Gemialidades Weasley

18 "Baile de Inverno" Um.


Notas iniciais
Quando essa fic acabar, vou entrar numa depressão eterna :|

Na festa da noite passada eu realmente me senti feliz e animado. Talvez tenha sido por causa do grande dinheiro arrecadado decorrido das vendas de Creme de Canário, ou por causa do sorriso de Fred. Ele sorria o tempo todo, então, eu sorria também. Nem os gritos agourentos vindos do ovo de Harry conseguiram me deixar menos feliz.

Agora eu estava aqui, deitado de lado em minha cama e espiando por entre as cortinas meu irmão dormindo. Estava me permitindo isso, pelo menos hoje. Não pensaria no quão errado isso poderia ser, ou no desespero que mamãe ficaria se soubesse do que sinto. Na verdade, eu não sabia ainda o que sentia, mas não ligaria para isso, não agora. Apenas aproveitaria Fred.

- Jorge, por que está me encarando? Me achou bonito? – Perguntou numa voz rouca.

- Pensei que estivesse dormindo.

- Estava. Só estou com os olhos entreabertos agora.

- Você é feio, Fred, sinto muitíssimo – Brinquei. Um sorriso sapeca surgiu em meus lábios. Qualquer um que nos visse brincando assim acharia no mínimo estranho, afinal, nós somos idênticos.

- Por Merlin, Jorge. Se eu sou feio, você é também – Riu e começou a se levantar lentamente. – E eu não te acho feio.

- Claro que não, eu sou bonito, oras – Respondi irônico.

- Vocês dois podiam parar com essa discussão ridícula, o que acham? – Lino Jordan se aproximou e afastou as cortinas de nossas camas. – Todos sabem que o garanhão de Hogwarts, sou eu – Sorriu afetado. – Angelina Johnson simplesmente não consegue tirar os olhos de mim.

- De você? – Fred o desafiou. – Ela é caidinha por mim, meu caro.

Talvez, apenas talvez, eu havia ficado um pouco menos feliz por conta desse comentário. Não queria deixar de gostar da Angelina, mas ser lembrando a todo momento que ela gosta do meu irmão não ajudava em nada.

Nós três trocamos o pijama pelas vestes da escola e logo estávamos descendo para o andar inferior, o salão comunal da grifinória. Dessa vez Rony não estava esperando por nós, já que ele finalmente havia feito as pazes com Harry, nosso campeão. Lembrar da vitória da grifinória, digo, vitória do Harry, deixava-me animado e me fazia esquecer um pouquinho do meu ciúme de Angelina. Sim, eu já havia aceitado esse fato, estava com ciúmes.

O dia passou rápido e a quantidade de botons Potter-fede era demasiada menor. Acho que alguns alunos tiveram que comer sapo, ou quem sabe uma lesma. Sabia que ainda comentavam sobre o vôo do nosso apanhador.

Já era de noite e estava sentado num puff vermelho no salão comunal quando Lino me lembrou de algo interessante.

- E as Bombas de Bosta, Jorge? – Ele me perguntou se sentado no chão ao meu lado. – Você e Fred tinham me dito que ainda tinham mais.

- Bem lembrado, caro amigo – Sorri ao constatar que de fato tínhamos mais Bombas de Bosta. – Muito bem lembrado. Precisamos falar com Fred.

Fred estava no dormitório arrumando os sicles que havíamos ganhado em vendas na noite passada. Quando desceu o chamei para se aproximar.

- Lino acabou de me lembrar algo espetacular – Falei sorrindo. Ele começou a sorrir imediatamente também. – Bombas de Bosta. Ainda temos, não temos?

- Sim é claro que temos. Obrigado por lembrar, Jordan – Acenou para o nosso amigo. – No entanto, amanhã não as teremos mais.

No dia seguinte estávamos Lino, Fred e eu, armados com as Bombas de Bosta perto da sala de poções. Uma estátua em formato de cavalheiro não deixava que ninguém nos visse. Deveriamos estar na aula de História da Magia, no entanto, estourar Bombas de Bosta na cabeça de alguns sonserinos valia o preço.

- A aula já está acabando... – Avisou meu gêmeo baixino.

Quando acabou os alunos da corvinal e sonserina saíam aos poucos da sala. Com muito cuidado e sorrisos maléficos, jogamos três Bombas. Os gritos agudos das garotas só me fizeram sorrir ainda mais.

Corremos o máximo que pudemos para o primeiro andar onde teríamos um horário de transfiguração. Depois de nos misturarmos no meio dos outros alunos da grifinória seria impossível alguém ter uma prova contra a gente.

- Isso é sempre, sempre bom! – Exclamei enquanto me sentava em uma das últimas carteiras.

- Queria ver a cara do Snape – Fred comentou. – Pena que tivemos que correr antes dele sair para ver o que estava acontecendo – Rimos enquanto concordávamos.

Não pudemos continuar a conversar, já que Minerva entrou na sala e exigiu silêncio. Nem mesmo eu seria tão louco de negar isso a ela. Ao fim da aula de transfiguração seguimos até o salão principal; vários alunos já estavam lá almoçando.

O dia passou rápido e logo eu estava deitado em minha cama no dormitório, já de pijama e pronto para dormir. Dois garotos já dormiam, no entanto, Lino e Fred ainda estavam no andar inferior. Eles entraram conversando alto, mas logo diminuíram o tom de voz.

Lino Jordan foi direto para sua cama e Fred e também, este que logo começou a tirar suas vestes para substituí-las pelos pijamas. Enquanto se trocava foi impossível conter meus olhos de viajar pelo seu corpo. Fred era tão igual, mas ao mesmo tempo tão diferente de mim. Eu gostava dessas diferenças, elas me intrigavam a procurar por mais.

- Hem, hem – Ele forçou uma tosse me obrigando a olhar para seu rosto. Logo minhas bochechas ficaram vermelhas, Fred havia percebido que eu o observava. Riu.

- O que foi? – Perguntei constrangido.

Fred apenas se levantou e veio em minha direção, ajoelhou-se ao lado da minha cama e sorriu.

- Não tem problema – Disse. Olhou para os lados certificando-se que ninguém nos espiava e então juntou nossos lábios num selinho carinhoso. Voltou a sussurrar: — Não tem problema algum.

O começo de dezembro trouxe a Hogwarts uma chuva fina e neve. Levar o cachecol enrolado no pescoço tornou-se indispensável. Algumas cervejas amanteigadas cairiam bem agora.

- Hey, Fred. Poderíamos passar na cozinha mais tarde, pegar algumas cervejas. O que acha?

- Também estava pensando nisso, Jorge.

Quando fomos liberados das aulas, a última havia sido Feitiços, fomos até o quadro de pêra e com algumas cosquinhas a pêra se transformou em uma maçaneta. Entramos e logos alguns elfos curiosos nos espiaram.

- Olá – Fred disse animado.

- Vocês poderiam conseguir algumas...

- ... cervejas amanteigadas? – Falamos juntos.

Alguns elfos se entreolharam e se afastaram, dois vieram até nós e depois de uma reverência rápida ele disse: — Senhor, a Winky está acabando com todas... Mas, mas, senhor, podemos conseguir algumas cervejas para os senhores...

Winky? A elfo do chefe de Percy? Mas isso não fazia muita diferença agora. Um elfo de orelhas anormalmente grandes se proximou e nos entregou três garrafinhas.

- Senhores, tomem alguns biscoitos também. Biscoitos, senhores – E nos entregou um pequeno saquinho repleto de biscoitos de chocolate.

Saímos da cozinha e começamos a andar em direção ao sexto andar. Chegamos em frente ao quadro da Mulher Gorda e apressei-me a sussurrar a senha secreta. “Asnice”. O quadro girou liberando nossa entrada.

Bebemos todas as garrafinhas rapidamente junto com os biscoitos. Estavam ótimos.

- Por favor, por favor. Todos os alunos da grifinória na sala de transfiguração, a diretora da nossa casa quer nos dar um aviso – Um de nossos monitores falou assim que passou pelo quadro. – Na sala de transfiguração, vamos.

Todos estavam curiosos enquanto desciam em direção ao primeiro andar. Entramos na sala de transfiguração e nos acomodamos nas cadeiras que haviam sido afastadas, deixando um grande espaço vazio no centro da sala.

Minerva McGonagall já nos esperava. Quando todos alunos de sua casa se acomodaram, começou a falar.

- Uma tradição do Torneio Tribruxo é o Baile de Inverno. É uma confraternização entre os alunos das diferentes escolas. O Baile acontecerá na noite de natal e o traje necessário é a rigor – Explicou-nos. Várias garotas já conversavam baixinho, animadas. – Ronald Weasley, aproxime-se, por favor.

Rony, vermelho até as orelhas, levantou-se e foi ao encontro da professora.

- Ponha a mão em minha cintura, Ronald.

- Tu-udo bem, professora.

Eu nunca deixaria Rony se esquecer disso. Nunca. Dançando em frente a todos os alunos da grifinória com Minerva McGonagall. Impagável. Estava difícil conter algumas risadas, no entanto, alguns as deixavam escapar por toda a sala.

- O Baile será franqueado dos alunos do quarto ano para cima, mas se quiserem, podem chamar um aluno mais novo.

Quando saímos da sala, meu irmão Rony ainda estava vermelho de constrangimento. Fred e eu nos apressamos para ficarmos ao seu lado.

- Olá Rony – Disse. – Agora você deve estar na dúvida. Seu grande amor é... Vítor Krum...

- ...ou McGonagall? – Fred completou.

- Idiotas – Respondeu ainda mais constrangido e nos afastou com as mãos.

- Vocês formam um casal tão lindo! – Falei eu voz alta propositalmente. Algumas pessoas ouviram e soltaram risadas baixas.

Notas finais
No livro a Minerva não chama Rony para dançar, mas eu acho essa cena do filme tão, mas tão genial, que eu precisei colocá-la aqui.
Sobre minha decisão... Eu vou mesclar algumas coisas, mas já adiantando, a cena lemom vai ser detalhada, mas não vulgarmente, é claro. Acho que do jeito que vou fazer, vai combinar com os gêmeos. Espero que gostem! :)
Gente, troquei a capa da fic. Gostaram?