Gelo E Fogo
1 Capítulo 1
Ele cavalgava rapidamente pelo acampamento de guerra. Ao seu lado, Jon Cognninton e Tyrion Lannister davam conselhos de como prosseguir. Desmontando de seus cavalos logo entraram em ma tenda com uma longa mesa repleta de mapas e ao redor dela Lordes, grande e pequenos esperando seu comando.
Eles estavam acampados perto de Bosquedouro, a guerra contra os Lannisters comandados por Jaime Lannister prosseguia muito bem. Após os Tyrell serem derrotados em batalha sucessivas vezes em menos de um ano, o exercito resolveu marchar contra os Lannisters de Rochedo Casterly. Aegon Targaryen, o Sexto em seu nome, Rei de Westeros por direito real e conquista lutava para pacificar e reunificar o reino.
Ele chegou a Westeros há quase dois anos, desembarcando em Ponta Tempestade. Rapidamente o sul de Westeros caiu ao seu comando, com a ajuda de Lançasolar, eles dominaram os Tyrell e conquistaram a capital, Porto Real. Cersei Lannister foi julgada e condenada à morte. A maior parte da corja de traidores de Porto Real foi morta. Jaime Lannister, destituído do cargo de Senhor Comandante da Guarda Real, assumiu logo a posição de Senhor de Rochedo Casterly e ficou contra o reinado de Aegon.
De todo o conselho o único que permaneceu em sua posição foi o eunuco. Varys, que sempre esteve do lado Targaryen, provou-se ser muito leal e permanece como mestre dos segredos. Os demais cargos foram assumidos pelos “amigos” de Aegon, Tyrion Lannister foi nomeado Mestre das Moedas e depois que o Rochedo fosse conquistado, Senhor de Rochedo Casterly.
Alguns meses depois, ouvindo do começo da conquista Targaryen, Daenerys Targaryen e seus dragões atravessaram o mar e se juntou ao seu sobrinho. Aegon e Daenerys, que deveriam manter a tradição valiriana, não poderiam se casar por que Daenerys não poderia ter filhos. Visando uma aliança com os Martell, Aegon, pensava em se casar com Arianne Martell. Mas ainda as Casas não haviam assinado um acordo formal.
Ao longe, distante dos olhares atentos dos soldados e membros da Guarda Real, um par de olhos cinzentos observava o Jovem Rei. Seu corpo estava coberto com um capuz, de um lado branco do outro negro. Suas mãos que eram pequenas brincavam com uma moeda.
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Aegon estava cansado. Ficara o dia inteiro estudando estratégia, treinando com espadas e em conselho com os Lordes que o apoiavam. Ele dirigia-se para sua tenda, que era a maior do acampamento. Dentro dela havia uma grande cama, uma mesa com o jantar do rei, outra mesa repleta de mapas, cadeiras e poltronas, baús, armas e, é claro, tapetes para deixar o local mais confortável. O cheiro de incenso era forte e enjoativo.
Ele retirou a armadura e o cinto com a espada, prendendo-o no gancho de armas, retirou o gibão ficando somente de calça e botas. De um canto escuro da tenda, um par de olhos cinzentos o observava atentamente. A garota de um passo na direção do rei, puxando debaixo de seu manto uma adaga. Sem perceber derrubou uma grande espada que estava próxima a ela.
O rei ouviu o barulho, olhou ao redor e perguntou.
-Quem esta ai? – Andou alguns passos em direção ao barulho. – Duke é você? Esta tentando me assustar. – De um sorriso. – O dragão não tem medo! Pensei que soubesse disto.
A garota sem perder tempo pulou em cima dele com sua adaga. Ambos caíram rolando pelo chão. Ele rapidamente a desarmou, segurando os pulsos dela firmemente sobre a cabeça. Aegon a encarou surpreso. Face pálida e delicada, grandes olhos cinza e o cabelo castanho escuro, desgrenhado e ondulado emolduravam-lhe o rosto.
-Quem é você? – Ele perguntou enfeitiçado. Olhava profundamente para aquele rosto.
Ela nada disse, ficou quieta, o encarava sem medo e sem raiva. Seu rosto não demonstrava nada, nem uma emoção.
-Eu perguntei quem é você. – Ele disse, reconhecendo o manto dela e presumindo o porquê da visita dela.
-Eu sei que perguntou. Não sou surda. –Ela respondeu de forma grossa e irritadiça. Ele sorriu.
-Quem a mandou me matar?
-Não sei, sou paga para matar, não para fazer perguntas. –Ele levantou-se e a puxou junto consigo. Ela tentou fugir dele o empurrando, rapidamente ele a segurou pelos braços firmemente.
-Uma garota sem rosto! – Ele disse a encarando nos olhos. – Contratada para me matar.
-Ah sério? – Ela rolou os olhos, ele por sua vez os aproximou ainda mais.
Ela mordeu os lábios e o ficou encarando firmemente. Viu quando ele lentamente se aproximou dela e sentiu a respiração dele em sua pele.
-Ainda vamos ter muito tempo para conversar, mas agora...
Sua voz morreu enquanto ele lentamente aproximava os lábios. Começou com um beijo casto. Sua língua pediu passagem e ela cedeu. Lentamente ele foi aprofundando o beijo. Aegon estava terrivelmente excitado com aquela garota estranha. Queria saber os segredos dela, queria conhecê-la. Queria apertar mais aquele corpo com o seu, queria sentir toda a promessa de prazer que aquela garota, a promessa de uma aventura, tinha.
Sem aviso nem um, ela o mordeu e o empurrou, ele a olhou, corado, descabelado e frustrado. Tinha se entregado aquele momento e ela não tinha dado a mínima. Isso era esperado de alguém como ela.
Ela sentiu seus braços livres por alguns segundos, o que foi o suficiente para puxar uma faca de suas mangas, Aegon percebendo o perigo rapidamente a desarmou novamente e a olhou sorridente.
-Gostei de você! Perigosa e selvagem. – Os dedos deslizaram pela face pálida. Aproximou lentamente e sussurrou em seu ouvido- Ainda vou te-lá minha pequena selvagem.
-Então espero que esteja pronto para ser capado. – Ela disse friamente. Se arrepiou quando sentiu o nariz dele roçando pelo seu pescoço.
-Eu adoro desafios, como disse o Dragão não tem medo. –Ele a mordeu no pescoço, ela tentou escapar, mas não conseguiu. — E eu deveria condená-la por tentativa de regicídio, mas matar você seria um desperdício.
- Vá para um dos sete infernos! – Ela tentou se afastar dele, mas não tinha força o suficiente. Ele depositou um beijo nos lábios dela.
-Guardas – Homens entraram armados na tenda do rei. Encaravam a cena com curiosidade. – Leve a prisioneira para uma cela solitária, não a machuquem nem a maltratem e providenciem roupas quentes e comida para ela.
Soldados a levaram para uma cela distante da tenda. Ela debatia-se violentamente o caminho todo. Tinha falhado no seu objetivo de matar o rei. Agora seu destino estava nas mãos daquele homem.
Aegon ficou em sua tenda, teria muito tempo para descobrir os segredos de seu novo brinquedinho. Olhou para o chão e viu uma moeda, provavelmente de ferro, ele reconheceu como uma moeda da Casa do Deus de Muitas Faces. Ela era perigosa, perigosa de mais, mas ele não ligava. Afinal, o Dragão não tem medo de nada.
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