Geisha
12 Capítulo 12 - O Plano de Shizuka
Notas iniciais
No dia seguinte, Shizuka folheava alguns dos livros que tinha no quarto quando Aniya entrou, saltando a janela.
- Bom dia! – a loira sorriu.
- Bom dia, como foi sua noite?
- Ótima. E a sua?
- Igualmente boa. Vamos.
- Vamos a onde?
- Preciso conversar com as histéricas.
- Elas já começaram?
- Nunca deram trégua...
- Está bem, estou indo.
As duas seguiram para a sala de treinamento.
- Como sabe que estão aqui? – perguntou Aniya.
- Sinta as vibrações do ar.
Aniya fechou os olhos e se concentrou, sentindo seu tímpano pulsar com o movimento do ar provocado por atritos entre espadas e pelos xingamentos ditos. Ambas entraram na sala e viram Rika com duas adagas sai e Marine com duas katanas. Uma tentando tirar um ou vários pedaços da outra.
- Parecem normais para mim. – Aniya estranhou.
- E estão. Seria uma surpresa se uma acertasse a outra, isso sim.
Shizuka entrou no meio e as duas pararam o último movimento.
- Caramba!
- Quer morrer?!
- Já acabaram? Então ótimo. Vamos conversar.
- E se eu não quiser? – Marine retrucava já largando as katanas e seguindo Rika.
- Todas escutam o que você diz, Shizuka. – Aniya sorria inocentemente.
- É o instinto de sobrevivência delas. – disse prepotente.
- Ninguém merece... – murmurou Rika.
Todas se dirigiram para o quarto de Shizuka, que era mais isolado e seguro.
- Diga. – disse Rika.
- Bom... Marine, como você está com o Kimura?
- Nem pense nisso! – Rika se exaltou – Eu não quero o Kimura na história!
- Rika! Você acha que nós não somos capazes de suportar esse tipo de gente? – ela sorriu – Eu vi o que fez no rosto dele.
- Mas... Ele é perigoso.
- Nós também. – ela abriu um sorriso maldoso.
- Shizuka está certa. – Aniya se manifestou.
- De qualquer forma, qual seu plano, Shizuka?
- Você está casada com o Irie. Como sabemos, o Imperador não vai durar muito. No lugar dele, quem assume o poder?
- Kimura, porque é o mais velho. – respondeu Marine.
- Mas ele é mau, cruel, depravado e irracional. – disse Rika.
- Logo... Ele precisa de alguém capaz de consertá-lo.
- Esse alguém seria... – Aniya sorriu com a ideia.
Todas olharam para Marine.
- Por que logo eu?
- Porque você é sedutora, mortífera, tem personalidade...
- E fala demais. – concluiu Rika – Perfeita.
- Escutem... – Shizuka se levantou – Marine se casa com Kimura, que futuramente irá assumir o poder. Dessa forma, teremos uma aliada ao lado do inimigo. E com um pequeno “golpe de Estado”, conseguimos o poder.
- Que “golpe de Estado”?
- Manipulando o marido. Ora essa, tem estratégia melhor. – todas riram.
- Gostei da ideia. – disse Marine.
- Está bem. Dessa maneira, eu concordo. – disse Rika.
- Ótimo. Temos um acordo? – Marine estendeu a mão para Rika.
- Temos. – ela a cumprimentou.
De repente, ouviu-se um grito ecoar pelos corredores do palácio.
- O que foi isso?! – Aniya se assustou.
- Foi a Imperatriz! – Rika correu.
Suas irmãs a seguiram. O grito estava vindo do quarto do Imperador. Rika chegou à porta e ficou atônita com o que viu, recuando um passo. Logo as três outras chegaram e tiveram a mesma reação.
- Só pode ser brincadeira... – Marine murmurou.
- Meu pai passou muito mal de repente. Precisamos de um médico, rápido. – Kimura dizia, sem sinceridade, abrindo um sorriso de canto quando possível.
- Precisamos desse casamento... – Rika sussurrou para Shizuka – E rápido... – passou a olhar pra Marine, que concordou com a cabeça.
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