Gatah em Chamas
9 Promessas
Notas iniciais
Muito fofos, é claro!
como os olhos, que emanavam certa frieza.- Tom — chamei-o, indicando as piriguetes com o queixo.Ele olhou distraidamente para as meninas, e pude ver uma leve surpresa em seu olhar. Ele ergueu as sobrancelhas.- Quem diria!Eu olhei com desprezo para elas enquanto o Tom dizia:- Não dê a mínima atenção para elas. Eu não vou deixá-las estragarem a nossa noite.- Com certeza.Com um arrepio percorrendo o meu corpo, eu senti seus olhos negros nos meus. Levantei-os para encará-la, e não pude deixar de sentir uma raiva surda. Como o meu namorado dissera (sim, meu namorado!), ela não ia estragar a nossa noite. Não hoje.A Erika sorriu falsamente para o Tom, que ignorou-a completamente.- Então, Agatah, o cinema na minha casa hoje ainda está de pé?- Claro! Eu já tinha até me esquecido… Mas a minha mãe, ah meu Deus…- Pode deixar comigo. Me dê o número dela.Eu o olhei surpresa enquanto ele pegava o celular. Essa eu queria ver: o Tom convencer a mãe da namorada.Eu digitei o celular da minha mãe e esperei-a atender, na expectativa.- Alô? Mãe? - Filha! Tudo bem com você?- Tudo, eu estou jantando.- Ainda? Onde é que você está? Já estava ficando preocupada!- Ahm, eu estou no… no Fingers, mãe.- No Fingers? — ela falava excitada. — Como?…- Ah, bem… é que meu amigo é filho da dona, então, sabe…- Seu amigo? Quem?Tom fez um gesto me pedindo o celular.- Um minuto mãe… ele quer falar com você.Eu passei hesitante o telefone, não sabendo o que prever. Olhei de esguela para a mesa da Erika e, aliviada, percebi que a atenção dela não estava mais em nós.- Senhora Katheryn?- perguntou Tom, cavalheiro.- Sim... E o senhor é…?- Tom Eagle, filho do Jason Mars e da Stephanie Eagle. A senhora deve conhecer, imagino.- Ah meu Deus! É claro que eu conheço! O Jason era meu amigo quando pequena, eu lembro do seu sonho por ser ator! E como ele está?O Tom olhou boquiaberto para mim, e eu também não sabia o que dizer. A minha mãe nunca tinha dito aquilo para mim!- Nossa, eu não sabia — riu-se Tom, surpreso. — Ele está super bem. Sua carreira está uma loucura!- Que legal! Ah, com certeza o seu pai vai lembrar de mim. Pergunte para ele! A Katy Angel, não se esqueça.- Claro, pode deixar! Ahm, Katy, será que a sua filha pode vir conhecer a minha casa hoje? É que ela adora carros, você deve saber, e o meu pai tem uma coleção…- Mas é claro! Fica mais fácil para mim assim… e quando você traz ela de volta?Pude ouvi-lo engolindo em seco, e eu coloquei todas as minhas energias para dar certo.- Eu estava pensando, se não for incômodo para você, é claro, se a Agatah podia dormir na minha casa hoje… — Ele usou o tom mais gentil que pôde. Houve um breve silêncio no telefone, no qual eu olhava ansiosa para o Tom, apurando os ouvidos para escutar um sonoro "não". O silêncio só me deixava mais ansiosa, tentando adivinhar o que a minha mãe estaria pensando naquele exato segundo, ou qual seria a sua expressão…- Dormir? — repetiu ela, aparentemente tensa.- Sim, será um prazer.Eu lancei um olhar de desaprovação ao Tom por ter usado a palavra "prazer". A Katy poderia levar a mal, mesmo inconscientemente.- Você tem certeza? — ela ainda estava apreensiva.- Claro! Não causará incômodo nenhum. Tenho certeza de que meu pai gostaria de conhecer a sua filha! E, amanhã, quem sabe vocês possam se encontrar novamente!Eu sorri afirmativamente para o Tom, encorajando-o.Houve mais uma pausa até ela milagrosamente responder:- Está bem.Eu suspirei aliviada e ele roubou um selinho meu ao desligar o telefone, após agradecer gentilmente.- Como você consegue? — perguntei, impressionada. — Você precisa me ensinar!Ele deu seu sorriso torto e deu de ombros.- É um dom.- É, eu já percebi esse dom há algum tempo.Eu tinha me esquecido completamente da presença desagradável da Erika, até ela aparecer na nossa frente.- Ora, ora! Agatah, você no Fingers! E o Tom se rebaixando ao seu nível… uma pena — disse Erika com desprezo.
- Olá, pulguenta! Sabia que é proibida a entrada de animais? - disse Victoria, rindo.Eu sorri falsamente para ela.- É mesmo? Estranho, porque estou vendo uma piranha e uma vaca bem na minha frente.Elas fizeram uma cara de ofendidas.- Como ousa…? — começou Erika.- Erika — cortei-a -, por favor, volte para o seu pasto e nos deixe em paz. E eu não sabia que piranhas podiam trair alguém… ah é, esqueci que elas não têm sentimentos.- Sua gata sarnenta… — rosnou Victoria.- Eu sei o que vocês querem, e não vão ter — cuspi. — Acho que vocês não vão conseguir ele tão cedo assim. - É o que nós vamos ver. — E com essa frase "de dar medo" pairando no ar, elas foram embora rebolando para uma mesa bem ao longe. Graças a Deus.- Uau. — Tom parecia impressionado.- Obrigado — agradeci sorrindo, meio sem jeito. Eu sempre quisera fazer aquilo! Foi uma sensação ótima, todos deveriam experimentar. — Minha mãe deixou! Meu Deus… isso sim é impressionante. E ela era amiga do seu pai!- Pois é — riu-se ele. — Isso foi surpreendente!- Eu nunca imaginaria…- Aqui está a comida de vocês — anunciou o garçom, servindo o nosso prato. Era uma comida típica alemã, e eu não pude deixar de rir para o Tom.- Sua mãe também é alemã?- Na verdade, não. Meus pais se conheceram no Brasil, muito antes da gente ir morar na Alemanha e eu nascer. Aí eles quiseram se mudar para cá recentemente, minha mãe queria montar um restaurante… e eu adorei a ideia, é claro, como eu tinha dito. Eu odiava a fama de "filho do Jason".Eu sorri compreensivamente para ele. É claro que ele se sentia incomodado com isso; quem não se sentiria?- E então você veio para cá e eu tive a sorte de te conhecer — comentei.- Na verdade, eu tive essa imensa sorte — contrapôs ele teimosamente.Eu revirei os olhos.- Que filme nós vamos assistir? — perguntei, servindo um pouco de linguiça no meu prato. Acabara de perceber que meu estômago reclamava de fome, mesmo depois de todos aqueles acontecimentos.- Não sei… qual você quer?- Deixe-me ver… — Pensei em milhões de filmes que eu já vira ou gostaria de ver. Eram milhares. Sugeri o primeiro que veio em minha mente. — O que você acha de Harry Potter?Ele sorriu para mim, aprovando a minha sugestão.- Com certeza. Eu adoro essa série! Mas… qual filme você quer?Eu dei de ombros enquanto experimentava a comida. Era sensacional!- Meu Deus! Não é à toa que esse restaurante é tão famoso!Eu gemi saboreando a deliciosa e divina comida, pensando como a minha futura sogra cozinhava perfeitamente… O Tom riu da minha cara de prazer e se serviu também.- Escolha você qual dos filmes — disse após engolir aquela gostosura. Deuses!Ele comeu a primeira garfada e sorriu para mim, fazendo uma cara de aprovação.- Talvez o segundo, da câmara secreta? — sugeriu ele.- Pode ser — Lembrei-me de que aquele era o mais assustador. Ótimo, seria mais uma perfeita desculpa para ficar agarrada com ele e… nossa, como a minha mente apronta comigo! Eu sacudi a cabeça para me afastar daquelas imagens tentadoras e mudei de assunto.- Então, se você cozinha como a sua mãe… já estou te aceitando para o casamento!Ele riu gostosamente. Como a sua risada era perfeita! Eu comi demoradamente a minha comida, apreciando-a. Ficamos por um minuto em silêncio e, impressionantemente, eu não me incomodei. Era reconfortante.- Sabe, com você aqui do meu lado, eu quase me esqueci da festa Kington! — confessei. — Vai ser amanhã… meu Deus!- Eu também! — riu-se ele. Subitamente, ele pareceu se lembrar de alguma coisa importantíssima e deixou o garfo cair em seu prato, com um baque que me assustou.- Meu Deus! — exclamou ele, colocando a mão na testa, surpreso. — Eu me esqueci! A Fernanda avisou que a Marcela vem pra casa amanhã de manhã! Eu olhei boquiaberta para ele e arfei, perplexa.- O quê?! A sua prima?Ele olhou para mim como se desculpasse sinceramente.- Eu tinha me esquecido! Me desculpe, Agatah! Eu não imaginava que seria no mesmo dia…Eu sacudi a cabeça, sem conseguir acreditar no que estava acontecendo. Como assim? A Marcela, de quem eu morria de ciúme sem mesmo a ter visto uma vez na vida… e eu já teria que aturá-la durante a festa e dividir o meu namorado!- Eu simplesmente não consigo acreditar…- Não há motivos para se preocupar, Agatah. Você é a minha namorada agora. Nada vai nos impedir — reconfortou-me Tom.- Ela não pode… ah, Tom, jura que não me trocará por ela? — pedi quase chorando. Inferno, Agatah, por que diabos você está chorando? E na frente do seu namorado?! Eu tentei segurar o choro com todas as minhas forças. Simplesmente não tinham razões para eu chorar, não naquele momento… e eu não precisava me importar com a prima idiota dele. Eu tinha que aceitar isso; ainda haveria muitos obstáculos a enfrentar se eu realmente quisesse ficar com o Tom, principalmente o Tom filho do Jason Mars.Eu olhei para o meu namorado, meio que envergonhada pela minha reação. Ele sorriu gentilmente para mim, limpou uma lágrima no meu rosto e me aconchegou em seu peito macio.- Obrigada — agradeci numa voz embargada. Eu ainda não sabia o motivo pelo qual eu chorara, mas aquilo apenas confirmou o meu profundo receio de perdê-lo.- Eu nunca vou te trocar por garota nenhuma — prometeu ele. - Muito menos te magoar com outro alguém.Eu sorri e me perguntei se aquela promessa seria realmente cumprida, e eu desejei com todas as minhas forças que sim.- Você não deve se preocupar com qualquer coisa que a Marcela disser ou fizer, promete?- Prometo.
Notas finais
Boa volta às aulas! E boa sorte para todas vocês encontrarem o seu próprio Tom!O que vocês estão achando da minha fanfic???
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