhas.

- Você é um bobalhão, Ron.

Assim seguiu parte do nosso dia. Fred, Lino, eu e... Rony nos nossos calcanhares. Não estava entendendo o porquê da briga deles, afinal, sempre foram amigos e agora estavam brigados depois de um grande triunfo grifinório? No entanto, para aquilo que chamava de irmão, fazia o maior sentido do mundo.

O clima entre as casas estava no mínimo estranho. Talvez pela escolha do Cálice, elegendo Harry como campeão. Até os Lufos estavam nos evitando! Algo me dizia que era por causa daquele Cedrigo-babaca-Diggory.

Ao final do dia eu não agüentava mais ver a cara de Rony, mas algo me dizia que eu teria que aturá-lo por mais algum tempo. Senti-me culpado por um momento. Talvez deveria ser mais gentil com ele, afinal, era meu irmão também (mesmo que Fred e eu vínhamos tentando esconder isso, mas seu cabelo fogo nos denunciava).

Pela noite éramos novamente Fred e eu, mas cheios de tarefas atrasadas. Como não queríamos pegar uma detenção e nosso pedido de Bombas de Bosta deveria chegar no máximo amanhã, passamos a noite fazendo-os. Era tarde quando subimos para o dormitório. Não demorei muito para adormecer.

Como previ, na manhã de segunda os pedidos de Bombas de Bosta chegaram pelo correio matinal. Olhei animado para Fred quando as recebi, ele retribuiu o olhar animado também. Acho que queria falar alguma coisa, mas sua boca cheia de torradas o impediu.

- Quando vamos soltá-las? – Perguntou baixinho enquanto saíamos pelo quadro da Mulher Gorda.

- Em algum intervalo de aula, acho que causaria mais confusão.

- Isso mesmo, maninho.

No intervalo entre uma aula de História da Magia e Feitiços, soltamos uma das Bombas no segundo andar. Muitos sonserinos passavam por ali, o que deixou a brincadeira muito mais interessante.

- O que você acha de um doce que aparente uma doença para nossas gemialidades, Jorge? – Perguntou enquanto observava a confusão no segundo andar.

- Uma ótima idéia, Fred.

- Sabe uma outra ótima idéia? – Perguntou com as sobrancelhas levantadas.

- Soltar uma dessas Bombas em frente a sala do Filch?

- Você leu meus pensamentos – Sorriu.

No final das aulas do dia subimos até as masmorras, onde ficava a sala do nosso querido zelador. Escondemo-nos estrategicamente atrás de uma gárgula e lançamos a Bomba. Abriria mão de mil galeões para rever a cara e a reação de Filch ao ver a sujeira que causamos ali. Fred e eu reprimíamos gargalhadas histéricas enquanto víamos o desespero do zelador ao limpar aquilo, mas tivemos que correr bastante ainda em meio de risadas quando Madame Nor-r-ra veio em nossa direção.

Ao chegarmos no salão comunal da grifinória rimos tudo o que não pudemos há minutos.

- Onde vocês estavam? – Perguntou Lino se aproximando, logo Rony estava atrás dele.

- É, eu também não vi vocês...

- Sai do pé, Ron – Fred riu e então começou a contar o que havíamos feito. Lino ria e batia palmas, nosso irmão também, mas parecia que algo o impedia de rir por completo.

- Vocês deviam ter me chamado! – Protestou Jordan.

- Acabamos esquecendo – Desculpei-me. Sorri de lado e sussurrei: — Nós temos mais Bombas de Bosta no nosso estoque!

- Genial!

Como sempre Fred e eu fomos um dos últimos a subir para o dormitório, quando chegamos lá apenas um garoto — que não me certifiquei para ver quem era – estava acordado, preparando-se para dormir.

Agora vestindo meus pijamas, estava sentado na cama com Fred ajoelhado no chão à minha frente.

- Já estava começando a sentir falta disso! – Ele exclamou. – Não sei o que foi melhor, aquela sujeira toda nos sonserinos ou a cara de Filch.

- Filch. Filch foi impagável.

Rimos baixo por algum tempo. As imagens das confusões que aprontamos mais cedo passavam pelos meus olhos e tinha certeza que passavam pelos de Fred também. Ele cansado de ajoelhar-se diante da cama sentou-se nela ao meu lado. Agora nossas risadas baixas já haviam cessado.

Fred apoiou sua cabeça em meu ombro e me permiti passar a mão por seus cabelos. Ficamos um tempo assim até que percebi a respiração dele ficar muito baixa e compassada.

- Está dormindo? – Perguntei num sussurro.

- Não – Respondeu com a voz rouca.

Levantou a cabeça e olhou em meus olhos por longos segundos.

- O que foi?

- Eu... estava querendo, mais uma vez – E então juntou nossos lábios.

O susto foi grande e me fez demorar um pouco para retribuir o beijo, mas quando o fiz, nosso contato se tornou caloroso. As mãos dele se perdiam em meus cabelos e as minhas seguravam sua cintura.

Fora eu quem separou o beijo apenas para perguntar: — Por que estamos fazendo isso?

- Você quer que eu pare? – Rebateu a pergunta ainda com a voz rouca.

- Não. Não mesmo.

Nossos lábios estavam juntos mais uma vez naquele beijo caloroso. Eu devia contar que esse era nosso segundo beijo ou por causa da minha interrupção, o terceiro? Mas isso não importava realmente.

Sentir o calor das mãos e da boca de Fred era uma experiência impagável para mim. Quando sorriu entre o beijo e voltou a juntar nossos lábios num contato simples, fiquei na dúvida entre qual experiência com ele era minha preferida.

Notas finais
Prontinho. Gostaram?