Gazegirl's Day
6 Enigma
Notas iniciais
– Parece um... Mapa... – ele respondeu, hesitante. – Mas só com desenhos... Sem palavras...
Ele analisou por algum tempo em silêncio e todos esperaram que dissesse alguma coisa.
– Eu consegui entender o percurso que fizemos, mas não sei o que significa o resto...
– Ainda falta muito pra acabarmos, Ruki? – Yutaka perguntou, apreensivo.
– Parece que não... – o mais novo analisou mais uma vez. – O próximo está marcado com um X, apesar de não ter ideia do lugar, deve ser onde a Ny está...
O mapa passou por todas as mãos antes que Takanori puxasse o fio vermelho perto de Mariana se mexeu e ela o estourou.
–“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” – a líder das Gazegirls leu em voz alta, com um sorriso n rosto e puxou o fio vermelho.
Perto de Ana tinha um balão preto que se moveu com o puxão do fio e a morena o estourou.
“A Casa das Hostesses... Um lugar mágico que cura até as cicatrizes mais profunda da alma... Não teria um lugar mais perfeito pras Gazegirls! Na Casa das Hostesses é como estar em casa depois de muito tempo longe! Com as Gazegirls é como estar na Casa das Hostesses”.
O fio vermelho moveu um balão roxo ao lado de Carolina e ela o estourou. Dentro dele havia muitas borboletas. Sugizo sorriu novamente e, sem dizer nenhuma palavra com os lábios, mas todas com os olhos, entregou um envelope nas mãos de Ana.
“Minha Reita, o Destino colocou uma no caminho da outra de um jeito que nenhuma das duas pudesse suspeitar e de uma maneira misteriosa transformou uma amizade de dias em uma de anos... Não tem um dia que eu não deseje a sua felicidade e depois de tudo o que vivemos juntas, eu sei que você deseja a minha com igual intensidade”.
Carolina puxou o fio vermelho e moveu um balão azul perto de Yutaka. O baterista o estourou e sorriu seu lindo sorriso de covinhas ao ver cais pequenos corações aos seus pés.
– Só faltava o envelope da Chibi – Sugizo entregou à menina um envelope igual aos das outras.
“Como escrever apenas algumas linhas pra quem já sabe tudo de mim? Você conhece as máscaras que eu uso e as lágrimas que eu derramo por baixo delas... Você é mais que minha irmã... É minha musa, minha deusa, minha vida... É minha força, minha esperança, minha bonequinha... Meu coração”.
Carolina puxou o fio vermelho e moveu outro balão roxo, que Takanori estourou.
“Assim como Nana, eu tive de colocar Paradise! Não por ter encontrado personagens que se assemelhavam a todos nós... Nem porque o casal principal me lembra tanto um casal que eu amo... Mas porque, se a arte imita a vida, eu pude ver a vida imitando a arte ao ver nossa Ana desabrochando como a Yukari... Saindo de seu casulo e ganhando o céu”.
Takanori percebeu que o fio vermelho tinha acabado. Todos eles se voltaram para os senpais. Sugizo retirou o chapéu e os reverenciou.
– Vocês terminaram a tarefa dos balões com suas respostas, suas cartas e duas novas pistas. Terminaram envoltos pelo fio vermelho da Ny-chan!
– Antes de saírem, só há uma coisa a mais a ser feita... –Inoran completou.
O guitarrista mais novo retirou de trás do balcão quatro pequenos girassóis.
– Um pra cada uma das Gazegirls – ele disse, entregando-lhes. – Para sempre lembrarem da força que vocês têm, de tudo o que já conseguiram enfrentar e tudo que ainda tem pela frente... Pra nunca se esquecerem que as mantém unidas!
– A carona de vocês está lá fora, está bem? – Sugizo os conduziu novamente para o andar inferior da boate. – Boa diversão!
Os oito saíram da Casa das Hostesses e encontraram um novo carro os esperando. Sentado no banco do motorista, estava Hyde.
– Hyde-san? Também está envolvido nisso? – Takanori perguntou, surpreso ao outro vocalista.
– E eu fiquei com uma parte bem importante! – o mais velho disse, orgulhos. – Trouxeram suas luzes? – ele se virou para o banco de trás, para encará-los, com seu lindo sorriso perturbador.
– Que luzes? – Carolina perguntou, surpresa.
– “Não há terra, fogo, mar ou ar que consiga me deter. Eu acabo coma escuridão, mas sufocada, posso morrer”! – ele recitou, assim como Heath tinha feito.
– A resposta é “luz”? – Yuu perguntou.
– Iie – o mais velho gargalhou.
– Pra onde está nos levando, Hyde-san? – Ana perguntou, docemente.
– Vocês que devem me dizer... Eu só estou dando voltas... – Hyde gargalhou mais uma vez.
– Mas... Não sabemos pra onde ir... A Ny-chan não nos disse... – Akira respondeu, surpreso.
– Não disse? Vocês têm certeza? – o vocalista do L’arc~en~ciel e do VAMPS disse, bem humorado, naquele to de voz que se usa quando já se conhece a resposta que os outros ainda buscam.
Takanori retirou de seu bolso o mapa sem palavras que encontrara dentro do balão e o olhou atentamente.
– Eu não consigo entender que lugar é esse... – o vocalista do the GazettE disse pensativo.
– É... A pista não estava mesmo num papel pelo que eu entendi... – o mais velho respondeu.
– Não?! – todos eles se surpreenderam.
– Mas então... O que era? – Monique perguntou.
– Provavelmente, nem se importaram com ela... – Hyde respondeu.
Todos ficaram em silêncio, tentando se lembrar de todas as pistas que tinham encontrado. Ruki voltou a encarar o mapa e, de repente, se voltou para os outros com a expressão iluminada de quem tinha achado a resposta.
– A areia! A Ny-chan está na praia – ele disse, satisfeito consigo mesmo.
– Muito bem! – o mais velho sorriu, seguindo na direção da praia.
– Mas... Que lugar da praia? – Mariana perguntou e todos a olharam, sem saber responder.
– Uma coisa de cada vez, my dear! Uma coisa de cada vez... – Hyde riu. – Vocês saberão!
Todos permaneceram em silêncio enquanto o mais velho dirigia, tentando juntas as peças daquele quebra-cabeça que Sereny lhes aprontara. Perceberam que rodavam em frente a algumas casas de praia.
– Vocês descem aqui – Hyde disse de repente. – Em uma dessas casas, encontrarão a resposta final! Boa sorte!
– Como assim “em uma dessas casas”? Ela quer que adivinhemos a casa? – Akira perguntou, desesperado.
– É claro que não, Akira-san – o mais velho sorriu, olhando-os pela janela quando o último desceu do carro e fechou a porta. – Ela já lhes mostrou como encontrar a casa! – e dizendo isso, ele se afastou.
Os oito olharam para as casas dos dois lados da rua, tentando encontrar alguma coisa que lhes parecesse familiar e os guiasse pro lugar certo. Tinham casas de variados tamanhos e cores, com jardins muito bem cuidados.
Eles andaram passos hesitantes, sem reconhecer nada. A rua estava estranhamente calma e silenciosa, mas como a praia ficava atrás das casas e o dia estava bom, as pessoas deviam estar aproveitando.
– Esperem! – Yutaka disse, de repente. – O que estamos nos esquecendo? – os outros o olharam, calados. – Não resolvemos nem a charada, nem o mapa!
O vocalista retirou o mapa do bolso novamente e todos olharam com muita atenção.
– A casa está muito bem detalhada para um mapa... – Yuu comentou. – Talvez, encontremos uma assim por aqui... – o guitarrista moreno ergueu a cabeça e olhou em volta, procurando pela casa desenhada.
– E a charada? – Monique perguntou, pensativa. – O que será que ela significa?
– Acho que a Ny-chan nos deu uma outra pista para encontrarmos a casa! – Mariana sorriu abertamente e apontou adiante um jardim de girassóis como os que as Gazegirls ainda traziam nas mãos.
Eles se aproximaram e a casa realmente se parecia com a casa que estava desenhada no mapa.
– Eu espero que seja realmente aqui o ponto final... – Carolina suspirou pesadamente antes de eles chegarem à porta e tocarem a campainha da casa.
– Sejam bem vindos! – Kouyou abriu a porta, prontamente, vestindo uma camisa social branca, com um colete preto por cima, combinando com a calça, do mesmo jeito que ele estava vestido no PV de “Silly God Disco” e seu jeito de falar estava formalmente engraçado. – Podem entrar!
Ele os conduziu para dentro, passando por um corredorzinho enfeitado com as pequenas luas, estrelas, borboletas e corações que estavam dentro dos balões. Nos fundos da casa, Sereny os esperava sorridente, vestida da mesma forma que o namorado.
Na varanda, eles tinham disposto cinco mesinhas, cada uma com duas cadeiras e uma mesa maior com bolos, tortas doces e salgadas, bombons, brigadeiros, beijinhos, salgadinhos do todos os tipos, sorvetes e sucos de diversos sabores... Ela também estava toda enfeitada com balões, como a Casa das Hostesses.
– Bem vindos todos ao salão de festa do Gazegirls’ Day! – a morena disse, sorrindo. – Espero que apreciem o Buffet e a vista – ela gesticulou para o céu azul e as ondas que quebravam na praia, num quadro perfeito e mágico. – E me perdoem pela brincadeirinha... Nós precisávamos de muito tempo pra terminar aqui, né, Kou?
– Você se preocupa demais, Ny-chan – Akira abraçou a menor e beijou-lhe o topo da cabeça, fazendo-a sorrir.
– Do que você está falando, Akira? Reclamou o tempo todo! – Ana gargalhou.
–- Vamos comer? A Ny-chan teve o maior trabalho pra preparar tudo isso pra gente – o baixista tentou desviar o assunto e todos gargalharam.
Depois de servidos e acomodados, ainda restava algumas dúvidas na cabeça da líder das Gazegirls que ela precisava tirar a limpo.
– Ny-chan... – Mariana chamou a mais nova que foi até ela prontamente.
– Hai, líder!
– Tem uma coisa que eu ainda não entendi... – todos pararam de comer e prestaram atenção no que a garota dizia. – Você nos deu uma charada pra resolvermos, mas não chegamos a nenhuma conclusão!
Sereny deu risada.
–“Não há terra, fogo, mar ou ar que consiga me deter. Eu acabo com a escuridão, mas sufocada, posso morrer”... Eu lhes dei algumas pistas pra essa resposta... A frase do “Pequeno Príncipe”, os girassóis, as cartas... Essa festa! O próprio Gazegirls’ Day! – ela terminou sorrindo. – Vocês acabaram com a minha escuridão! E não tem nada que possa nos deter!
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