Gelo E Fogo

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Um enorme obrigada a todos que comentaram e favoritaram a fic!
Seus comentários valem ouro em dias negros!
Caso este capitulo ficar muito lixoso me digam. =D
Boa Leitura.

Três semanas haviam se passado, desde a descoberta de Arya Stark. Ela esquivava-se como podia das investidas de Aegon para levá-la a cama. Mas algo ela tinha que admitir, ele não desistia facilmente e era atencioso e carinhoso com ela, por mais que seu comportamento fosse ríspido ou desafiador. Agora ela tinha sua própria tenda, fazia todas as refeições com ele e seus conselheiros, tinha uma guarda própria e usava vestidos dignos de uma rainha. Ela tentou fugir do acampamento duas vezes, nas duas foi capturada e levada até Aegon que sorria e dizia que nada do mundo os iria separar.

Estavam quase tomando o Rochedo, Aegon Targaryen além de ser considerado um bom rei era também um ótimo estrategista de batalha. Andava dia e noites fazendo treino com a espada e estratégias, nas horas vagas cortejava Arya para ir a sua cama.

Já fazia dói dias em que as tropas dos Targaryen faziam cerco ao Rochedo. Até que ao terceiro dia o castelo foi invadido, todos que se mostraram hostis foram mortos, poucos se salvaram da morte se rendendo. Aegon Targaryen se mostrava um rei justo e generoso a quem o obedecia e frio e mortal a quem lhe punha resistência.

Tyrion Lannister sempre fora um homem que gostava do irmão, Jaime. Tyrion havia arranjado com Aegon para que o irmão não fosse condenado como traidor e pudesse vestir o negro. Faltava apenas os três conversarem, pois Jaime deveria dobrar os joelhos e jurar lealdade ao Trono de Ferro alem de confessar que era pai de Tommem e Myrcella Baratheon.

Eles desceram a as escadarias para a masmorra, a frente ia Duck, Comandante da Guarda Real, depois o Rei e atrás Tyrion. Pararam a frente da cela de Jaime Lannister. O Regicida apenas ergueu os olhos e sorriu com escárnio.

-Horas se não é o Jovem Dragão e seus fieis seguidores, e meu irmão pedaço inútil de merda.

-Jaime fique quieto! – Tyrion aproximou-se mais da grade. – Consegui convencer Vossa Graça a lhe dar misericórdia se resolver vestir o negro.

-E por que sete infernos eu faria isso? – Jaime encarou Aegon que parecia impassível.

-Por que caso não aceitar a minha gratidão será condenado por todos os seus crimes e todos nós sabemos que são muitos. – Aegon falava com pompa, com experiência. – Dobre os joelhos, jure lealdade ao trono, assuma a paternidade de seus filhos e vá vestir o negro, será o melhor para você.

- Vossa Graça consentiu em deixar Tommem ser meu herdeiro, Myrcella esta quase casada com Trystane e está segura em Dorne. – Tyrion tentava desesperadamente convencer o irmão. – Pense em seus filhos, Cersei esta morta não se contamine mais com o veneno dela.

-Além do mais. – A voz do Rei parecia suave. – Caso escolher Julgamento por Combate, sabe que não poderá ganhar e acabara morrendo. Seja sábio, seu irmão quer o melhor caminho para você.

-E quanto a Brienne? – Jaime perguntou angustiado. Já fazia algum tempo em que ele e Brienne estavam juntos e ele não gostaria de se separar dela. – O que farão com ela?

- A donzela de Tarth? – Tyrion questionou horrorizado. Depois sorriu. – Então é verdade? Divide mesmo os lençóis com ela?

- Isso não vem ao caso. – Aegon olhava para Jaime com impaciência. – Lady Brienne será tratada de acordo com seu nascimento.

-Só juro lealdade e vou para a Muralha se Vossa Graça prometer-me algo.

-Que promessa? – Aegon questionou curioso.

-Faça Lady Brienne membro da Guarda Real. – Jaime pediu ao Rei, seus olhos brilhavam. – Esse sempre foi o sonho dela, ela lhe servira com honra e lealdade.

-Verei sobre isso. –O Rei prometeu. – Já ouvi dizer que ela é boa com a espada.

Três dias depois, Jaime Lannister ia para o Norte, para a Muralha, onde ia vestir o negro. Sua amada Lady Brienne ia para o Sul e por ironia do destino ela vestiria o branco.

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Arya sentava-se em uma longa cama. Fazia uma semana em que estavam no Rochedo Casterly. Tinha um belo quarto, na frente do quarto do Rei com dois guardas na porta. Dali dois dias eles iriam para Porto Real, a esta altura, Bran já sabia que estava viva e que iria ser obrigada a se casar com Aegon. Ela suspirou pesadamente, não queria ser rainha, não queria ser nada, ela queria ser ninguém e passar o resto de seus dias no Norte. Mas era impossível fugir, era vigiada constantemente e tinha “damas de companhia” que na verdade eram espias de Aegon, disso ela tinha certeza.

Atirou-se na cama pensando em como iria escapar dali. Mas no fundo tinha medo que realmente não teria escapatória. Ouviu a porta ser aberta e fechada, passos serem dados pelo tapete macio. O colchão de penas cedeu um pouco para o peso de outro corpo. Arya abriu os olhos e deu de cara com um par de olhos roxos.

-Parece pensativa. – Ele falou curioso. – Algo a incomoda?

-Imagina. – Arya apoiou-se nos cotovelos e o fuzilou nos olhos. –Nada me incomoda, não estou sendo vigiada por um Rei idiota que acha que pode tentar me deflorar a hora que bem entender!

Aegon deu uma risada gostosa. Abraçou a garota e a beijou. Desceu uma linha de beijos pelo pescoço dela e sussurrou.

-Sabe por que gosto de você? – Ele deu uma leve mordida, ela arrepiou-se. – Por que de tudo que encontrei aqui em Westeros você foi à única coisa que eu realmente não encaro como uma obrigação.

Ele a jogou na cama sem ter tempo de Arya protestar. Ficou por cima dela e lentamente soltou as amarras do vestido.

-Solte-me agora ou eu vou gritar que você é um violentador! – Arya tentou empurrar Aegon, mas ele não se moveu nem um centímetro. Sorria malicioso enquanto ela debatia-se.

-Minha lobinha acalme-se! – Ele falou divertido apertando Arya levemente. Sentia-se terrivelmente excitado. – Por que não quer ser rainha? Juntos, iremos governar os Sete Reinos, todos que tramaram contra sua família irão ser condenados.

-Hã! Prefiro eu mesmo matá-los com a minha espada! – Arya sentia-se incomodada com aquela aproximação de Aegon. Não tinha como negar que ele era um homem bonito e ela sentia-se atraída por ele. – E eu quero viver no Norte, Winterfell é minha casa.

-E não é no Norte que dizem que “a mão que assina a sentença brande a espada”? – Aegon revidou. – Você mesmo pode cortar as cabeças deles se quiser.

-Você não me entende! – Ela o empurrou. – Nunca vai me entender!

-Não quero te entender por que se não perde a graça! – Aegon a abraçou. – Quero me casar com você não por suas terras ou sues exércitos, eu a quero por que a desejo.

Ele aproximou-se dela e a beijou, descendo suas mãos em busca das curvas delicadas do corpo feminino. Arya sentia-se tentada a ceder, mas seus extintos de sobrevivência falavam mais altos.

-Arya... Seja minha Rainha, minha pequena Loba. – Ele sussurrava rouco de desejo. Os olhos roxos a encaravam com desejo, seu membro latejava com a excitação.

-E que garantias terei que não estará mentindo para mim? – Arya aprendera a desconfiar de tudo e todos há muito tempo em sua vida.

-Por que eu a desejo de mais para permitir perde-la.

-Um dia cortarei o seu pescoço! – Ela o beijou, Aegon tirou o vestido de cima e a beijou nos ombros deixando pela pele dela m rastro de fogo. “Fogo e Sangue” ela lembrou então é isso que significava estas palavras?

-Arya... — A voz rouca de Aegon era sensual demais para ser ignorada. – Seja minha rainha de gelo...

Ela o agarrou pelos cabelos platinados e o beijou violentamente, tirou dele o cinto da espada, e o gibão preto que ele usava, já estava desabotoando a camisa quando a porta do quarto abria violentamente!

-Vossa Graça!

Notas finais
Gostaram ou Odiaram???
Comentem! E xinguem ou elogiem a vontade!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.