Gatos montanheses virão buscar meus ossos

1 GATOS MONTANHESES VIRÃO BUSCAR MEUS OSSOS


Os meus fantasmas tornaram a solidão amiga
Não sei se apago a luz e vou-me deitar, ou continuo a esperar
Ahh, fantásticos fantasmas, tornaram minha solidão em vício
Não sei se já esteve aqui ou nunca vai estar
Oh nega, posso te chamar assim?
“Sou sua única amiga agora...”
Force um pouco mais, eu já tentei tanto
Não sai nem um pingo de leite da pedra
A luz é tão fugaz
Esses estereótipos abusam da minha tendência mística
“Toca Raul!”
Nego afirmar, mas... Nossa, que beijo doce
Desse sonho quero ser o amor
A fronha
A concha no meio da conchinha
Quero ser soldado raso em vala profunda
Jazido ao seu lado
Cobrir-nos com argaço no fundo do mar
“Mãe estou escrevendo, pode esperar um pouco?”
“Você está sorrindo?”
“Lembrando mãe, lembrando...”
(...)
“Lembrando”
Sou que nem cachorro vigiando o portão
Sou o ratatata da guitarra, desafinada
Sou o pistoleiro que saca a arma depois de morrer, claro
Claro afirmativo, claro de claridade
Eu só queria ficar um pouco mais no computador
Caminhando e cantando de mãos dadas a extinção

G arfos dançam na balbúrdia alegórica do meu canto(fúnebre)
A rpei na Terra, tristemente longe da sua
B elisquei minha pele, tudo parece tão irreal nessa metamorfose
R uar é brega, anacrônico não é amar
I nebriado pelo perfume lavanda, dos seus risos e olhos, cruzados aos meus
E nada pode mudar, olhando o Sol, percebo que tudo que passamos não p-a-s-s-o-u
L, apenas uma letra para trazer o fenecimento a arte
A nagrama...

Fim,
20/06/14

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