Gemialidades Weasley
23 "Apenas Momentos?" Três.
Notas iniciais
Espero que as pessoas que leem, gostam e comentam em "Gemialidades Weasley" continuem aqui! ♥
Depois da tarefa com os sereianos meu irmão Rony ficou insuportável. Como ele era um dos reféns, as pessoas o questionavam sobre o que acontecera no fundo do lago. No começo ele parecia dizer a verdade, já que eu havia conversado com Hermione e a história dela estava batendo com a dele, mas depois, Rony começou a florear os fatos. Começou com Dumbledore adormecendo os reféns cuidadosamente, para se tornar um incrível seqüestro com lutas contra os sereianos, pancadas e cordas.
Numa manhã no Salão Comunal, Hermione desafiou Rony com “Você iria atacar os serianos com roncos?”. Nosso irmão havia dito à Padma Patil que estava com a varinha escondida nas vestes na hora do suposto seqüestro.
Depois daquela manhã Rony voltou à versão de Dumbledore e o sono encantado.
Março havia chegado seco e com muitos ventos, estes que estavam tirando as corujas de rota por estarem tão fortes. Isso não importava muito, pelo menos para mim e meu gêmeo Fred. Já havíamos desistido de recuperar o nosso ouro das garras de Ludo Bagman. Enfim os gêmeos Weasley haviam sido passados para trás.
Estava sentado no Salão Comunal. Distraído com meus dedos quando Lino atravessou o buraco guardado pela Mulher Gorda com um jornal em mãos.
- Vocês já viram o que saiu falando sobre a Hermione Granger?
- No Profeta Diário? – Fred perguntou arrancando o jornal das mãos de Jordan. – Vou ver agora.
Meu gêmeo começou a ler o artigo, franzia o cenho às vezes e estralava os lábios.
- Eu não acho Mione uma garota sem atrativos... – Ele sussurrou.
- Deixe-me ler também! – E puxei o jornal, deixando-o de um jeito que eu pudesse ler também.
A manchete já denunciava o conteúdo do artigo: “A Mágoa secreta de Harry Potter”. Depois de quase uma página de baboseiras sobre Harry e Hermione, estralei os lábios e comentei: — Essa tal de Rita Skeeter não estava proibida de pisar em Hogwarts?
- Pelo que eu sabia, estava sim, mas parece que ela conseguiu burlar Dumbledore – Lino deu de ombros.
- Cara, essa Rita conseguiu deixar Hermione como uma... Jezabel!
- Jeza-
- É o que a mamãe diz sobre esse tipo de garota – Fred e eu respondemos juntos. Sorri por conta do timing. – De qualquer maneira, Mione não é assim. E essa Pansy Parkinson não passa de uma invejosa.
- Mas ela é bonita – Crispei os lábios.
- Jorge!
- Ela pode ser uma sonserina de nariz empinado, mas é bonita cara – Protestei. Era verdade, Pansy era bonita, mas tinha as piores companhias da escola, digo, Draco Malfoy.
Fred e Lino continuaram a me olhar com as sobrancelhas erguidas por algum tempo até eu bufar e revirar os olhos.
O resto da semana se passou sem muitas mudanças. Aulas de Poções tenebrosas com Snape, História da Magia tediante como sempre e incríveis Defesa Contra as Artes das Trevas. O domingo chegou sereno acompanhado de uma pilha de deveres, parecia que os professores estavam começando a nos preparar para os N.I.E.Ms, de qualquer maneira isso não era tão importante. Meu gêmeo e eu já havíamos começado a pensar sobre o nosso futuro, e todos os caminhos que pensávamos não tinham relações nenhuma com os tais exames.
Na noite passada, estávamos deitados em nossas camas conversando sobre o que pretendíamos fazer, claro que o maior sonho era montar uma loja de nossas gemialidades no beco diagonal, o problema era o capital. Mais do que nunca estávamos sem ele.
- Ouch! – Gemi baixo ao sentir alguém cutucar minhas costelas. Era Fred. – Isso doeu...
- Você estava ai, olhando para frente com cara de retardado, então decidi te tirar desse devaneio – Sorriu sapeca e deu de ombros.
- Você é tão engraçado, Fred – Respondi com sarcasmo e ironia.
- Idiota – Socou meu ombro sem força.
Rony e seus amigos Harry e Hermione passaram por nós e nos cumprimentaram rapidamente antes de passarem pelo buraco guardado pela Mulher Gorda. Continuei com meus devaneio.
Depois do almoço Fred e eu decidimos adiantar nossos deveres. Não eram tantos, mas era o suficiente para nos ocupar por um grande intervalo de tempo. Começamos pelo de Poções, quando estávamos quase acabando, um Harry com a feição cansada e Rony e Hermione discutindo entraram no salão comunal. Começaram a fazer seus deveres, mas mesmo assim não pararam de discutir. Aqueles dois, Ronald e Mione, acabariam se casando um dia.
No dia seguinte, segunda-feira, depois da desastrosa carta que Granger havia recebido (grandes feridas amarelas estavam em suas mãos por conta de pus de bubotúbera que estava dentro da tal carta), tive uma leva de aulas chatas, como sempre. Já era de noite quando Rony conversava conosco sobre sua aula com Hagrid mais cedo.
-... meu pelúcio foi o vencedor, sabem? Pegou quase todas as moedas! Pena que elas desaparecem! – Lamentou-se. – Ouro de duende irlandês, de leprechaun. Aqueles da Copa Mundial de Quadribol.
- Nós – Fred disse apontando para mim e para ele. – Infelizmente já temos conhecimento dessas moedas, Rony.
Aos poucos o salão comunal foi esvaziando, só estavam dois garotos do segundo ano, meu irmão e eu.
- Jorge – Chamou-me enquanto cutucava meu ombro sem força. – Lino fez um pedido de doces na Dedos de Mel, acabei pegando alguns, você quer?
- Claro que quero!
- Vamos lá pra cima, então – Disse e apontou com a cabeça para o dormitório dos garotos.
Bati as mãos em minhas vestes e me levantei, seguindo meu gêmeo para o andar superior logo em seguida. Ele se sentou em sua cama e com um feitiço convocatório uma caixa não tão grande escapuliu da confusão que era seus cobertores.
- Aqui estão – Disse.
- Por acaso Lino Jordan sabe que você, hm, pegou os doces?
- Claro que sabe – Respondeu-me como se fosse óbvio.
- Claro que sabe – Repeti ironicamente. Lino não sabia, e pelo visto não havia dado falta dos doces, de qualquer maneira... – Me dê um, Fred.
Peguei uma das barras de chocolate e dei uma grande mordida. Merlin! Não poderiam existir doces melhor do que os da Dedos de Mel.
- Você vai ficar com a parte boa? Por que não pega um feijãozinho?
- Tudo bem, manda um!
Fred me mandou um pequeno feijão rosa claro e miúdo. Tinha um ar inocente, aquele pequeno doce, mas no momento em que o coloquei na boca... Arrependi-me. Tinha gosto de...
- Vômito! – Engasguei com cara de nojo. – Isso é horrível.
- Mesmo? – Meu irmão ria ao me observar. – Deixe-me ver.
Então inesperadamente ele juntou nossos lábios, logo sua língua estava entrando em minha boca e se roçando contra a minha. Tão inesperado foi o começo do contato, ele acabou.
- Cara! Isso horrível, mesmo – Reclamou mordendo a língua.
Ri um pouco sem graça ainda o olhando de esguelha. Um beijo tão rápido que havia me deixado com um gosto de “quero mais”.
- Você não vai me deixar assim vai? Na vontade?
- Como assim? – Pareceu confuso, ou decidiu parecer confuso, já que tina um pequeno sorriso tímido no canto dos lábios.
Aproximei nossas bocas mais uma vez e segurei seu rosto com ambas as mãos no caso dele decidir se afastar, mas acho que ele não faria algo assim, pois correspondia plenamente ao meu beijo. Nossos lábios se movimentavam de modo sincronizado, um sobre outro, sem sinal de quererem se afastar.
- Senti falta disso, nessa semana – Sussurrei.
Fred não me respondeu, apenas voltou a me beijar. Sentamo-nos mais ao centro da cama, o garoto fechou as cortinas vermelhas e pronunciou rapidamente um feitiço de privacidade. Aos poucos meu irmão me conduzia a ficar deitado enquanto ele se matinha encima de mim. O beijo estava ainda mais quente e as nossas mãos atrevidas viajavam por debaixo dos tecidos das vestes. Por que ainda estávamos com toda aquela roupa afinal?
Meu gêmeo xingou baixinho e ficou de joelhos para começar a retirar as longas roupas escuras, no entanto, estava tendo um pouco de dificuldade para realizar esse ato. Acabei rindo baixinho.
- Idiota – Resmungou. – Ao invés de ficar ai rindo, poderia me ajudar, não?
- Claro.
Ajoelhei-me também e comecei a ajudá-lo, mas eu estava mais ocupado em beijar seu pescoço do que de fato ajudando-o a retirar suas roupas. Então acabamos demorando um pouco ali, após alguns minutos Fred estava apenas de cuecas.
Agora eu também estava sem roupas, beijávamos quase de um modo desesperado ainda ajoelhados um de frente para o outro.
- Vamos fazer diferente dessa vez? – Perguntou. Franzi o cenho sem entender o que ele queria dizer, então ele continuou, suas bochechas ficando da cor de seu cabelo. – Eu quero saber como é.
Sorri, logo entendendo.
- Tudo bem – Sussurrei voltando a beijá-lo, dessa vez com mais calma.
Agora era eu quem o conduzia para deitar a cama. Provavelmente seu pescoço não ficará tão branco amanhã, já que minhas carícias ali só aumentavam de intensidade.
Nossos quadris estavam um sobre o outro, permitindo-me sentir a notável elevação de Fred. Não que eu estivesse muito diferente.
Voltei a beijar seus lábios enquanto minha mão descia lentamente pelo seu peito, ventre e então para revelar seu membro já pronto para ser tocado. Meu gêmeo grunhiu baixinho quando o apertei na base.
Isso era tão errado, mas tão bom.
Fred movimentava seu quadril contra a minha mão obviamente querendo mais contato, que eu continuasse; realizei sua vontade, obviamente. No entanto, parei os movimentos quando os gemidos de meu irmão estavam tomando um ritmo compassado. Ele reclamou quando cessei os movimentos, mas logo sorriu ao me ver retirar a última peça de roupa que cobria nossos corpos.
Suas pernas logo circularam minha cintura. Segurei suas mãos acima de sua cabeça e juntei nossos lábios. Encaixei-me entre suas pernas e me pressionei contra ele. Um gemido roupa e visivelmente doloroso escapou de seus lábios. Mantive o contato simples de nossas bocas para passar segurança a Fred; não demorou muito para ele acenar positivamente com a cabeça, permitindo-me a ficar totalmente dentro dele.
Era uma sensação incrível. Fred era apertado, seus músculos se contorciam contra meu membro de um modo que eu precisava me controlar bastante para não gemer alto.
Olhei para o rosto de meu irmão e vi que ele mordia o lábio inferior enquanto apertava os olhos. Eu sabia que estava doendo, mas sabia também que essa dor ou incomodo logo daria lugar para prazer.
- Por Merlin, Jorge! Continue!
Sorri grandiosamente e concordei com a cabeça. Movi meu quadril para trás e então para frente. Esse movimento começou lento, mas aos poucos iam aumentando a velocidade e força.
Ver as reações de Fred era o melhor que eu podia perceber. Ele gemia, mordia seu lábio inferior, arranhava-se, beijava-me, mordia-me, grunhia. Quando escutava meu nome ser sussurrado pelos seus lábios, os pelos de meu pescoço se eriçavam. Incrível, era só isso o que eu podia dizer.
Quando meu gêmeo pedia por mais, eu realizava seu desejo e gemia aos pés de seus ouvidos. Ele gostava disso, arrepiava-se por inteiro.
Nossos ofegos já estavam demasiadamente altos, nossos gemidos também, obviamente. Meu quadril chocava-se com destreza contra o de Fred.
- Jorge, Jorge, Jorge... – Meu nome foi sussurrado diversas vezes antes do garoto debaixo de mim gemer tão masculino para derramar todo o seu orgasmo em minha mão (Eu estava o masturbando?!) e em seu baixo ventre.
Seus músculos se contorceram ao meu redor de um modo tão dolorosamente delicioso que foi impossível me agüentar por muito mais tempo. Meu corpo se estremeceu por inteiro enquanto um gemido rouco escapava de minha garganta enquanto alcançava meu ápice.
Isso era tão errado, mas tão bom.
- Oh! – Uma exclamação surgiu em seus lábios.
Minha respiração estava descompassada e eu tentava controlá-la me deitando sobre seu peito suado. Aos poucos as batidas de meu coração se normalizaram e percebi que Fred estava bem mais calmo também.
Sorri para mim e eu retribuí.
O que éramos afinal? Irmãos? Amantes? Irmãos-amantes. Era a única expressão que podia nos explicar. Talvez nossos momentos não fossem apenas momentos, mas sim algo importante que nos definia.
Notas finais
Vocês já comeram feijãozinho de vômito? gente, é horrível D: Acho que só o de carne consegue ser pior.
Obrigada pela 3º Indicação ♥
Reviews para uma autora que adora saber se vocês estão gostando, mas que ultimamente vem recebndo tão poucas? :D
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